{"id":29628,"date":"2025-08-14T21:44:08","date_gmt":"2025-08-14T21:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/29628\/"},"modified":"2025-08-14T21:44:08","modified_gmt":"2025-08-14T21:44:08","slug":"fogos-porque-nao-foi-pedida-ajuda-e-a-evolucao-5-respostas-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/29628\/","title":{"rendered":"Fogos. Porque n\u00e3o foi pedida ajuda e a evolu\u00e7\u00e3o: 5 respostas \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Os inc\u00eandios que lavram em Portugal n\u00e3o t\u00eam dado tr\u00e9guas nos \u00faltimos dias. Desde 2 de agosto que o territ\u00f3rio est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de alerta devido ao risco de fogos, que tamb\u00e9m tem atingido pa\u00edses como Espanha, Fran\u00e7a ou Gr\u00e9cia. Ao in\u00edcio da manh\u00e3 desta quinta-feira, mais de 2.700 bombeiros combatiam inc\u00eandios em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. Estavam ativos quatro fogos de grandes dimens\u00f5es: Cinf\u00e3es, S\u00e1t\u00e3o, Trancoso e Arganil. Este \u00faltimo, que deflagrou devido a uma trovada seca, era o que mobilizava pelas 10h00 mais meios: acima de 900 bombeiros, 301 carros e cinco meios a\u00e9reos.<\/p>\n<p>Este ano <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/08\/14\/incendios-mais-de-120-concelhos-do-interior-norte-e-centro-e-algarve-em-risco-maximo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">j\u00e1 arderam 63.247 hectares de \u00e1rea florestal<\/a>, metade dos quais nas \u00faltimas tr\u00eas semanas, e deflagraram 5.963 inc\u00eandios, sendo a maioria nas regi\u00f5es do Norte e Centro. Especialistas em risco de inc\u00eandio j\u00e1 tinham vindo a alertar que este ano podia ser um ano de fogos florestais graves. A primavera chuvosa, que criou as condi\u00e7\u00f5es para o crescimento de muita vegeta\u00e7\u00e3o, agora seca, aliada ao anticiclone que desde julho est\u00e1 sobre a Europa, trazendo temperaturas muito elevadas, t\u00eam proporcionado as condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis a fogos. Perante este cen\u00e1rio, Portugal planeia recorrer a apoio europeu, como Espanha fez? E o que se pode esperar dos pr\u00f3ximos dias?<\/p>\n<p>Espanha formalizou na quarta-feira \u00e0 noite um pedido de ajuda \u00e0 Uni\u00e3o Europeia (UE) para ajudar a combater os inc\u00eandios que lavram no pa\u00eds, provocando pelo <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/08\/14\/terceira-morte-em-espanha-no-combate-aos-fogos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">menos tr\u00eas mortos e v\u00e1rios feridos e queimaram cerca de 50 mil hectares<\/a>. Foram solicitadas duas aeronaves Canadair, anunciou o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlask. Tamb\u00e9m a Gr\u00e9cia, onde na quarta-feira deflagraram 82 focos de inc\u00eandios, recorreu aos mecanismos europeus para obter quatro bombardeiros de \u00e1gua suplementares. E Portugal? Porque n\u00e3o fez o mesmo?<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ObnejbNPre\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/08\/13\/incendios-espanha-pede-ajuda-da-ue-para-combater-varios-fogos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Inc\u00eandios. Espanha pede ajuda da UE para combater v\u00e1rios fogos<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Na semana passada, a UE garantiu que <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/08\/07\/comissao-europeia-lembra-ter-meios-disponiveis-de-ajuda-no-combate-a-incendios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">est\u00e1 dispon\u00edvel e em condi\u00e7\u00f5es de apoiar os pa\u00edses no combate aos inc\u00eandios<\/a>. A porta-voz do executivo comunit\u00e1rio Anna-Kaisa Itkonen explicou, no entanto, que s\u00f3 o faria mediante um pedido dos Estados-membros. Na noite desta quarta-feira, por\u00e9m, o primeiro-ministro afastou para j\u00e1 a possibilidade de recorrer a ajuda internacional, garantindo que \u201cquando as circunst\u00e2ncias o motivarem\u201d o Governo fa-lo-\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cIsso obedece a crit\u00e9rios de natureza t\u00e9cnica e operacional que ter\u00e3o de ser atendidos\u201d, disse aos jornalistas ap\u00f3s a reuni\u00e3o semanal e jantar com o Presidente da Rep\u00fablica, que se realizou esta quarta-feira no Algarve. