{"id":306462,"date":"2026-03-16T06:15:35","date_gmt":"2026-03-16T06:15:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/306462\/"},"modified":"2026-03-16T06:15:35","modified_gmt":"2026-03-16T06:15:35","slug":"glaucoma-doenca-silenciosa-que-pode-causar-perda-irreversivel-da-visao-e-comum-em-cabo-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/306462\/","title":{"rendered":"Glaucoma, doen\u00e7a silenciosa que pode causar perda irrevers\u00edvel da vis\u00e3o, \u00e9 comum em Cabo Verde"},"content":{"rendered":"<p>O glaucoma \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica e silenciosa que pode levar \u00e0 perda irrevers\u00edvel da vis\u00e3o e que, muitas vezes, s\u00f3 \u00e9 diagnosticada em fases avan\u00e7adas. Em Cabo Verde, apesar de ser uma patologia frequente, a realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias espec\u00edficas nem sempre \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 escassez de especialistas com forma\u00e7\u00e3o nesta subespecialidade da oftalmologia.<\/p>\n<p>Demorou sete anos at\u00e9 que o glaucoma cong\u00e9nito de Naldi Veiga fosse diagnosticado. Quando finalmente chegou ao m\u00e9dico, a press\u00e3o ocular j\u00e1 tinha provocado danos irrevers\u00edveis no nervo \u00f3ptico.<\/p>\n<p>Hoje, completamente cega, recorda uma inf\u00e2ncia marcada por sintomas ignorados. \u201cO meu glaucoma \u00e9 cong\u00e9nito. Nasci com este problema, mas n\u00e3o foi diagnosticado cedo e, consequentemente, tamb\u00e9m n\u00e3o houve tratamento\u201d, conta.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a foi identificada apenas quando tinha sete anos, numa altura em que os danos j\u00e1 estavam avan\u00e7ados. Naldi Gomes conta que a inf\u00e2ncia decorreu no interior do pa\u00eds, onde o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e aos cuidados de sa\u00fade era mais limitado.<\/p>\n<p>\u201cA minha m\u00e3e tamb\u00e9m n\u00e3o tinha conhecimento acerca da doen\u00e7a. Viv\u00edamos no interior e acredito que por isso demorou um pouco a levar-me ao m\u00e9dico\u201d, explica.<\/p>\n<p>Antes do diagn\u00f3stico, os sinais estavam presentes no quotidiano. \u201cOs meus olhos lacrimejavam muito e tinha muita sensibilidade \u00e0 luz. N\u00e3o conseguia encarar as luzes, nem do Sol nem de outro tipo\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Para conseguir ver minimamente as pessoas \u00e0 sua volta, adaptava-se como podia. \u201cTinha de semicerrar os olhos ou fechar um deles e muitas vezes colocava a m\u00e3o na testa para conseguir ver mais longe. Mesmo assim n\u00e3o via bem\u201d, descreve.<\/p>\n<p>Quando finalmente chegou ao m\u00e9dico, o tempo sem tratamento j\u00e1 tinha causado danos irrevers\u00edveis. \u201cA press\u00e3o na vista j\u00e1 tinha destru\u00eddo o meu nervo \u00f3ptico e o nervo \u00f3ptico \u00e9 que leva a imagem do olho para o c\u00e9rebro\u201d, refere.<\/p>\n<p>Hoje, apesar de conseguir perceber a claridade, n\u00e3o consegue formar imagens. \u201cAp\u00f3s perder totalmente a vis\u00e3o, eu vejo a claridade, mas n\u00e3o vejo a imagem porque o meu nervo \u00f3ptico est\u00e1 destru\u00eddo. \u00c0s vezes fico com vontade de ver a imagem porque vejo toda a claridade, mas a imagem n\u00e3o aparece na minha vista\u201d, lamenta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"figure-img img-fluid rounded\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1773420572085.normal.jpeg\" alt=\"image\"\/><\/p>\n<blockquote><p>Credito: Depositphotos_365761772_XL<\/p><\/blockquote>\n<p>A perda total da vis\u00e3o aconteceu entre 2001 e 2002. At\u00e9 ent\u00e3o ainda mantinha uma baixa vis\u00e3o. \u201cEu n\u00e3o nasci totalmente cega. Via pouco, mas via. Se tivesse feito o tratamento mais cedo, havia probabilidade de n\u00e3o perder totalmente a vis\u00e3o\u201d, acredita.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Glaucoma<\/strong><\/p>\n<p>A oftalmologista Karina Mascarenhas explica que o glaucoma evolui lentamente e sem sinais evidentes, o que faz com que muitas pessoas s\u00f3 procurem ajuda m\u00e9dica quando os danos j\u00e1 est\u00e3o instalados.