{"id":314454,"date":"2026-03-22T15:29:13","date_gmt":"2026-03-22T15:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/314454\/"},"modified":"2026-03-22T15:29:13","modified_gmt":"2026-03-22T15:29:13","slug":"a-lua-esta-a-absorver-moleculas-da-atmosfera-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/314454\/","title":{"rendered":"A Lua est\u00e1 a absorver mol\u00e9culas da atmosfera terrestre"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom:11px\">Part\u00edculas da atmosfera terrestre t\u00eam sido transportadas para o espa\u00e7o pelo vento solar e aterram na Lua h\u00e1 bili\u00f5es de anos, misturando-se com o solo lunar, de acordo com um novo estudo.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o lan\u00e7a uma nova luz sobre um enigma que perdura h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, desde que as miss\u00f5es Apollo trouxeram amostras lunares com vest\u00edgios de subst\u00e2ncias como \u00e1gua, di\u00f3xido de carbono, h\u00e9lio e nitrog\u00e9nio incrustadas no reg\u00f3lito, a camada superficial empoeirada da Lua.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/adsabs.harvard.edu\/full\/1979LPICo.363...43T\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estudos iniciais<\/a> teorizaram que o Sol era a fonte de algumas dessas subst\u00e2ncias. Mas, em 2005, investigadores da Universidade de T\u00f3quio <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature03929\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sugeriram<\/a> que elas tamb\u00e9m poderiam ter origem na atmosfera de uma Terra jovem, antes de ela desenvolver um campo magn\u00e9tico, h\u00e1 cerca de 3,7 mil milh\u00f5es de anos. Os autores suspeitaram que o campo magn\u00e9tico, uma vez estabelecido, teria interrompido o fluxo, prendendo as part\u00edculas e tornando dif\u00edcil ou imposs\u00edvel que elas escapassem para o espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Agora, a nova investiga\u00e7\u00e3o derruba essa suposi\u00e7\u00e3o, sugerindo que o campo magn\u00e9tico da Terra pode at\u00e9 ter ajudado, em vez de a bloquear, a transfer\u00eancia de part\u00edculas atmosf\u00e9ricas para a Lua, que continua at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>\u201cIsso significa que a Terra tem fornecido gases vol\u00e1teis como oxig\u00e9nio e nitrog\u00e9nio ao solo lunar, durante todo este tempo\u201d, diz Eric Blackman, coautor do novo estudo e professor do Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Universidade de Rochester, em Nova Iorque.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/6977e221d34e0ec52ec2bb29.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   O piloto do m\u00f3dulo lunar Apollo 17, Harrison Schmitt, recolheu amostras de solo lunar, em 1972. (NASA) <\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muito que se pensava que a Lua se formou inicialmente a partir do impacto de um aster\u00f3ide na proto-Terra, durante o qual houve uma grande mistura inicial desses vol\u00e1teis da Terra para a Lua\u201d, acrescenta o investigador, numa entrevista por e-mail \u00e0 CNN. \u201cOs nossos resultados mostram que ainda h\u00e1 partilha de vol\u00e1teis, mesmo ap\u00f3s bili\u00f5es de anos\u201d.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de elementos \u00fateis, como oxig\u00e9nio e hidrog\u00e9nio, na superf\u00edcie da Lua pode ser interessante para a explora\u00e7\u00e3o lunar. \u201cAs miss\u00f5es lunares e, em \u00faltima an\u00e1lise, as col\u00f3nias lunares que possam surgir algum dia, provavelmente teriam de ter recursos autossustent\u00e1veis que n\u00e3o precisassem de ser transportados da Terra\u201d, diz Eric Blackman.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, investigadores estudaram como poderiam processar a \u00e1gua do reg\u00f3lito lunar e extrair hidrog\u00e9nio e oxig\u00e9nio para produzir combust\u00edvel. Existem tamb\u00e9m estudos sobre combust\u00edvel \u00e0 base de amon\u00edaco, que aproveitaria o azoto transportado para a Lua pelo vento solar. Assim, este material transportado pelo vento solar entra no solo e torna-se parte do recurso local que tais inova\u00e7\u00f5es poderiam explorar\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"395\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/6977e24fd34e0ec52ec2bb2b.