{"id":316852,"date":"2026-03-24T11:01:11","date_gmt":"2026-03-24T11:01:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/316852\/"},"modified":"2026-03-24T11:01:11","modified_gmt":"2026-03-24T11:01:11","slug":"imagens-do-telescopio-hubble-revelam-momento-exato-da-fragmentacao-do-cometa-k1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/316852\/","title":{"rendered":"Imagens do telesc\u00f3pio Hubble revelam momento exato da fragmenta\u00e7\u00e3o do cometa K1"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/imagens-do-telescopio-hubble-revelam-momento-exato-da-fragmentacao-do-cometa-k-1774202478602_1024.pn.png\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"O telesc\u00f3pio Hubble registrou pela primeira vez o in\u00edcio da fragmenta\u00e7\u00e3o de um cometa em tempo quase real.\" title=\"O telesc\u00f3pio Hubble registrou pela primeira vez o in\u00edcio da fragmenta\u00e7\u00e3o de um cometa em tempo quase real.\" data-image=\"wr6joo71xkwm\"\/>O telesc\u00f3pio Hubble registrou pela primeira vez o in\u00edcio da fragmenta\u00e7\u00e3o de um cometa em tempo quase real.   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/1774350071_457_roberta-duarte.jpg\" alt=\"Roberta Duarte\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.com\/autor\/roberta-duarte\/\" title=\"Roberta Duarte\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Roberta Duarte<\/a>       24\/03\/2026 07:03   7 min   <\/p>\n<p>Os cometas s\u00e3o corpos pequenos dentro do Sistema Solar compostos por gelo, poeira e material rochoso. <strong>Esses objetos s\u00e3o remanescentes da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, com isso nos ajuda a entender como era o Sistema Solar primitivo, e se originam em regi\u00f5es distantes, como o Cintur\u00e3o de Kuiper e a Nuvem de Oort.<\/strong> Quando esses cometas acabam sendo atra\u00eddos em dire\u00e7\u00e3o ao Sol, o aquecimento provoca a sublima\u00e7\u00e3o dos vol\u00e1teis, formando uma coma e uma cauda caracter\u00edsticas. <\/p>\n<p><strong>A din\u00e2mica dos cometas \u00e9 influenciada por intera\u00e7\u00f5es gravitacionais e processos t\u00e9rmicos ao longo de suas \u00f3rbitas exc\u00eantricas. <\/strong>Quando se aproximam do peri\u00e9lio, ponto mais pr\u00f3ximo do Sol, o aumento da radia\u00e7\u00e3o solar intensifica a sublima\u00e7\u00e3o, gerando jatos de g\u00e1s que podem alterar sua rota\u00e7\u00e3o e estabilidade estrutural. Esse processo pode causar reupturas internas e levar \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o do n\u00facleo. A fragmenta\u00e7\u00e3o pode alterar a distribui\u00e7\u00e3o de massa e a trajet\u00f3ria orbital dos fragmentos resultantes.<\/p>\n<p>As novas observa\u00e7\u00f5es do telesc\u00f3pio Hubble registraram o cometa C\/2025 K1 (ATLAS) em processo de fragmenta\u00e7\u00e3o. <strong>O telesc\u00f3pio conseguiu captar, pela primeira vez, imagens sequenciais no momento em que o n\u00facleo come\u00e7ou a se romper.<\/strong> Esse registro foi poss\u00edvel devido ao alinhamento entre o instrumento, o cometa e sua posi\u00e7\u00e3o orbital ap\u00f3s o peri\u00e9lio. Essa foi uma das primeiras vezes em que os est\u00e1gios iniciais de fragmenta\u00e7\u00e3o de um cometa s\u00e3o documentados com alta resolu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Cometas<\/p>\n<p>No final do Sistema Solar, existe duas regi\u00f5es chamadas de Cintur\u00e3o de Kuiper e a Nuvem de Oort que possuem fragmentos da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar. <strong>Esses fragmentos s\u00e3o compostos por rocha, poeira e est\u00e3o congelados devido \u00e0 dist\u00e2ncia do Sol. <\/strong>Geralmente, esses fragmentos ficam em uma \u00f3rbita mas se ocorrer uma perturba\u00e7\u00e3o gravitacional, eles podem ser atra\u00eddos para o interior do Sistema Solar e receber o nome de cometa ao produzir uma coma e cauda. <\/p>\n<p>A cauda e a coma s\u00e3o formadas por causa do aquecimento solar que provoca a sublima\u00e7\u00e3o de vol\u00e1teis, formando uma atmosfera difusa em torno do objeto.<\/p>\n<p>O interesse dos astr\u00f4nomos em observar cometas \u00e9 que esses objetos preservam material pouco alterado desde os est\u00e1gios iniciais do sistema.<strong> Sua din\u00e2mica orbital \u00e9 altamente exc\u00eantrica, resultando em passagens peri\u00f3dicas ou \u00fanicas pr\u00f3ximas ao Sol. <\/strong>Outro ponto importante tamb\u00e9m s\u00e3o meteoros que vieram de outros sistemas planet\u00e1rios, como foi o caso do 3I\/ATLAS recentemente. Esses objetos d\u00e3o informa\u00e7\u00e3o sobre o meio em que se formaram de forma inalterada.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es do Hubble<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es foram realizadas com o telesc\u00f3pio do Hubble por um projeto de observa\u00e7\u00e3o de cometas que tinha em mente outro alvo. <strong>Por causa de algumas limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, os pesquisadores redefiniram o objeto de estudo, selecionando o C\/2025 K1 (ATLAS).