{"id":299392,"date":"2026-03-10T18:11:09","date_gmt":"2026-03-10T18:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/299392\/"},"modified":"2026-03-10T18:11:09","modified_gmt":"2026-03-10T18:11:09","slug":"satelite-da-nasa-com-600-quilos-esta-a-cair-em-direcao-a-terra-e-hoje-a-noite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/299392\/","title":{"rendered":"Sat\u00e9lite da NASA com 600 quilos est\u00e1 a cair em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra. \u00c9 hoje \u00e0 noite"},"content":{"rendered":"<p>10 de mar\u00e7o 2026 \u00e0s 17:32<\/p>\n<p>\u00c0s 23h45 de hoje, hora de Lisboa (hora prevista), um sat\u00e9lite da NASA com 600 quilos vai reentrar na atmosfera terrestre. N\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. \u00c9 o desfecho natural de uma miss\u00e3o que come\u00e7ou em agosto de 2012 e terminou, tecnicamente, em 2019.<\/p>\n<p>O sat\u00e9lite chama-se Van Allen Probe A. Foi lan\u00e7ado a par do seu g\u00e9meo, a Van Allen Probe B, com a miss\u00e3o de estudar os cintur\u00f5es de radia\u00e7\u00e3o que envolvem a Terra. Durante sete anos, as duas sondas acumularam dados que nenhuma outra nave tinha recolhido com aquele n\u00edvel de detalhe. Depois, em 2019, o propelente esgotou-se. A miss\u00e3o encerrou. As sondas ficaram \u00e0 deriva.<\/p>\n<p>O sol apressou o fim <\/p>\n<p>Quando os cientistas calcularam pela primeira vez a trajet\u00f3ria de decaimento da Van Allen Probe A, estimaram que ficaria em \u00f3rbita at\u00e9 cerca de 2034. O sol tinha outros planos.<\/p>\n<p>Em 2024, o astro atingiu o seu m\u00e1ximo solar, o pico de uma fase de atividade intensa que ocorre a cada 11 anos. As eje\u00e7\u00f5es de plasma e as tempestades solares fizeram a atmosfera terrestre expandir-se para altitudes mais elevadas. Essa expans\u00e3o gerou maior resist\u00eancia atmosf\u00e9rica sobre sat\u00e9lites em \u00f3rbita baixa e, aos poucos, foi puxando a sonda para baixo, antecipando a queda em quase uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>O que vai acontecer <\/p>\n<p>A NASA e a For\u00e7a Espacial dos Estados Unidos est\u00e3o a monitorizar a trajet\u00f3ria em tempo real. A ag\u00eancia espacial prev\u00ea que a maior parte da sonda se desintegre durante a reentrada, consumida pelo calor da fric\u00e7\u00e3o com a atmosfera. Ainda assim, alguns componentes dever\u00e3o sobreviver ao percurso e atingir a superf\u00edcie.<\/p>\n<p>A probabilidade de um fragmento atingir uma pessoa \u00e9 de aproximadamente 1 em 4200. Um n\u00famero baixo, mas n\u00e3o zero. A vasta extens\u00e3o dos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superf\u00edcie terrestre, torna um impacto no mar o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel.<\/p>\n<p>A Van Allen Probe B, a sonda g\u00e9mea, permanece em \u00f3rbita e n\u00e3o dever\u00e1 reentrar antes de 2030.<\/p>\n<p>Lixo espacial, um problema crescente <\/p>\n<p>Este epis\u00f3dio n\u00e3o \u00e9 isolado. O n\u00famero de sat\u00e9lites em \u00f3rbita aumentou de forma exponencial nos \u00faltimos anos, em grande parte impulsionado pelas constela\u00e7\u00f5es da SpaceX. Especialistas alertam que a gest\u00e3o dos detritos espaciais vai tornar-se um dos maiores desafios da explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Por agora, os olhos est\u00e3o postos no c\u00e9u desta noite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"10 de mar\u00e7o 2026 \u00e0s 17:32 \u00c0s 23h45 de hoje, hora de Lisboa (hora prevista), um sat\u00e9lite da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":299393,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[836,10654,109,107,108,315,476,1859,1008,301,82,45642,186,22318,831,3001,62,1149,4104,13,45643,52,32,33,9414,53735,105,103,104,58,2836,106,110,1151,3192],"class_list":["post-299392","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-analise","tag-atmosfera","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cultura","tag-economia","tag-entrevistas","tag-espaco","tag-governo","tag-internacional","tag-jornal-sol","tag-lifestyle","tag-lixo-espacial","tag-mais-vistas","tag-multimedia","tag-mundo","tag-nasa","tag-nascer-do-sol","tag-noticias","tag-opiniao-ultimas","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-queda","tag-satelite-nasa","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sociedade","tag-sol","tag-technology","tag-tecnologia","tag-terra","tag-vida"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116206232920945073","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299392"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299392\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/299393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}