{"id":333960,"date":"2026-04-07T07:22:10","date_gmt":"2026-04-07T07:22:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/333960\/"},"modified":"2026-04-07T07:22:10","modified_gmt":"2026-04-07T07:22:10","slug":"uma-estrategia-preparada-ha-mais-de-25-anos-e-um-segredo-bem-guardado-dao-ao-irao-a-inesperada-resistencia-a-supremacia-aerea-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/333960\/","title":{"rendered":"Uma estrat\u00e9gia &#8220;preparada h\u00e1 mais de 25 anos&#8221; e um segredo bem guardado d\u00e3o ao Ir\u00e3o a inesperada resist\u00eancia \u00e0 &#8220;supremacia a\u00e9rea&#8221; dos EUA"},"content":{"rendered":"<p>\t                Enquanto o mundo via apenas um regime isolado e tecnologicamente atrasado, Teer\u00e3o constru\u00eda, em sil\u00eancio, uma sofisticada estrat\u00e9gia de guerra que est\u00e1 a provar ser mais capaz do que se esperava. Agora, alia isso ao tempo, que come\u00e7a a jogar a seu favor<\/p>\n<p data-path-to-node=\"3\">Mais de treze mil miss\u00f5es de voo, doze mil alvos destru\u00eddos e\u00a0com os ataques iranianos reduzidos em cerca de 90%. Cinco semanas depois do in\u00edcio da Opera\u00e7\u00e3o F\u00faria \u00c9pica, os n\u00fameros avan\u00e7ados pelo Pent\u00e1gono pareciam mostrar que os Estados Unidos tinham conquistado a supremacia a\u00e9rea no Ir\u00e3o. Mas no dia 3 de abril, essa no\u00e7\u00e3o chocou com a realidade, quando as for\u00e7as iranianas abateram um ca\u00e7a americano de quarta gera\u00e7\u00e3o F-15. Segundo os especialistas militares, este desfecho n\u00e3o \u00e9 obra de um acaso, mas o resultado de uma estrat\u00e9gia &#8220;preparada h\u00e1 mais de 25 anos&#8221;, assente numa vasta rede impenetr\u00e1vel que continua a esconder do radar americano um arsenal letal.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"4\">&#8220;Apesar dos ataques [americanos], os sistemas iranianos continuam altamente protegidos. Eles conseguem acumular e esconder muitos recursos nas suas redes de t\u00faneis subterr\u00e2neos. \u00c9 evidente que isto est\u00e1 a provocar uma eros\u00e3o enorm\u00edssima na capacidade de destrui\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos&#8221;, explica \u00e0 CNN Portugal o tenente-general Marco Serronha.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"5\">Ainda n\u00e3o s\u00e3o conhecidos todos os dados acerca do abate do ca\u00e7a norte-americano F-15 que levou a uma complexa opera\u00e7\u00e3o de resgate para recuperar com sucesso um dos tripulantes do avi\u00e3o. Mas, segundo as palavras da lideran\u00e7a norte-americana, este era um incidente que n\u00e3o era suposto ter acontecido. As for\u00e7as norte-americanas insistem que a capacidade iraniana foi obliterada, citando uma redu\u00e7\u00e3o de 90% nos lan\u00e7amentos bal\u00edsticos e a destrui\u00e7\u00e3o de grande parte das f\u00e1bricas de armamento. Ao longo dos quase 40 dias de opera\u00e7\u00e3o, a capacidade de dete\u00e7\u00e3o iraniana foi severamente degradada. Alguns dos melhores radares do arsenal iraniano foram destru\u00eddos pelos ataques cir\u00fargicos americanos.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"6\">Mas a capacidade iraniana de contra-atacar pode ser bem superior \u00e0 inicialmente avan\u00e7ada pelo almirante Brad Cooper. De acordo com fontes dos servi\u00e7os secretos norte-americanos, em declara\u00e7\u00f5es exclusivas \u00e0 CNN, estima-se que afinal o Ir\u00e3o continue a ter intacta mais de metade do seu arsenal de lan\u00e7adores de m\u00edsseis bal\u00edsticos e de drones kamikaze de longo alcance. A estimativa dos servi\u00e7os secretos revela tamb\u00e9m que o regime dos aiatolas conseguiu preservar a vasta maioria dos seus m\u00edsseis cruzeiro de defesa costeira, mantendo a amea\u00e7a de ataques a todas as embarca\u00e7\u00f5es que tentem cruzar o estreito de Ormuz sem autoriza\u00e7\u00e3o iraniana.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"7\">Esta an\u00e1lise dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es americanos contrasta com o discurso triunfal do pr\u00f3prio presidente americano, que na semana passada declarou que a capacidade do Ir\u00e3o de &#8220;lan\u00e7ar m\u00edsseis e drones foi drasticamente reduzida&#8221;. E os n\u00fameros aparentam dar raz\u00e3o ao l\u00edder norte-americano. Segundo o Pent\u00e1gono, o n\u00famero de lan\u00e7amentos de drones e m\u00edsseis por parte do Ir\u00e3o caiu 90% desde os primeiros dias do conflito.