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   As amostras lunares da Apollo 14 foram analisadas numa instala\u00e7\u00e3o de quarentena em 1971. (NASA) <\/p>\n<p>Um valioso registo qu\u00edmico <\/p>\n<p>Para o novo estudo, os investigadores utilizaram simula\u00e7\u00f5es em computador e testaram dois cen\u00e1rios. Um tinha vento solar forte &#8211; um fluxo de part\u00edculas em alta velocidade proveniente do sol &#8211; e nenhum campo magn\u00e9tico ao redor da Terra. O outro tinha vento solar mais fraco e um campo magn\u00e9tico forte ao redor da Terra. Os cen\u00e1rios correspondem aproximadamente a um estado antigo e a um estado moderno do nosso planeta. O cen\u00e1rio da Terra moderna revelou-se o mais eficaz na transfer\u00eancia de fragmentos da atmosfera terrestre para a Lua.<\/p>\n<p>Os investigadores compararam ent\u00e3o os resultados com os dados obtidos diretamente da an\u00e1lise do solo lunar em <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.290.5494.1142\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudos anteriores<\/a>. \u201cUtiliz\u00e1mos amostras lunares trazidas para a Terra pelas <a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/apollo-14\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">miss\u00f5es Apollo 14<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/apollo-17\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">17<\/a> para validar os nossos resultados\u201d, explica Shubhonkar Paramanick, estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do departamento de f\u00edsica e astronomia da Universidade de Rochester. Paramanick foi o principal autor do estudo, publicado em dezembro, na revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-025-02960-4\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nature Communications Earth &amp; Environment<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cTemos este vento solar a entrar na atmosfera terrestre e, em seguida, a atmosfera terrestre a escapar. Por isso, tent\u00e1mos determinar qual seria a propor\u00e7\u00e3o desta mistura ou distinguir quais as part\u00edculas de origem solar e quais as de origem terrestre\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O campo magn\u00e9tico da Terra \u00e9 gerado por correntes el\u00e9tricas produzidas pelo movimento de ferro e n\u00edquel fundidos no n\u00facleo externo l\u00edquido do planeta. Estende-se at\u00e9 longe no Espa\u00e7o, formando um escudo que deflete grande parte do vento solar, que, de outra forma, corroeria a atmosfera.<\/p>\n<p>Quando o campo magn\u00e9tico interage com o vento solar, cria uma magnetosfera &#8211; uma estrutura semelhante a um cometa, com uma frente comprimida e uma longa cauda. Quando as part\u00edculas do vento solar s\u00e3o canalizadas ao longo das linhas da magnetosfera, perto dos polos, obtemos auroras, tamb\u00e9m conhecidas como <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2023\/04\/24\/world\/aurora-northern-southern-lights-explainer-scn\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">luzes do Norte e do Sul<\/a>.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/6977e294d34e0ec52ec2bb2d.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   As auroras boreais, vistas aqui ao norte de Inuvik, nos Territ\u00f3rios do Noroeste do Canad\u00e1, ocorrem quando part\u00edculas carregadas de energia de eje\u00e7\u00f5es de massa coronal atingem o campo magn\u00e9tico da Terra e interagem com os gases atmosf\u00e9ricos. (Cole Burston\/AFP\/Getty Images) <\/p>\n<p>A forma da magnetosfera explica porque \u00e9 que o vento solar pode arrancar algumas part\u00edculas da atmosfera da Terra e gui\u00e1-las para o espa\u00e7o. Isso tamb\u00e9m permite que uma fra\u00e7\u00e3o maior da atmosfera da Terra seja transportada para a Lua do que no modelo da Terra n\u00e3o magnetizada, ou antiga, de acordo com Eric Blackman.<\/p>\n<p>\u201cO campo magn\u00e9tico n\u00e3o \u00e9 puramente protetor por duas raz\u00f5es. Uma \u00e9 que ele exerce press\u00e3o, o que de certa forma infla a atmosfera da Terra, dando ao vento solar um pouco mais de acesso \u00e0 atmosfera\u201d, come\u00e7a por explicar. \u201cE a outra \u00e9 que, quando a Lua est\u00e1 na fase de lua cheia da sua \u00f3rbita, ela passa por uma regi\u00e3o chamada \u2018<a href=\"https:\/\/helio.data.nasa.gov\/region\/earth-magnetotail\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cauda magn\u00e9tica<\/a>\u2019, onde o campo magn\u00e9tico abre um canal que permite que o material atmosf\u00e9rico soprado siga um caminho mais direto para a Lua\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A Lua passa pela cauda magn\u00e9tica durante alguns dias de cada m\u00eas e as part\u00edculas pousam na superf\u00edcie lunar, onde ficam incrustadas no solo, pois a Lua n\u00e3o tem atmosfera para as bloquear.