{"id":301793,"date":"2026-03-12T13:24:19","date_gmt":"2026-03-12T13:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/301793\/"},"modified":"2026-03-12T13:24:19","modified_gmt":"2026-03-12T13:24:19","slug":"quanto-mais-vao-pagar-os-europeus-para-atestar-o-carro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/301793\/","title":{"rendered":"Quanto mais v\u00e3o pagar os europeus para atestar o carro?"},"content":{"rendered":"<p>                Os condutores europeus poder\u00e3o enfrentar um aumento de 220 euros por ano nos postos de abastecimento de combust\u00edvel devido ao aumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo provocado pela guerra no Ir\u00e3o, alertaram os analistas ouvidos pelo jornal brit\u00e2nico <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/money\/2026\/mar\/12\/european-drivers-fuel-costs-jump-iran-conflict\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Guardian<\/a>.<\/p>\n<p>No Reino Unido, uma estimativa separada aponta para um custo adicional de 140 libras.<\/p>\n<p>Um pre\u00e7o sustentado do petr\u00f3leo a 100 d\u00f3lares por barril, o n\u00edvel observado na segunda-feira, significaria que os condutores na Uni\u00e3o Europeia pagariam mais 55 mil milh\u00f5es de euros ao longo de um ano, estimaram os investigadores do think tank Transport &amp; Environment (T&amp;E). <br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nIsto equivale a uma m\u00e9dia de 220 euros por condutor, com aqueles que percorrem grandes dist\u00e2ncias a enfrentarem aumentos ainda maiores. <\/b><\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o foi feita atrav\u00e9s da compara\u00e7\u00e3o de dados de 2022, quando a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia elevou o pre\u00e7o do petr\u00f3leo para 100 d\u00f3lares, com dados de 2017 a 2019.No Reino Unido, os analistas da Unidade de Intelig\u00eancia Energ\u00e9tica e Clim\u00e1tica (ECIU) estimam que um barril de petr\u00f3leo a 100 d\u00f3lares significa que os condutores brit\u00e2nicos que percorrem 12.875 quil\u00f3metros por ano enfrentar\u00e3o um aumento de 140 libras nos custos anuais de combust\u00edvel. <\/p>\n<p><b>Este c\u00e1lculo baseia-se na compara\u00e7\u00e3o com os pre\u00e7os dos combust\u00edveis no in\u00edcio de mar\u00e7o, antes dos ataques dos EUA e de Israel ao Ir\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p>Os ve\u00edculos el\u00e9tricos j\u00e1 s\u00e3o significativamente mais baratos de abastecer do que os ve\u00edculos a gasolina ou a gas\u00f3leo, mas a subida dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo est\u00e1 a alargar ainda mais esta diferen\u00e7a. <\/p>\n<p>No Reino Unido, a poupan\u00e7a anual j\u00e1 era de 870 libras, mas saltaria para mais de mil libras com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo a cotar nos 100 d\u00f3lares, segundo a ECIU.<\/p>\n<p><b>Os 7,7 milh\u00f5es de carros el\u00e9tricos que circulam atualmente nas estradas da Uni\u00e3o Europeia j\u00e1 est\u00e3o a reduzir o consumo de petr\u00f3leo, mas com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo a cotar nos 100 d\u00f3lares, os condutores europeus de ve\u00edculos el\u00e9tricos poupariam cerca de 40 milh\u00f5es de euros por dia, segundo a T&amp;E. <\/b><\/p>\n<p>O petr\u00f3leo Brent estava a cotar nos 91 d\u00f3lares na manh\u00e3 de quarta-feira, e o seu pre\u00e7o futuro depender\u00e1 da dura\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento.\u201cA depend\u00eancia da Europa em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo cria um pr\u00e9mio geopol\u00edtico sempre que h\u00e1 volatilidade global\u201d, disse Antony Froggatt, da T&amp;E ao Guardian. <\/p>\n<p>\u201c<b>Isto continuar\u00e1 a pressionar as fam\u00edlias e a prejudicar a economia europeia<\/b>, a menos que acabemos estruturalmente com a nossa depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis importados. Donald Trump e os seus aliados na R\u00fassia e na Ar\u00e1bia Saudita t\u00eam muito poder, mas uma coisa que n\u00e3o controlam \u00e9 o vento e o sol. <b>A Europa deve agora dar prioridade aos ve\u00edculos el\u00e9tricos, \u00e0s bombas de calor e \u00e0s energias renov\u00e1veis para garantir que isto nunca mais acontece<\/b>\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Para Colin Walker, da ECIU, \u201ctudo isto faz lembrar muito a subida do pre\u00e7o do petr\u00f3leo ap\u00f3s a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia e \u00e9 um lembrete contundente de que o Reino Unido n\u00e3o tem controlo real sobre o pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Muito se tem falado sobre seguran\u00e7a energ\u00e9tica e perfura\u00e7\u00e3o no Mar do Norte, mas a realidade \u00e9 que isso n\u00e3o tornar\u00e1 estes choques frequentes de pre\u00e7os mais suport\u00e1veis para os condutores brit\u00e2nicos\u201d.