{"id":328898,"date":"2026-04-02T21:37:10","date_gmt":"2026-04-02T21:37:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/328898\/"},"modified":"2026-04-02T21:37:10","modified_gmt":"2026-04-02T21:37:10","slug":"exercito-dos-eua-esta-a-usar-uma-nova-granada-utiliza-ondas-de-choque-para-matar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/328898\/","title":{"rendered":"Ex\u00e9rcito dos EUA est\u00e1 a usar uma nova granada &#8211; utiliza ondas de choque para matar"},"content":{"rendered":"<p>\t                &#8220;Uma granada que utilize BOP pode limpar uma sala de combatentes inimigos rapidamente&#8221;<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito dos EUA introduziu no m\u00eas passado a sua primeira nova granada de m\u00e3o letal desde a Guerra do Vietname, uma arma de pl\u00e1stico que utiliza ondas de choque em vez de estilha\u00e7os para matar inimigos.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito dos EUA aprovou a granada de m\u00e3o ofensiva M111, de corpo pl\u00e1stico, a primeira nova granada de m\u00e3o letal a entrar ao servi\u00e7o desde 1968.<\/p>\n<p>A nova granada, denominada M111, torna-se a escolha do ex\u00e9rcito para combate urbano, quando as tropas t\u00eam de limpar \u00e1reas interiores para tomar e manter territ\u00f3rio, uma vez que existe menos risco de danos colaterais.<\/p>\n<p>\u00c9 a primeira nova granada introduzida para as for\u00e7as dos EUA desde 1968, quando a MK3A2 entrou em combate durante a Guerra do Vietname. Essa muni\u00e7\u00e3o foi retirada na d\u00e9cada de 1970 porque cont\u00e9m amianto, cujas min\u00fasculas fibras podem alojar-se nos pulm\u00f5es, conduzindo a doen\u00e7as fatais, incluindo o cancro.<\/p>\n<p>A sua retirada deixou os soldados com a atual granada principal, a M67, que envia estilha\u00e7os em todas as dire\u00e7\u00f5es quando explode, podendo matar ou ferir civis ou for\u00e7as amigas quando estes ricocheteiam em objetos s\u00f3lidos de metal ou bet\u00e3o, ou penetram em paredes leves, por exemplo.<\/p>\n<p>O uso de ondas de choque, ou sobrepress\u00e3o de explos\u00e3o (BOP), mata ou incapacita os inimigos com a for\u00e7a da explos\u00e3o, vaporizando o inv\u00f3lucro exterior de pl\u00e1stico da arma.<\/p>\n<p>As tropas fora de uma \u00e1rea fechada podem lan\u00e7ar a nova granada para dentro dessa zona e os inimigos n\u00e3o podem abrigar-se atr\u00e1s de paredes interiores, m\u00f3veis ou eletrodom\u00e9sticos que os estilha\u00e7os podiam n\u00e3o conseguir perfurar, afirmou o ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>&#8220;Uma granada que utilize BOP pode limpar uma sala de combatentes inimigos rapidamente, n\u00e3o deixando nenhum lugar para se esconderem, ao mesmo tempo que garante a seguran\u00e7a das for\u00e7as amigas&#8221;, disse o Coronel Vince Morris, gestor de projeto do programa no Picatinny Arsenal, em Nova J\u00e9rsia, num comunicado de imprensa do ex\u00e9rcito norte-americano.<\/p>\n<p>&#8220;Quando a onda de alta press\u00e3o atinge algu\u00e9m, comprime e descomprime violentamente os tecidos&#8221;, explica uma ficha informativa das for\u00e7as armadas.<\/p>\n<p>&#8220;Os t\u00edmpanos, os pulm\u00f5es, os olhos e o trato gastrointestinal s\u00e3o os que correm maior risco de rutura e danos graves em explos\u00f5es menores.&#8221;<\/p>\n<p>Ondas de explos\u00e3o maiores podem danificar o c\u00e9rebro ou at\u00e9 amputar membros, acrescenta.<\/p>\n<p>A granada \u00e9 alimentada por RDX, um material explosivo utilizado pelos militares dos EUA durante d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Os militares desenvolveram a nova muni\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica, do tamanho da palma da m\u00e3o, ap\u00f3s a experi\u00eancia em guerras anteriores no M\u00e9dio Oriente, disse Morris no mesmo comunicado.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das principais li\u00e7\u00f5es aprendidas nos combates urbanos porta-a-porta no Iraque foi que a granada M67 nem sempre era a ferramenta certa para o trabalho. O risco de fratric\u00eddio do outro lado da parede era demasiado elevado&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A granada de fragmenta\u00e7\u00e3o M67 n\u00e3o vai desaparecer. As tropas continuar\u00e3o a transport\u00e1-la para uso em terreno aberto &#8220;para maximizar os efeitos letais dos fragmentos&#8221;, referiu o comunicado do ex\u00e9rcito dos EUA. Passar\u00e3o apenas a ter a M111 para utiliza\u00e7\u00e3o em interiores.<\/p>\n<p>A M67, do tamanho de uma bola de basebol, foi introduzida juntamente com a MK3A2 em 1968. Seguiu-se \u00e0 M26, introduzida no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, e \u00e0 ic\u00f3nica Mk 2 &#8211; chamada de granada &#8220;anan\u00e1s&#8221; devido \u00e0 sua apar\u00eancia &#8211; que foi introduzida na primeira guerra mundial e utilizada durante a segunda guerra mundial.<\/p>\n<p>Entretanto, o corpo de fuzileiros navais dos EUA (US Marine Corps) est\u00e1 tamb\u00e9m a adquirir outra granada BOP, a M21, do fabricante noruegu\u00eas Nammo, de acordo com dados de contrata\u00e7\u00e3o do governo dos EUA.<\/p>\n<p>Os EUA e outros ex\u00e9rcitos possuem uma arma semelhante, a granada termob\u00e1rica, tamb\u00e9m conhecida como muni\u00e7\u00e3o de ar-combust\u00edvel. Esta liberta uma n\u00e9voa de combust\u00edvel no ar e depois incendeia-a, libertando uma onda de choque e uma bola de fogo que criam um efeito de v\u00e1cuo, sugando o oxig\u00e9nio da \u00e1rea da explos\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Uma granada que utilize BOP pode limpar uma sala de combatentes inimigos rapidamente&#8221; O ex\u00e9rcito dos EUA introduziu&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":328899,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,19867,830,57291,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-328898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-governo","tag-granada","tag-guerra","tag-guerra-vietname","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=328898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328898\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/328899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=328898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=328898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=328898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}