{"id":29982,"date":"2025-08-15T03:09:15","date_gmt":"2025-08-15T03:09:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/29982\/"},"modified":"2025-08-15T03:09:15","modified_gmt":"2025-08-15T03:09:15","slug":"deficiencia-de-vitamina-d-aumenta-em-22-o-risco-para-lentidao-da-caminhada-na-velhice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/29982\/","title":{"rendered":"Defici\u00eancia de vitamina D aumenta em 22% o risco para lentid\u00e3o da caminhada na velhice"},"content":{"rendered":"<p>\n                                 Sa\u00fade\n                            <\/p>\n<p>                            Defici\u00eancia de vitamina D aumenta em 22% o risco para lentid\u00e3o da caminhada na velhice<\/p>\n<p class=\"summary\">Estudo da UFSCar e do University College London com 2.815 pessoas idosas detectou indicador de perda de mobilidade<\/p>\n<p>\n                                 Sa\u00fade\n                            <\/p>\n<p>                                                        Defici\u00eancia de vitamina D aumenta em 22% o risco para lentid\u00e3o da caminhada na velhice<\/p>\n<p class=\"p-int-resumo summary \">Estudo da UFSCar e do University College London com 2.815 pessoas idosas detectou indicador de perda de mobilidade<\/p>\n<p>                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/55593.jpg\" class=\"img-fluid\" onclick=\"expand(55593,'files\/post\/55593.jpg',true)\"\/><\/p>\n<p class=\"Legenda\">Velocidade inferior a 0,8 metro por segundo ao andar \u00e9 um sinal de risco de quedas (imagem: <a href=\"https:\/\/www.freepik.com\/author\/pikisuperstar\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Pikisuperstar<\/a>\/<a href=\"https:\/\/www.freepik.com\/free-photo\/full-shot-old-man-taking-stroll_46000915.htm\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Freepik<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 A defici\u00eancia de vitamina D pode ser considerada um alerta para uma velhice com baixa mobilidade. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, no Reino Unido, revelou que pessoas idosas com defici\u00eancia de vitamina D apresentavam maior risco de lentid\u00e3o na caminhada. Os resultados foram <a href=\"https:\/\/dom-pubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/dom.16317\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>publicados<\/strong><\/a> na revista Diabetes, Obesity and Metabolism.<\/p>\n<p>A lentid\u00e3o da marcha em pessoas idosas \u2013 menos de 0,8 metro por segundo (m\/s) \u2013 \u00e9 um importante indicador de mobilidade e est\u00e1 associada \u00e0 perda de independ\u00eancia e ao maior risco de quedas, hospitaliza\u00e7\u00e3o, institucionaliza\u00e7\u00e3o e morte.<\/p>\n<p>\u201cCom isso, a vitamina D se torna um marcador importante para identificar mais precocemente o risco de lentid\u00e3o da caminhada e serve como um alerta para uma velhice com poss\u00edveis dificuldades de mobilidade\u201d, afirma <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/71046\/tiago-da-silva-alexandre\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Tiago da Silva Alexandre<\/strong><\/a>, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e autor do estudo, que foi <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/103915\/envelhecimento-musculoesqueletico-repercussoes-metabolicas-funcionais-e-risco-de-mortalidade-em-pess\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>financiado<\/strong><\/a> pela FAPESP. \u201cComo a lentid\u00e3o da caminhada est\u00e1 associada ao maior risco de depend\u00eancia funcional e desfechos adversos, o monitoramento dos n\u00edveis de vitamina D, principalmente em pessoas idosas, tamb\u00e9m deve ser priorizado nos diversos contextos cl\u00ednicos e servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, ressalta Alexandre.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram dados de 2.815 pessoas com 60 anos ou mais. Os participantes integram o English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), estudo longitudinal de sa\u00fade da Inglaterra. No trabalho a princ\u00edpio foram selecionados apenas indiv\u00edduos que n\u00e3o tinham nenhum problema relacionado \u00e0 velocidade de marcha. Os n\u00edveis de vitamina D no sangue foram avaliados no in\u00edcio do estudo e a velocidade da marcha foi reavaliada ao longo de seis anos, o que possibilitou correlacionar a redu\u00e7\u00e3o da velocidade da marcha em fun\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de sufici\u00eancia, insufici\u00eancia ou de defici\u00eancia de vitamina D.<\/p>\n<p>Os dados mostraram um maior n\u00famero de casos de lentid\u00e3o nos participantes que tinham defici\u00eancia de vitamina D: menos de 30 nmol\/L aumentou em 22% o risco de lentid\u00e3o comparado \u00e0 sufici\u00eancia \u2013 mais de 50 nmol\/L. Nanomoles por litro (nmol\/L) \u00e9 uma unidade de medida usada para expressar a concentra\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia em um volume de l\u00edquido. N\u00e3o foi detectada associa\u00e7\u00e3o entre insufici\u00eancia de vitamina D (entre 30 e 50 nmol\/L) e lentid\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam que a lentid\u00e3o na caminhada tem causa multifatorial e a defici\u00eancia de vitamina D, por um per\u00edodo de seis anos, seria uma delas. \u201cA vitamina D tem um papel importante no sistema musculoesquel\u00e9tico, pois, ao ser sintetizada pela luz solar, atua nas c\u00e9lulas musculares regulando a entrada e sa\u00edda de c\u00e1lcio, o que permite a contra\u00e7\u00e3o muscular, por exemplo. Portanto, quando h\u00e1 defici\u00eancia de vitamina D, esse fluxo \u00e9 prejudicado\u201d, diz <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6873656781346891\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Mariane Marques Luiz<\/strong><\/a>, professora da UFSCar que conduziu a pesquisa durante seu estudo de doutorado.