{"id":329634,"date":"2026-04-03T13:14:21","date_gmt":"2026-04-03T13:14:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/329634\/"},"modified":"2026-04-03T13:14:21","modified_gmt":"2026-04-03T13:14:21","slug":"por-que-a-nova-insulina-disponivel-no-sus-e-considerada-um-avanco-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/329634\/","title":{"rendered":"Por que a nova insulina dispon\u00edvel no SUS \u00e9 considerada um avan\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade implementa a insulina glargina no SUS, substituindo a NPH. Este avan\u00e7o oferece libera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e est\u00e1vel por at\u00e9 24h, reduzindo o risco de hipoglicemia e facilitando a ades\u00e3o ao tratamento. Um projeto-piloto atender\u00e1 inicialmente crian\u00e7as, adolescentes e idosos com diabetes.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade introduz insulina glargina no SUS, substituindo a insulina NPH.<\/li>\n<li>A glargina proporciona controle glic\u00eamico cont\u00ednuo por 18 a 24 horas, com uma \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria.<\/li>\n<li>A nova insulina reduz o risco de hipoglicemia devido \u00e0 aus\u00eancia de picos de a\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Beneficia pacientes com diabetes tipo 1 e parte dos tipo 2, potencializando a ades\u00e3o ao tratamento.<\/li>\n<li>Projeto-piloto atende inicialmente crian\u00e7as, adolescentes (at\u00e9 17 anos) e idosos (80+) em quatro localidades.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>No in\u00edcio de fevereiro, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade iniciou o que \u00e9 considerado um <strong>avan\u00e7o no tratamento do diabetes<\/strong>: a transi\u00e7\u00e3o do uso da insulina humana NPH para a <strong>glargina<\/strong> no<strong> Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). <\/strong><\/p>\n<p>A principal diferen\u00e7a est\u00e1 no funcionamento do medicamento: desenvolvido para <strong>libera\u00e7\u00e3o lenta e cont\u00ednua<\/strong>, ele mant\u00e9m n\u00edveis de glicose mais est\u00e1veis ao longo do dia e pode favorecer a ades\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n<p>Enquanto a insulina humana NPH costuma agir por cerca de oito horas, exigindo reaplica\u00e7\u00f5es ao longo do dia, a glargina pode ser administrada <strong>apenas uma vez ao dia<\/strong>. \u201cEla foi desenvolvida para ter uma dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 18 a 24 horas no organismo. Isso faz com que permane\u00e7a mais tempo no corpo e facilite o uso por quem precisa aplic\u00e1-la\u201d, explica o endocrinologista Gustavo Daher, do Einstein Hospital Israelita.<\/p>\n<p><strong>+Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/futuro-do-diabete\/anvisa-aprova-insulina-semanal-o-que-muda-para-quem-tem-diabetes\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Anvisa aprova insulina semanal: o que muda para quem tem diabetes?<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Como funciona a insulina glargina<\/p>\n<p>Diferentemente da insulina tradicional, dispon\u00edvel h\u00e1 d\u00e9cadas na rede p\u00fablica, a nova vers\u00e3o permite um <strong>controle glic\u00eamico cont\u00ednuo<\/strong>. Esse efeito \u00e9 poss\u00edvel por causa de mudan\u00e7as na pr\u00f3pria estrutura da mol\u00e9cula: a glargina forma microcristais no tecido subcut\u00e2neo ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o, o que faz com que a insulina seja liberada aos poucos na circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra vantagem \u00e9 a aus\u00eancia de picos de a\u00e7\u00e3o. \u201cEla come\u00e7a a agir dentro de uma ou duas horas e n\u00e3o \u00e9 disponibilizada pelo organismo de uma s\u00f3 vez\u201d, detalha Daher.\u00a0Essa caracter\u00edstica tem impacto direto na seguran\u00e7a do tratamento. Picos elevados de insulina podem levar a epis\u00f3dios de <strong><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/hipoglicemia-o-que-e-as-causas-e-os-sintomas\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">hipoglicemia<\/a><\/strong>, que acontecem quando os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue caem demais.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Os principais beneficiados s\u00e3o pacientes que dependem do uso cont\u00ednuo de insulina. Isso inclui todas as pessoas com <strong>diabetes tipo 1<\/strong>, em que o organismo praticamente n\u00e3o produz o horm\u00f4nio, e parte dos pacientes com<strong> diabetes tipo 2<\/strong>, que podem desenvolver defici\u00eancia progressiva na produ\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia. \u201cCerca de 30% a 40% das pessoas com diabetes acabam usando insulina em algum momento\u201d, destaca o endocrinologista.<\/p>\n<p>Avan\u00e7o no SUS amplia acesso ao tratamento<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o de an\u00e1logos de insulina na rede p\u00fablica \u00e9 considerada um avan\u00e7o, j\u00e1 que pode ajudar mais pacientes a atingir as metas de controle glic\u00eamico. \u201cA inclus\u00e3o no SUS traz benef\u00edcios palp\u00e1veis, como menos pacientes fora da meta de controle, menor risco de hipoglicemia e potencial aumento da ades\u00e3o ao tratamento\u201d, avalia Gustavo Daher.<\/p>\n<p>O custo m\u00e9dio da insulina glargina varia entre R$ 70 e R$ 150 por caneta, dependendo se \u00e9 o medicamento de refer\u00eancia ou gen\u00e9rico. H\u00e1 pacientes que usam duas por m\u00eas.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/nova-insulina-no-pedaco\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mudan\u00e7a<\/a> come\u00e7ou por um projeto-piloto nos estados de Amap\u00e1, Paran\u00e1, Para\u00edba e no Distrito Federal. Nessa primeira etapa, ser\u00e3o contemplados crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade estima que mais de 50 mil pessoas sejam atendidas inicialmente.<\/p>\n<p>Profissionais da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria est\u00e3o recebendo treinamento para orientar pacientes sobre o uso correto do medicamento e das canetas aplicadoras. Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o do projeto-piloto, a expectativa \u00e9 ampliar gradualmente o uso da nova insulina para outros estados.<\/p>\n<p>No Brasil, o <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/diabetes-coloca-o-brasil-em-um-ranking-preocupante-e-isso-e-um-alerta-a-todos-nos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>diabetes \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/a>. Estimativas indicam que entre 10% e 15% da popula\u00e7\u00e3o convive com a doen\u00e7a. No entanto, o n\u00famero real pode ser ainda maior. \u201cExiste uma estimativa mundial de que cerca de 50% das pessoas com diabetes n\u00e3o t\u00eam diagn\u00f3stico, o que poderia praticamente dobrar esses n\u00fameros\u201d, alerta o m\u00e9dico do Einstein.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Einstein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade implementa a insulina glargina no SUS, substituindo a NPH. 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