{"id":320915,"date":"2026-03-27T13:23:12","date_gmt":"2026-03-27T13:23:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/320915\/"},"modified":"2026-03-27T13:23:12","modified_gmt":"2026-03-27T13:23:12","slug":"um-parto-especial-o-oceano-uniu-se-e-um-cachalote-nasceu-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/320915\/","title":{"rendered":"Um parto especial: o oceano uniu-se e um cachalote nasceu | Biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p>Rounder \u00e9 o nome da f\u00eamea observada pelos cientistas e \u201cassistida\u201d por um grupo de cachalotes enquanto decorria o seu parto, ao largo da Dominica, nas Cara\u00edbas, a 8 de Julho de 2023. O projecto Ceti \u2014\u200b Cetacean Translation Initiative\u200b divulgou esta quinta\u2011feira dois estudos cient\u00edficos que poder\u00e3o reunir o testemunho mais completo de sempre de um nascimento de cachalote.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es, publicadas nas revistas Science e Scientific Reports, revelam comportamentos cooperativos que colocam a vida social destes gigantes oce\u00e2nicos num patamar at\u00e9 agora reservado a poucos mam\u00edferos \u2014 nomeadamente humanos e primatas. \u201cEsta \u00e9 a vis\u00e3o mais detalhada que j\u00e1 tivemos de um dos momentos mais importantes na vida de uma baleia\u201d, afirma Shane Gero, investigador principal do projecto de biologia do Ceti, no <a href=\"http:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.ady9280\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">artigo publicado na Science<\/a>.<\/p>\n<p>Foram recolhidas mais de seis horas de v\u00eddeo, com recurso a drones, fotografias e grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio subaqu\u00e1tico, para documentar este parto especial a 8 de Julho de 2023, ao largo da <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/11\/19\/azul\/noticia\/dominica-defende-clima-cria-primeira-reserva-natural-cachalotes-2070152\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Dominica<\/a>, onde o grupo de investiga\u00e7\u00e3o acompanha h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas a vida familiar dos cachalotes. \u201cO evento observado \u2014 o nascimento de uma cria de cachalote selvagem (Physeter macrocephalus) da f\u00eamea Rounder \u2014 permitiu registar, com precis\u00e3o in\u00e9dita, interac\u00e7\u00f5es coordenadas entre indiv\u00edduos aparentados e n\u00e3o aparentados\u201d, refere a nota de imprensa do Ceti.<\/p>\n<p>O registo de um momento habitualmente \u00edntimo e que acontece h\u00e1 milh\u00f5es de anos longe do olhar humano foi captado ao pormenor, dando origem a dois artigos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Na Science, no artigo intitulado Coopera\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos n\u00e3o aparentados durante o parto sustenta a complexidade social dos cachalotes, a equipa de cientistas documentou como 11 cachalotes de dois grupos familiares normalmente separados \u2014 pertencentes a duas linhagens maternas distintas \u2014 se reorganizaram para apoiar Rounder durante o trabalho de parto e o rec\u00e9m\u2011nascido nas horas que se seguiram.<\/p>\n<p>Na revista Scientific Reports, do grupo Nature, o artigo <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-025-27438-3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Descri\u00e7\u00e3o de um parto colaborativo de cachalotes e mudan\u00e7as nos estilos vocais de coda durante momentos\u2011chave<\/a> focou-se na comunica\u00e7\u00e3o e sons, apresentando um relato minucioso do parto, contextualizado no que se sabe sobre o comportamento, a comunica\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o destes animais.<\/p>\n<p>Em conjunto, os dois artigos oferecem aquele que poder\u00e1 ser a mais completa documenta\u00e7\u00e3o de um nascimento de cachalote.<\/p>\n<p>Uma coreografia social<\/p>\n<p>Primeiro, o inesperado apoio a Rounder. A investiga\u00e7\u00e3o confirma que duas linhagens, que em circunst\u00e2ncias normais raramente formam grupos conjuntos \u00e0 superf\u00edcie, se uniram durante o parto.<\/p>\n<p>\u201cA an\u00e1lise comportamental mostrou que os animais orientavam os corpos em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e durante o trabalho de parto e, imediatamente ap\u00f3s a expuls\u00e3o, focaram toda a aten\u00e7\u00e3o na cria.\u201d Segundo os autores do artigo publicado na Science, \u201cos membros da unidade revezaram\u2011se a levantar o rec\u00e9m\u2011nascido, apoiando\u2011o fisicamente e mantendo o grupo coeso, numa ac\u00e7\u00e3o coordenada que atravessa linhas de parentesco\u201d.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>O que estamos a observar \u00e9 um cuidado social profundamente coordenado durante um dos momentos mais vulner\u00e1veis da vida.