{"id":324472,"date":"2026-03-30T15:41:15","date_gmt":"2026-03-30T15:41:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/324472\/"},"modified":"2026-03-30T15:41:15","modified_gmt":"2026-03-30T15:41:15","slug":"nasa-revela-mapa-3d-mais-detalhado-de-sempre-dos-oceanos-e-descobre-50-000-montanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/324472\/","title":{"rendered":"NASA revela mapa 3D mais detalhado de sempre dos oceanos e descobre 50.000 montanhas"},"content":{"rendered":"<p>Todo o fundo oce\u00e2nico da Terra, num espetacular mapa interativo 3D da NASA que revela 50.000 montanhas submarinas desconhecidas.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/fundo_mar_3d_00.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/fundo_mar_3d_00-720x405.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1111176\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O \u00faltimo grande mist\u00e9rio da Terra: assim \u00e9 o relevo sob as nossas ondas<\/p>\n<p>Embora j\u00e1 procuremos outros planetas no universo (especialmente interessantes s\u00e3o os potencialmente habit\u00e1veis), a realidade \u00e9 que <strong>a velha Terra ainda guarda alguns segredos escondidos<\/strong>.<\/p>\n<p>Sem ir mais longe, o fundo marinho continua a surpreender-nos com novas esp\u00e9cies nesta fase avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>A NASA sabe disso e, por isso, em dezembro de 2022 lan\u00e7ou para o espa\u00e7o um sat\u00e9lite com uma miss\u00e3o: obter a topografia das \u00e1guas superficiais e dos oceanos. Da\u00ed o seu nome, <strong>SWOT<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"tw-align-center twitter-tweet\" data-media-max-width=\"720\">\n<p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">NASA descobre 50.000 montanhas submarinas desconhecidas <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/t.co\/2vpX4MPTnF\" rel=\"nofollow\">pic.twitter.com\/2vpX4MPTnF<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Pplware (@pplware) <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/pplware\/status\/2038302100589830276?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\">March 29, 2026<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ver mais do que os sat\u00e9lites conseguem mostrar<\/p>\n<p>J\u00e1 no primeiro ano conseguiu cartografar o fundo oce\u00e2nico <strong>com mais detalhe do que nos \u00faltimos 30 anos<\/strong> e agora pode ser consultado na totalidade.<\/p>\n<p>\u00c9, em poucas palavras, o mapa de gravidade marinha mais detalhado da hist\u00f3ria. O que \u201cviu\u201d n\u00e3o foi simplesmente o fundo, mas as subtis varia\u00e7\u00f5es na altura da superf\u00edcie do mar.<\/p>\n<p>Estas varia\u00e7\u00f5es revelam a exist\u00eancia de milhares de montanhas submarinas, fossas e falhas, invis\u00edveis para os sat\u00e9lites convencionais.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/vis\/a000000\/a005500\/a005519\/swot_vertical_gravity_gradient_FLAT.08b.01000.png\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/fundo_mar_3d_02-720x425.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"425\" class=\"aligncenter wp-image-1111186 size-medium\"  \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>NASA usou interferometria de coer\u00eancia de fase<\/p>\n<p>Para elaborar este mapa, a NASA utilizou <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/5519\/\" rel=\"nofollow noopener\">interferometria de coer\u00eancia de fase<\/a> de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, o que permitiu medir com elevada precis\u00e3o a altura bidimensional do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Historicamente, para medir o fundo marinho recorreu-se ao sonar, mas apenas conseguimos mapear menos de 30% (com o <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/seabed2030.org\/\" rel=\"nofollow noopener\">projeto Seabed 2030<\/a>) com esta t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Por outro lado, os sat\u00e9lites convencionais ofereciam uma resolu\u00e7\u00e3o muito inferior \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o espacial agora alcan\u00e7ada, pr\u00f3xima dos 8 quil\u00f3metros.<\/p>\n<p>Este mapa exaustivo do fundo oce\u00e2nico vai al\u00e9m de saciar a curiosidade geogr\u00e1fica, sendo evidente o impacto desta cartografia em:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A biodiversidade<\/strong>. As montanhas submarinas constituem o\u00e1sis de vida e saber onde se encontram \u00e9 essencial.<\/li>\n<li><strong>A seguran\u00e7a na navega\u00e7\u00e3o,<\/strong> permitindo identificar picos submarinos que possam representar um risco para embarca\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li><strong>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong>. Este tipo de estruturas est\u00e1 diretamente relacionado com as correntes oce\u00e2nicas, respons\u00e1veis pelo transporte de calor. Se desconhecermos o relevo, n\u00e3o conseguimos prever como o mar ir\u00e1 aquecer.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com este <strong>mapa de gradiente gravitacional vertical<\/strong>, a NASA criou um modelo em 3D que permite navegar e fazer zoom por todas as profundidades dos mares e oceanos da Terra.<\/p>\n<p>Nele observam-se <strong>colinas abissais individuais com 200 a 300 quil\u00f3metros de extens\u00e3o<\/strong>, juntamente com outros pequenos montes submarinos e estruturas tect\u00f3nicas, antes ocultas.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/fundo_mar_3d_03.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/fundo_mar_3d_03-720x425.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"425\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1111187\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Mapear para conhecer o mundo que nos acolheu<\/p>\n<p>De facto, as colinas abissais s\u00e3o a forma de relevo mais comum debaixo de \u00e1gua (no Oceano \u00cdndico meridional podem ser observadas, por exemplo). Explica a NASA que s\u00e3o formadas por <strong>falhas normais ao longo dos eixos das dorsais oce\u00e2nicas<\/strong>. A partir delas, est\u00e3o a ser realizados estudos de reconstru\u00e7\u00e3o de placas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na visualiza\u00e7\u00e3o podem ser observados montes submarinos localizados a oeste da Am\u00e9rica Central, que s\u00e3o, na realidade, vulc\u00f5es submarinos formados por intrus\u00f5es magm\u00e1ticas atrav\u00e9s da crosta oce\u00e2nica.<\/p>\n<p>A sua import\u00e2ncia \u00e9 crucial, na medida em que alteram a circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica, influenciam a distribui\u00e7\u00e3o de nutrientes e constituem pontos-chave de biodiversidade. O <strong>mapeamento de alta resolu\u00e7\u00e3o revela cerca de 50.000 montes submarinos<\/strong> at\u00e9 agora desconhecidos, com aproximadamente um quil\u00f3metro de altura.<\/p>\n<p>A topografia das \u00e1guas superficiais e dos oceanos do <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/swot.jpl.nasa.gov\/\" rel=\"nofollow noopener\">SWOT<\/a> mostra tamb\u00e9m grande clareza nas margens continentais, destacando as zonas de altas latitudes, com estruturas tect\u00f3nicas enterradas sob sedimentos e gelo.<\/p>\n<p>Assim, permite observar canh\u00f5es submarinos que transportam sedimentos desde terra firme at\u00e9 \u00e0s profundezas marinhas ao longo da plataforma continental sul-americana, bem como antigas dorsais oce\u00e2nicas ocultas sob o gelo no mar de Weddell.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t<script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Todo o fundo oce\u00e2nico da Terra, num espetacular mapa interativo 3D da NASA que revela 50.000 montanhas submarinas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":324473,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,1149,20723,32,33],"class_list":{"0":"post-324472","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-nasa","12":"tag-oceanos","13":"tag-portugal","14":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116318888672079957","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324472","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=324472"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324472\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/324473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=324472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=324472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=324472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}