<\/p>\n<p>\u201cO glaucoma \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, silenciosa, que, progressiva e lentamente, vai causando a perda da vis\u00e3o. E esta perda \u00e9 irrevers\u00edvel\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com a especialista, a patologia \u00e9 frequentemente conhecida como o \u201cladr\u00e3o silencioso da vis\u00e3o\u201d, precisamente porque, geralmente, n\u00e3o provoca sintomas nas fases iniciais.<\/p>\n<p>\u201cQuando a pessoa percebe que come\u00e7a a apresentar sinais, j\u00e1 est\u00e1 num estado bastante avan\u00e7ado\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Embora exista uma forma aguda da doen\u00e7a, que provoca dor intensa, Karina Mascarenhas esclarece que essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 menos comum. \u201c\u00c9 um tipo de glaucoma que causa dor intensa, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o frequente quanto o outro\u201d, refere.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"figure-img img-fluid rounded\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1773420611596.normal.jpeg\" alt=\"image\"\/><\/p>\n<p>Existem diferentes tipos de glaucoma, cada um com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Entre os principais est\u00e3o o glaucoma de \u00e2ngulo aberto, o glaucoma de \u00e2ngulo estreito, os glaucomas secund\u00e1rios, o glaucoma cong\u00e9nito e o chamado glaucoma de press\u00e3o normal.<\/p>\n<p>\u201cNo glaucoma de \u00e2ngulo aberto, que \u00e9 o mais comum, a drenagem do humor aquoso ocorre de forma gradual e silenciosa. Temos tamb\u00e9m o glaucoma de \u00e2ngulo estreito, os glaucomas secund\u00e1rios que podem surgir devido a medicamentos ou doen\u00e7as sist\u00e9micas, o glaucoma cong\u00e9nito e o glaucoma de press\u00e3o normal\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo a oftalmologista, em Cabo Verde predomina o glaucoma de \u00e2ngulo aberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quando a doen\u00e7a se manifesta<\/strong><\/p>\n<p>Quando o glaucoma come\u00e7a finalmente a manifestar-se, um dos sinais mais frequentes \u00e9 a perda de campo visual perif\u00e9rico, que muitas vezes passa despercebida.<\/p>\n<p>\u201cA maioria das pessoas diz que consegue ver bem \u00e0 frente, mas de lado n\u00e3o consegue ver\u201d, relata a especialista.<\/p>\n<p>Em muitos casos, a suspeita inicial n\u00e3o est\u00e1 associada ao glaucoma. \u201cEles v\u00e3o \u00e0 consulta porque pensam que precisam de trocar os \u00f3culos. Acham que \u00e9 um problema de vis\u00e3o relacionado com as lentes\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Alguns pacientes referem ainda dores de cabe\u00e7a ou ligeira sensa\u00e7\u00e3o de desconforto ocular, mas estes sinais nem sempre s\u00e3o valorizados.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da doen\u00e7a \u00e9 feito mediante um exame oftalmol\u00f3gico completo, realizado por um especialista. \u201cO oftalmologista avalia a vis\u00e3o, mede a press\u00e3o ocular e faz uma fundoscopia para observar o nervo \u00f3ptico\u201d, explica Karina Mascarenhas.<\/p>\n<p>Dependendo dos resultados obtidos nessa avalia\u00e7\u00e3o inicial, podem ser solicitados exames complementares que ajudam a confirmar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica, a realiza\u00e7\u00e3o de consultas preventivas \u00e9 fundamental, sobretudo para pessoas com maior risco de desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cPrincipalmente a partir dos 40 anos, as pessoas devem fazer avalia\u00e7\u00f5es regulares\u201d, recomenda.<\/p>\n<p>Apesar de o glaucoma ser frequentemente associado ao envelhecimento, existem tamb\u00e9m formas que podem surgir logo nos primeiros meses de vida.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 o glaucoma cong\u00e9nito, que afecta crian\u00e7as que j\u00e1 nascem com a doen\u00e7a\u201d, explica. Por esse motivo, a oftalmologista considera que as avalia\u00e7\u00f5es oculares deveriam come\u00e7ar cedo.<\/p>\n<p>\u201cTodos os beb\u00e9s deveriam ser avaliados nos primeiros seis meses de vida\u201d, defende.