{"id":304495,"date":"2026-03-14T13:48:10","date_gmt":"2026-03-14T13:48:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/304495\/"},"modified":"2026-03-14T13:48:10","modified_gmt":"2026-03-14T13:48:10","slug":"no-golfo-persico-alem-da-grande-fortaleza-de-ormuz-os-portugueses-ainda-construiram-uma-outra-em-mascate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/304495\/","title":{"rendered":"No Golfo P\u00e9rsico al\u00e9m da grande fortaleza de Ormuz os portugueses ainda constru\u00edram uma outra em Mascate"},"content":{"rendered":"<p><strong>Qual o valor estrat\u00e9gico de Ormuz para Portugal naquele in\u00edcio do s\u00e9culo XVI?<\/strong><\/p>\n<p>Depois da viagem de Vasco da Gama e logo desde os in\u00edcios do s\u00e9culo XVI os portugueses manifestaram a inten\u00e7\u00e3o de impedir os mu\u00e7ulmanos de continuarem a escoar mercadorias preciosas para o Mediterr\u00e2neo como vinham fazendo nos s\u00e9culos anteriores. Para que Portugal conseguisse impor vitoriosamente a sua nova Rota do Cabo da Boa Esperan\u00e7a para o Oriente, contra a antiga Rota do Levante, era necess\u00e1rio controlar as entradas do Mar Vermelho e do Golfo P\u00e9rsico. Em 1507, no cumprimento das inovadoras e ambiciosas diretivas geoestrat\u00e9gicas da pol\u00edtica expansionista de D. Manuel I, Afonso de Albuquerque dirigiu-se ao golfo P\u00e9rsico. Nesse sentido o capit\u00e3o portugu\u00eas explorou pela primeira vez o litoral dos atuais Om\u00e3 e Emirados \u00c1rabes Unidos tendo atacado as cidades de Calaiate (Qalhat), Curiate (Qurayyat), Mascate (Muscate), Soar (Sohar) e Corfa\u00e7\u00e3o (Khor Fakkan). Ao entardecer do dia 26 de setembro de 1507, os portugueses chegaram \u00e0 ilha e cidade de Ormuz, no atual Ir\u00e3o, que tinha grande import\u00e2ncia por estar no chamado estreito de Ormuz, \u00e0 entrada do golfo P\u00e9rsico, de onde se podia controlar a navega\u00e7\u00e3o que por ali passava.<\/p>\n<p><strong>Como foi a conquista portuguesa de Ormuz?<\/strong><\/p>\n<p>Em Ormuz, Afonso de Albuquerque n\u00e3o conseguiu chegar a um acordo com as autoridades locais para assegurar a presen\u00e7a comercial dos portugueses na regi\u00e3o. A hostilidade com que foi recebido levou-o a dirigir uma ofensiva contra aquela cidade que se traduziu numa violenta batalha naval em que o poder naval e da artilharia dos portugueses lhes permitiu alcan\u00e7ar a vit\u00f3ria. Em resultado desta a\u00e7\u00e3o, o soberano local, que os portugueses disseram chamar-se Ceifadim, assinou em 10 de outubro de 1507 um tratado de paz com Portugal atrav\u00e9s do qual reconheceu a suserania portuguesa sobre a cidade, comprometendo-se a pagar um tributo e a autorizar o estabelecimento de uma fortaleza portuguesa que permitisse assegurar-lhes o dom\u00ednio do com\u00e9rcio no Golfo P\u00e9rsico. Os trabalhos para levar a cabo essa constru\u00e7\u00e3o iniciaram-se em 24 de outubro de 1507, mas desentendimentos entre Afonso de Albuquerque e alguns dos seus capit\u00e3es, que questionaram aquela iniciativa, n\u00e3o permitiram que a fortaleza se conclu\u00edsse. Por tal motivo em janeiro de 1508 Afonso de Albuquerque deixou a fortaleza por acabar, s\u00f3 a tendo constru\u00eddo em 1515, quando nesse ano ele l\u00e1 regressou em abril. A fortaleza foi ent\u00e3o batizada com o nome de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o. Tratava-se de um imponente conjunto arquitet\u00f3nico dominado por uma torre de menagem e torre\u00f5es, o qual foi sendo ampliado e refor\u00e7ado. Em grande parte tal fortaleza ainda subsiste apesar de ser pouco conhecida e de muito dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p><strong>Para manter a fortaleza na ilha foi necess\u00e1rio negociar alian\u00e7as locais?<\/strong><\/p>\n<p>Os portugueses exerceram desde ent\u00e3o um protetorado sobre a ilha de Ormuz, que se revelou ser uma das regi\u00f5es orientais mais lucrativas de entre as que estiveram sob a sua influ\u00eancia pois era por a\u00ed que passava um rico com\u00e9rcio de especiarias, tecidos e cavalos que passaram a controlar. Ormuz dependia do xeque Ismael (Esmail Abu\u2011l Muzaffar, 1484\u20111524) que assumiu o poder na P\u00e9rsia, tendo ent\u00e3o a\u00ed instaurado o xiismo como religi\u00e3o oficial e dando origem \u00e0 dinastia saf\u00e1vida que a dominou. Foi com ele que os portugueses estabeleceram rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas delicadas visando manter o poder em Ormuz, o que conseguiram apesar de ainda terem sofrido v\u00e1rios ataques.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Qual o valor estrat\u00e9gico de Ormuz para Portugal naquele in\u00edcio do s\u00e9culo XVI? Depois da viagem de Vasco&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":304496,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[53206,27,28,52306,15,16,54417,54418,14,54416,25,26,21,22,62,12,13,19,20,53903,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-304495","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-afonso-de-albuquerque","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-estreito-de-ormuz","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-fortaleza-de-ormuz","15":"tag-fortaleza-portuguesa-de-ormuz","16":"tag-headlines","17":"tag-jose-manuel-garcia","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-main-news","21":"tag-mainnews","22":"tag-mundo","23":"tag-news","24":"tag-noticias","25":"tag-noticias-principais","26":"tag-noticiasprincipais","27":"tag-ormuz","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias","35":"tag-world","36":"tag-world-news","37":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/304495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=304495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/304495\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/304496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=304495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=304495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=304495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}