<\/strong> Durante a janela observacional, o cometa entrou em processo de fragmenta\u00e7\u00e3o e os astr\u00f4nomos conseguiram observar esse evento raro. Isso porque a fragmenta\u00e7\u00e3o comet\u00e1ria geralmente \u00e9 detectada dias ou semanas ap\u00f3s o in\u00edcio do processo. <\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o imediata possibilitou capturar os est\u00e1gios iniciais da ruptura com alta resolu\u00e7\u00e3o, fornecendo dados sobre a evolu\u00e7\u00e3o din\u00e2mica do n\u00facleo. <strong>O C\/2025 K1 (ATLAS) \u00e9 um objeto n\u00e3o peri\u00f3dico originado da Nuvem de Oort e atingiu o peri\u00e9lio em outubro de 2025 chegando a 0,33 unidades astron\u00f4micas em outubro de 2025. <\/strong>Nesse per\u00edodo, o cometa sofreu aquecimento solar, desencadeou processos de sublima\u00e7\u00e3o e instabilidade estrutural<\/p>\n<p>Descobertas<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es do cometa C\/2025 K1 (ATLAS) revelaram um comportamento inesperado ap\u00f3s sua fragmenta\u00e7\u00e3o. <strong>Em teoria, a exposi\u00e7\u00e3o de gelo deveria resultar em um aumento imediato de luminosidade, mas os dados indicaram um intervalo de aproximadamente 1 a 3 dias at\u00e9 o aumento.<\/strong> Isso indicou um atraso entre a ruptura do n\u00facleo e o aumento de brilho, o que sugere a exist\u00eancia de processos intermedi\u00e1rios na superf\u00edcie co cometa. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/imagens-do-telescopio-hubble-revelam-momento-exato-da-fragmentacao-do-cometa-k-1774202529647_1024.pn.png\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"A observa\u00e7\u00e3o revelou detalhes do interior dos cometas e ajudou a compreender melhor os processos f\u00edsicos envolvidos em sua fragmenta\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9dito: Bodewits et al. 2026\" title=\"A observa\u00e7\u00e3o revelou detalhes do interior dos cometas e ajudou a compreender melhor os processos f\u00edsicos envolvidos em sua fragmenta\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9dito: Bodewits et al. 2026\" data-image=\"nbx9pcmq790c\"\/>A observa\u00e7\u00e3o revelou detalhes do interior dos cometas e ajudou a compreender melhor os processos f\u00edsicos envolvidos em sua fragmenta\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9dito: Bodewits et al. 2026<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a fragmenta\u00e7\u00e3o forneceu uma oportunidade de investigar a estrutura interna do cometa em tempo quase imediato ap\u00f3s a ruptura.<strong> Os dados sugerem que o n\u00facleo apresentava uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea, com diferentes tipos de gelo, como \u00e1gua e di\u00f3xido de carbono, distribu\u00eddos de forma irregular.<\/strong> Essa heterogeneidade implica que diferentes regi\u00f5es do n\u00facleo respondem de maneira distinta ao aquecimento solar, liberando vol\u00e1teis em tempos diferentes. <\/p>\n<p>Por que ATLAS?<\/p>\n<p><strong>O nome C\/2025 K1 (ATLAS) segue a conven\u00e7\u00e3o oficial de nomenclatura de cometas definida pela Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional.<\/strong> Esse nome tem informa\u00e7\u00f5es sobre a \u00f3rbita e a descoberta do objeto. A letra \u201cC\u201d indica que se trata de um cometa n\u00e3o peri\u00f3dico, ou seja, sem retorno previs\u00edvel ao Sistema Solar interno. O \u201c2025\u201d corresponde ao ano de descoberta, enquanto \u201cK1\u201d identifica a ordem de detec\u00e7\u00e3o dentro desse per\u00edodo espec\u00edfico do calend\u00e1rio astron\u00f4mico. <\/p>\n<p>J\u00e1 o termo \u201cATLAS\u201d refere-se ao sistema respons\u00e1vel pela descoberta do cometa. <strong>ATLAS ficou famoso ap\u00f3s tamb\u00e9m dar o nome ao 3I\/ATLAS que ficou famoso em 2025.<\/strong> Essa designa\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada ao Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, um projeto dedicado \u00e0 detec\u00e7\u00e3o de asteroides e cometas pr\u00f3ximos da Terra. O uso do nome \u201cATLAS\u201d indica a origem observacional comum. <\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p>Bodewits et al. 2026 <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S001910352600062X?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Sequential fragmentation of C\/2025 K1 (ATLAS) after its near-sun passage<\/a> Icarus<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O telesc\u00f3pio Hubble registrou pela primeira vez o in\u00edcio da fragmenta\u00e7\u00e3o de um cometa em tempo quase real.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":316853,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[10496,443,109,107,108,10495,29527,121,32,33,105,103,104,106,110,55976],"class_list":["post-316852","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-3i-atlas","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cometa","tag-cometas","tag-fisica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-telescopio-hubble"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116283813733283457","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316852"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316852\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/316853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}