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\nDavid Gruber, fundador do projecto Ceti                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p>Descrevem\u2011se mais pormenores: uma das f\u00eameas ter\u00e1 liderado a assist\u00eancia ao parto e, \u201cap\u00f3s o nascimento, todos os indiv\u00edduos se orientaram para o rec\u00e9m\u2011nascido e ajudaram a levant\u00e1\u2011lo\u201d. Naquelas horas n\u00e3o importava a habitual competi\u00e7\u00e3o por alimento: \u201cAs barreiras de parentesco dissolveram\u2011se \u00e0 medida que todos os membros contribu\u00edram\u201d para o apoio ao nascimento. Embora existam registos esparsos desde os anos 1960, estas observa\u00e7\u00f5es constituem a primeira prova robusta de assist\u00eancia ao parto \u2014 um comportamento at\u00e9 agora atribu\u00eddo sobretudo a seres humanos e primatas pr\u00f3ximos \u2014 em <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/cetaceos\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">cet\u00e1ceos<\/a>.<\/p>\n<p>Este alinhamento e coopera\u00e7\u00e3o social n\u00e3o s\u00e3o triviais, sublinham os cientistas, sobretudo quando dois grupos distintos se unem. \u201cO que estamos a observar \u00e9 um cuidado social profundamente coordenado durante um dos momentos mais vulner\u00e1veis da vida\u201d, resume David Gruber, fundador do projecto Ceti.<\/p>\n<p>O estudo recorreu a vis\u00e3o computacional, \u00e0 an\u00e1lise de redes sociais de animais e a um software especificamente desenvolvido para este momento especial. A partir das imagens de drones, os investigadores identificaram um \u201cgrupo nuclear\u201d de quatro f\u00eameas (as parteiras) que assegurou 96% do apoio cont\u00ednuo ao rec\u00e9m\u2011nascido. Contudo, todos os membros participaram, ainda que de forma alternada.<\/p>\n<p>Vocaliza\u00e7\u00f5es para o nascimento<\/p>\n<p>O artigo da Scientific Reports aborda n\u00e3o apenas o suporte f\u00edsico, mas tamb\u00e9m as transforma\u00e7\u00f5es vocais que acompanharam o parto de Rounder \u2014 as \u201cconversas\u201d entre os cachalotes.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>A equipa de investigadores, que inclui um cientista portugu\u00eas, actualmente j\u00e1 n\u00e3o integrado no Ceti, destaca igualmente que estas descobertas representam as observa\u00e7\u00f5es mais aprofundadas alguma vez publicadas sobre o nascimento de um cet\u00e1ceo selvagem \u2014 <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2019\/10\/14\/ciencia\/noticia\/baleias-gigantes-mares-podem-ajudar-salvar-humanidade-1889735\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">baleias<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/golfinho\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">golfinhos<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/07\/05\/azul\/noticia\/dezenas-botos-deram-costa-portugal-desde-inicio-ano-2055640\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">botos<\/a> \u2014 at\u00e9 hoje. \u201cAs observa\u00e7\u00f5es de partos selvagens s\u00e3o raras nos cet\u00e1ceos e foram documentadas em menos de 10% das esp\u00e9cies\u201d, sublinha o comunicado da revista.<\/p>\n<p>\u00c0 escuta, os autores notam que os registos ac\u00fasticos mostram \u201cmudan\u00e7as distintas nos estilos de coda durante momentos\u2011chave do parto, incluindo caracter\u00edsticas semelhantes a vogais\u201d. As codas \u2014 padr\u00f5es de cliques que os cachalotes utilizam para comunicar \u2014 alteraram\u2011se significativamente durante o parto: ritmos, densidade de emiss\u00f5es e a introdu\u00e7\u00e3o de estruturas espectrais que sugerem fun\u00e7\u00f5es sociais e emocionais. Ouviram\u2011se codas mais lentas e prolongadas, incluindo sons in\u00e9ditos semelhantes \u00e0s vogais humanas \u201ca\u201d e \u201ci\u201d, designados \u201cvogais de coda\u201d.<\/p>\n<p>O artigo descreve ainda \u201cgrande variabilidade no estilo vocal imediatamente antes e durante o nascimento, bem como antes e depois das interac\u00e7\u00f5es com baleias\u2011piloto\u201d.<\/p>\n<p>    &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                10%&#13;<br \/>\n                As observa\u00e7\u00f5es de partos selvagens s\u00e3o raras nos cet\u00e1ceos e foram documentadas em menos de 10% das esp\u00e9cies.&#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;\n        <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n        &#13;<\/p>\n<p>Estas vocaliza\u00e7\u00f5es poder\u00e3o desempenhar um papel na coordena\u00e7\u00e3o social, refor\u00e7ando la\u00e7os e organizando o grupo nos momentos cr\u00edticos, defendem os cientistas. E ecoaram longe: eram detect\u00e1veis a centenas de metros e, por isso, os investigadores especulam que poder\u00e3o ter sido ouvidas por grupos de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2021\/11\/15\/ciencia\/noticia\/ruido-barcos-observacao-baleias-perturba-amamentacao-crias-1984691\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">baleias\u2011piloto\u2011de\u2011barbatana\u2011curta<\/a> (Globicephala macrorhynchus) e golfinhos\u2011de\u2011Fraser (Lagenodelphis hosei) que foram observados nas proximidades e a interagir com o grupo de cachalotes.