{"id":315198,"date":"2026-03-23T04:42:12","date_gmt":"2026-03-23T04:42:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/315198\/"},"modified":"2026-03-23T04:42:12","modified_gmt":"2026-03-23T04:42:12","slug":"startup-portuguesa-liga-mobiliario-vintage-a-colecionadores-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/315198\/","title":{"rendered":"Startup portuguesa liga mobili\u00e1rio vintage a colecionadores \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Uma plataforma digital de mobili\u00e1rio vintage vai marcar presen\u00e7a na Milan Design Week \u2014 e, por acaso, <strong>\u00e9 portuguesa<\/strong>. Chama-se Curiouz, foi fundada em mar\u00e7o de 2025, e nasceu da vontade de responder \u00e0 crescente procura por pe\u00e7as \u00fanicas e de autor no mercado do design de interiores. No fundo, a plataforma liga vendedores de mobili\u00e1rio vintage a colecionadores e designers de interiores espalhados por todo o mundo, oferecendo, num \u00fanico espa\u00e7o, curadoria, verifica\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00f5es log\u00edsticas que <strong>tornam o processo de compra<\/strong> <strong>mais simples<\/strong>. Em pouco mais de um ano, a Curiouz j\u00e1 reuniu centenas de vendedores espalhados pela Europa, conta com <strong>65 mil utilizadores registados<\/strong> e disponibiliza mais de cinco mil pe\u00e7as para compra.<\/p>\n<p>Depois de mais de uma d\u00e9cada a trabalhar no setor do design de interiores e do mobili\u00e1rio de luxo, tornou-se claro para a fundadora da Curiouz, B\u00e1rbara Neto, que <strong>\u201ca ind\u00fastria precisava de mudan\u00e7as\u201d<\/strong>. Para al\u00e9m de ter sido respons\u00e1vel pelo mercado brit\u00e2nico de uma empresa de mobili\u00e1rio, tamb\u00e9m criou o seu pr\u00f3prio est\u00fadio de decora\u00e7\u00e3o, o <a href=\"https:\/\/www.luvangi.com\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Luvangi<\/a>, especializado em projetos personalizados na Europa, no Reino Unido e no M\u00e9dio Oriente. Ao longo do seu percurso na \u00e1rea, come\u00e7ou a identificar uma procura crescente por pe\u00e7as \u00fanicas \u2014 quer a n\u00edvel de customiza\u00e7\u00e3o, da escolha de tecidos ou at\u00e9 de obras de artistas contempor\u00e2neos. Paralelamente, verificou um <strong>interesse cada vez maior pelo mobili\u00e1rio vintage<\/strong>, n\u00e3o apenas artigos de segunda m\u00e3o, mas <strong>pe\u00e7as de autor<\/strong>, que v\u00e3o desde objetos dos anos 20 e do estilo Art Deco at\u00e9 ao mid-century dos anos 50 e ao design das d\u00e9cadas de 60 e 70. \u201cExiste uma enorme sede por identidade e express\u00e3o, quer seja atrav\u00e9s da roupa que vestimos, dos lugares que frequentamos e da casa que habitamos\u201d, contou ao Observador. Foi esta constata\u00e7\u00e3o que <strong>esteve na origem da Curiouz<\/strong>, que re\u00fane numa \u00fanica plataforma uma sele\u00e7\u00e3o de <strong>pe\u00e7as raras, vintage e contempor\u00e2neas, <\/strong>com valores que v\u00e3o dos 200 euros e que podem ultrapassar os 150 mil. <\/p>\n<p>                    <img src=\"https:\/\/bordalo.observador.pt\/v2\/q:60\/rs:fill:1440\/c:1280:1600:nowe:0:0\/plain\/https:\/\/s3.observador.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/19152717\/barbara-5.jpg\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"1600\" class=\"news-photo\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\"\/>                <\/p>\n<p class=\"legenda\">\n            \u25b2 B\u00e1rbara Neto fundou um est\u00fadio de design pr\u00f3prio em 2020, Luvangi<\/p>\n<p>B\u00e1rbara Neto explica que um problema para os designers de interiores que querem colocar alguma ess\u00eancia seus projetos<strong> \u00e9 encontrar uma fonte fidedigna<\/strong>.\u00a0 \u201cExistem muitos marketplaces online e plataformas de e-commerce que vendem estes produtos, mas que na\u0303o da\u0303o realmente suporte em termos de\u00a0 curadoria, garantia da qualidade e autenticidade do produto e toda a pretensa\u0303o operacional de conseguir uma pe\u00e7a\u201d, disse. \u201cA nossa contribui\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria passa muito por uma <strong>vertente operacional<\/strong> e pela <strong>resolu\u00e7\u00e3o de um problema<\/strong> que muita gente, ou a maioria dos grandes players, ignora\u201d.