{"id":314796,"date":"2026-03-22T22:24:14","date_gmt":"2026-03-22T22:24:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/314796\/"},"modified":"2026-03-22T22:24:14","modified_gmt":"2026-03-22T22:24:14","slug":"novo-estudo-reforca-evidencias-que-a-perda-de-peso-diminui-risco-de-cancro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/314796\/","title":{"rendered":"Novo estudo refor\u00e7a evid\u00eancias que a perda de peso diminui risco de cancro"},"content":{"rendered":"<p> <a href=\"https:\/\/www.tveuropa.pt\/cnt\/uploads\/F17LB002-22.jpg\" data-caption=\"Novo estudo refor\u00e7a evid\u00eancias que a perda de peso diminui risco de cancro\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"464\" class=\"entry-thumb td-modal-image\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/F17LB002-22-696x464.jpg\"   alt=\"Novo estudo refor\u00e7a evid\u00eancias que a perda de peso diminui risco de cancro\" title=\"Novo estudo refor\u00e7a evid\u00eancias que a perda de peso diminui risco de cancro\"\/><\/a>Novo estudo refor\u00e7a evid\u00eancias que a perda de peso diminui risco de cancro <\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica associada a muitas comorbidades, incluindo o cancro. Os especialistas relacionam fortemente treze tipos de cancro \u00e0 obesidade, incluindo adenocarcinoma esof\u00e1gico, c\u00e1rdia g\u00e1strica, cancros do c\u00f3lon e reto, do f\u00edgado, da ves\u00edcula biliar, do p\u00e2ncreas, da mama p\u00f3s-menopausa, do endom\u00e9trio ou do \u00fatero e cancro do ov\u00e1rio, carcinoma de c\u00e9lulas renais, meningioma, cancro da tireoide e mieloma m\u00faltiplo.<\/p>\n<p>Os especialistas consideram que a obesidade aumente o risco de cancro por meio de m\u00faltiplos mecanismos inter-relacionados, incluindo desregula\u00e7\u00e3o hormonal, inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica e desequil\u00edbrio de adipocinas.<\/p>\n<p>O excesso de peso corporal tem sido proposto como o segundo maior fator de risco evit\u00e1vel para o cancro, depois do tabagismo, tanto em homens como em mulheres. Agora, com o desenvolvimento de medicamentos antiobesidade (MAOs) altamente eficazes, novas vias para o tratamento m\u00e9dico da obesidade est\u00e3o a surgir.<\/p>\n<p>Um estudo liderado Cleveland Clinic e publicado na revista \u201cObesity\u201d refere que a perda de peso ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica tem sido associada a um risco reduzido de cancro. No entanto, estudos observacionais que examinam a associa\u00e7\u00e3o entre cancro e perda de peso n\u00e3o cir\u00fargica t\u00eam sido de pequena escala e apresentam resultados conflituantes, que os investigadores associam estat\u00edstica insuficiente ou ao curto per\u00edodo de acompanhamento<\/p>\n<p>Estudos prospetivos que acompanham a perda de peso n\u00e3o cir\u00fargica por meio de m\u00e9todos convencionais, como a modifica\u00e7\u00e3o do estilo de vida, ao longo de longos per\u00edodos s\u00e3o desafiadores, pois exigem acompanhamento prolongado, recursos substanciais e alta ades\u00e3o do paciente.<\/p>\n<p>Em face do contexto a preocupa\u00e7\u00e3o dos investigadores foi investigar em que medida o risco de cancro relacionado \u00e0 obesidade pode ser reduzido pela perda de peso no mundo real numa popula\u00e7\u00e3o de pacientes provenientes de um grande sistema integrado de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os investigadores observaram signific\u00e2ncia estat\u00edstica em diferentes momentos para carcinoma de c\u00e9lulas renais, mieloma m\u00faltiplo, cancro do es\u00f4fago e cancro do endom\u00e9trio, bem como em outros tipos de cancro, incluindo melanoma e outras neoplasias malignas da pele, neoplasias malignas de tecidos linfoides, hematopoi\u00e9ticos e relacionados, neoplasias malignas do trato urin\u00e1rio, \u00f3rg\u00e3os respirat\u00f3rios e intrator\u00e1cicos, mesot\u00e9lio e tecidos moles, \u00f3rg\u00e3os genitais masculinos, \u00f3rg\u00e3os genitais femininos, olhos, c\u00e9rebro e outras partes do sistema nervoso central e \u00f3rg\u00e3os digestivos.<\/p>\n<p>Para os investigadores v\u00e1rios mecanismos podem estar subjacentes \u00e0 liga\u00e7\u00e3o entre obesidade e desenvolvimento de cancro, e esses mecanismos podem diferir entre os tipos de cancro e incluem impactos na sensibilidade \u00e0 insulina e no microambiente imunol\u00f3gico. \u00c9 conhecido que o aumento da massa de tecido adiposo interrompe a produ\u00e7\u00e3o de adiponectina, resistina, leptina e \u00e1cidos gordos livres, contribuindo para hiperinsulinemia e resist\u00eancia \u00e0 insulina, ambas implicadas na patog\u00e9nese do cancro.