{"id":33080,"date":"2025-08-17T12:28:15","date_gmt":"2025-08-17T12:28:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/33080\/"},"modified":"2025-08-17T12:28:15","modified_gmt":"2025-08-17T12:28:15","slug":"conheca-as-dicas-de-uma-professora-de-harvard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/33080\/","title":{"rendered":"conhe\u00e7a as dicas de uma professora de Harvard"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A professora Alison Wood Brooks, \u00e0 frente de um MBA sobre como falar melhor na vida e nos neg\u00f3cios, na Havard Business School, tem uma dica de ouro para quem quer mandar bem em toda sorte de conversas (do chefe ao crush): fa\u00e7a perguntas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Em seu novo livro \u201cFale &#8211; A ci\u00eancia da conversa\u00e7\u00e3o e arte de ser voc\u00ea mesmo\u201d, lan\u00e7ado no Brasil pela editora Sextante, ela diz que indagar o outro sobre a vida, os gostos e vontades \u00e9 um atalho para tornar-se mais interessante e querido. Na mesma publica\u00e7\u00e3o, sugere que fazer piadas e preparar t\u00f3picos antes de encontros, mesmos os rom\u00e2nticos, pode dar mais fluidez e seguran\u00e7a \u00e0s conversas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Em entrevista exclusiva ao GLOBO, a pesquisadora ressaltou ainda que, apesar de parecer f\u00e1cil, a habilidade de ser conversador \u00e9 delicada e requer pr\u00e1tica. Mas, felizmente, pode ser aprendida, inclusive por altos executivos que a encontram anualmente no curso da reputada universidade americana. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u2014Acho que muitas pessoas se surpreenderiam ao ver quantos dos meus alunos em Harvard, na verdade, n\u00e3o s\u00e3o muito bons em v\u00e1rias das habilidades sobre as quais falamos no livro \u2014 diverte-se. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Por que as perguntas te parecem t\u00e3o centrais para mandar bem numa conversa?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Para muitos de n\u00f3s o instinto pode dizer que para ser uma pessoa interessante \u00e9 preciso dizer coisas interessantes. E, infelizmente, esse comportamento deixa passar uma oportunidade muito bonita e \u00fanica que a conversa nos oferece, que \u00e9 ser interativa. Ela nos abre a possibilidade de fazer perguntas e, de certa forma, puxar o conte\u00fado que est\u00e1 na mente do outro. Os questionamentos s\u00e3o essenciais para explorar o poder interativo do di\u00e1logo. Quando voc\u00ea faz perguntas, desbloqueia uma s\u00e9rie de recompensas incr\u00edveis. Recentemente, estudiosos sugeriram que a maior barreira para a gest\u00e3o de conflitos \u00e9 a capacidade de se colocar no lugar do outro. E a \u00fanica forma de entender o ponto de vista de algu\u00e9m \u00e9 perguntando. Podemos tentar adivinhar o quanto quisermos, mas a maneira de descobrir \u00e9: perguntar, ouvir a resposta e dar continuidade. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>A ideia \u00e9 dar destaque \u00e0 outra pessoa, portanto.<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Estamos t\u00e3o focados em n\u00f3s mesmos que esse equil\u00edbrio precisa ser intencionalmente constru\u00eddo. E isso n\u00e3o quer dizer: \u201cfoque apenas nos outros e nunca pense em si mesmo\u201d. Isso n\u00e3o seria satisfat\u00f3rio ou gratificante. A quest\u00e3o \u00e9 que, para alcan\u00e7ar uma din\u00e2mica equilibrada, \u00e9 preciso se esfor\u00e7ar para focar nas outras pessoas. Se quiser estar em um relacionamento forte o suficiente para ser gratificante, se quer ter conversas que tamb\u00e9m sejam satisfat\u00f3rias para voc\u00ea, a outra pessoa precisa estar envolvida, se divertindo e sentindo que suas necessidades est\u00e3o sendo atendidas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>No livro, voc\u00ea sugere que prepararemos temas, perguntas, que tenhamos autoconhecimento e escuta. Como dar conta de tudo isso?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Uma das principais coisas que aprendi ao escrever este livro \u00e9 que a maioria de n\u00f3s vive com a sensa\u00e7\u00e3o de que conversar deveria ser f\u00e1cil, e que de fato at\u00e9 \u00e9. E por ser algo que fazemos o tempo todo, de forma quase autom\u00e1tica, dever\u00edamos ser \u00f3timos nisso. S\u00f3 que, quando come\u00e7amos a olhar para o que nossos c\u00e9rebros realmente est\u00e3o fazendo e o quanto isso impacta nossos relacionamentos, \u00e9 que percebemos: \u00e9 muito mais complicado e importante do que parece. Acho que uma grande li\u00e7\u00e3o disso n\u00e3o \u00e9 ficar mais estressado, mas sim ter mais compreens\u00e3o com voc\u00ea e os outros. Vamos cometer erros. Ningu\u00e9m \u00e9 perfeito nisso. Mesmo grandes comunicadores t\u00eam espa\u00e7o para melhorar. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Muitas conversas acontecem entre posi\u00e7\u00f5es desiguais. Chefes e funcion\u00e1rios, por exemplo. D\u00e1 para se fazer ouvir mesmo assim?