{"id":307225,"date":"2026-03-16T20:07:18","date_gmt":"2026-03-16T20:07:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/307225\/"},"modified":"2026-03-16T20:07:18","modified_gmt":"2026-03-16T20:07:18","slug":"plano-de-trump-para-arrasar-a-china-envolve-o-novo-ouro-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/307225\/","title":{"rendered":"Plano de Trump para arrasar a China envolve o &#8220;novo ouro&#8221; do Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:26.10.2025_-_Encontro_com_o_Presidente_dos_Estados_Unidos_%2854880688880%29.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Wikimedia Commons<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-732217 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/3714bd878fd853a95f631fc36992c721-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">O presidente norte-americano, Donald Trump, com o presidente brasileiro, Lula da Silva.<\/p>\n<p><strong>Brasil tem o que todos querem e parece estar a alinhar-se para uma nova parceria com os EUA (mas h\u00e1 outros interessados na disputa).<\/strong><\/p>\n<p>Os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares para obter acesso \u00e0s reservas de minerais cr\u00edticos e terras raras do Brasil. Estima-se que o Brasil possua <strong>entre 20% e 23% das reservas mundiais<\/strong> de terras raras, a segunda maior percentagem depois da China. O pa\u00eds \u00e9 considerado estrat\u00e9gico para o plano dos EUA de reduzir a sua depend\u00eancia da China, principal produtora e processadora destes minerais.<\/p>\n<p>Os minerais cr\u00edticos, entre os quais se incluem as terras raras, s\u00e3o um conjunto de elementos qu\u00edmicos considerados essenciais por serem necess\u00e1rios tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a ind\u00fastria eletr\u00f3nica e militar.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e3o o <strong>l\u00edtio<\/strong>, o<strong> cobalto<\/strong> e o<strong> ni\u00f3bio<\/strong>. S\u00e3o utilizados, por exemplo, na produ\u00e7\u00e3o de baterias el\u00e9tricas, \u00edmanes para turbinas e\u00f3licas, chips eletr\u00f3nicos, avi\u00f5es, m\u00edsseis e sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>A BBC News Brasil apurou que a ofensiva norte-americana ocorre em duas frentes: uma econ\u00f3mica e outra pol\u00edtica, envolvendo tanto investidores privados como sectores do governo de Donald Trump, incluindo o Departamento da Guerra.<\/p>\n<p>Frente econ\u00f3mica<\/p>\n<p>Na frente econ\u00f3mica, os EUA preparam-se para aumentar os investimentos em empresas brasileiras ou estrangeiras que j\u00e1 possuem autoriza\u00e7\u00f5es de pesquisa ou explora\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Neste dom\u00ednio, os americanos estariam dispostos a investir \u201cdezenas de milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares\u201d, formando parcerias e at\u00e9 tornando-se acionistas de mineradoras que j\u00e1 operam no pa\u00eds, mesmo que ainda numa fase inicial, segundo fontes conhecedoras do projeto ouvidas pela BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Frente pol\u00edtica<\/p>\n<p>Na frente pol\u00edtica, o governo dos Estados Unidos pretende que o governo brasileiro assine rapidamente um acordo sobre o tema. Uma vers\u00e3o preliminar desse acordo foi enviada pela Embaixada dos EUA ao Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros (MNE) em fevereiro deste ano.<\/p>\n<p>Uma fonte do governo brasileiro, ouvida sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato, confirmou que a proposta foi recebida pelo Itamaraty e que ainda est\u00e1 a ser analisada no \u00e2mbito da prepara\u00e7\u00e3o de um encontro bilateral entre o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o, que estava prevista para acontecer em Washington este m\u00eas, ainda n\u00e3o foi confirmada pelos dois governos. No governo Lula, contudo, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que o pa\u00eds n\u00e3o tem raz\u00f5es para ter pressa em assinar o acordo, tendo em conta a posi\u00e7\u00e3o potencialmente privilegiada do Brasil como detentor de uma mat\u00e9ria-prima muito desejada pelo governo Trump.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o governo brasileiro j\u00e1 manifestou oposi\u00e7\u00e3o ao desejo americano de que pa\u00edses que celebrem acordos com os EUA limitem o acesso da China ao mercado.<\/p>\n<p>Corrida de milhares de milh\u00f5es<\/p>\n<p>A corrida econ\u00f3mica dos EUA para garantir acesso a fontes de minerais cr\u00edticos ganhou impulso no Brasil a partir do ano passado, quando o governo americano come\u00e7ou a mapear empresas brasileiras e estrangeiras que j\u00e1 atuam na pesquisa e extra\u00e7\u00e3o de terras raras no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na altura, uma an\u00e1lise do sector indicava que o Brasil tinha apenas um projeto operacional de extra\u00e7\u00e3o de terras raras e que praticamente toda a sua produ\u00e7\u00e3o \u2014 realizada pela mineradora Serra Verde, em Goi\u00e1s \u2014 era destinada \u00e0 China.