{"id":301505,"date":"2026-03-12T09:12:09","date_gmt":"2026-03-12T09:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/301505\/"},"modified":"2026-03-12T09:12:09","modified_gmt":"2026-03-12T09:12:09","slug":"o-dia-em-que-o-irao-lancou-a-sua-maior-ameaca-ao-mundo-petroleo-a-200-dolares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/301505\/","title":{"rendered":"O dia em que o Ir\u00e3o lan\u00e7ou a sua maior amea\u00e7a ao mundo: petr\u00f3leo a 200 d\u00f3lares"},"content":{"rendered":"<p>        O mundo reagiu \u00e0 amea\u00e7a e os 32 pa\u00edses mais ricos do mundo aprovaram a liberta\u00e7\u00e3o de 400 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo para tentar conter os pre\u00e7os, com Portugal a contribuir. Pre\u00e7os do petr\u00f3leo e do g\u00e1s subiram no 12\u00ba dia de guerra.    <\/p>\n<p>O Qatar j\u00e1 tinha falado do barril de petr\u00f3leo a 150 d\u00f3lares, mas o Ir\u00e3o lan\u00e7ou a sua pior bomba para a economia global: amea\u00e7ou o mundo com o petr\u00f3leo a 200 d\u00f3lares. Apesar de estar agora abaixo dos 100 d\u00f3lares, o disparo para 200 d\u00f3lares teria efeitos devastadores na economia global.<\/p>\n<p>O mundo reagiu a esta amea\u00e7a e os 32 pa\u00edses mais ricos do mundo (da OCDE) aprovaram a liberta\u00e7\u00e3o de 400 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo para tentar conter os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O barril de Brent subia 5% ao final da tarde de quarta-feira para mais de 92 d\u00f3lares. J\u00e1 o g\u00e1s europeu subia quase 4% para mais de 49 euros\/MWh.<\/p>\n<p>Portugal pode vir a libertar at\u00e9 10% das suas reservas de petr\u00f3leo, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 data, disse na quarta-feira a ministra do Ambiente e da Energia.<\/p>\n<p>Donald Trump j\u00e1 disse que n\u00e3o resta \u201cpraticamente nada para atacar\u201d no Ir\u00e3o ap\u00f3s quase duas semanas de bombardeamentos, prevendo que a guerra termine em \u201cbreve\u201d.<\/p>\n<p>O comando militar iraniano avisou que o mundo deve estar preparado para petr\u00f3leo a 200 d\u00f3lares por barril, no mesmo dia em que tr\u00eas navios foram atacados por cruzarem o Golfo P\u00e9rsico.<\/p>\n<p>\u201cPreparem-se para o petr\u00f3leo a 200 d\u00f3lares por barril, porque o pre\u00e7o depende da seguran\u00e7a regional que desestabilizaram\u201d, disse o porta-voz do comando militar iraniano Ebrahim Zolfaqari na quarta-feira dirigindo-se aos EUA.<\/p>\n<p>Em rea\u00e7\u00e3o, a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA) aprovou na quarta-feira uma inje\u00e7\u00e3o recorde de reservas de petr\u00f3leo nos mercados para tentar conter os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Um total de 400 milh\u00f5es de barris ser\u00e3o injetados no mercado, segundo a IEA, isto no mesmo dia em que o Ir\u00e3o amea\u00e7a com petr\u00f3leo a 200 d\u00f3lares por barril.<\/p>\n<p>A IEA co-coordena as reservas de emerg\u00eancia dos pa\u00edses da OCDE, que contam com mais de 1,2 mil milh\u00f5es de barris em reservas de emerg\u00eancia, com os EUA a deter a maior fatia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, existem mais de 600 milh\u00f5es de barris detidos por estes pa\u00edses.<\/p>\n<p>Os ataques do Ir\u00e3o e de Israel realizados recentemente foram dos mais intensos desta guerra, segundo o minist\u00e9rio da Defesa dos EUA. Mas o Ir\u00e3o est\u00e1 a demonstrar que tem capacidade de retalia\u00e7\u00e3o e de controlar o estreito de Ormuz, onde era escoado 20% do petr\u00f3leo mundial.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3o retaliou na quarta-feira e lan\u00e7ou ataques a Israel e a muitos alvos no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>A Guarda Revolucion\u00e1ria do Ir\u00e3o voltou a avisar esta semana que est\u00e1 preparada para bloquear petroleiros no vital estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petr\u00f3leo e do g\u00e1s consumidos em todo o mundo.