<\/p>\n<p>No entanto, reconhece que essa pr\u00e1tica ainda n\u00e3o \u00e9 comum no pa\u00eds. \u201cN\u00e3o \u00e9 habitual levar um beb\u00e9 ao oftalmologista logo ap\u00f3s o nascimento, mas seria importante fazer essa avalia\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Algumas doen\u00e7as cr\u00f3nicas tamb\u00e9m podem contribuir para o desenvolvimento do glaucoma. \u201cA diabetes pode provocar altera\u00e7\u00f5es nos vasos da retina que acabam por bloquear a drenagem ocular\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a hipertens\u00e3o e o colesterol elevado podem afectar a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea ocular, criando condi\u00e7\u00f5es que favorecem o surgimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o uso prolongado de determinados medicamentos pode provocar formas secund\u00e1rias de glaucoma.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Casos chegam em diferentes fases<\/strong><\/p>\n<p>Embora n\u00e3o existam dados estat\u00edsticos precisos sobre o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a em Cabo Verde, a experi\u00eancia cl\u00ednica indica que os casos aparecem tanto em fases iniciais como avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Entre os factores que dificultam a detec\u00e7\u00e3o precoce est\u00e3o, segundo Karina Mascarenhas, a falta de informa\u00e7\u00e3o e o acesso limitado a especialistas.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas procuram o m\u00e9dico quando j\u00e1 sentem alguma coisa. N\u00e3o temos o h\u00e1bito de ir \u00e0 consulta apenas por rotina\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outro desafio prende-se com a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos especialistas em oftalmologia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos oftalmologistas apenas nas ilhas de Santiago, Sal e S\u00e3o Vicente. Embora sejam realizadas desloca\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas a outras ilhas, a cobertura ainda \u00e9 limitada. Se algu\u00e9m vive numa ilha onde o m\u00e9dico s\u00f3 aparece uma vez por m\u00eas, o acesso torna-se mais dif\u00edcil\u201d, diz.<\/p>\n<p>Mesmo dentro de algumas ilhas existem obst\u00e1culos relacionados com a dist\u00e2ncia entre localidades.<\/p>\n<p>\u201cEm Santo Ant\u00e3o, por exemplo, h\u00e1 dist\u00e2ncias enormes entre as zonas\u201d, observa.<\/p>\n<p>O glaucoma n\u00e3o tem cura, mas pode ser controlado quando \u00e9 diagnosticado precocemente. O tratamento baseia-se principalmente no uso de col\u00edrios que ajudam a reduzir a press\u00e3o intra-ocular.<\/p>\n<p>\u201cO objectivo do tratamento \u00e9 diminuir a press\u00e3o dentro do olho\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Quando os medicamentos n\u00e3o produzem o efeito desejado, pode ser necess\u00e1rio recorrer \u00e0 cirurgia ou a procedimentos com laser.<\/p>\n<p>\u201cNo caso de os col\u00edrios n\u00e3o serem suficientes, pode ser indicada cirurgia, como a trabeculectomia ou o implante de v\u00e1lvulas\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Esses procedimentos, contudo, n\u00e3o curam a doen\u00e7a. \u201cA cirurgia n\u00e3o vai curar o glaucoma. Serve para tentar controlar a press\u00e3o ocular\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cirurgia nem sempre dispon\u00edvel no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Em Cabo Verde, a realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias espec\u00edficas para o glaucoma nem sempre \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 falta de especialistas com forma\u00e7\u00e3o nessa sub\u00e1rea.<\/p>\n<p>Quando profissionais com essa forma\u00e7\u00e3o visitam o arquip\u00e9lago, alguns casos podem ser operados localmente. Caso contr\u00e1rio, os pacientes podem ser encaminhados para tratamento no exterior.<\/p>\n<p>\u201cQuando n\u00e3o temos especialistas dispon\u00edveis, discutimos os casos entre colegas e \u00e0s vezes os doentes s\u00e3o enviados para fora\u201d, refere Karina Mascarenhas.<\/p>\n<p>O glaucoma \u00e9 considerado uma das principais causas de cegueira irrevers\u00edvel. Para compreender o impacto da doen\u00e7a, a oftalmologista distingue diferentes tipos de cegueira.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem situa\u00e7\u00f5es classificadas como cegueira evit\u00e1vel, quando o tratamento adequado impede a progress\u00e3o da doen\u00e7a. No caso do glaucoma, por\u00e9m, os danos s\u00e3o permanentes.