{"id":314195,"date":"2026-03-22T10:39:11","date_gmt":"2026-03-22T10:39:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/314195\/"},"modified":"2026-03-22T10:39:11","modified_gmt":"2026-03-22T10:39:11","slug":"dor-e-sangramento-fora-do-normal-entenda-os-sinais-da-adenomiose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/314195\/","title":{"rendered":"Dor e sangramento fora do normal? Entenda os sinais da adenomiose"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cbradar\/como-reduzir-a-dor-menstrual-com-atividade-fisica\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Dores menstruais<\/a> intensas e epis\u00f3dios de sangramento abundante ainda s\u00e3o frequentemente encarados como algo \u201cnormal\u201d por muitas mulheres. No entanto, quando esses sintomas passam a interferir na rotina, prejudicam atividades do dia a dia ou exigem o uso constante de medica\u00e7\u00e3o para dor, podem ser um sinal de alerta para uma condi\u00e7\u00e3o ginecol\u00f3gica que merece aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica: a adenomiose. Apesar de relativamente comum, a doen\u00e7a ainda \u00e9 pouco conhecida e, muitas vezes, diagnosticada tardiamente.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o ginecologista Alexandre Brand\u00e3o, da Maternidade Bras\u00edlia, da Rede Am\u00e9ricas, a adenomiose ocorre quando o tecido que normalmente reveste a cavidade interna do \u00fatero, chamado endom\u00e9trio, passa a crescer dentro da parede uterina. Esse tecido funciona como um revestimento interno do \u00f3rg\u00e3o e responde aos est\u00edmulos hormonais ao longo do ciclo menstrual. \u201c\u00c9 como se o endom\u00e9trio, que funciona como um papel de parede dentro do \u00fatero, passasse a ocupar os \u2018tijolos\u2019 da parede uterina\u201d, explica o especialista.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quando esse tecido se instala em um local onde n\u00e3o deveria estar, ele continua reagindo aos horm\u00f4nios produzidos pelos ov\u00e1rios da mesma forma que faria dentro da cavidade uterina. Isso significa que ele cresce e sofre altera\u00e7\u00f5es durante o ciclo menstrual, desencadeando processos inflamat\u00f3rios e provocando sintomas desconfort\u00e1veis. Entre os sinais mais frequentes est\u00e3o c\u00f3licas menstruais intensas e aumento significativo do fluxo menstrual, que pode exigir trocas frequentes de absorvente ou at\u00e9 causar vazamentos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O ginecologista tamb\u00e9m aponta um dos principais desafios em torno da adenomiose: o fato de que muitas mulheres acabam normalizando sintomas que n\u00e3o deveriam ser considerados comuns. C\u00f3licas fortes, por exemplo, ainda s\u00e3o frequentemente vistas como parte natural do ciclo menstrual, o que pode atrasar a busca por ajuda m\u00e9dica. \u201cSe a c\u00f3lica impede a paciente de realizar atividades do dia a dia, como trabalhar, estudar ou cumprir compromissos, isso n\u00e3o \u00e9 normal e precisa ser investigado\u201d, afirma.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nesses casos, a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica se torna fundamental para identificar a origem do problema e diferenciar a adenomiose de outras condi\u00e7\u00f5es ginecol\u00f3gicas que tamb\u00e9m podem provocar dor e altera\u00e7\u00f5es no fluxo menstrual. O diagn\u00f3stico costuma envolver a an\u00e1lise do hist\u00f3rico cl\u00ednico da paciente e a realiza\u00e7\u00e3o de exames de imagem espec\u00edficos, como a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e a ultrassonografia transvaginal voltada para o mapeamento da doen\u00e7a. \u201cEsses exames ajudam a identificar as les\u00f5es, entender o tamanho e a localiza\u00e7\u00e3o delas e tamb\u00e9m descartar outras causas poss\u00edveis para dor e sangramento\u201d, detalha Alexandre.<\/p>\n<p>Sintomas<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>C\u00f3licas menstruais severas: muitas vezes progressivas, tornando-se insuport\u00e1veis<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Fluxo menstrual intenso (menorragia): sangramento abundante, frequentemente com co\u00e1gulos, que pode levar \u00e0 anemia<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Aumento do volume do \u00fatero<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Dor p\u00e9lvica cr\u00f4nica<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Dispareunia profunda: dor profunda durante ou ap\u00f3s a rela\u00e7\u00e3o sexual<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Press\u00e3o e incha\u00e7o abdominal: sensa\u00e7\u00e3o de barriga inchada ou dura<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Infertilidade ou dificuldade para engravidar: a altera\u00e7\u00e3o na estrutura do \u00fatero pode dificultar a fixa\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Problemas Intestinais\/urin\u00e1rios: dor ao evacuar ou press\u00e3o na bexiga<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Ultrassonografia transvaginal<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Resson\u00e2ncia magn\u00e9tica<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Tipos<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Adenomiose difusa: o tecido endometrial se espalha de maneira generalizada por todo o miom\u00e9trio, resultando no aumento global do \u00f3rg\u00e3o<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Adenomiose focal: a doen\u00e7a concentra-se em \u00e1reas espec\u00edficas do miom\u00e9trio, n\u00e3o atingindo todo o \u00fatero<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Adenomioma (focal nodular): variante da forma focal, na qul os focos de adenomiose pr\u00f3ximos formam uma les\u00e3o nodular<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Adenomiose superficial: o tecido endometrial penetra apenas as camadas mais superficiais da parede uterina<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Adenomiose profunda: o endom\u00e9trio penetra profundamente na parede do miom\u00e9trio<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Adenomiose externa: focos de endometriose p\u00e9lvica que invadem a camada superficial e muscular do \u00fatero<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Causas e fatores de