<\/p>\n<p>Disse que n\u00e3o vai permitir que um \u201c\u00fanico litro\u201d de petr\u00f3leo do M\u00e9dio Oriente chegue aos EUA e aos seus aliados enquanto os ataques continuarem. \u201cSomos quem vai determinar o fim da guerra\u201d, segundo o porta-voz da Guarda.<\/p>\n<p>Os EUA anunciaram que eliminaram 16 navios iranianos que colocam minas no estreito.<\/p>\n<p>No Ir\u00e3o, mais de 1.300 civis foram mortos pelos bombardeamentos dos EUA e de Israel, segundo o embaixador do pa\u00eds nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, Amir Saied Iravani, com quase 8 mil casas destru\u00eddas, dezenas de infraestruturas m\u00e9dicas, de educa\u00e7\u00e3o e energ\u00e9ticas, e 1.600 centros de servi\u00e7o e de com\u00e9rcio, segundo a \u201cReuters\u201d.<\/p>\n<p>Em Israel, os ataques mataram 11 pessoas, com 7 soldados dos EUA mortos e 140 feridos.<\/p>\n<p>Por parte da Casa Branca, ficou o aviso esta semana de que a guerra n\u00e3o vai terminar at\u00e9 \u201co inimigo estar totalmente e decisivamente derrotado\u201d, segundo o ministro da Defesa Pete Hegseth, garantindo que s\u00f3 termina quando Trump decidir.<\/p>\n<p>Na segunda-feira, Donald Trump disse ao mundo que a guerra \u201cest\u00e1 praticamente conclu\u00edda\u201d.<\/p>\n<p>O presidente tamb\u00e9m afirmou que a Marinha dos EUA est\u00e1 preparada para \u201cescoltar petroleiros pelo estreito, se for necess\u00e1rio. Espero que n\u00e3o seja, mas se for, vamos escolt\u00e1-los\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A maior exportadora mundial de petr\u00f3leo avisou na ter\u00e7a-feira para as \u201cconsequ\u00eancias catastr\u00f3ficas\u201d do encerramento do estreito de Ormuz, segundo a petrol\u00edfera estatal saudita Saudi Aramco.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e3o existir consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas para os mercados globais de petr\u00f3leo, e quanto mais durar a disrup\u00e7\u00e3o, mas dr\u00e1sticas ser\u00e3o as consequ\u00eancias para a economia global\u201d, segundo o presidente da Aramco, Amin Nasser citado pela \u201cCNN\u201d.<\/p>\n<p>A Guarda Revolucion\u00e1ria do Ir\u00e3o voltou a avisar que ir\u00e1 bloquear o tr\u00e1fego de petroleiros no estreito de Ormuz a n\u00e3o ser que os bombardeamentos parem.<\/p>\n<p>Depois de Teer\u00e3o ter nomeado o filho de Ali Khamenei como novo L\u00edder Supremo do pa\u00eds, o regime continua a adotar um tom desafiante para com os EUA.<\/p>\n<p>\u201cCertamentos, n\u00e3o estamos a ver um cessar-fogo; acreditamos que o agressor deve ser atingido na boca para que aprenda a li\u00e7\u00e3o e nunca mais pense em atacar o querido Ir\u00e3o\u201d, segundo o porta-voz parlamentar Mohammad Baqer Qalibaf.<\/p>\n<p><strong>Portugal s\u00f3 liberta 10% das suas reservas de petr\u00f3leo se pre\u00e7os voltarem a disparar<\/strong><\/p>\n<p>Portugal pode vir a libertar at\u00e9 10% das suas reservas de petr\u00f3leo, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 data, disse a ministra do Ambiente e da Energia na quarta-feira.<\/p>\n<p>A eventual liberta\u00e7\u00e3o s\u00f3 ir\u00e1 acontecer num esfor\u00e7o concertado a n\u00edvel europeu, apesar de os 32 pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) terem acordado libertar 400 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo para conter os pre\u00e7os a n\u00edvel mundial, em conjunto com a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA) que co-coordena as reservas destes pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cSeria sempre quase simb\u00f3lico, somos muito cautelosos, apenas uma pequena parte. 10% das nossas reservas podem ser libertadas, em conjunto com pa\u00edses da OCDE para fazer face aos aumentos dos pre\u00e7os, mas n\u00e3o ser\u00e1 hoje, nem esta semana\u201d, revelou Maria da Gra\u00e7a Carvalho na quarta-feira.