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos nenhuma obje\u00e7\u00e3o a faz\u00ea-lo, quando tiver de ser feito, mas tamb\u00e9m n\u00e3o o vamos fazer nas alturas em que n\u00e3o for tecnicamente adequado\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 incomum Portugal recorrer a ajuda internacional no combate a inc\u00eandios. No ano passado, a pedido da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma da Madeira, o Governo portugu\u00eas <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/08\/21\/incendios-governo-desmente-que-espanha-tenha-enviado-dois-avioes-canadair-para-a-madeira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">ativou o Mecanismo Europeu de Prote\u00e7\u00e3o Civil<\/a>, que permitiu a chegada de dois avi\u00f5es Canadair uma semana depois de os fogos deflagrarem. N\u00e3o se sabe se este ano o executivo vai fazer tal solicita\u00e7\u00e3o, estando para j\u00e1 afastada essa hip\u00f3tese.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"t1maeXeuvg\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/como-evoluiu-o-incendio-da-madeira\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Multim\u00e9dia. Como evoluiu o grande inc\u00eandio da Madeira. E como foram chegando os meios<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Este ver\u00e3o, e em particular nas \u00faltimas semanas, Portugal tem sido afetado por sucessivas ondas de calor, come\u00e7a por explicar o climatologista Carlos da C\u00e2mara ao Observador. Se essa sucess\u00e3o de vagas \u00e9 \u201can\u00f3mala\u201d, o fen\u00f3meno que as est\u00e1 a provocar \u00e9 comum: <strong>um anticiclone, uma zona de altas press\u00f5es, que est\u00e1 atualmente sobre a Europa<\/strong>. O professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa refere que essa zona de altas press\u00f5es <strong>n\u00e3o se move desde julho<\/strong>: \u201cH\u00e1 uns dias em que enfraquece um bocadinho, depois anda mais para o oeste, mais para o leste, mas n\u00e3o sai\u201d.<\/p>\n<p>E porque \u00e9 que o bloqueio provoca estas ondas de calor t\u00e3o grandes? H\u00e1 tr\u00eas mecanismos que o explicam. O primeiro \u00e9 que o anticiclone faz com que venham ventos do norte de \u00c1frica, que atravessam Espanha, e que s\u00e3o \u201cmuito quentes e muito secos\u201d. H\u00e1 um segundo fator que importa: esse ar, j\u00e1 quente e seco, desce e \u00e9 comprimido, o que aumenta ainda mais a temperatura. \u201cJ\u00e1 deve ter experimentado que se encher uma bola com uma bomba de ar a bomba fica quente. Isto porque quando o ar \u00e9 comprimido aumenta a sua temperatura\u201d. O terceiro aspeto \u00e9 que nas zonas anticicl\u00f3nicas n\u00e3o h\u00e1 nuvens e, por isso, a radia\u00e7\u00e3o solar chega em maior quantidade.<\/p>\n<p>O problema neste momento \u00e9 que o anticiclone n\u00e3o sai do s\u00edtio, o que contribuiu para uma onde de calor extensa. \u201cCostumamos ter ondas de calor na ordem de seis, sete, oito dias, que depois quebram e retomam uns dias depois. Desta vez j\u00e1 h\u00e1 zonas do norte e centro que est\u00e3o em onda de calor h\u00e1 14 ou 15 dias e que hoje e amanh\u00e3 v\u00e3o continuar\u201d, aponta Patr\u00edcia Gomes, do Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA).<\/p>\n<p>Estas situa\u00e7\u00f5es de bloqueio s\u00e3o \u201ct\u00e3o velhas como a S\u00e9 de Braga\u201d \u2014 os primeiros estudos de bloqueios s\u00e3o de 1950 \u2013, diz Carlos da C\u00e2mara, e significam que os efeitos se v\u00e3o acumulando. O que \u00e9 an\u00f3malo \u00e9 ficar tanto tempo parado. O motivo? \u201cTemos o Mediterr\u00e2neo, e tamb\u00e9m o Atl\u00e2ntico, extremamente quente\u201d, explica, acrescentando que essa temperatura t\u00e3o elevada se deve \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cA situa\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica \u00e9 normal\u00edssima. Os mecanismos s\u00e3o os mesmos, mas est\u00e3o a atuar num background diferente\u201d.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de bloqueio n\u00e3o afeta s\u00f3 Portugal. \u201cBasta olhar para o mapa e ver os fogos em Espanha, onde a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 insustent\u00e1vel, em Fran\u00e7a, inc\u00eandios brutais, na Gr\u00e9cia, na Turquia e agora na Cro\u00e1cia\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>Alguns especialistas em risco de inc\u00eandio, como Carlos da C\u00e2mara, j\u00e1 vinham a alertar\u00a0para essa possibilidade. Numa entrevista \u00e0 <a href=\"https:\/\/rr.pt\/noticia\/pais\/2025\/07\/02\/este-podera-ser-um-ano-de-fogos-florestais-graves\/431137\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Renascen\u00e7a<\/a>, a 2 de julho, indicava que 2025 poderia ser \u201cum ano de fogos florestais graves\u201d. Ao Observador, diz agora que as previs\u00f5es do Centro Europeu, sobre um ver\u00e3o mais quente e seco do que o habitual, aliadas \u00e0s temperaturas dos oceanos, que s\u00e3o muit\u00edssimo lentos a arrefecer, e \u00e0 primavera extremamente chuvosa que vivemos, que criou muita vegeta\u00e7\u00e3o agora seca, j\u00e1 permitiam adivinhar um cen\u00e1rio preocupante.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa destaca que nunca viu intensidades t\u00e3o grandes em inc\u00eandios. \u201cOntem \u00e0 noite o inc\u00eandio de Pi\u00f3d\u00e3o estava a chegar a 800 megawatts, o que \u00e9 uma liberta\u00e7\u00e3o de energia que era mais aceit\u00e1vel se fossem 16h da tarde. \u00c0s 22h \u00e9 uma loucura\u201d, aponta. \u201cH\u00e1 energias a serem libertadas da ordem de mil megawatts. J\u00e1 trato estes dados h\u00e1 muitos anos e nunca me tinha acontecido usar quatro d\u00edgitos\u201d, diz, lembrando o inc\u00eandio de 4 de Agosto em Vila Real que chegou aos 1052,3 MW.<\/p>\n<p>Domingos Xavier Viegas, especialista em fogos florestais, disse \u00e0 ag\u00eancia Lusa que, em termos meteorol\u00f3gicos, 2025 est\u00e1 \u201cmuito pr\u00f3ximo\u201d dos \u201cpiores anos\u201d das \u00faltimas d\u00e9cadas, como os de 2003, 2005, 2017 \u2014 quando se registaram inc\u00eandios de Pedrog\u00e3o Grande \u2014 e 2022. O professor jubilado da Universidade de Coimbra alertou para o elevado \u00edndice de secura.<\/p>\n<p>Citando dados de um programa da Universidade de Coimbra de medi\u00e7\u00e3o do teor de humidade dos combust\u00edveis da floresta, que \u00e9 realizado com uma amostragem na Lous\u00e3, com combust\u00edveis representativos do centro e norte do pa\u00eds, Xavier Viegas salientou que o \u201cteor de humidade para j\u00e1 dos combust\u00edveis mortos \u00e9 muito, muito baixo\u201d. \u201cOs dados que os meus colegas me facultaram indicam teores de humidade na ordem dos 4 ou 6%, que s\u00e3o valores que indicam um \u00edndice de perigo extremo. E os valores do teor de humidade dos arbustos\u201d est\u00e3o \u201centre os 5% mais baixos desde que temos registo h\u00e1 mais de 20 anos\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Segundo o IPMA, o aviso de tempo quente vai continuar pelo menos at\u00e9 domingo, principalmente no interior e a regi\u00e3o sul. No entanto, na sexta-feira e s\u00e1bado j\u00e1 se vai notar que a temperatura no litoral, norte e centro pode descer. \u201cMas ser\u00e1 s\u00f3 um pouco\u201d, salienta Patr\u00edcia Gomes. \u201cSe calhar nos locais que hoje registarem 35.