{"id":297482,"date":"2026-03-09T07:46:13","date_gmt":"2026-03-09T07:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/297482\/"},"modified":"2026-03-09T07:46:13","modified_gmt":"2026-03-09T07:46:13","slug":"alzheimer-e-a-segunda-doenca-mais-temida-pelos-brasileiros-09-03-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/297482\/","title":{"rendered":"Alzheimer \u00e9 a segunda doen\u00e7a mais temida pelos brasileiros &#8211; 09\/03\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/datafolha\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Datafolha<\/a> encomendada pela farmac\u00eautica Eli Lilly e divulgada nesta segunda (9) mostra que o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/alzheimer\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Alzheimer<\/a> \u00e9 a segunda doen\u00e7a que os brasileiros mais temem que atinja algu\u00e9m pr\u00f3ximo, atr\u00e1s apenas do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/cancer\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e2ncer<\/a> e \u00e0 frente do Parkinson e da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/aids\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Aids<\/a>. Os dados tamb\u00e9m apontam que 4 em cada 10 brasileiros conhecem algu\u00e9m com Alzheimer.<\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em dezembro do ano passado, em todo o Brasil. Quando perguntados sobre qual<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/11\/quantos-passos-diarios-podem-ajudar-a-retardar-os-sintomas-de-alzheimer.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> diagn\u00f3stico mais temiam <\/a>que atingisse algum parente ou amigo \u2014entre Alzheimer, Parkinson, Aids e c\u00e2ncer\u2014, 75% dos entrevistados colocaram o c\u00e2ncer em primeiro lugar.<\/p>\n<p>O Alzheimer aparece na sequ\u00eancia, citado por 13% como o mais temido; a Aids vem depois (9%), e o Parkinson \u00e9 mencionado por 1% como maior temor.<\/p>\n<p>Para especialistas ouvidos pela<strong> Folha<\/strong>, o medo do Alzheimer est\u00e1 fortemente ligado ao desconhecimento sobre a doen\u00e7a. A geriatra Celene Pinheiro, presidente da Abraz (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alzheimer), diz que o estigma afasta as pessoas da busca por diagn\u00f3stico e tratamento.<\/p>\n<p>&#8220;O medo da doen\u00e7a faz com que muitos evitem procurar ajuda. Ainda existe a ideia de que dem\u00eancia \u00e9 algo natural do envelhecimento, e isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Sempre que h\u00e1 <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/11\/poluicao-do-ar-aumenta-risco-de-alzheimer-e-demencia-apontam-estudos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">mudan\u00e7as cognitivas<\/a> \u00e9 preciso investigar.&#8221;<\/p>\n<p>A geriatra Claudia Suemoto, professora associada da disciplina de Geriatria da Faculdade de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/medicina\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Medicina<\/a> da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), ficou surpresa com o fato de a doen\u00e7a aparecer entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sa\u00fade<\/a> em um grupo relativamente jovem.<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00e9dia de idade da pesquisa \u00e9 de 44 anos e apenas 22% t\u00eam 60 anos ou mais, que \u00e9 justamente a popula\u00e7\u00e3o com maior <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/11\/inflamacao-de-celulas-do-cerebro-determina-o-avanco-do-alzheimer-diz-estudo-liderado-por-brasileiros.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">risco para dem\u00eancia<\/a>&#8220;, afirma. &#8220;\u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o que, em geral, n\u00e3o est\u00e1 em risco imediato. Mesmo assim, o Alzheimer aparece atr\u00e1s do c\u00e2ncer entre os maiores medos&#8221;, diz a m\u00e9dica, que tamb\u00e9m \u00e9 diretora do Biobanco para Estudos em Envelhecimento da USP.<\/p>\n<p>Com o envelhecimento populacional, Suemoto avalia que cada vez mais pessoas convivem com algu\u00e9m que recebeu <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/11\/ouvir-musica-esta-associado-a-menor-risco-de-alzheimer-sugere-estudo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">diagn\u00f3stico de dem\u00eancia<\/a>. A pesquisa mostra que 41% dos entrevistados j\u00e1 receberam ou conhecem algu\u00e9m pr\u00f3ximo que recebeu diagn\u00f3stico de Alzheimer.<\/p>\n<p>Quando questionados na pesquisa sobre em quais casos \u00e9 mais importante receber o diagn\u00f3stico o quanto antes para o sucesso do tratamento, 84% citam c\u00e2ncer em primeiro lugar, e 10%, Aids. No caso do Alzheimer, o percentual cai para 4%, enquanto o Parkinson \u00e9 mencionado por 1%.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m aponta ampla concord\u00e2ncia (99%) sobre a import\u00e2ncia de procurar um m\u00e9dico aos <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/03\/cinco-alteracoes-na-fala-e-na-linguagem-que-ajudam-a-detectar-o-alzheimer-de-forma-precoce.