{"id":331952,"date":"2026-04-05T17:10:25","date_gmt":"2026-04-05T17:10:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/331952\/"},"modified":"2026-04-05T17:10:25","modified_gmt":"2026-04-05T17:10:25","slug":"conheca-os-diferentes-tipos-de-conjuntivite-05-04-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/331952\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os diferentes tipos de conjuntivite &#8211; 05\/04\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Olhos vermelhos, irritados e lacrimejando s\u00e3o sinais cl\u00e1ssicos da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2022\/10\/fim-das-restricoes-da-pandemia-contribui-para-aumento-dos-casos-de-conjuntivite.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">conjuntivite<\/a>, condi\u00e7\u00e3o caracterizada pela inflama\u00e7\u00e3o da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca dos olhos e o interior das p\u00e1lpebras. Embora seja comum e, na maioria das vezes, benigna, a doen\u00e7a pode ter causas distintas e exigir tratamentos diferentes.<\/p>\n<p>O problema pode ocorrer ao longo de todo o ano, mas tende a ser mais frequente em per\u00edodos de calor intenso. As altas temperaturas favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o de microrganismos, e a baixa umidade do ar reduz a lubrifica\u00e7\u00e3o ocular. Al\u00e9m disso, o aumento das aglomera\u00e7\u00f5es em determinadas \u00e9pocas facilita a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, diversos munic\u00edpios brasileiros registraram surtos de conjuntivite. Na cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, foram notificados 71 surtos e 180 casos em 2024, segundo levantamento da Secretaria Municipal da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sa\u00fade<\/a>. Em 2025, esse n\u00famero subiu para 102 surtos e 250 casos. Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro tamb\u00e9m registraram aumento nas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Cuidados importantes<\/p>\n<p>Medidas simples de higiene ajudam a reduzir o risco de transmiss\u00e3o. Evitar co\u00e7ar os olhos, lavar as m\u00e3os com frequ\u00eancia e higienizar corretamente objetos de uso pessoal \u2014 como toalhas, travesseiros, lentes de contato e maquiagens \u2014 s\u00e3o cuidados importantes para conter a dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as t\u00eam maior probabilidade de desenvolver conjuntivite viral ou bacteriana. &#8220;Esses germes se espalham facilmente em superf\u00edcies infectadas e m\u00e3os n\u00e3o lavadas, especialmente em \u00e1reas de contato pr\u00f3ximo, como escolas e creches&#8221;, afirma a oftalmologista Claudia Faria, do Einstein Hospital Israelita.<\/p>\n<p>Acontece que outras condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas possivelmente mais graves podem provocar o chamado &#8220;olho vermelho&#8221;, como glaucoma, uve\u00edte (inflama\u00e7\u00e3o da camada vascular do olho), ceratite (inflama\u00e7\u00e3o da c\u00f3rnea), toxicidade ocular e infec\u00e7\u00f5es intraoculares. Da\u00ed a import\u00e2ncia de uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, que permite identificar a causa do problema e orientar o tratamento mais adequado.<\/p>\n<p>&#8220;Os pacientes devem ser advertidos a n\u00e3o se automedicarem, uma vez que o uso incorreto e indiscriminado de medica\u00e7\u00f5es oculares, como esteroides e antibi\u00f3ticos, pode levar a efeitos colaterais delet\u00e9rios e, em alguns casos, graves&#8221;, alerta a oftalmologista Maria Auxiliadora Monteiro Fraz\u00e3o, presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).<\/p>\n<p>A seguir, saiba mais sobre os principais tipos de conjuntivite:<\/p>\n<p>Conjuntivite viral<\/p>\n<p>\u00c9 o tipo mais comum da doen\u00e7a. Geralmente provoca ard\u00eancia, vermelhid\u00e3o, fotofobia e secre\u00e7\u00e3o aquosa. Tamb\u00e9m pode causar aumento dos linfonodos localizados \u00e0 frente das orelhas. Na maioria das vezes, o quadro \u00e9 provocado pelo adenov\u00edrus, microrganismo respons\u00e1vel por infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, como o resfriado. &#8220;Menos frequentemente, a conjuntivite viral pode ser causada por v\u00edrus mais graves, como os da Covid e do sarampo&#8221;, relata Faria.