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Quando voc\u00ea tem controle sobre o dinheiro, voc\u00ea tem mais poder. Mas \u00e9 poss\u00edvel ter muito poder e, ao mesmo tempo, ter status muito baixo. Como quando se tem controle sobre o dinheiro, mas ningu\u00e9m gosta dessa pessoa, quer trabalhar com ela ou passar tempo junto. Ent\u00e3o, pensar sobre essa interse\u00e7\u00e3o entre poder e status \u00e9 importante. Muitas vezes, mesmo em uma posi\u00e7\u00e3o de pouco poder, voc\u00ea ainda tem controle sobre o status. Ser gentil com as pessoas, ser agrad\u00e1vel, ser um bom conversador tudo isso \u00e9 uma forma de subir na hierarquia de status, mesmo sem ter poder. Em nossas pesquisas, descobrimos que pessoas capazes de contar at\u00e9 mesmo uma \u00fanica piada t\u00eam muito mais chances de serem escolhidas como l\u00edderes do grupo. E o mesmo vale para quem elogia, faz boas perguntas e aplica os princ\u00edpios de uma boa conversa: se voc\u00ea faz essas coisas, \u00e9 mais prov\u00e1vel que seja visto como algu\u00e9m de alto status. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Existe essa impress\u00e3o de que chefes devem ser s\u00e9rios. Fazer piadas n\u00e3o seria ruim para a imagem \u201cprofissional\u201d?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O equil\u00edbrio entre ser s\u00e9rio e descontra\u00eddo \u00e9 bastante delicado de se alcan\u00e7ar em muitos contextos. E, por essa raz\u00e3o, momentos de leveza ou humor s\u00e3o arriscados. \u00c9 preciso coragem para, naquele momento, dizer: \u201cVou contar esta piada\u201d. Qualquer pequeno gesto que traga energia para uma conversa assim \u00e9 um pequeno momento de coragem e risco. Se n\u00e3o aproveitamos esses momentos, o risco de t\u00e9dio e desinteresse torna-se maior do que os pequenos riscos de tentar ser engra\u00e7ado. Quando pensamos em conversas que d\u00e3o errado, lembramos de raiva e conflito. Mas o problema mais comum \u00e9 o t\u00e9dio. Quando as pessoas simplesmente n\u00e3o est\u00e3o interessadas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>H\u00e1 um cap\u00edtulo inteiro sobre pedir desculpas no livro. Porque acredita que esse \u00e9 um ato t\u00e3o poderoso?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Pedir desculpas \u00e9 poderoso, contraintuitivo e dif\u00edcil de fazer. As pessoas muitas vezes sentem que, se forem as primeiras a pedir desculpas, estar\u00e3o perdendo, que isso as enfraquece. Realmente \u00e9 algo que exige muita vulnerabilidade. Significa que voc\u00ea est\u00e1 assumindo a responsabilidade de que algu\u00e9m sofreu ou foi prejudicado de alguma forma e que voc\u00ea fez parte desse dano. Pedir desculpas exige muita coragem. E as pessoas n\u00e3o precisam aceitar seu pedido. Isso \u00e9 o que torna tudo t\u00e3o vulner\u00e1vel. Mas superar o risco, a poss\u00edvel vergonha de pedir desculpas e realmente faz\u00ea-lo tem o efeito oposto. Porque a outra pessoa v\u00ea que voc\u00ea est\u00e1 disposto a assumir esse risco por ela, pela dor que est\u00e1 sentindo, pelo que est\u00e1 sofrendo, pelo dano que lhe foi causado. Essa disposi\u00e7\u00e3o de superar todo esse risco pessoal por ela \u00e9 um ato de amor, uma forma de demonstrar que se importa. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>E nos dates, nos primeiros encontros rom\u00e2nticos, como se sair bem?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Acho um conselho muito \u00f3bvio \u00e9: prepare os t\u00f3picos de conversa. O tempo que voc\u00ea gasta fazendo a reserva, pensando no que vai fazer \u00e9 o mesmo que deveria levar pensando sobre o que vai falar quando chegar l\u00e1. N\u00e3o precisa ser nada de outro mundo nem super criativo. Pode ser s\u00f3 perguntar ao outro: \u201cCom o que tem se animado recentemente?\u201d Tanto a prepara\u00e7\u00e3o de t\u00f3picos quanto criar uma lista de perguntas \u00e9 importante. Assim, nos momentos em que a conversa poderia ficar estranha, haver\u00e1 coisas para falar. Lembre-se, por\u00e9m, que s\u00f3 uma pergunta n\u00e3o \u00e9 suficiente. N\u00e3o d\u00e1 para apenas ouvir a resposta e ent\u00e3o mudar de assunto ou come\u00e7ar a falar sobre si. Ent\u00e3o, fa\u00e7a perguntas de seguimento. Por exemplo, se voc\u00ea ama moda: quais s\u00e3o suas lojas favoritas? Onde voc\u00ea comprou aquele su\u00e9ter vermelho lindo? Se voc\u00ea seguir essa f\u00f3rmula o encontro nunca ficar\u00e1 sem assunto. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 se tudo isso for feito e a outra pessoa n\u00e3o retribuir. Mas, ainda assim, isso \u00e9 \u00fatil. Porque provavelmente voc\u00ea n\u00e3o quer estar em um relacionamento com algu\u00e9m que n\u00e3o retribui. N\u00e3o d\u00e1 para obrigar outra pessoa a fazer perguntas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A professora Alison Wood Brooks, \u00e0 frente de um MBA sobre como falar melhor na vida e nos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33081,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-33080","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33080"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33080\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}