<\/p>\n<p>Em setembro de 2025, os EUA anunciaram um investimento de 5 milh\u00f5es de d\u00f3lares na mineradora Aclara, cujas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o cotadas na Bolsa de Valores de Toronto, no Canad\u00e1. A empresa tem projetos de pesquisa de terras raras no munic\u00edpio de Nova Roma, em Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>O segundo grande movimento americano ocorreu junto da Serra Verde. Em fevereiro deste ano, a empresa anunciou que recebeu 565 milh\u00f5es de d\u00f3lares de financiamento da Corpora\u00e7\u00e3o Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), uma ag\u00eancia governamental dedicada a investimentos internacionais.<\/p>\n<p>Segundo foi divulgado, o dinheiro ser\u00e1 usado para refinanciar linhas de cr\u00e9dito da empresa e garante aos americanos participa\u00e7\u00e3o acionista na companhia.<\/p>\n<p>O investimento na Serra Verde era considerado estrat\u00e9gico para os EUA. Praticamente toda a exporta\u00e7\u00e3o brasileira de terras raras em 2025 foi produzida pela empresa, e quase toda a produ\u00e7\u00e3o foi enviada para a China.<\/p>\n<p><strong>Em 2025, por exemplo, o Brasil exportou 12 milh\u00f5es de d\u00f3lares em terras raras, dos quais 99,4% tiveram como destino compradores chineses.<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro, segundo a ag\u00eancia Reuters, a Serra Verde anunciou que<strong> terminar\u00e1 o contrato de fornecimento com a China no final de 2026<\/strong>, antecipando em pelo menos sete anos o fim da rela\u00e7\u00e3o com os chineses.<\/p>\n<p>A BBC News Brasil questionou a empresa sobre se o fim do contrato est\u00e1 relacionado com o investimento norte-americano, mas n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n<p>F\u00f3rum esta quarta-feira<\/p>\n<p>Outra etapa da estrat\u00e9gia econ\u00f3mica americana ocorrer\u00e1 na pr\u00f3xima quarta-feira, em S\u00e3o Paulo, onde o Consulado dos EUA organizar\u00e1 um f\u00f3rum sobre minerais cr\u00edticos. O evento reunir\u00e1 empres\u00e1rios brasileiros e americanos, membros dos governos dos dois pa\u00edses e bancos de investimento.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia, segundo apurou a BBC News Brasil, \u00e9 que <strong>novas parcerias<\/strong> surjam a partir do encontro entre investidores e respons\u00e1veis por projetos em desenvolvimento no Brasil.<\/p>\n<p>No evento, representantes de mineradoras \u201cj\u00fanior\u201d \u2014 empresas de pequena dimens\u00e3o que possuem direitos mineiros ou est\u00e3o em processo de os obter \u2014 dever\u00e3o apresentar os seus projetos a investidores estrangeiros e representantes do governo americano.<\/p>\n<p>Estas empresas dependem geralmente de investimento externo para passar da fase de investiga\u00e7\u00e3o para a fase operacional.<\/p>\n<p>Os principais projetos est\u00e3o localizados em Goi\u00e1s, Minas Gerais e Bahia.<\/p>\n<p>Um dos requisitos para receber investimentos americanos \u00e9 que, quando entrarem em funcionamento, estas empresas priorizem consumidores finais dos EUA ou de pa\u00edses aliados, restringindo o acesso da China a essas mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p>Apesar disso, especialistas consideram que ser\u00e1 dif\u00edcil excluir totalmente a China no curto prazo, porque os EUA n\u00e3o t\u00eam atualmente capacidade t\u00e9cnica suficiente para refinar alguns destes minerais, como as terras raras.<\/p>\n<p>Segundo Julio Nery, diretor de assuntos mineiros do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram),<strong> \u201cos Estados Unidos ter\u00e3o de desenvolver capacidade de processamento de terras raras, porque atualmente apenas conseguem refinar cerca de 11% da produ\u00e7\u00e3o global.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do tema para o governo Trump \u00e9 t\u00e3o grande que representantes do Departamento da Guerra e do Departamento de Energia dever\u00e3o participar no f\u00f3rum em S\u00e3o Paulo. A preocupa\u00e7\u00e3o militar deve-se ao facto de estes minerais serem essenciais para componentes eletr\u00f3nicos usados em avi\u00f5es, m\u00edsseis bal\u00edsticos e outros equipamentos militares.<\/p>\n<p>Acordos e diverg\u00eancias<\/p>\n<p>Na frente pol\u00edtica, os EUA t\u00eam tentado convencer o Brasil a assinar acordos sobre minerais cr\u00edticos e terras raras, apesar da cautela do governo brasileiro. Uma fonte com conhecimento do assunto disse \u00e0 BBC News Brasil que o memorando de entendimento enviado ao Itamaraty \u00e9 semelhante ao acordo assinado entre os EUA e a Austr\u00e1lia em outubro de 2025.