<\/p>\n<p>A forma viral \u00e9 altamente contagiosa, sobretudo nos primeiros cinco a sete dias, per\u00edodo em que os sintomas costumam ser mais intensos. A transmiss\u00e3o ocorre pelo contato direto com secre\u00e7\u00f5es oculares ou por meio de superf\u00edcies contaminadas, como m\u00e3os, toalhas, travesseiros e objetos compartilhados. Por isso, a higiene pessoal, especialmente das m\u00e3os, deve ser rigorosa e frequente.<\/p>\n<p>O quadro pode durar at\u00e9 15 dias e, em geral, se resolve espontaneamente. N\u00e3o existe medicamento espec\u00edfico para eliminar o v\u00edrus; o tratamento \u00e9 voltado ao al\u00edvio dos sintomas e geralmente inclui compressas frias e lubrificantes oculares.<\/p>\n<p>Conjuntivite bacteriana<\/p>\n<p>Menos frequente que a forma viral, tamb\u00e9m \u00e9 contagiosa. Caracteriza-se por vermelhid\u00e3o, dor ocular e secre\u00e7\u00e3o espessa de colora\u00e7\u00e3o amarela ou esverdeada, al\u00e9m de p\u00e1lpebras que podem ficar grudadas ao despertar. Embora possa afetar os dois olhos, muitas vezes come\u00e7a em apenas um deles.<\/p>\n<p>&#8220;Pacientes com conjuntivites bacterianas costumam apresentar algum fator predisponente, como obstru\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica das vias lacrimais, uso frequente de col\u00edrios derivados de esteroides ou antibi\u00f3ticos e olho seco&#8221;, explica o oftalmologista S\u00e9rgio Felberg, chefe do setor de c\u00f3rnea e doen\u00e7as externas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo. O tratamento inclui col\u00edrios ou pomadas antibi\u00f3ticas, que devem ser prescritos por um m\u00e9dico especialista. Ap\u00f3s o in\u00edcio da medica\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o tende a diminuir.<\/p>\n<p>Conjuntivite al\u00e9rgica<\/p>\n<p>Afeta pessoas com hist\u00f3rico de outras condi\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, como rinite, dermatite ou asma. N\u00e3o \u00e9 contagiosa e surge como rea\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias presentes no ambiente, como p\u00f3len, pelos de animais, fuma\u00e7a de cigarro, cloro de piscina e gases de escapamento de ve\u00edculos. Os sintomas mais comuns s\u00e3o coceira intensa, vermelhid\u00e3o, lacrimejamento e incha\u00e7o nas p\u00e1lpebras, frequentemente acompanhados de espirros.<\/p>\n<p>O quadro pode persistir enquanto houver exposi\u00e7\u00e3o ao agente desencadeador, podendo durar semanas ou at\u00e9 meses sem tratamento adequado. O controle envolve evitar o contato com o fator de origem da alergia, al\u00e9m do uso de col\u00edrios antial\u00e9rgicos e, em alguns casos, corticoides prescritos por oftalmologista.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Olhos vermelhos, irritados e lacrimejando s\u00e3o sinais cl\u00e1ssicos da conjuntivite, condi\u00e7\u00e3o caracterizada pela inflama\u00e7\u00e3o da conjuntiva, membrana que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":331953,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[6245,1031,49615,1029,236,116,1208,10927,32,33,117,4101],"class_list":["post-331952","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-agencia-einstein","tag-autocuidado","tag-conjuntivite","tag-cuide-se","tag-folha","tag-health","tag-medicina","tag-olhos","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-visao"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116353212538527637","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331952","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=331952"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/331952\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/331953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=331952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=331952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=331952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}