<\/p>\n<p>\u201cO glaucoma \u00e9 uma doen\u00e7a irrevers\u00edvel e infelizmente temos v\u00e1rios pacientes com esta condi\u00e7\u00e3o em Cabo Verde\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para controlar o glaucoma, o cumprimento rigoroso da medica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial.<\/p>\n<p>Conforme Karina Mascarenhas, muitos pacientes interrompem o tratamento por n\u00e3o compreenderem que o objectivo \u00e9 evitar a progress\u00e3o da doen\u00e7a e n\u00e3o recuperar a vis\u00e3o perdida.<\/p>\n<p>\u201cQuando o paciente chega com perda de vis\u00e3o, n\u00f3s vamos manter o que ele ainda tem. N\u00e3o vamos recuperar\u201d, adverte.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente desafiante entre idosos que comparecem \u00e0s consultas sem acompanhantes. \u201cExplicamos que t\u00eam de usar as gotas regularmente, mas \u00e0s vezes chegam a casa e a fam\u00edlia diz que a vis\u00e3o n\u00e3o melhorou. Ent\u00e3o acabam por parar a medica\u00e7\u00e3o\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Esse abandono do tratamento pode agravar rapidamente o quadro cl\u00ednico.<\/p>\n<p><strong>__________________________________________________________<\/strong><strong\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tipos de glaucoma segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS):<\/strong><\/p>\n<p>1.<strong>Glaucoma prim\u00e1rio de \u00e2ngulo aberto<\/strong> \u2013 \u00e9 o mais comum. Ocorre quando o sistema de drenagem do humor aquoso (l\u00edquido do olho) funciona mal, levando a um aumento gradual da press\u00e3o <strong>intra-ocular<\/strong>. Desenvolve-se lentamente e sem sintomas nas fases iniciais, podendo causar perda progressiva da vis\u00e3o.<\/p>\n<p>2.<strong>Glaucoma prim\u00e1rio de \u00e2ngulo fechado<\/strong> \u2013 acontece quando o \u00e2ngulo de drenagem do olho se fecha parcial ou totalmente, impedindo a sa\u00edda do l\u00edquido. Pode surgir de forma aguda, com dor intensa no olho, vis\u00e3o turva, n\u00e1useas e vermelhid\u00e3o, sendo considerado <strong>uma emerg\u00eancia m\u00e9dica<\/strong>.<\/p>\n<p>3.<strong>Glaucoma cong\u00e9nito<\/strong> \u2013 est\u00e1 presente desde o nascimento ou nos primeiros anos de vida, devido a uma malforma\u00e7\u00e3o do sistema de drenagem do olho. Pode provocar olhos aumentados, lacrimejamento excessivo e sensibilidade \u00e0 luz.<\/p>\n<p>4.<strong>Glaucoma secund\u00e1rio<\/strong> \u2013 resulta de outras doen\u00e7as ou condi\u00e7\u00f5es, como traumatismos oculares, inflama\u00e7\u00f5es, uso prolongado de corticosteroides, <strong>diabetes<\/strong> ou tumores.<\/p>\n<p>5.<strong>Glaucoma de press\u00e3o normal<\/strong> \u2013 neste caso h\u00e1 les\u00e3o do nervo \u00f3ptico mesmo com press\u00e3o <strong>intra-ocular<\/strong> dentro dos valores considerados normais. A causa exacta ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida.<\/p>\n<p><strong>Texto originalmente publicado na edi\u00e7\u00e3o impressa do Expresso das Ilhas n\u00ba 1267 de 11 de Mar\u00e7o de 2026.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O glaucoma \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica e silenciosa que pode levar \u00e0 perda irrevers\u00edvel da vis\u00e3o e que,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":306463,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[5842,27246,116,12224,32,33,117,4101],"class_list":["post-306462","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-doenca-cronica","tag-glaucoma","tag-health","tag-oftalmologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-visao"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116237390646982789","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/306462","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=306462"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/306462\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/306463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=306462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=306462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=306462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}