{"id":310950,"date":"2026-03-19T14:55:48","date_gmt":"2026-03-19T14:55:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/310950\/"},"modified":"2026-03-19T14:55:48","modified_gmt":"2026-03-19T14:55:48","slug":"universidade-de-aveiro-desenvolve-nanocapsulas-inovadoras-para-o-tratamento-do-cancro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/310950\/","title":{"rendered":"Universidade de Aveiro desenvolve nanoc\u00e1psulas inovadoras para o tratamento do cancro"},"content":{"rendered":"<p>A Universidade de Aveiro (UA) est\u00e1 a desenvolver uma abordagem inovadora no combate ao cancro, que pode transformar a forma como os tratamentos s\u00e3o aplicados, atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de nanoc\u00e1psulas de carbono.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>O projeto CarboNCT aposta, pela primeira vez, no uso do l\u00edtio-6 como alternativa ao boro-10 tradicional, numa abordagem designada de <strong>Terapia por Captura de Neutr\u00f5es<\/strong>. O objetivo \u00e9 tornar a radioterapia mais eficaz, reduzindo os efeitos secund\u00e1rios nos tecidos saud\u00e1veis. <\/p>\n<p>Com este m\u00e9todo ser\u00e1 poss\u00edvel introduzir um elemento espec\u00edfico nas c\u00e9lulas cancer\u00edgenas que, ao serem atingidas por neutr\u00f5es, desencadeiam uma rea\u00e7\u00e3o nuclear capaz de libertar energia suficiente para as destruir. Esta rea\u00e7\u00e3o tem a particularidade de ter um alcance extremamente curto, atuando praticamente ao n\u00edvel de uma \u00fanica c\u00e9lula. <\/p>\n<p>Tradicionalmente, esta abordagem utiliza boro-10. Contudo, a equipa da Universidade de Aveiro est\u00e1 a explorar o potencial do l\u00edtio-6, de modo a aumentar a efici\u00eancia terap\u00eautica e a precis\u00e3o do tratamento. <\/p>\n<p>Em comunicado enviado \u00e0 imprensa, Gil Gon\u00e7alves, investigador do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da UA e coordenador do projeto, explica que \u201co CarboNCT tem como objetivo desenvolver nanoc\u00e1psulas de carbono multifuncionais capazes de transportar elevadas concentra\u00e7\u00f5es de is\u00f3topos ativos no seu interior, aumentando a sua estabilidade, reduzindo potenciais efeitos t\u00f3xicos e melhorando a efici\u00eancia da terapia\u201d.<\/p>\n<p>Um dos maiores desafios desta terapia \u00e9 garantir que o elemento ativo chega em quantidade suficiente \u00e0s c\u00e9lulas tumorais. Estas estruturas microsc\u00f3picas aumentam a estabilidade do composto e permitem uma entrega mais controlada, reduzindo potenciais efeitos t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados que temos obtido s\u00e3o muito promissores. As nanoc\u00e1psulas demonstraram elevada biocompatibilidade em c\u00e9lulas n\u00e3o cancer\u00edgenas e mostraram capacidade de acumula\u00e7\u00e3o eficaz nas c\u00e9lulas tumorais\u201d, acrescenta o respons\u00e1vel pelo projeto. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, a fluoresc\u00eancia natural das nanopart\u00edculas permite acompanhar a sua presen\u00e7a no interior das c\u00e9lulas, o que pode vir a constituir uma ferramenta \u00fatil na monitoriza\u00e7\u00e3o do tratamento. <\/p>\n<p>O projeto est\u00e1 a ser desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e a Universidade de Pavia, no Laborat\u00f3rio de Energia Nuclear Aplicada (LENA).<\/p>\n<p>Caso os resultados futuros confirmem o potencial j\u00e1 demonstrado, esta abordagem poder\u00e1 evoluir para aplica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, impulsionando o desenvolvimento de uma nova gera\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos para terapia por neutr\u00f5es, assinala a comunica\u00e7\u00e3o enviada pela UA.<\/p>\n<p>Cancro continua a ser uma das principais causas de morte<\/p>\n<p>O cancro continua a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo, bem como um dos maiores desafios da medicina moderna. Portugal apresentou a taxa mais alta de incid\u00eancia de cancro em crian\u00e7as e jovens at\u00e9 aos 15 anos em 2022, tendo sido diagnosticados19 casos por cada 100 mil crian\u00e7as, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE).<\/p>\n<p>Ainda em 2022, registaram-se cerca de 69 mil novos casos de cancro no pa\u00eds, tendo cerca de 33 mil pessoas morrido por esse motivo. Com base nestes dados, sabe-se que perto de 29% da popula\u00e7\u00e3o corre o risco de ter um cancro antes dos 75 anos. <\/p>\n<p>O n\u00famero de novos casos de cancro em Portugal deve aumentar cerca de 20% at\u00e9 2040 n\u00famero acima da Uni\u00e3o Europeia, que estima o n\u00famero de novos casos em 18%. S\u00f3 no <a href=\"https:\/\/ipoporto.pt\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"><strong>Instituto Portugu\u00eas de Oncologia (IPO) do Porto<\/strong><\/a>, todos os anos s\u00e3o diagnosticados 10 mil novos casos de cancro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Universidade de Aveiro (UA) est\u00e1 a desenvolver uma abordagem inovadora no combate ao cancro, que pode transformar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":310951,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1207,116,12207,32,33,117],"class_list":{"0":"post-310950","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancro","9":"tag-health","10":"tag-investigacao-do-cancro","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116256422429354967","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=310950"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/310950\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/310951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=310950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=310950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=310950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}