<\/p>\n<p>As pe\u00e7as dispon\u00edveis na Curiouz n\u00e3o pertencem \u00e0 plataforma, mas sim a <strong>vendedores profissionais com empresas registadas<\/strong> cuja maior parte tinha, at\u00e9 agora, pouca visibilidade no mercado. \u201cUma das nossas miss\u00f5es com a Curiouz \u00e9 contar as hist\u00f3rias deles, coloc\u00e1-los na frente, e permitir que sejam eles pr\u00f3prios a falar sobre os produtos. Acho que \u00e9 por isso que fomos t\u00e3o bem aceites por eles em t\u00e3o pouco tempo\u201d, afirmou a fundadora. Neste momento, existem mais de 300 pequenos e grandes armaz\u00e9ns espalhados pela Europa de profissionais que escolheram vender pela Curiouz. \u201cUm dos nossos fornecedores que tem mais de <strong>40 mil pe\u00e7as<\/strong> <strong>num s\u00f3 armaz\u00e9m<\/strong>\u201c, disse B\u00e1rbara.<\/p>\n<p>A maioria das vendas da Curiouz e\u0301 feita para o <strong>mercado norte-americano<\/strong>, onde a Curiouz tem estabelecido parcerias estrate\u0301gicas com nomes de refere\u0302ncia na \u00e1rea. \u201cEntre os compradores est\u00e1 Trip Haenisch , decorador de algumas das maiores celebridades em Los Angeles, como <strong>Jeff Bezos<\/strong>, e estamos em conversas com <strong>Kelly Wurstler<\/strong>, a maior interior designer do mundo\u201d, revelou B\u00e1rbara Neto. Como resultado, v\u00e1rias pe\u00e7as da plataforma portuguesa j\u00e1 marcaram presen\u00e7a em projetos de renome, incluindo para o escrit\u00f3rio do CEO da GAP e um <strong>espa\u00e7o das Kardashians<\/strong>. \u201cV\u00e1rios designers, como o Trip, j\u00e1 utilizavam pe\u00e7as vintage, mas acabavam por reduzir o uso devido a quest\u00f5es de log\u00edstica, qualidade e autenticidade. Quando nos descobriram, quiseram testar a plataforma e acabaram por ter boas experi\u00eancia. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es que queremos manter e crescer nos pr\u00f3ximos anos\u201d.\u00a0 <\/p>\n<p>                    <img src=\"https:\/\/bordalo.observador.pt\/v2\/q:60\/rs:fill:1440\/c:1280:1280:nowe:0:0\/plain\/https:\/\/s3.observador.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/20151148\/chairs-1.jpg\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"1280\" class=\"news-photo\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\"\/>                <\/p>\n<p class=\"legenda\">\n            \u25b2 As pe\u00e7as dispon\u00edveis na Curiouz n\u00e3o pertencem \u00e0 plataforma, mas sim a vendedores profissionais com empresas registadas<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos Estados Unidos, a marca tamb\u00e9m tem muitos clientes espalhados pela<strong> Europa e no Reino Unido<\/strong>. Em Portugal, existem poucos. \u201cNo\u0301s nunca tivemos como objetivo inicial termos realmente clientes ou fornecedores em Portugal e neste momento <strong>ainda n\u00e3o temos clientes profissionais no pa\u00eds<\/strong>, o que e\u0301 uma pena para no\u0301s\u201d, confessou a fundadora. \u201cAtrav\u00e9s de uma rede de v\u00e1rios transportes combinados garantimos que as pe\u00e7as chegam no tempo certo e com o custo mais baixo poss\u00edvel. \u00c9 por ai\u0301 que estamos a mudar o jogo, e por isso temos tido um crescimento muito r\u00e1pido\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 ao momento, a Curiouz j\u00e1 recebeu <strong>mais de 330 mil euros em investimento<\/strong>. Um dos principais financiadores do projeto \u00e9 a <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/pai-e-filho-a-frente-unida-que-lancou-o-primeiro-fundo-comunitario-regulado-pela-cmvm-em-que-ate-um-ourives-investiu\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Angels Way<\/a>, o primeiro <strong>fundo portugu\u00eas<\/strong> a apostar na plataforma digital de mobili\u00e1rio vintage. Anabela Ferreira, uma das mentes por detr\u00e1s da Intraplas, tamb\u00e9m consta na lista de investidores. \u201cContamos ainda com o apoio da Atomico, e de um fundo belga que decidiu investir na nossa presen\u00e7a internacional. Estamos com uma ronda aberta, que esperamos fechar ainda este m\u00eas de abril\u201d, acrescentou B\u00e1rbara Neto.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, que um dos grandes focos da Curiouz tem sido a <strong>sustentabilidade<\/strong>. A startup portuguesa nunca quis apresentar a mensagem como \u201cajuda ao planeta\u201d, mas sim mostrar que esta abordagem pode ser entendida atrav\u00e9s da ideia de luxo. \u201c<strong>Na\u0303o h\u00e1 nada mais sustent\u00e1vel que o luxo<\/strong>, porque isto garante que o tempo de vida das pe\u00e7as vai para ale\u0301m do tempo de vida dos seres humanos que as compram. Ent\u00e3o, para no\u0301s, a missa\u0303o ao utilizar vintage e\u0301 precisamente essa\u201d, explicou a fundadora.\u00a0\u201cSe designers de interiores, arquitetos e pessoas que compram e decoram propriedades utilizassem apenas 10% de pe\u00e7as vintage, o impacto j\u00e1 seria enorme. A ind\u00fastria do mobili\u00e1rio \u00e9 <strong>respons\u00e1vel por cerca de 30% do consumo mundial de madeira e pela defloresta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d. <\/p>\n<p>                    <img src=\"https:\/\/bordalo.observador.pt\/v2\/q:60\/rs:fill:1440\/c:1280:1600:nowe:0:0\/plain\/https:\/\/s3.observador.