<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica com mais de 36 milh\u00f5es de anos<\/p>\n<p>A janela aberta por estes dois estudos mostra\u2011nos um momento que s\u00f3 para n\u00f3s \u00e9 singular. Para os cachalotes, longe do olhar humano, \u00e9 apenas mais um nascimento na comunidade. A an\u00e1lise evolutiva apresentada na Scientific Reports indica que o acto colectivo de erguer o rec\u00e9m\u2011nascido \u00e0 superf\u00edcie poder\u00e1 anteceder o ancestral comum das baleias, situando esta \u201cforma de assist\u00eancia cooperativa\u201d em mais de 36 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Uma revis\u00e3o dos relatos publicados sobre partos na natureza em nove esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos indica que o levantamento coordenado das crias s\u00f3 foi documentado em tr\u00eas outras esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos odontocetos (baleias com dentes) \u2014 falsas orcas, orcas e belugas, refere o comunicado da revista. O artigo especifica que tal comportamento ter\u00e1 evolu\u00eddo para reduzir o risco de afogamento das crias num per\u00edodo em que os primeiros cet\u00e1ceos davam \u00e0 luz em \u00e1guas profundas.<\/p>\n<p>Em resumo, estes dois trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o refor\u00e7am a ideia de que os cachalotes possuem uma estrutura social sofisticada, sustentada por coopera\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o complexa e redes de afinidade que ultrapassam os la\u00e7os biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Como \u00e9 habitual na ci\u00eancia, encontramos aqui respostas que abrem novas perguntas: ser\u00e1 a vocaliza\u00e7\u00e3o essencial para coordenar um parto? A coopera\u00e7\u00e3o aumenta a sobreviv\u00eancia da cria? E at\u00e9 que ponto moldaram estas pr\u00e1ticas a evolu\u00e7\u00e3o das sociedades marinhas?<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a vis\u00e3o mais detalhada que j\u00e1 tivemos de um dos momentos mais importantes na vida de uma baleia.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\nShane Gero, investigador principal do projecto de biologia do Ceti                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p>Tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es a assistir ao nascimento<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda detalhes particularmente marcantes, que nos recordam a proximidade que permeia o reino animal. Rounder, a m\u00e3e da cria, estava acompanhada pela pr\u00f3pria m\u00e3e, Lady Oracle, e pela filha mais velha, Accra \u2014 uma observa\u00e7\u00e3o rara de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es reunidas num evento reprodutivo.<\/p>\n<p>O artigo da Scientific Reports relata que \u201ca fase de parto durou 34 minutos e que, um minuto ap\u00f3s o nascimento, os membros do grupo levantaram a cria para fora da \u00e1gua, apoiando\u2011a sobre as cabe\u00e7as e costas das f\u00eameas adultas\u201d.<\/p>\n<p>Cerca de duas horas depois, o grupo come\u00e7ou a dispersar\u2011se e a cria permaneceu com Rounder, a meia\u2011irm\u00e3 (Accra) e a tia (Aurora). O rec\u00e9m\u2011nascido foi observado com Accra e Aurora um ano mais tarde e, segundo os autores, dever\u00e1 sobreviver at\u00e9 \u00e0 idade adulta. Se tudo correr bem, um dia poder\u00e1 ser a sua vez de apoiar o nascimento de outra cria de cachalote.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rounder \u00e9 o nome da f\u00eamea observada pelos cientistas e \u201cassistida\u201d por um grupo de cachalotes enquanto decorria&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":320916,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[1353,785,26805,2780,27,28,4822,15,16,14,541,25,26,21,22,62,12,13,19,20,6760,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-320915","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-animais","tag-azul","tag-baleias","tag-biodiversidade","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cetaceos","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-investigacao-cientifica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-oceano","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116301358934574382","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320915\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/320916"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=320915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=320915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}