<\/p>\n<p>Compreender a hist\u00f3ria desta intera\u00e7\u00e3o entre a Lua e a Terra \u00e9 importante porque fornece um valioso registo qu\u00edmico ou informa\u00e7\u00f5es sobre a antiga atmosfera da Terra que podem estar contidas no solo lunar, argumenta o estudo. A composi\u00e7\u00e3o da atmosfera, diz Eric Blackman, est\u00e1 ligada \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da vida em diferentes fases da hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"372\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/6977e2dcd34e0ec52ec2bb2f.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Uma vista da Terra sobre o horizonte lunar, capturada pela Apollo 11. (NASA\/Hulton Archive\/Getty Images) <\/p>\n<p>Uma nova perspetiva <\/p>\n<p>Kentaro Terada, professor de Cosmoqu\u00edmica Isot\u00f3pica e Geoqu\u00edmica na Universidade de Osaka, no Jap\u00e3o, diz estar muito satisfeito porque as suas observa\u00e7\u00f5es foram corroboradas teoricamente. Terada liderou um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-016-0026\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, em 2017, que mostrou como o vento solar e o campo magn\u00e9tico da Terra transportaram oxig\u00e9nio para a Lua, mas n\u00e3o esteve envolvido nesta nova investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muito que se reconhece que a Terra e a Lua evolu\u00edram fisicamente par a par, desde a sua forma\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o especialista numa entrevista por e-mail.<\/p>\n<p>A descoberta de meteoritos lunares e a observa\u00e7\u00e3o de fluxos de part\u00edculas da Terra transportadas pelo vento solar revelam uma nova perspetiva. \u201cOs dois corpos tamb\u00e9m se influenciaram quimicamente, numa esp\u00e9cie de troca de materiais\u201d, explica Kentaro Terada, acrescentando que o artigo \u00e9 \u201cmuito empolgante na sua discuss\u00e3o abrangente da hist\u00f3ria da Terra\u201d.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"679\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/6977e325d34e0ec52ec2bb34.webp\" width=\"860\"\/> <\/p>\n<p>   Uma rocha de uma fenda de reg\u00f3lito, com 3,2 mil milh\u00f5es de anos, foi recolhida pela Apollo 15. (Michael Wyke\/AP) <\/p>\n<p>A Lua cont\u00e9m pistas sobre a hist\u00f3ria e a evolu\u00e7\u00e3o da Terra e este novo estudo refor\u00e7a essa no\u00e7\u00e3o, de acordo com Simeon Barber, investigador s\u00e9nior da Open University, no Reino Unido, que tamb\u00e9m n\u00e3o esteve envolvido no trabalho.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m \u00e9 oportuno, acrescenta, devido \u00e0 recente aquisi\u00e7\u00e3o de novas amostras de solo lunar jovem pela <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2020\/12\/16\/asia\/china-lunar-probe-intl\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">miss\u00e3o Chang&#8217;e-5 da China, em 2020<\/a>, bem como as primeiras amostras do lado oculto da Lua pela <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2024\/06\/25\/china\/china-change-6-moon-mission-return-scn-intl-hnk\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Chang&#8217;e-6, em 2024<\/a>, que oferecem a oportunidade de testar ainda mais as descobertas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Barber diz que o trabalho informar\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados dos pr\u00f3ximos m\u00f3dulos de aterragem rob\u00f3ticos lunares capazes de medir diretamente os elementos vol\u00e1teis no reg\u00f3lito lunar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Part\u00edculas da atmosfera terrestre t\u00eam sido transportadas para o espa\u00e7o pelo vento solar e aterram na Lua h\u00e1&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":314455,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[609,836,611,55665,27,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,301,830,603,570,2179,831,833,24098,62,834,13,835,602,52,32,33,105,103,104,106,110,1151,29],"class_list":["post-314454","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-atmosfera-terrestre","tag-breaking-news","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-governo","tag-guerra","tag-justica","tag-live","tag-lua","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-moleculas","tag-mundo","tag-negocios","tag-noticias","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-terra","tag-ultimas"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116273543044887341","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314454\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/314455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}