risco<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Traumas uterinos (ces\u00e1reas, curetagens, partos)<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Fatores hormonais, especialmente a a\u00e7\u00e3o do estrog\u00eanio<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Dados<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Afeta principalmente mulheres entre 30 e 40 anos, com preval\u00eancia estimada entre 20% e 35%<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Tratamento<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Medicamentos hormonais<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Controle da dor<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Cirurgia conservadora<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Histerectomia<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Abordagem na menopausa<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Adenomiose na menopausa<\/p>\n<p class=\"texto\">Geralmente regride ou desaparece ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2026\/03\/7372588-menopausa-veja-como-cuidar-da-saude-para-manter-o-bem-estar.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">menopausa<\/a> devido \u00e0 queda dos n\u00edveis de estrog\u00eanio, aliviando c\u00f3licas intensas e sangramentos. No entanto, n\u00e3o \u00e9 descartado a possibilidade. Com isso, fique atenta:\u00a0<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Persist\u00eancia da doen\u00e7a:\u00a0a adenomiose continua presente na musculatura do \u00fatero, podendo ser identificada em exames como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ou ultrassom<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Risco em reposi\u00e7\u00e3o hormonal:\u00a0o uso de terapias de reposi\u00e7\u00e3o hormonal (TRH) contendo apenas estrog\u00eanio pode reativar a adenomiose, sendo recomendado o uso associado de progesterona para proteger o \u00fatero<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Sangramento p\u00f3s-menopausa:\u00a0qualquer sangramento nesta fase precisa ser investigado por um ginecologista, pois pode estar relacionado \u00e0 persist\u00eancia da condi\u00e7\u00e3o<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Palavra do especialista\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quais s\u00e3o os principais desafios atuais para diagnosticar a adenomiose?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/diversao-e-arte\/2024\/02\/6806097-gretchen-passa-por-cirurgia-para-retirar-o-utero-apos-diagnostico-de-adenomiose.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Adenomiose<\/a> ainda \u00e9 frequentemente subdiagnosticada porque seus sintomas podem se confundir com outras condi\u00e7\u00f5es ginecol\u00f3gicas, como miomas e endometriose. Al\u00e9m disso, muitas mulheres acabam normalizando a c\u00f3lica menstrual intensa, o que atrasa a investiga\u00e7\u00e3o. O diagn\u00f3stico costuma combinar a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica com exames de imagem, como ultrassom transvaginal espec\u00edfico e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica da pelve.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quando a cirurgia passa a ser indicada no tratamento da adenomiose?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A cirurgia costuma ser considerada quando o tratamento cl\u00ednico n\u00e3o controla os sintomas, como dor intensa e sangramento uterino anormal. Inicialmente, a abordagem inclui terapias hormonais para reduzir o est\u00edmulo hormonal no tecido. Em pacientes com sintomas severos e que j\u00e1 tiveram filhos, a retirada do \u00fatero pode ser indicada como forma de tratamento definitivo.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como a adenomiose pode afetar a fertilidade?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A doen\u00e7a provoca um processo inflamat\u00f3rio no \u00fatero que pode dificultar a implanta\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o e reduzir as chances de gravidez. No entanto, nem todas as mulheres com adenomiose ter\u00e3o dificuldade para engravidar, e o acompanhamento m\u00e9dico \u00e9 essencial para avaliar cada caso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Marcelo Daia \u00e9 ginecologista e coordenador da ginecologia do Hospital Albert Sabin (HAS-SP)<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Dor+e+sangramento+fora+do+normal%3F+Entenda+os+sinais+da+adenomiose%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2026\/03\/7375212-dor-e-sangramento-fora-do-normal-entenda-os-sinais-da-adenomiose.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Frevista-do-correio%2F2026%2F03%2F7375212-dor-e-sangramento-fora-do-normal-entenda-os-sinais-da-adenomiose.html&amp;text=Dor+e+sangramento+fora+do+normal%3F+Entenda+os+sinais+da+adenomiose\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Frevista-do-correio%2F2026%2F03%2F7375212-dor-e-sangramento-fora-do-normal-entenda-os-sinais-da-adenomiose.html&amp;text=Dor+e+sangramento+fora+do+normal%3F+Entenda+os+sinais+da+adenomiose\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1774175949_597_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; 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width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>J\u00falia Sirqueira  <strong class=\"entryStrongAuthor\"\/><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\"> Cursando Jornalismo no Centro Universit\u00e1rio IESB, estagi\u00e1ria na Revista do Correio, f\u00e3 de boas hist\u00f3rias, arte, cultura pop, rock e universo geek.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dores menstruais intensas e epis\u00f3dios de sangramento abundante ainda s\u00e3o frequentemente encarados como algo \u201cnormal\u201d por muitas mulheres.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":314196,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117,2268,10369],"class_list":["post-314195","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-feminina","tag-utero"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116272402690939933","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314195"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314195\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/314196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}