{"id":30250,"date":"2025-08-15T09:07:08","date_gmt":"2025-08-15T09:07:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/30250\/"},"modified":"2025-08-15T09:07:08","modified_gmt":"2025-08-15T09:07:08","slug":"peste-negra-pesquisadores-descobrem-como-a-doenca-se-espalhou-pela-europa-e-asia-ha-quatro-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/30250\/","title":{"rendered":"Peste negra: pesquisadores descobrem como a doen\u00e7a se espalhou pela Europa e \u00c1sia h\u00e1 quatro mil anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"author tooltip-comp\"> Da reda\u00e7\u00e3oi Da reda\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/autor\/da-redacao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/revistaplaneta.com.br\/autor\/da-redacao<\/a> <\/p>\n<p>14\/08\/2025 &#8211; 15:08<\/p>\n<p>Um estudo publicado no<strong><a href=\"https:\/\/www.cell.com\/cell\/fulltext\/S0092-8674(25)00851-7?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0092867425008517%3Fshowall%3Dtrue\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"> peri\u00f3dico \u201cCell\u201d<\/a><\/strong> na segunda-feira, 11, deu uma resposta para uma lacuna na hist\u00f3ria da bact\u00e9ria Yersinia pestis. Durante a Idade do Bronze, o microrganismo <strong>n\u00e3o conseguia se disseminar por meio de pulgas<\/strong> o que deixava uma d\u00favida na comunidade cient\u00edfica sobre como a doen\u00e7a poderia ter se espalhado durante o per\u00edodo. Na pesquisa, foi recuperado um genoma do pat\u00f3geno em uma ovelha domesticada que viveu h\u00e1 quatro mil anos onde hoje \u00e9 a R\u00fassia, indicando que a transmiss\u00e3o pode ter ocorrido por meio da <strong>cria\u00e7\u00e3o de animais<\/strong>.<\/p>\n<p>Durante o estudo, foram analisados restos de animais encontrado no s\u00edtio arqueol\u00f3gico de <strong>Arkaim<\/strong>, na R\u00fassia. O assentamento j\u00e1 foi associado a uma cultura chamada de <strong>Sintashta-Petrovka<\/strong>, conhecida por <strong>inova\u00e7\u00f5es na pecu\u00e1ria<\/strong>. Pesquisadores acharam <strong>a mesma bact\u00e9ria<\/strong> que infectava humanos na regi\u00e3o h\u00e1 quatro mil anos <strong>no dente de uma ovelha<\/strong>. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da \u201cCNN Science\u201d.<\/p>\n<p><strong><a style=\"color: #ff0000;text-decoration: underline\" href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/genomas-antigos-revelam-as-origens-da-peste-negra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">+ Genomas antigos revelam as origens da Peste Negra<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a style=\"color: #ff0000;text-decoration: underline\" href=\"https:\/\/revistaplaneta.com.br\/peste-negra-cientistas-descobrem-como-bacteria-causadora-da-doenca-sobreviveu-por-seculos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">+ Peste negra: cientistas descobrem como bact\u00e9ria causadora da doen\u00e7a sobreviveu por s\u00e9culos<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O achado levou uma equipe de pesquisadores internacional a acreditar que animais domesticados podem ter representado um papel na transmiss\u00e3o da bact\u00e9ria pela Europa e pela \u00c1sia. Na Idade do Bronze, a Yersinia pestis ainda n\u00e3o havia desenvolvido as ferramentas gen\u00e9ticas que a permitiriam usar pulgas como vetores, como nos dias atuais.<\/p>\n<p>De acordo com <strong>Ian Light-Maka<\/strong>, autor do estudo e pesquisador de doutorado no Instituto Max Planck de Biologia de Infec\u00e7\u00f5es em Berlim, na Alemanha, <strong>a doen\u00e7a surgiu na pr\u00e9-hist\u00f3ria<\/strong> e 200 genomas de Y. pestis j\u00e1 foram encontrados em restos mortais de humanos antigos. \u201cNos deixou com muitas perguntas e poucas respostas sobre como os humanos estavam sendo infectados\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Cerca de <strong>20% dos corpos de pessoas que viveram na Idade do Bronze<\/strong> encontrados na regi\u00e3o da Estepe Eurasi\u00e1tica apresentavam infec\u00e7\u00e3o pela bact\u00e9ria. Apesar da pecu\u00e1ria indicar o que causou a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a no per\u00edodo, ela \u00e9 apenas uma pe\u00e7a no quebra-cabe\u00e7as e abre margem para novas an\u00e1lises da evolu\u00e7\u00e3o da Y. pestis.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Taylor Hermes<\/strong>, coautor do estudo e professor na Universidade do Arkansas, nos EUA, \u00e9 prov\u00e1vel que <strong>humanos e animais transmitiam a bact\u00e9ria um ao outro<\/strong>, mas n\u00e3o est\u00e1 claro <strong>como faziam isso<\/strong> ou <strong>de que forma as ovelhas foram infectadas em primeiro lugar<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses \u00e9 de que a doen\u00e7a tenha se espalhado a um rebanho atrav\u00e9s de uma fonte de alimentos ou \u00e1gua e depois aos humanos atrav\u00e9s do consumo da carne contaminada dos animais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar os cientistas a entenderem como a bact\u00e9ria evoluiu, encontrar o genoma do pat\u00f3geno em um animal que viveu h\u00e1 quatro mil anos <strong>tamb\u00e9m pode auxiliar na compreens\u00e3o de doen\u00e7as modernas<\/strong>. \u201cA evolu\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes pode ser \u2018pregui\u00e7osa\u2019. [\u2026] As ferramentas gen\u00e9ticas que ajudaram Y. pestis a prosperar por mais de 2.000 anos em toda a Eur\u00e1sia podem ser reutilizadas\u201d, afirmou Light-Maka.<\/p>\n<p>Evid\u00eancias recentes sugerem que a maior parte das doen\u00e7as humanas modernas surgiram nos \u00faltimos dez mil anos depois da domestica\u00e7\u00e3o de animais. A linhagem da bact\u00e9ria que causou a peste na Europa e \u00c1sia durante a Idade do Bronze se espalhou do continente europeu at\u00e9 a Mong\u00f3lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Da reda\u00e7\u00e3oi Da reda\u00e7\u00e3o https:\/\/revistaplaneta.com.br\/autor\/da-redacao 14\/08\/2025 &#8211; 15:08 Um estudo publicado no peri\u00f3dico \u201cCell\u201d na segunda-feira, 11, deu&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30251,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-30250","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30250\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}