<br \/>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nOs choques no pre\u00e7o do petr\u00f3leo s\u00e3o extremamente rent\u00e1veis para as empresas petrol\u00edferas e para os Estados produtores.<b><br \/>&#13;<br \/>\nEm 2022, com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo a cotar nos 100 d\u00f3lares por barril, as cinco maiores empresas cotadas em bolsa \u2013 BP, Shell, TotalEnergies, Chevron e ExxonMobil \u2013 lucraram quase 200 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/b> A ind\u00fastria do petr\u00f3leo e do g\u00e1s como um todo obteve cerca de mil milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano em lucro l\u00edquido durante o \u00faltimo meio s\u00e9culo, e substancialmente mais em anos com pre\u00e7os mais elevados.<\/p>\n<p><b>A regulamenta\u00e7\u00e3o dos lucros extraordin\u00e1rios do setor energ\u00e9tico na Uni\u00e3o Europeia recuperou parte desses lucros em 2022 e 2023<\/b>, mas esta medida j\u00e1 expirou. A UE deve estar preparada para o reintroduzir rapidamente em caso de aumento prolongado dos pre\u00e7os da energia, acrescentou a Transport &amp; Environment . <\/p>\n<p>Um imposto extraordin\u00e1rio continua em vigor no Reino Unido, e a ministra das Finan\u00e7as, Rachel Reeves, foi alertada pelos especialistas de que atender aos apelos da ind\u00fastria para o flexibilizar n\u00e3o beneficiaria os consumidores j\u00e1 sobrecarregados.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nOs 55 mil milh\u00f5es de euros adicionais pagos pelos condutores da Uni\u00e3o Europeia em 2022 teriam sido ainda mais elevados se os governos da UE n\u00e3o tivessem renunciado a 30 mil milh\u00f5es de euros em cortes no imposto sobre os combust\u00edveis<\/b>, um subs\u00eddio aos combust\u00edveis f\u00f3sseis essencialmente pago pelos contribuintes, sublinhou a T&amp;E.<\/p>\n<p>Diversas pol\u00edticas ambientais por toda a Europa foram enfraquecidas nos \u00faltimos anos, com os pol\u00edticos de direita a afirmarem que isso reduz os custos. <b>O Transition Security Project estima que o choque energ\u00e9tico de 2022 tenha custado \u00e0 Uni\u00e3o Europeia e ao Reino Unido 1,8 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares entre 2022 e 2025.<\/b><\/p>\n<p>Os consultores oficiais do governo brit\u00e2nico para o clima afirmaram na quarta-feira que atingir a meta de emiss\u00f5es l\u00edquidas zero do Reino Unido at\u00e9 2050 custaria menos do que um \u00fanico choque petrol\u00edfero, como o decorrente da guerra na Ucr\u00e2nia, e protegeria o pa\u00eds contra futuros picos nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>\u201cReverter as pol\u00edticas e medidas para atingir as metas clim\u00e1ticas, como a elimina\u00e7\u00e3o gradual dos carros movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis at\u00e9 2035, ou adiar a implementa\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do carbono da Uni\u00e3o Europeia para o aquecimento e os combust\u00edveis, s\u00f3 nos tornar\u00e1 menos seguros\u201d, rematou Froggatt.<br \/>&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os condutores europeus poder\u00e3o enfrentar um aumento de 220 euros por ano nos postos de abastecimento de combust\u00edvel&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":301794,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,855,445,15,16,14,5453,25,26,21,22,432,12,13,19,20,6153,32,1503,23,24,33,713,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-301793","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-combustiveis","11":"tag-europa","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-irao","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-medio-oriente","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-petroleo","26":"tag-portugal","27":"tag-precos","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-reino-unido","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116216428592717705","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301793"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301793\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/301794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}