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">primeiros sinais do Alzheimer<\/a>. Apesar disso, 60% reconhecem que, na pr\u00e1tica, costuma haver um longo per\u00edodo entre os primeiros sinais de confus\u00e3o ou perda de mem\u00f3ria e a busca por um especialista \u201488% avaliam que em geral as pessoas s\u00f3 procuram ajuda quando os sintomas j\u00e1 est\u00e3o mais graves.<\/p>\n<p>Celene Pinheiro afirma que a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre a doen\u00e7a ainda est\u00e1 associada \u00e0s fases mais avan\u00e7adas. Ela afirma que hoje, contudo, o acompanhamento precoce pode mudar esse cen\u00e1rio. &#8220;A doen\u00e7a de Alzheimer n\u00e3o tem cura, mas tem tratamento, e quanto mais cedo ele come\u00e7a, melhores s\u00e3o os resultados.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo a geriatra, com medica\u00e7\u00e3o, atividade f\u00edsica e estimula\u00e7\u00e3o cognitiva muitos <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/11\/quantos-passos-diarios-podem-ajudar-a-retardar-os-sintomas-de-alzheimer.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">pacientes conseguem manter autonomia por anos<\/a>. &#8220;Tem pessoas que viajam, v\u00e3o ao teatro, ao <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/cinema\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cinema<\/a> e mant\u00eam vida social ativa. A realidade hoje \u00e9 diferente da imagem que muitas pessoas ainda t\u00eam da doen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Falta de diagn\u00f3stico preocupa<\/p>\n<p>Um dos principais desafios no pa\u00eds est\u00e1 justamente no n\u00famero de casos que nunca chegam a ser identificados. Dados do Renade (Relat\u00f3rio Nacional de Dem\u00eancias) publicados em 2024 pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade indicam que cerca de 80% dos casos de dem\u00eancia no Brasil n\u00e3o s\u00e3o diagnosticados.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas vezes o diagn\u00f3stico ocorre apenas em fases mais avan\u00e7adas, quando os sintomas j\u00e1 est\u00e3o muito evidentes&#8221;, afirma Suemoto.<\/p>\n<p>A taxa de subdiagn\u00f3stico no Brasil \u00e9 maior que as da Europa (53,7%) e da Am\u00e9rica do Norte (62,9%), aproximando-se dos \u00edndices observados em pa\u00edses asi\u00e1ticos como China e \u00cdndia, que superam os 90%, segundo o Renade.<\/p>\n<p>A dem\u00eancia \u00e9 um termo que engloba diferentes doen\u00e7as, incluindo o Alzheimer, a mais comum. De forma geral, caracteriza-se por um d\u00e9ficit cognitivo que pode afetar mem\u00f3ria, linguagem, planejamento ou execu\u00e7\u00e3o de tarefas, grave o suficiente para interferir no dia a dia da pessoa.<\/p>\n<p>&#8220;Se algu\u00e9m que sempre foi organizado come\u00e7a a ter dificuldade para se comunicar, chega atrasado a compromissos ou n\u00e3o consegue mais realizar tarefas que antes fazia sem problema, isso pode indicar uma mudan\u00e7a cognitiva relevante&#8221;, diz a geriatra.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>Segundo a geriatra, ainda \u00e9 comum que familiares e at\u00e9 profissionais de sa\u00fade minimizem esses sinais, especialmente em pessoas muito idosas. Para ela, existe uma tend\u00eancia de dizer que \u00e9 normal esquecer porque a pessoa tem 85 ou 90 anos, mas n\u00e3o \u00e9. Se houver mudan\u00e7as que afetem a autonomia \u00e9 preciso investigar, alerta.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em caso de suspeita de altera\u00e7\u00f5es cognitivas, independentemente da idade. Uma pessoa jovem que apresenta d\u00e9ficit cognitivo, por exemplo, provavelmente n\u00e3o tem dem\u00eancia, mas o quadro pode ser consequ\u00eancia de outras condi\u00e7\u00f5es, como depress\u00e3o, defici\u00eancia de vitamina B12 ou altera\u00e7\u00f5es da tireoide.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma pesquisa Datafolha encomendada pela farmac\u00eautica Eli Lilly e divulgada nesta segunda (9) mostra que o Alzheimer \u00e9&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":297483,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[18840,9397,314,1776,470,4619,5475,14785,14986,236,116,16019,3083,1208,1492,4620,32,33,117],"class_list":["post-297482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-a-morte-do-demonio","tag-aids","tag-alzheimer","tag-cancer","tag-cinema","tag-datafolha","tag-editoria-equilibrioesaude","tag-eli-lilly","tag-farmaceutica","tag-folha","tag-health","tag-lee-cronin","tag-medicamentos","tag-medicina","tag-parkinson","tag-pesquisa-datafolha","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116198112347437428","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/297482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=297482"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/297482\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/297483"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=297482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=297482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=297482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}