{"id":318338,"date":"2026-03-25T14:27:16","date_gmt":"2026-03-25T14:27:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/318338\/"},"modified":"2026-03-25T14:27:16","modified_gmt":"2026-03-25T14:27:16","slug":"devoradores-de-estrelas-quais-sao-os-erros-e-acertos-do-novo-longa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/318338\/","title":{"rendered":"&#8216;Devoradores de Estrelas&#8217;: quais s\u00e3o os erros e acertos do novo longa?"},"content":{"rendered":"<p>Uma cientista explicou em detalhes o que o filme \u201cDevoradores de Estrelas\u201d acerta e onde se distancia da realidade cient\u00edfica ao abordar conceitos de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Astrof%C3%ADsica\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">astrof\u00edsica<\/a>. Baseado no best-seller de <strong>Andy Weir<\/strong>, o longa acompanha Ryland Grace, interpretado por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ryan_Gosling\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ryan Gosling<\/a>, um professor que acaba se tornando astronauta e \u00e9 enviado em uma miss\u00e3o desesperada para salvar a Terra ap\u00f3s o Sol come\u00e7ar a perder brilho.<\/p>\n<p>Durante a jornada, Grace viaja at\u00e9 a estrela Tau Ceti, localizada a cerca de 11,7 anos-luz de dist\u00e2ncia, e acaba formando uma improv\u00e1vel amizade com um alien\u00edgena chamado Rocky, pe\u00e7a-chave para o sucesso da miss\u00e3o. Apesar do sucesso do filme nas bilheteiras, a cosm\u00f3loga observacional<strong> Jacqueline McCleary<\/strong>, da <a href=\"https:\/\/www.northeastern.edu\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Northeastern University<\/a>, apontou que a produ\u00e7\u00e3o mistura boas ideias cient\u00edficas com licen\u00e7as criativas.<\/p>\n<p> Os principais problemas <\/p>\n<p>Entre os principais problemas apontados pela cientista, destaca o Daily Mail, est\u00e1 o conceito central da trama: os chamados \u201castrophages\u201c, organismos fict\u00edcios capazes de absorver energia estelar a ponto de causar o escurecimento do Sol. Inspirada em microrganismos terrestres que utilizam a luz como fonte de energia, a ideia esbarra em um obst\u00e1culo fundamental.<\/p>\n<p>Segundo <strong>McCleary<\/strong>, h\u00e1 uma diferen\u00e7a gigantesca de escala entre o que um organismo microsc\u00f3pico poderia armazenar e a quantidade de energia emitida pelo Sol. A cada segundo, a estrela libera uma quantidade colossal de energia, muito al\u00e9m da capacidade de qualquer forma de vida conceb\u00edvel. Al\u00e9m disso, esses organismos teriam que sobreviver na atmosfera solar, onde as temperaturas podem ultrapassar milh\u00f5es de graus Celsius, um ambiente completamente incompat\u00edvel com qualquer forma de vida conhecida.<\/p>\n<p>Outro ponto criticado \u00e9 o longo coma induzido ao qual Grace \u00e9 submetido durante a viagem espacial. No filme, ele permanece nesse estado por anos, enquanto percorre a imensa dist\u00e2ncia at\u00e9 Tau Ceti. Na realidade, explica a cientista, comas induzidos s\u00e3o procedimentos extremamente delicados e geralmente duram apenas dias ou, no m\u00e1ximo, algumas semanas. Per\u00edodos prolongados aumentam drasticamente o risco de danos cerebrais severos ou morte. Embora existam casos raros de pessoas que despertaram ap\u00f3s d\u00e9cadas, essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es e n\u00e3o refletem uma pr\u00e1tica segura ou vi\u00e1vel para miss\u00f5es espaciais.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-229726 img-fluid lazy\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Design-sem-nome-2026-03-24T155938.178.jpg\"  \/>Ryan Gosling em cena de \u2018Devoradores de estrelas\u2019 \u2013 Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o Acertos do longa <\/p>\n<p>Apesar dessas falhas, o filme tamb\u00e9m apresenta acertos surpreendentes. Um dos mais interessantes est\u00e1 na concep\u00e7\u00e3o do alien\u00edgena Rocky. Diferente dos padr\u00f5es mais comuns do cinema, que frequentemente humanizam formas de vida extraterrestres, Rocky \u00e9 retratado como uma criatura com biologia completamente distinta, adaptada a condi\u00e7\u00f5es extremas. Segundo <strong>McCleary<\/strong>, essa abordagem \u00e9 mais coerente com hip\u00f3teses atuais da astrobiologia, que consideram a possibilidade de formas de vida baseadas em qu\u00edmicas e ambientes totalmente diferentes dos terrestres, incluindo at\u00e9 a ideia de estruturas baseadas em plasma.<\/p>\n<p>A forma de comunica\u00e7\u00e3o do alien\u00edgena tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o pelo realismo. Em vez de compartilhar uma linguagem universal, como ocorre em muitas obras de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Rocky se comunica por meio de sons incomuns e quase musicais, obrigando o protagonista a desenvolver um sistema de tradu\u00e7\u00e3o do zero. Especialistas destacam que essa representa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais plaus\u00edvel, j\u00e1 que formas de vida originadas em ambientes distintos provavelmente teriam modos de comunica\u00e7\u00e3o radicalmente diferentes dos humanos.<\/p>\n<p> Design da espa\u00e7onave <\/p>\n<p>Outro elemento que se aproxima da realidade cient\u00edfica \u00e9 o design da <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/espaconave-da-nasa-envia-com-sucesso-sinal-de-laser-470-milhoes-de-km-pelo-espaco.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">espa\u00e7onave<\/a>. No filme, o ve\u00edculo possui um sistema de propuls\u00e3o traseiro tradicional e uma se\u00e7\u00e3o frontal capaz de girar, criando gravidade artificial por meio da rota\u00e7\u00e3o. Embora ainda n\u00e3o exista uma nave com esse formato, o conceito \u00e9 baseado em princ\u00edpios f\u00edsicos bem estabelecidos e j\u00e1 discutidos por engenheiros aeroespaciais como uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para miss\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No balan\u00e7o geral, embora \u201cDevoradores de Estrelas\u201d exagere em alguns conceitos para sustentar sua narrativa, o filme mant\u00e9m uma coer\u00eancia interna que o torna convincente dentro de seu pr\u00f3prio universo. E, no caso da espa\u00e7onave, <strong>McCleary <\/strong>destaca que o projeto foi desenvolvido a partir de \u2018f\u00edsica totalmente convencional e bem aceita\u2019.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5.png\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma cientista explicou em detalhes o que o filme \u201cDevoradores de Estrelas\u201d acerta e onde se distancia da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":318339,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[140],"tags":[56149,109,46223,114,115,56150,147,148,146,32,33],"class_list":["post-318338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-filmes","tag-acertos","tag-ciencia","tag-devoradores-de-estrelas","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-erros","tag-film","tag-filmes","tag-movies","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116290286123743424","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=318338"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318338\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/318339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=318338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=318338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=318338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}