{"id":31376,"date":"2025-08-16T03:33:17","date_gmt":"2025-08-16T03:33:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/31376\/"},"modified":"2025-08-16T03:33:17","modified_gmt":"2025-08-16T03:33:17","slug":"aumento-de-fraudes-cientificas-estudo-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/31376\/","title":{"rendered":"Aumento de Fraudes Cient\u00edficas: Estudo Alerta"},"content":{"rendered":"<p>An\u00e1lise de 5 milh\u00f5es de artigos revela que problemas de integridade s\u00e3o \u201csistem\u00e1ticos\u201d, com autores e editores mal-intencionados colaborando nas sombras para promover pesquisas falsas.<\/p>\n<p class=\"p2\">Por Reda\u00e7\u00e3o, com DW \u2013 de Washington <\/p>\n<p class=\"p4\">O fen\u00f4meno das pesquisas\u00a0fraudulentas est\u00e1 em ascens\u00e3o ao redor do mundo e coloca a ci\u00eancia em risco,\u00a0alertam especialistas. <a style=\"color:#800000;\" href=\"https:\/\/correiodobrasil.com.br\/a\/fake-news-vigilancia-desemprego-preocupam-brasileiros-sobre-ia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Um\u00a0novo estudo\u00a0revelou que extensas redes de atores mal-intencionados<\/a> trabalham para publicar estudos\u00a0falsos, crescendo rapidamente e atuando de forma resiliente.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1720049_big-fraude.jpg\" alt=\"Estudo alerta para aumento de fraudes cient\u00edficas com redes maliciosas | Ci\u00eancia fraudulenta pode amea\u00e7ar decis\u00f5es m\u00e9dicas e pol\u00edticas, como ocorreu na pandemia de covid-19\" width=\"1024\" height=\"576\" loading=\"lazy\"\/>Ci\u00eancia fraudulenta pode amea\u00e7ar decis\u00f5es m\u00e9dicas e pol\u00edticas, como ocorreu na pandemia de covid-19<\/p>\n<p class=\"p4\">As conclus\u00f5es, publicadas esta semana na revista PNAS, vieram da an\u00e1lise de mais de 5 milh\u00f5es de artigos cient\u00edficos em 70 mil peri\u00f3dicos.<\/p>\n<p class=\"p4\">\u2013\u00a0H\u00e1 grupos de editores conspirando para publicar artigos de baixa qualidade, em grande escala, escapando dos processos tradicionais de revis\u00e3o por pares \u2013\u00a0disse Reese Richardson, cientista social da Northwestern University, nos\u00a0Estados Unidos, e autor principal do estudo.<\/p>\n<p class=\"p4\">A pesquisa mostra evid\u00eancias de que existem redes de editores de peri\u00f3dicos cient\u00edficos que frequentemente publicam estudos com problemas de integridade. Elas se conectam, inclusive, por meio de \u201cintermedi\u00e1rios\u201d a autores de estudos fraudulentos.<\/p>\n<p><b>\u201cDestrui\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a\u201d<\/b><\/p>\n<p class=\"p4\">Os peri\u00f3dicos s\u00e3o plataformas para que pesquisadores compartilhem suas descobertas, teorias e ideias. Existem dezenas de milhares deles, cada um com temas espec\u00edficos e diferentes n\u00edveis de impacto cient\u00edfico.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\">Estudos fraudulentos publicados nos peri\u00f3dicos podem incluir dados fabricados, resultados n\u00e3o verificados, pesquisas\u00a0plagiadas\u00a0ou\u00a0imagens manipuladas.<\/p>\n<p class=\"p4\">O fen\u00f4meno das fraudes sistem\u00e1ticas passa por v\u00e1rios atores, incluindo as \u201cf\u00e1bricas de artigos\u201d, que produzem estudos em larga escala em baixa qualidade ou sem a devida integridade, e os \u201cperi\u00f3dicos predat\u00f3rios\u201d, que publicam estudos sem o controle esperado.<\/p>\n<p class=\"p4\">J\u00e1 nos chamados \u201cperi\u00f3dicos de autopromo\u00e7\u00e3o\u201d, os pr\u00f3prios autores dos artigos s\u00e3o editores dos peri\u00f3dicos onde publicam seus estudos.<\/p>\n<p class=\"p4\">\u2013\u00a0Esse tipo de fraude destr\u00f3i a\u00a0confian\u00e7a na ci\u00eancia. Distorce an\u00e1lises sistem\u00e1ticas e meta-an\u00e1lises, atrasando tratamentos e novas pesquisas \u2013\u00a0afirma Anna Abalkina, cientista social da Universidade Livre de Berlim, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p class=\"p4\">Estima-se que at\u00e9 um em cada sete artigos contenha dados falsos. A\u00a0intelig\u00eancia artificial\u00a0tamb\u00e9m alimenta a m\u00e1 conduta cient\u00edfica. \u201c\u00c9 poss\u00edvel mapear redes de duplica\u00e7\u00e3o de imagens que chegam a milhares de artigos\u201d, prossegue Richardson.