{"id":31163,"date":"2025-08-15T22:57:07","date_gmt":"2025-08-15T22:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/31163\/"},"modified":"2025-08-15T22:57:07","modified_gmt":"2025-08-15T22:57:07","slug":"xavier-viegas-incendios-sao-um-problema-que-nao-vamos-conseguir-resolver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/31163\/","title":{"rendered":"Xavier Viegas: &#8220;Inc\u00eandios s\u00e3o um problema que n\u00e3o vamos conseguir resolver&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Como se explica esta situa\u00e7\u00e3o em Portugal, com tantos inc\u00eandios seguidos?<\/strong><br \/>Realmente \u00e9 um pouco dif\u00edcil de compreender e de explicar. Mas, na verdade, s\u00e3o as circunst\u00e2ncias, por um lado, do ano que estamos a ter, em termos de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, com um per\u00edodo de chuva muito prolongado durante o inverno que fez crescer a vegeta\u00e7\u00e3o, e agora estamos com v\u00e1rias semanas, quase dois meses e meio, de calor e temperaturas altas, em que aquela vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 agora mesmo seca e pronta para arder. E \u00e9 o que n\u00f3s estamos a ver por todo o territ\u00f3rio, que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para que qualquer igni\u00e7\u00e3o possa dar origem a um foco de inc\u00eandio que se vai propagando e que, se tiver condi\u00e7\u00f5es, como infelizmente h\u00e1 no nosso territ\u00f3rio de orografia, por vezes de vento, que faz com que fiquem fora de controlo. Infelizmente, temos tido dias sucessivos com igni\u00e7\u00f5es novas que v\u00e3o aparecendo e o sistema vai tendo dificuldade em gerir os inc\u00eandios que j\u00e1 tem, que v\u00e3o crescendo, que s\u00e3o muito grandes que se tornam dif\u00edceis vigiar.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\"><strong>Segundo um levantamento do JN, este ano, com 6161 fogos, dados at\u00e9 ao dia 15, a \u00e1rea ardida era a sexta maior dos \u00faltimos 25 anos, mas o n\u00famero de inc\u00eandios \u00e9 o quarto mais elevado. Que explica esta situa\u00e7\u00e3o, de menos fogos e mais \u00e1rea ardida?<\/strong><br \/>Por um lado, essa vegeta\u00e7\u00e3o muito seca que est\u00e1 a favorecer a propaga\u00e7\u00e3o do fogo. N\u00e3o est\u00e3o a ser cada um desses inc\u00eandios que se propagam com grande velocidade, como tivemos por exemplo em 2017 e no ano passado com um vento muito forte. Estamos a ter inc\u00eandios que se propagam em velocidades relativamente baixas ou m\u00e9dias. Agora, o que s\u00e3o \u00e9 muitos e, digamos, a sua extens\u00e3o e o seu n\u00famero torna dif\u00edcil que haja uma extin\u00e7\u00e3o completa. O problema com esta sucess\u00e3o de dias quentes, \u00e9 que cada dia que passa vai ser pior que o anterior, mesmo que a temperatura n\u00e3o aumente. Portanto a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 vai mudar se vierem chuvas. Porque quando as temperaturas s\u00e3o altas e a humidade baixa, o estado de secura \u00e9 maior e, portanto, as condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o-se agravando. E \u00e9 isso que estamos a ver praticamente desde o in\u00edcio do m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>Acesso exclusivo a assinantes<\/p>\n<p>Acesso ilimitado a conte\u00fados exclusivos<\/p>\n<p>Navega\u00e7\u00e3o sem publicidade intrusiva<\/p>\n<p>Vers\u00e3o digital do jornal, suplementos e revistas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como se explica esta situa\u00e7\u00e3o em Portugal, com tantos inc\u00eandios seguidos?Realmente \u00e9 um pouco dif\u00edcil de compreender e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31164,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-31163","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31163"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31163\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}