{"id":302739,"date":"2026-03-13T04:50:08","date_gmt":"2026-03-13T04:50:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/302739\/"},"modified":"2026-03-13T04:50:08","modified_gmt":"2026-03-13T04:50:08","slug":"asteroide-assassino-vai-raspar-a-lua-nasa-acompanha-de-perto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/302739\/","title":{"rendered":"Asteroide &#8220;assassino&#8221; vai &#8220;raspar&#8221; a Lua; Nasa acompanha de perto"},"content":{"rendered":"<p>A possibilidade de uma enorme rocha espacial \u2014 antes considerada o asteroide mais arriscado j\u00e1 observado \u2014 atingir a Lua parece agora estar descartada.<\/p>\n<p>Descoberto no final de dezembro de 2024, o asteroide 2024 YR4 inicialmente pareceu uma s\u00e9ria amea\u00e7a \u00e0 Terra, com cientistas estimando uma probabilidade de at\u00e9 3,1% de impacto com o nosso planeta em 22 de dezembro de 2032. Uma s\u00e9rie de observa\u00e7\u00f5es feitas por telesc\u00f3pios terrestres e espaciais rapidamente ajudou a descartar essa possibilidade, mas em junho de 2025, surgiu uma nova preocupa\u00e7\u00e3o: uma probabilidade de 4,3% de que o YR4 colidisse com a Lua.<\/p>\n<p>Embora a Terra n\u00e3o enfrentasse nenhum perigo f\u00edsico significativo caso um asteroide do tamanho de um pr\u00e9dio atingisse a Lua, pesquisadores sugeriram que quaisquer astronautas ou infraestrutura na superf\u00edcie lunar naquele momento poderiam estar em risco \u2014 assim como os sat\u00e9lites dos quais dependemos para manter aspectos vitais da vida, incluindo navega\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es, funcionando sem problemas.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos n\u00e3o esperavam ter a oportunidade de avaliar melhor o risco de um impacto lunar do asteroide YR4 at\u00e9 que ele voltasse a ser vis\u00edvel da perspectiva da Terra em 2028. No entanto, o Dr. Andy Rivkin, astr\u00f4nomo planet\u00e1rio do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, e Julien de Wit, professor associado de ci\u00eancia planet\u00e1ria do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), vislumbraram uma oportunidade para uma observa\u00e7\u00e3o antecipada.<\/p>\n<p>Rivkin e de Wit solicitaram e receberam aprova\u00e7\u00e3o para usar o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, ou JWST, o \u00fanico observat\u00f3rio com chances de detectar o asteroide antes de 2028.<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es feitas nos dias 18 e 26 de fevereiro aumentaram a certeza quanto \u00e0 posi\u00e7\u00e3o futura do asteroide. Em vez de colidir com a Lua, o YR4 passar\u00e1 a uma dist\u00e2ncia relativamente curta de 22.900 quil\u00f4metros (14.229 milhas) \u2014 praticamente descartando um impacto lunar \u00fanico que a humanidade teria presenciado.<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es de Rivkin e de Wit pelo Webb estavam entre as mais t\u00eanues j\u00e1 feitas de um asteroide, de acordo com a Nasa e a Ag\u00eancia Espacial Europeia \u2014 e as detec\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram f\u00e1ceis de obter, dada a pequena janela de tempo para captur\u00e1-las.<\/p>\n<p>Sendo o telesc\u00f3pio espacial mais poderoso, o Webb talvez seja uma escolha natural para auxiliar na busca por um asteroide potencialmente perigoso que possa colidir com a Terra ou a Lua. Mas o YR4 representou um desafio.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tiveram que desenvolver novas t\u00e9cnicas para usar os instrumentos do Webb a fim de detectar o asteroide como um ponto quase invis\u00edvel na imensid\u00e3o do espa\u00e7o, e suas inova\u00e7\u00f5es podem ajudar em esfor\u00e7os futuros caso surja outra amea\u00e7a semelhante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A possibilidade de uma enorme rocha espacial \u2014 antes considerada o asteroide mais arriscado j\u00e1 observado \u2014 atingir&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":302740,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[9012,15039,17272,17269,109,107,108,470,17271,17270,1062,524,1428,603,15040,12,13,15038,1086,32,33,1180,15042,117,105,103,104,15047,106,110,17273],"class_list":["post-302739","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-alagoas","tag-arapiraca","tag-asa","tag-campeonato-alagoano","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cinema","tag-crb","tag-csa","tag-esportes","tag-futebol","tag-jornalismo","tag-justica","tag-maceio","tag-news","tag-noticias","tag-palmeira-dos-indios","tag-policia","tag-portugal","tag-pt","tag-redacao","tag-santana-do-ipanema","tag-saude","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sertao","tag-technology","tag-tecnologia","tag-zona-da-mata"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116220069490059352","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/302739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=302739"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/302739\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/302740"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=302739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=302739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=302739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}