<\/p>\n<p><b>Impacto global<\/b><\/p>\n<p class=\"p4\">Outra conclus\u00e3o do estudo \u00e9 que as pesquisas fraudulentas est\u00e3o espalhadas pelo mundo todo e s\u00e3o sistem\u00e1ticas, e n\u00e3o apenas como uma exce\u00e7\u00e3o fora da Europa ou dos Estados Unidos, como muitos no meio cient\u00edfico acreditam.<\/p>\n<p class=\"p4\">V\u00e1rios casos de destaque de fraude cient\u00edfica j\u00e1 vieram \u00e0 luz. Durante a\u00a0pandemia de Covid-19, pesquisas fraudulentas foram usadas para fundamentar decis\u00f5es pol\u00edticas sobre o uso da\u00a0hidroxicloroquina\u00a0como tratamento.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\">\u2013\u00a0\u00c9 angustiante ver outras pessoas cometendo fraude e enganando os outros. Mas, se voc\u00ea acredita que a ci\u00eancia \u00e9 \u00fatil e importante para a humanidade, ent\u00e3o precisa lutar por ela \u2013\u00a0afirma Luis Amaral, da Northwestern University, autor s\u00eanior do estudo.<\/p>\n<p class=\"p4\">Grupos de publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica trabalham para criar novos m\u00e9todos de identificar pesquisas fraudulentas e retrat\u00e1-las \u2014 ou seja, fazer uma retifica\u00e7\u00e3o p\u00fablica uma vez que s\u00e3o detectados problemas graves. Uma grande editora a n\u00edvel internacional, a Springer Nature, por exemplo, retratou 2.923 artigos de suas publica\u00e7\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p class=\"p4\">As evid\u00eancias do novo estudo mostram que indiv\u00edduos cooperam para publicar artigos que j\u00e1 foram retratados por v\u00e1rios outros peri\u00f3dicos.\u00a0<\/p>\n<p>Baixa valoriza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia<\/p>\n<p class=\"p4\">Especialistas afirmam que o problema, em \u00faltima an\u00e1lise, est\u00e1 na\u00a0baixa valoriza\u00e7\u00e3o\u00a0da pesquisa cient\u00edfica, no alto grau de incerteza da academia e na elevada competitividade entre cientistas.<\/p>\n<p class=\"p4\">Empregos e financiamentos cient\u00edficos dependem da produ\u00e7\u00e3o de artigos, fazendo com que cientistas sofram com a falta de recursos e se sintam pressionados a publicar em peri\u00f3dicos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\">Outras pesquisas citadas pelo estudo na PNAS j\u00e1 sugeriram que a m\u00e1 conduta cient\u00edfica est\u00e1 associada \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de um mercado injusto e \u00e0 falta de oportunidades ou de treinamento.<\/p>\n<p class=\"p4\">\u201cO aumento da desigualdade no acesso aos recursos pode estar contribuindo para o aumento da escala da fraude cient\u00edfica. No entanto, mesmo quando se disp\u00f5e de recursos, a pesquisa continua sendo uma atividade de alto risco \u2014 n\u00e3o se sabe a priori se um estudo ser\u00e1 bem-sucedido ou n\u00e3o,\u201d escreveram os pesquisadores.<\/p>\n<p class=\"p6\">Por isso, a melhor solu\u00e7\u00e3o para combater publica\u00e7\u00f5es fraudulentas, segundo Richardson, \u00e9 abandonar m\u00e9tricas quantitativas de avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como a contagem de publica\u00e7\u00f5es e cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"An\u00e1lise de 5 milh\u00f5es de artigos revela que problemas de integridade s\u00e3o \u201csistem\u00e1ticos\u201d, com autores e editores mal-intencionados&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31377,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[10237,109,107,108,10233,10234,32,33,10235,10236,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-31376","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-artigos-fraudulentos","9":"tag-ciencia","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-fraude-cientifica","13":"tag-integridade-na-pesquisa","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-publicacoes-cientificas","17":"tag-redes-maliciosas","18":"tag-science","19":"tag-science-and-technology","20":"tag-scienceandtechnology","21":"tag-technology","22":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31376"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31376\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}