{"id":319892,"date":"2026-03-26T17:59:10","date_gmt":"2026-03-26T17:59:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/319892\/"},"modified":"2026-03-26T17:59:10","modified_gmt":"2026-03-26T17:59:10","slug":"excedente-alarga-se-foi-de-07-do-pib-em-2025-financas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/319892\/","title":{"rendered":"Excedente alarga-se: foi de 0,7% do PIB em 2025 | Finan\u00e7as p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Com a ajuda de um aumento da carga fiscal e de uma execu\u00e7\u00e3o do investimento abaixo do previsto, Portugal registou no ano passado um excedente nas suas contas p\u00fablicas de 0,7%, um resultado que supera as expectativas iniciais do Governo e representa uma melhoria do saldo face ao ano anterior.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em Outubro do ano passado, quando apresentou a proposta de Or\u00e7amento do Estado para 2026, o Governo reviu a estimativa para o saldo or\u00e7amental de 2025 e colocou-a no excedente de 0,3% do produto interno bruto (PIB). Esta quinta-feira, contudo, os dados oficiais do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) vieram mostrar que afinal o excedente foi mais alto do que o esperado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O saldo positivo das contas p\u00fablicas em contabilidade nacional superou os 2000 milh\u00f5es de euros, cifrando-se, em percentagem do PIB, nos 0,7%. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para al\u00e9m de ser o terceiro ano consecutivo em que Portugal apresenta um saldo or\u00e7amental positivo, o resultado obtido significa que, em vez da redu\u00e7\u00e3o do excedente que estava prevista, o ano de 2025 foi de alargamento ligeiro do excedente, que em 2024 foi de 0,6% (um valor que tamb\u00e9m foi revisto em alta em 0,1 pontos percentuais, esta quinta-feira).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os dados apresentados agora pelo INE permitem igualmente perceber onde \u00e9 que estiveram as surpresas (positivas para as contas p\u00fablicas) da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7amental face \u00e0quilo que o Governo previa em Outubro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por um lado, a receita fiscal e contributiva de 2025 ficou acima do que era estimado pelo executivo em Outubro. Foram mais 1796 milh\u00f5es de euros, repartidos de forma quase igual entre receita de impostos e receitas das presta\u00e7\u00f5es da Seguran\u00e7a Social.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O desempenho na obten\u00e7\u00e3o de receitas foi t\u00e3o forte em 2025 que, apesar de ter sido implementada uma redu\u00e7\u00e3o das taxas de IRS, a carga fiscal, que mede o peso das receitas fiscais e contributivas no PIB, aumentou em 2025, de 35,2% para 35,4%, interrompendo a tend\u00eancia de descida que se tinha verificado nos dois \u00faltimos anos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Do lado da despesa, destaque para a execu\u00e7\u00e3o mais baixa do investimento face ao previsto, um fen\u00f3meno que se tem vindo a repetir ao longo dos anos em Portugal. Os dados publicados pelo INE mostram que a despesa com capital foi de 11.856 milh\u00f5es de euros em 2025, um valor que fica 1895 milh\u00f5es de euros abaixo do valor estimado pelo Governo em Outubro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 verdade que, havendo menos investimento, a receita proveniente dos fundos europeus tamb\u00e9m se ressentiu, devido \u00e0 regra contabil\u00edstica que exige que o registo de entrada dos fundos seja feito ao mesmo tempo que a despesa \u00e9 realizada. No entanto, a receita de capital executada ficou 1615 milh\u00f5es de euros abaixo do previsto em Outubro, um desvio 280 milh\u00f5es de euros menor do que o registado na despesa.<\/p>\n<p>Margem para a guerra no Ir\u00e3o<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Passados 30 minutos ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o dos dados pelo INE, Joaquim Miranda Sarmento classificou os resultados or\u00e7amentais como \u201cuma grande vit\u00f3ria do pa\u00eds, das fam\u00edlias e das empresas\u200b&#8221;. Para o ministro das Finan\u00e7as, aquilo que o excedente acima do previsto mostra \u00e9 a &#8220;resili\u00eancia da economia portuguesa\u201d, revelada na forma como tanto as fam\u00edlias e as empresas aumentaram o seu contributo atrav\u00e9s do pagamento de impostos e de contribui\u00e7\u00f5es sociais.\u200b<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Miranda Sarmento explicou depois porque \u00e9 que este resultado &#8220;\u00e9 muito importante&#8221;. &#8220;Refor\u00e7a a avalia\u00e7\u00e3o externa de Portugal feita pelos investidores, institui\u00e7\u00f5es e ag\u00eancias de rating&#8221;, disse, o que permite tanto ao Estado, como \u00e0s fam\u00edlias e empresas, pagarem juros mais baixos pelos seus empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E, para al\u00e9m disso, argumentou o ministro, &#8220;permite ao Estado ter margem para actuar na resposta \u00e0s crises das tempestades e do Ir\u00e3o&#8221;. N\u00e3o foram adiantadas novas medidas, sendo apenas referido que o Governo vai avaliar &#8220;semana a semana&#8221; aquilo que considera que venha a ser necess\u00e1rio fazer para limitar os impactos para as fam\u00edlias, empresas e economia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda assim, alertou, &#8220;o resultado de 2025 n\u00e3o tem uma transposi\u00e7\u00e3o directa para 2026\u201d e, por isso, a possibilidade de este ano o pa\u00eds registar um d\u00e9fice, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/25\/economia\/noticia\/excedente-perdido-governo-margem-ir-ate-defice-05-2168874\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">j\u00e1 assumida pelo primeiro-ministro<\/a>, continua em cima da mesa, n\u00e3o desaparecendo por causa do desempenho or\u00e7amental acima do previsto registado no ano anterior.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para j\u00e1, a previs\u00e3o oficial para o saldo or\u00e7amental de 2026 continua a ser um excedente de 0,1% do PIB, a mesma que foi inserida no Or\u00e7amento do Estado entregue em Outubro. A situa\u00e7\u00e3o, contudo, &#8220;\u00e9 muito din\u00e2mica&#8221;, afirmou o ministro das Finan\u00e7as, que continua para j\u00e1 a excluir a necessidade de apresentar um or\u00e7amento rectificativo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com a ajuda de um aumento da carga fiscal e de uma execu\u00e7\u00e3o do investimento abaixo do previsto,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":319893,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,476,89,90,4467,301,8497,32,33],"class_list":["post-319892","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-financas-publicas","tag-governo","tag-orcamento-do-estado","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116296781949724356","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319892","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319892"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319892\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/319893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}