<\/p>\n<p>Os investigadores referem que o aumento da liga\u00e7\u00e3o da insulina aos recetores de insulina demonstrou promover diretamente o crescimento tumoral de c\u00e9lulas de cancro g\u00e1strico e tem implica\u00e7\u00f5es para o gest\u00e3o cl\u00ednica de pacientes com obesidade, diabetes e cancro. A leptina tamb\u00e9m estimula a prolifera\u00e7\u00e3o do epit\u00e9lio do c\u00f3lon e inibe a apoptose. N\u00edveis s\u00e9ricos elevados associados \u00e0 obesidade tamb\u00e9m foram relacionados \u00e0 progress\u00e3o do cancro g\u00e1strico.<\/p>\n<p>Os investigadores observaram uma redu\u00e7\u00e3o do risco de cancro do endom\u00e9trio e de carcinoma de c\u00e9lulas renais com a perda de peso em tr\u00eas e dois intervalos de acompanhamento, respetivamente. A obesidade desregula as hormonas sexuais atrav\u00e9s do aumento da resist\u00eancia \u00e0 insulina.<\/p>\n<p>Estudos anteriores in vitro e in vivo mostram que as desregula\u00e7\u00f5es hormonais est\u00e3o associadas \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o do risco de cancro da mama, cancro do endom\u00e9trio e carcinoma de c\u00e9lulas renais. Os investigadores escreveram que a restaura\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia imunol\u00f3gica e da fun\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas T, bem como a normaliza\u00e7\u00e3o das adipocinas ap\u00f3s a perda de peso, s\u00e3o particularmente relevantes para cancros com forte influ\u00eancia hormonal (por exemplo, cancro da mama, cancro do endom\u00e9trio) e para os com forte envolvimento imunol\u00f3gico (por exemplo, cancro colorretal).<\/p>\n<p>No estudo os investigadores observaram um aumento do risco de mieloma m\u00faltiplo com o ganho de peso. O que para os investigadores est\u00e1 de acordo com relatos anteriores de ac\u00famular de adip\u00f3citos na medula \u00f3ssea, levando a altera\u00e7\u00f5es no microambiente que promovem a progress\u00e3o do mieloma m\u00faltiplo. Embora estudos pr\u00e9-cl\u00ednicos tenham relatado aumento do risco de cancro da mama devido \u00e0 disrup\u00e7\u00e3o das harmonias sexuais, o risco de cancro da mama n\u00e3o foi associado \u00e0 altera\u00e7\u00e3o de peso atual estudo.<\/p>\n<p>Os investigadores conclu\u00edram que a perda de peso foi associada a um risco reduzido de desenvolver cancros relacionados \u00e0 obesidade e todos os outros tipos de cancro.<\/p>\n<p>Assim, os resultados do estudo refor\u00e7am as crescentes evid\u00eancias de que o controlo do peso pode desempenhar um papel importante na preven\u00e7\u00e3o do cancro. Embora a obesidade seja um fator de risco bem estabelecido para diversos tipos de cancro, o novo estudo sugere que uma perda de peso modesta e alcan\u00e7\u00e1vel pode oferecer benef\u00edcios significativos para a sa\u00fade, al\u00e9m de auxiliar no tratamento de doen\u00e7as metab\u00f3licas, incluindo uma poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o no risco de cancro.<\/p>\n<p>  <img decoding=\"async\" style=\"display:inline-block; margin-bottom:-1px;\" alt=\"Sugerir corre\u00e7\u00e3o\" title=\"Sugerir corre\u00e7\u00e3o\" width=\"10px\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/ico-edit.png\"\/> Sugira uma corre\u00e7\u00e3o   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Novo estudo refor\u00e7a evid\u00eancias que a perda de peso diminui risco de cancro A obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":314797,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1207,116,1022,32,33,117],"class_list":{"0":"post-314796","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancro","9":"tag-health","10":"tag-obesidade","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116275174699966552","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=314796"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/314796\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/314797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=314796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=314796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=314796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}