{"id":300418,"date":"2026-03-11T12:45:09","date_gmt":"2026-03-11T12:45:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/300418\/"},"modified":"2026-03-11T12:45:09","modified_gmt":"2026-03-11T12:45:09","slug":"guerra-no-medio-oriente-inquieta-transitarios-portugueses-carga-maritima-mais-cara-e-mais-lenta-a-caminho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/300418\/","title":{"rendered":"Guerra no M\u00e9dio Oriente inquieta transit\u00e1rios portugueses. Carga mar\u00edtima mais cara e mais lenta a caminho"},"content":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o da MAERSK fez soar os alarmes: a gigante da log\u00edstica e do transporte mar\u00edtimo anunciou, na semana passada, o cancelamento tempor\u00e1rio de duas rotas a partir do M\u00e9dio Oriente &#8211; a que faz a liga\u00e7\u00e3o com o Extremo Oriente e a que faz a conex\u00e3o com a Europa. <\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Transit\u00e1rios de Portugal aponta a consequ\u00eancia \u00f3bvia: agora vai ser preciso encontrar portos alternativos e isso tem implica\u00e7\u00f5es. <b>&#8220;Significa atrasos, significa custos, significa muito mais tempo em toda a opera\u00e7\u00e3o&#8221;<\/b>, explicou, \u00e0 Antena 1, Ant\u00f3nio Nabo Martins.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no Estreito de Ormuz &#8211; estende-se, tamb\u00e9m, ao Mar Vermelho e ao Canal do Suez, por onde passa grande parte da carga que circula entre o Oriente, a Europa e a Am\u00e9rica. E \u00e9 por isso que Ant\u00f3nio Nabo Martins j\u00e1 antecipa consequ\u00eancias maiores no transporte mar\u00edtimo de cargas, caso a guerra se prolongue. Desde logo, <b>consequ\u00eancias no tempo que os contentores v\u00e3o demorar a chegar ao destino<\/b>. <\/p>\n<p><b>&#8220;Todas as companhias que fazem transportes, e cuja viagem passava na zona, est\u00e3o a ser desviadas pelo Cabo da Boa Esperan\u00e7a. Isso significa &#8211; vamos imaginar um transporte entre o Oriente e Portugal &#8211; que estamos a falar de mais 15 ou de mais 20 dias&#8221;<\/b>, avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1773233109_207_bg_playeraudio_4.jpg\"\/><\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que come\u00e7a a bola de neve: se os contentores n\u00e3o chegam a tempo, tamb\u00e9m n\u00e3o saem a tempo; com os atrasos, a programa\u00e7\u00e3o e o planeamento originais s\u00e3o alterados, o que pode provocar, depois, rutura nos barcos e nos contentores que deveriam estar num determinado porto, num determinado dia. \u00c9 um problema que ainda n\u00e3o se colocou, mas que, a colocar-se, pode afetar as exporta\u00e7\u00f5es portuguesas &#8211; e, assim, a generalidade da economia do pa\u00eds. <\/p>\n<p><b>&#8220;Poder\u00e1 vir a acontecer termos empresas exportadoras que t\u00eam produto para exportar e esse produto pode ficar em stockagem at\u00e9 haver disponibilidade para seguir. Quanto mais tarde \u00e9 entregue, mais tarde se recebe o pagamento &#8211; portanto este equil\u00edbrio que normalmente existe deixa de existir e a cadeia fica desbalanceada&#8221;<\/b>, perspetiva Ant\u00f3nio Nabo Martins.<\/p>\n<p>Para j\u00e1, o efeito mais \u00f3bvio, aquele que j\u00e1 se nota, \u00e9 o aumento do pre\u00e7o dos fretes, primeiro por conta do aumento do custo dos combust\u00edveis e, depois, pelo aumento dos seguros de carga. Mas a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Transit\u00e1rios de Portugal est\u00e1 expectante para perceber o que acontece daqui para a frente. <\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Nabo Martins alerta: <b>se o conflito aberto pelos Estados Unidos e por Israel no Ir\u00e3o n\u00e3o se resolver, e se os impactos no transporte mar\u00edtimo se agravarem ao ponto de obrigarem a procurar circuitos alternativos, a mudan\u00e7a pode ser demorada<\/b>.<br \/>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A decis\u00e3o da MAERSK fez soar os alarmes: a gigante da log\u00edstica e do transporte mar\u00edtimo anunciou, na&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":300419,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,53902,89,90,235,53576,830,5453,259,9533,53903,32,33,6177],"class_list":["post-300418","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-carga","tag-economy","tag-empresas","tag-estados-unidos","tag-estreito","tag-guerra","tag-irao","tag-israel","tag-maritimo","tag-ormuz","tag-portugal","tag-pt","tag-transporte"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116210613552566870","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300418"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300418\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/300419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}