<\/p>\n<p>Esse acordo previa <strong>cria\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os m\u00ednimos para minerais cr\u00edticos, altera\u00e7\u00f5es legais para acelerar licen\u00e7as de explora\u00e7\u00e3o, mapeamento de novas reservas e investimento em projetos destinados a compradores nos EUA ou na Austr\u00e1lia. <\/strong>O objetivo seria reduzir a influ\u00eancia da China neste mercado.<\/p>\n<p>Espera-se que o Brasil sinalize se ir\u00e1 ou n\u00e3o aderir ao acordo antes da viagem de Lula a Washington. No entanto, o governo brasileiro tem mantido uma<strong> postura cautelosa.<\/strong><\/p>\n<p>Entre as <strong>raz\u00f5es<\/strong> apontadas por interlocutores de Lula est\u00e3o:<\/p>\n<p>1. O Brasil n\u00e3o quer limitar exporta\u00e7\u00f5es exclusivamente aos EUA ou aliados.<br \/>2. O pa\u00eds pretende atrair parceiros que invistam no processamento das terras raras dentro do pr\u00f3prio Brasil, em vez de continuar apenas a exportar mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p>Durante a visita do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa a Bras\u00edlia, Lula afirmou:<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 est\u00e1 avisado que o Brasil n\u00e3o vai fazer o que foi feito com o min\u00e9rio de ferro. Vendemos min\u00e9rio para depois comprar produtos acabados cem vezes mais caros. Agora a parceria ser\u00e1 para fazer os processos de transforma\u00e7\u00e3o aqui no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Brasil entre gigantes<\/p>\n<p>Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil consideram que os movimentos dos EUA fazem parte de uma disputa geopol\u00edtica global.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o do acesso americano a minerais cr\u00edticos tornou-se uma prioridade da pol\u00edtica externa do governo Trump, especialmente depois de a China ter suspendido temporariamente exporta\u00e7\u00f5es destes materiais para os EUA em resposta a san\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o chinesa foi vista como uma retalia\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e levantou receios de impacto na ind\u00fastria tecnol\u00f3gica americana.<\/p>\n<p>Segundo Elena Rodriguez, professora do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da PUC-Rio, \u201cn\u00e3o se trata apenas de uma aproxima\u00e7\u00e3o comercial. \u00c9 uma corrida geopol\u00edtica muito bem estruturada.\u201d<\/p>\n<p>Rodriguez explica que quem controla os minerais e a tecnologia para process\u00e1-los controla setores fundamentais da economia do s\u00e9culo XXI, como a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, a ind\u00fastria de defesa e a tecnologia avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio da Unctad, a <strong>procura por estes minerais poder\u00e1 aumentar 1500% at\u00e9 2050<\/strong>, ultrapassando a capacidade atual de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o professor Sidney Ribeiro, da Unesp, o Brasil precisa aproveitar este momento para mudar o modelo de exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas: \u201cO alvo desta disputa geopol\u00edtica s\u00e3o as nossas reservas. \u00c9 preciso investir para reverter o modelo atual.\u201d<\/p>\n<p>Julio Nery concorda e acrescenta que n\u00e3o s\u00e3o apenas os EUA interessados em acordos com o Brasil. Uni\u00e3o Europeia, Jap\u00e3o e outros pa\u00edses tamb\u00e9m est\u00e3o nessa corrida.<\/p>\n<p>Segundo o especialista,\u00a0\u201co melhor para o Brasil \u00e9 manter diversidade de compradores e aproveitar o facto de n\u00e3o ter inimigos e poder negociar com todos.\u201d<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto, o Minist\u00e9rio dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e a Embaixada dos Estados Unidos n\u00e3o responderam \u00e0s perguntas da BBC News Brasil. Em comunicado, o Minist\u00e9rio de Minas e Energia afirmou que o Brasil est\u00e1 \u201caberto ao di\u00e1logo e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o internacional para fortalecer uma cadeia global de minerais cr\u00edticos mais resiliente, transparente e sustent\u00e1vel\u201d, mantendo conversas com Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia, China e outros parceiros estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1773491842_492_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1773491843_29_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1773491843_68_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Wikimedia Commons O presidente norte-americano, Donald Trump, com o presidente brasileiro, Lula da Silva. 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