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/20161904\/barbara-24.jpg\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"1600\" class=\"news-photo\" onload=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\" onerror=\"this.parentElement.classList.remove('spinner')\"\/>                <\/p>\n<p class=\"legenda\">\n            \u25b2 Uma das grandes paix\u00f5es da fundadora da Curiouz \u00e9 o mobili\u00e1rio vintage brasileiro<\/p>\n<p>B\u00e1rbara Neto considera que a responsabilidade de uma plataforma como a Curiouz \u00e9 enorme, especialmente ao ensinar os compradores sobre a <strong>durabilidade de uma pe\u00e7a de luxo<\/strong>, capaz de passar de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, apesar de ser mais cara. \u201cSe vendermos a ideia de que se trata de uma pe\u00e7a \u00fanica, de excelente qualidade e de autor, provavelmente haveria mais pessoas a consumir luxo de forma consciente, o que podia gerar um impacto maior para o planeta do que as empresas que recorrem a greenwashing\u201d.<\/p>\n<p>A startup de mobili\u00e1rio portuguesa far\u00e1 a sua estreia f\u00edsica na <strong>Milan Design Week<\/strong>, a mais importante feira de design do mundo, que vai decorrer entre 20 a 26 de abril de 2026.\u00a0 Para B\u00e1rbara Neto, para al\u00e9m da dimens\u00e3o digital, a presen\u00e7a \u201cao vivo e a cores\u201d tamb\u00e9m assume um<strong> papel fundamental para o projeto.<\/strong>\u00a0\u201cQuando um cliente pode ver as pe\u00e7as ao vivo, confirmar a sua qualidade e autenticidade, e conhecer quem est\u00e1 por detr\u00e1s do projeto, ganha mais confian\u00e7a e sente-se mais seguro para comprar\u201d.<\/p>\n<p>A Curiouz vai integrar o <strong>Fuorisalone<\/strong>, o conjunto de exposi\u00e7\u00f5es e eventos independentes espalhados por Mil\u00e3o que d\u00e3o vida \u00e0 cidade durante a Design Week. A plataforma vai instalar uma pop-up gallery pr\u00f3pria na Viale Abruzzi 16, em Porta Venezia, onde, ao longo da semana, ser\u00e1 poss\u00edvel conhecer uma <strong>sele\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de mobili\u00e1rio e ilumina\u00e7\u00e3o de designers europeus e encontrar alguns dos parceiros e convidados da plataforma<\/strong>. \u201cVai ser um espa\u00e7o bastante intimista para conseguir dar a mostrar e entender quem \u00e9 a Curiouz e quem s\u00e3o as pessoas por detr\u00e1s dela\u201d, conta B\u00e1rbara. Os visitantes s\u00e3o convidados a sentar-se e tocar nas pe\u00e7as, e a notar a diferen\u00e7a entre um objeto desenhado para ser contemplado e um desenhado para ser vivido, que \u00e9, precisamente, o tema central da exposi\u00e7\u00e3o da startup.<\/p>\n<p>Ao ocupar este espa\u00e7o, a Curiouz pretende colocar o design vintage no centro da conversa da Milan Design Week, e na\u0303o na sua periferia. \u201cFoi ousado, porque nunca nenhum dos nossos concorrentes fez isto. Pens\u00e1mos que ainda poderia ser cedo, mas para n\u00f3s <strong>ou \u00e9 agora ou nunca <\/strong>que podemos marcar a nossa presen\u00e7a e entrar na cabe\u00e7a das pessoas\u201d, admitiu B\u00e1rbara. As expectativas s\u00e3o altas, e a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 sair de Mil\u00e3o com uma grande lista de contactos para trabalhar nos pr\u00f3ximos meses.\u00a0\u201cMais do que tudo, queremos que as pessoas saibam que existimos e que, quando pensarem em procurar uma pe\u00e7a vintage para um projeto, pensem automaticamente na Curiouz\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma plataforma digital de mobili\u00e1rio vintage vai marcar presen\u00e7a na Milan Design Week \u2014 e, por acaso, \u00e9&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":315199,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,2547,204,476,89,3765,90,186,32,33,3764],"class_list":["post-315198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-decorau00e7u00e3o","tag-design","tag-economia","tag-economy","tag-empreendedorismo","tag-empresas","tag-lifestyle","tag-portugal","tag-pt","tag-startups"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116276661004751831","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=315198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/315199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=315198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=315198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=315198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}