<\/p>\n<p>\u201cIremos fazer a liberta\u00e7\u00e3o\u201d das reservas \u201cse for coordenado ao n\u00edvel dos pa\u00edses europeus. Depende da evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os\u201d, afirmou em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 margem de apresenta\u00e7\u00e3o na Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA) no Porto do relat\u00f3rio da destrui\u00e7\u00e3o da orla costeira provocada pelas tempestades e das obras urgentes que v\u00e3o ser lan\u00e7adas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos escassez a n\u00edvel europeu, mas temos um problema de pre\u00e7o. A IEA achou que dev\u00edamos estar preparados para reagir. Aderimos por solidariedade, mas ainda n\u00e3o est\u00e1 decidido se vamos libertar agora, pode ser mais tarde. Depende da evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os\u201d, segundo a ministra.<\/p>\n<p>Portugal conta atualmente com reservas de petr\u00f3leo para 93 dias do consumo do pa\u00eds, e com g\u00e1s para quatro semanas de consumo.<\/p>\n<p>\u201cA IEA est\u00e1 preocupada com o gas\u00f3leo\u201d, avan\u00e7ou a governante, pois h\u00e1 muitas refinarias dedicadas a este combust\u00edvel no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima semana dever\u00e1 voltar a trazer novos aumentos dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis: subida de 15 c\u00eantimos do gas\u00f3leo e de 11 c\u00eantimos da gasolina, segundo a \u201cSIC Not\u00edcias\u201d.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses europeus t\u00eam estado a coordenar-se com o Luxemburgo a liderar esfor\u00e7os.<\/p>\n<p>A ministra disse que a \u201cesperan\u00e7a\u201d \u00e9 que a guerra \u201cse resolva no per\u00edodo de 3-4 semanas. Estamos no meio da segunda, seria muito importante. N\u00e3o \u00e9 por quest\u00e3o de escassez ou de reservas, \u00e9 o pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, revelou a preocupa\u00e7\u00e3o com o g\u00e1s. \u201cEstamos muito preocupados com o g\u00e1s\u201d, apesar de Portugal ter pouco peso de g\u00e1s na produ\u00e7\u00e3o de eletricidade, que \u00e9 dominada pelas energias renov\u00e1veis, que n\u00e3o carecem de importa\u00e7\u00e3o, uma grande vantagem nesta altura.<\/p>\n<p>Mas o g\u00e1s \u00e9 \u201cessencial para para algumas das nossas ind\u00fastrias, como o vidro, cer\u00e2mica e alguma parte do vestu\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, existem \u201cmecanismos na regulamenta\u00e7\u00e3o europeia que d\u00e3o a possibilidade aos estados-membros de atuar, sem nova legisla\u00e7\u00e3o europeia, ou de aprova\u00e7\u00e3o pela Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Concorr\u00eancia, de atuarem numa emerg\u00eancia energ\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>Isto s\u00f3 acontece se o g\u00e1s aumentar 70%; mas \u201cainda n\u00e3o estamos l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima semana \u00e9 \u201cmuito importante\u201d com os ministros europeus da energia reunidos em Bruxelas na segunda-feira, com os grupos pol\u00edticos europeus a reunirem-se a meio da semana, e com Conselho Europeu reunido na quinta e sexta-feira.<\/p>\n<p>Em cima da mesa v\u00e3o estar temas como \u201catual ao n\u00edvel do g\u00e1s no mercado da eletricidade\u201d e como \u201cproteger o pre\u00e7o da eletricidade\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O mundo reagiu \u00e0 amea\u00e7a e os 32 pa\u00edses mais ricos do mundo aprovaram a liberta\u00e7\u00e3o de 400&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":301506,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[8],"tags":[16647,27,28,26844,413,15,16,830,14,5453,259,25,26,21,22,12,13,19,20,6153,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-301505","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-principais-noticias","tag-16647","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-dolares","tag-eua","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-guerra","tag-headlines","tag-irao","tag-israel","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-petroleo","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116215437393041086","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301505\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/301506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}