\u00baC, no s\u00e1bado estar\u00e3o 29.\u00baC ou 30.\u00baC, portanto j\u00e1 se nota uma diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Gomes nota tamb\u00e9m que, por oposi\u00e7\u00e3o, a partir de s\u00e1bado dever\u00e1 registar-se uma subida de temperatura no Algarve. \u201cMesmo junto \u00e0 faixa costeira algarvia poderemos ter previs\u00e3o de valores entre os 35.\u00baC e os 38.\u00baC, que acabam por ser valores bastante elevados para uma praia\u201d.<\/p>\n<p>A partir de segunda-feira espera-se uma \u201cdescida significativa\u201d da temperatura, com uma corrente mais de Norte, situa\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 ajudar no combate aos inc\u00eandios que est\u00e3o a afetar v\u00e1rias regi\u00f5es do territ\u00f3rio. \u201cAcaba por chegar at\u00e9 n\u00f3s um ar menos quente. Esta massa de ar ter\u00e1 tamb\u00e9m um maior conte\u00fado em humidade que vai ajudar a \u2018refrescar\u2019 as temperaturas\u201d, explica. \u201cVamos continuar com valores de 30\u00baC e muitos no interior do Alentejo, em alguns locais do interior centro e da regi\u00e3o de Tr\u00e1s-os-Montes, mas j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e3o valores da ordem de 40\u00baC\u201d. Dia 18 tamb\u00e9m traz o fim das noites tropicais, que eventualmente podem manter-se apenas na zona do Algarve, que dever\u00e1 registar uma descida menos significativa nos term\u00f3metros do que o resto do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>O alerta partiu do Presidente da Rep\u00fablica. \u201c\u00c9 um dia particularmente preocupante. Pode apontar para uma situa\u00e7\u00e3o muito prop\u00edcia ao agravamento dos inc\u00eandios\u201d, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa na quarta-feira, depois do encontro com Lu\u00eds Montenegro. Garantiu, no entanto, que \u201chaver\u00e1 resposta adequada para esta situa\u00e7\u00e3o verdadeiramente grave\u201d.<\/p>\n<p>Carlos da C\u00e2mara reconhece que \u201cquinta, sexta, s\u00e1bado e domingo v\u00e3o ser uma s\u00e9rie de dias muito complicados\u201d. \u201cSexta-feira \u00e9 um dia particularmente complicado, mas temos que olhar para isto em sequ\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Focando-se exclusivamente nos par\u00e2metros meteorol\u00f3gicos, o IPMA diz que tudo aponta para a manuten\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o. \u201cA n\u00edvel de par\u00e2metros meteorol\u00f3gicos, amanh\u00e3 parece igual a hoje e a ontem. N\u00e3o vemos assim nada que nos pare\u00e7a que agrave a situa\u00e7\u00e3o\u201d, refere.<\/p>\n<p>Carlos da C\u00e2mara salienta ainda que quando se fala sobre inc\u00eandios \u00e9 preciso falar em preven\u00e7\u00e3o. Por um lado, diminuir o n\u00famero de igni\u00e7\u00f5es, que, destaca, n\u00e3o s\u00e3o apenas fruto de incendi\u00e1rios ou fatores clim\u00e1ticos. \u201cO fogo na vida rural \u00e9 utilizado para in\u00fameras atividades. Se estamos a usar uma m\u00e1quina para ro\u00e7ar mato ou para cortar uma \u00e1rvore, ela bate numa pedra, faz uma fa\u00edsca. H\u00e1 todo um conjunto de atividades humanas que levam a igni\u00e7\u00f5es\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o \u00e9 suficiente, diz, lembrando que a paisagem rural mudou completamente e h\u00e1 atualmente menos terrenos cultivados, aliado a um desaparecimento da popula\u00e7\u00e3o no interior. \u201cH\u00e1 uma desarmonia entre uma meteorologia que tem efeitos mais gravosos devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, uma vegeta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o tipo de meteorologia que a envolve e comportamentos humanos que levam a igni\u00e7\u00f5es\u201d, salienta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os inc\u00eandios que lavram em Portugal n\u00e3o t\u00eam dado tr\u00e9guas nos \u00faltimos dias. 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