<\/p>\n<p>A pesquisadora ressalta ainda que a car\u00eancia de vitamina D desencadeia tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o da s\u00edntese de prote\u00edna muscular \u2013 um problema comum ao envelhecimento \u2013, ou seja, dificulta mais ainda a forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasculo na pessoa idosa. Al\u00e9m disso, tem efeitos neurol\u00f3gicos, interferindo no efeito protetor aos neur\u00f4nios e na velocidade da transmiss\u00e3o do impulso nervoso. \u201cAl\u00e9m da quest\u00e3o muscular, a car\u00eancia de vitamina D tem repercuss\u00e3o no sistema nervoso central e perif\u00e9rico, comprometendo a marcha pela lentid\u00e3o na transmiss\u00e3o dos est\u00edmulos neuronais para a caminhada\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Vitamina D na velhice<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados do estudo comprovaram que a defici\u00eancia de vitamina D \u00e9 um fator de risco para a lentid\u00e3o da caminhada, independente de outras quest\u00f5es como idade, sexo, ra\u00e7a, escolaridade, n\u00edvel de atividade f\u00edsica, tabagismo, diabetes e outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cComo um indicador muito importante, seu monitoramento deve ser considerado para a manuten\u00e7\u00e3o de um envelhecimento saud\u00e1vel. Mas \u00e9 preciso cuidado, pois a lentid\u00e3o da marcha \u00e9 um problema multifatorial e \u00e9 sabido que a suplementa\u00e7\u00e3o excessiva da vitamina D traz toxicidade\u201d, pondera Alexandre.<\/p>\n<p>A vitamina D tem ganhado os holofotes nos \u00faltimos anos em virtude de diferentes efeitos ben\u00e9ficos \u00e0 sa\u00fade. Estudos recentes apontam seu papel na melhora do sistema imunol\u00f3gico, cardiorrespirat\u00f3rio, neurol\u00f3gico\u00a0e\u00a0sobretudo musculoesquel\u00e9tico. Ela tamb\u00e9m tem sido foco de not\u00edcias falsas sobre supostos tratamentos milagrosos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 que a vitamina D sirva para tudo, \u00e9 que ela \u00e9 importante em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e sistemas do organismo. Praticamente todas as c\u00e9lulas do corpo possuem receptores de vitamina D. Quando a pele \u00e9 exposta ao sol, uma subst\u00e2ncia presente nas camadas mais profundas \u00e9 ativada pela a\u00e7\u00e3o dos raios ultravioleta. Essa subst\u00e2ncia passa por processos metab\u00f3licos e se transforma na forma ativa da vitamina D. Para atuar nos tecidos, essa vitamina precisa se ligar aos receptores espec\u00edficos. Como esses receptores est\u00e3o presentes em todo o corpo, a vitamina D consegue exercer suas fun\u00e7\u00f5es em diversas \u00e1reas\u201d, explica Mariane Luiz.<\/p>\n<p>Na velhice ocorre uma redu\u00e7\u00e3o natural da vitamina circulando no sangue. \u201c\u00c0 medida que se envelhece, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o da biodisponibilidade da subst\u00e2ncia precursora da vitamina D, que ocorre pelo afinamento da pele. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de receptores de vitamina D nas c\u00e9lulas dos diferentes tecidos, o que reduz a capacidade de s\u00edntese cut\u00e2nea e distribui\u00e7\u00e3o de vitamina D aos tecidos. Por isso o monitoramento \u00e9 t\u00e3o importante nessa faixa et\u00e1ria, pois o decl\u00ednio relacionado \u00e0 idade nos n\u00edveis de vitamina D pode diminuir as reservas fisiol\u00f3gicas desses sistemas, desencadeando v\u00e1rios problemas, entre eles a perda da mobilidade\u201d, diz a pesquisadora (leia mais em <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/bom-controle-glicemico-reduz-o-declinio-da-mobilidade-em-idosos-com-diabetes\/52183\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/52183<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>O artigo Is serum 25-hydroxyvitamin D deficiency a risk factor for the incidence of slow gait speed in older individuals? Evidence from the English longitudinal study of ageing pode ser lido em : <a href=\"https:\/\/dom-pubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/dom.16317\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>https:\/\/dom-pubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/dom.16317<\/strong><\/a>.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sa\u00fade Defici\u00eancia de vitamina D aumenta em 22% o risco para lentid\u00e3o da caminhada na velhice Estudo da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29983,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[5675,9964,6138,9963,116,32,33,117,9965,8108],"class_list":{"0":"post-29982","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-caminhada","9":"tag-envelhecimento-musculoesqueletico","10":"tag-geriatria","11":"tag-gerontologia","12":"tag-health","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude","16":"tag-saude-do-idoso","17":"tag-vitamina-d"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}