{"id":32210,"date":"2025-08-16T18:59:11","date_gmt":"2025-08-16T18:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/32210\/"},"modified":"2025-08-16T18:59:11","modified_gmt":"2025-08-16T18:59:11","slug":"ondas-de-calor-de-80-dias-podem-passar-a-ser-comuns-no-norte-e-centro-do-pais-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/32210\/","title":{"rendered":"Ondas de calor de 80 dias podem passar a ser comuns no Norte e Centro do pa\u00eds | Clima"},"content":{"rendered":"<p>As ondas de calor est\u00e3o a tornar-se cada vez mais comuns na Europa, e tamb\u00e9m mais duradouras. Na d\u00e9cada de 2010 a 2019, houve mais 57% de pessoas expostas a estes per\u00edodos de calor extremo no continente europeu do que na d\u00e9cada anterior, contabiliza um relat\u00f3rio do Centro Euro-Mediterr\u00e2nico sobre Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas, que tem v\u00e1rias delega\u00e7\u00f5es em It\u00e1lia. Portugal n\u00e3o escapou a essa regra. Os dados do Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA) mostram que a acelera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou sobretudo a partir do ano 2000.<\/p>\n<p>\u201cHouve um aumento da persist\u00eancia e da dura\u00e7\u00e3o das <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/09\/video\/sao-ondas-calor-cuidados-devemos-dias-quentes-20250808-162410\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ondas de calor<\/a>, mais centrada nas regi\u00f5es interior Norte e Centro\u201d, explicou Ricardo Deus, que dirige a Divis\u00e3o de Clima e Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas do IPMA. Esta viragem come\u00e7ou a sentir-se j\u00e1 na d\u00e9cada de 1990 \u2013 afinal, em 1988 a concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera de di\u00f3xido de carbono (CO2), o principal g\u00e1s com efeito de estufa, atingiu 350 partes por milh\u00e3o (ppm), o limite do que os cientistas consideram seguro para que n\u00e3o haja altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas perigosas no nosso planeta.<\/p>\n<p>\u201cMas a partir do ano 2000 \u00e9 muito evidente, e j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 confinada \u00e0 regi\u00e3o Norte, j\u00e1 se espalha para o Centro e at\u00e9 mesmo para o litoral\u201d, explico ao Azul Ricardo Deus. Em <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2003\/08\/12\/sociedade\/noticia\/vaga-de-calor--portugal-nunca-teve-tantos-dias-seguidos-tao-quentes-1161301\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">2003, foi a primeira grande onda de calor<\/a> ao n\u00edvel europeu, que se calcula que ter\u00e1 causado 70 mil mortes em excesso, para al\u00e9m do esperado.<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n<p>Em 2022, 30% das esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas portuguesas registaram tr\u00eas ou mais ondas de calor. E, nesse ano, em 32 das 53 esta\u00e7\u00f5es existentes a onda de calor durou mais de 15 dias. Houve s\u00edtios onde foi ainda pior: ondas de calor que duraram mais de 40 dias, contou Ricardo Deus.<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n<p>\u201cNeste clima mais quente, estes fen\u00f3menos t\u00eam <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/04\/azul\/noticia\/onda-calor-ultimos-dias-sera-novo-normal-futuro-2138913\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">tend\u00eancia a ganhar magnitude<\/a>, tanto espacial como temporal (ou seja, duram mais tempo). Se olharmos para as projec\u00e7\u00f5es de cen\u00e1rios do clima futuro, apontam para que em algumas regi\u00f5es a dura\u00e7\u00e3o das ondas de calor possa aumentar 40 dias \u2013 podemos estar a falar de ondas de calor de 80 dias, o que \u00e9 algo muito impactante\u201d, sublinhou o investigador do IPMA.<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n<p>Ilhas de calor<\/p>\n<p>Os efeitos das ondas de calor podem ser amplificados nas <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/11\/local\/noticia\/sombras-jardins-cidades-podem-ficar-frescas-calor-2143047\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cidades<\/a>, onde se criam ilhas de calor urbanas: zonas onde, devido \u00e0 falta de vegeta\u00e7\u00e3o, uso de materiais que absorvem o calor (como o alcatr\u00e3o das estradas) e grande concentra\u00e7\u00e3o da actividade humana, a temperatura pode ser at\u00e9 nove graus Celsius mais elevada do que em as \u00e1reas circundantes onde h\u00e1 vegeta\u00e7\u00e3o, diz o documento do <a href=\"https:\/\/cmcc.musvc2.net\/e\/tr?q=8%3dOTKZTb%264%3dVX%26G%3dJVSU%267%3daObOd%26I%3dABODL_0vqs_Kf_Ftku_Pi_0vqs_Jk4B40G.6581.BB_Movh_WdI00GL_7A4Bu0_Ftku_Piz0yME6J8A_Movh_Wdfeha_pWigd_TwghX_m34BRyOwN_yGv_O68_AJ1BsG_7F861M_7A_1E1HyMw_M7L3N.D7x%269%3dANAQ1U.60H%26BA%3dVOVMb%26HL%3dJePXRc6y4sXZIWOaMZ%266%3dVRcz5JVX6s6T9N8WVuYU6s9TawAOVvdUUwbW5v72VPdy9wazawZ2UJAzUQ7UXJ0y&amp;mupckp=mupAtu4m8OiX0wt\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Centro Euro-Mediterr\u00e2nico<\/a> sobre Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>            &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;<\/p>\n<p>Estas ilhas urbanas de calor afectam de forma desproporcional as comunidades mais marginalizadas e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/09\/azul\/reportagem\/sugestao-gnr-dona-leonilda-comprou-ventoinha-enfrentar-onda-calor-2143375\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vulner\u00e1veis <\/a>\u2013 que costumam viver em casas com menor efici\u00eancia energ\u00e9tica e que, al\u00e9m de passarem frio no Inverno, sofrem tamb\u00e9m de uma forma de pobreza energ\u00e9tica associada \u00e0 incapacidade de se refrescarem no calor. Estima-se que o efeito das ilhas urbanas de calor tenha causado cerca de 90 mil mortes na <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/09\/azul\/noticia\/alteracoes-climaticas-tornaram-onda-calor-europa-tres-vezes-letal-2139460\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Europa<\/a>, entre 2000 e 2020.<\/p>\n<p>Lisboa e Porto, as duas maiores cidades portuguesas, t\u00eam a vantagem de estarem perto do mar, e contarem com o ar mar\u00edtimo para as refrescar. Mas v\u00e3o acompanhar a tend\u00eancia das restantes regi\u00f5es, que \u00e9 a de ver as ondas de calor passarem a sentir-se em regi\u00f5es onde antes n\u00e3o era normal acontecerem, frisa Ricardo Deus.<\/p>\n<p>\u201cEste fen\u00f3meno est\u00e1 mesmo ligado \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, porque claramente a temperatura \u00e0 superf\u00edcie est\u00e1 mais elevada, o que \u00e9 provocado pelo aumento da concentra\u00e7\u00e3o de gases de efeito de estufa \u00e0 volta da Terra\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As ondas de calor est\u00e3o a tornar-se cada vez mais comuns na Europa, e tamb\u00e9m mais duradouras. 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