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"8\">S\u00f3 que, segundo os especialistas militares, a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de ataques pode n\u00e3o significar que as capacidades tenham sido destru\u00eddas ou que estejam inutiliz\u00e1veis. As for\u00e7as iranianas deixaram de realizar salvas maci\u00e7as para se concentrarem em ataques espor\u00e1dicos, precisos e letais, abrigando os seus ativos em complexas redes de t\u00faneis e instala\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas que escapam aos radares de sat\u00e9lite e resistem \u00e0s campanhas de bombardeamento estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"9\">O segredo desta sobreviv\u00eancia perante as muni\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas do mundo reside na geografia. As bombas bunker buster norte-americanas n\u00e3o s\u00e3o potentes o suficiente para ultrapassar a realidade geol\u00f3gica do pa\u00eds. &#8220;O Ir\u00e3o \u00e9 riqu\u00edssimo em montanhas com composi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas gran\u00edticas, que s\u00e3o muito resistentes. Se eles [iranianos] de facto perfuraram a esse n\u00edvel, a 300 metros de profundidade, aquilo \u00e9 praticamente impenetr\u00e1vel&#8221;, garante o tenente-general Rafael Martins. Ao criarem m\u00faltiplas vias de acesso para estes ninhos subterr\u00e2neos, os engenheiros iranianos garantiram que a destrui\u00e7\u00e3o de uma entrada n\u00e3o inutiliza o arsenal que est\u00e1 l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"9\">\u00c9 de t\u00faneis como os mostrados nas imagens abaixo, de um v\u00eddeo partilhado pelo Ir\u00e3o logo nos primeiros dias de guerra, que estamos a falar. \u00c9 l\u00e1 que est\u00e1 escondido ainda muito do armamento que continua a ser utilizado.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"10\">&#8220;A supremacia a\u00e9rea \u00e9 um conceito de poder a\u00e9reo em que h\u00e1 um dom\u00ednio completo dos c\u00e9us. O que os americanos t\u00eam \u00e9 um elevad\u00edssimo grau de superioridade a\u00e9rea&#8221;, sublinha Rafael Martins, que serviu na For\u00e7a A\u00e9rea. O especialista nota que, mesmo com os radares principais destru\u00eddos, a resili\u00eancia iraniana permite contra-ataques pontuais e letais. &#8220;Isso n\u00e3o impede que, local ou temporariamente, os iranianos saiam das suas estruturas subterr\u00e2neas. Se o avi\u00e3o americano for apanhado numa rota est\u00e1vel por um soldado com um sistema port\u00e1til (MANPAD), eles agarram-nos&#8221;, explica.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"11\">O Ir\u00e3o tem uma vasta quantidade de sistemas port\u00e1teis de defesa antia\u00e9rea, a come\u00e7ar logo pelo Misagh-3, de fabrico iraniano, mas baseado num sistema chin\u00eas. Este sistema, que pesa 17 quilos e tem um alcance de cinco quil\u00f3metros, pode ser operado por apenas um soldado. Apesar de n\u00e3o se saber se foi esta arma que esteve envolvida no abate do F-15, sabe-se que no final de mar\u00e7o foi respons\u00e1vel pelo quase abate de uma outra aeronave, um F-18, junto \u00e0 cidade costeira de Chabahar. Al\u00e9m disso, est\u00e1 longe de ser o \u00fanico sistema port\u00e1til que a Guarda Revolucion\u00e1ria iraniana opera. De acordo com a Reuters, o Ir\u00e3o comprou mais de 500 lan\u00e7adores port\u00e1teis e 2.500 m\u00edsseis antia\u00e9reos \u00e0 R\u00fassia nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"12\">A efic\u00e1cia desta rede de atrito n\u00e3o se limita a amea\u00e7ar ca\u00e7as tripulados. Desde o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, a coliga\u00e7\u00e3o liderada pelos Estados Unidos tem sofrido perdas materiais significativas que os oficiais do Pent\u00e1gono tendem a minimizar. Relat\u00f3rios indicam a perda de cerca de uma dezena de drones MQ-9 Reaper, abatidos pelas defesas de m\u00e9dio alcance iranianas. Paralelamente, o Ir\u00e3o tem focado os seus ataques de retalia\u00e7\u00e3o em alvos log\u00edsticos de alt\u00edssimo valor nas bases regionais, tendo j\u00e1 destru\u00eddo um avi\u00e3o radar E-3 Sentry e afetado v\u00e1rias aeronaves de reabastecimento KC-135.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"13\">O Ir\u00e3o construiu uma densa rede de defesa a\u00e9rea em m\u00faltiplas camadas. No topo est\u00e3o as baterias russas S-300 e os sistemas dom\u00e9sticos Bavar-373, desenhados para proteger instala\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. Mas \u00e9 na camada interm\u00e9dia que o Ir\u00e3o procura causar verdadeiros problemas para os Estados Unidos. Defesas totalmente m\u00f3veis como o Khordad-15 e a vasta rede de lan\u00e7adores Mersad podem reposicionar-se rapidamente ap\u00f3s detetarem uma amea\u00e7a. \u00c9 esta rede de m\u00e9dio alcance que dita a armadilha para os Estados Unidos. Para fugir aos radares destes sistemas, os avi\u00f5es americanos s\u00e3o for\u00e7ados a voar a altitudes mais baixas e isso coloca-os \u00e0 merc\u00ea dos sistemas m\u00f3veis port\u00e1teis.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"14\">Esta estrat\u00e9gia iraniana n\u00e3o passa por travar a For\u00e7a A\u00e9rea americana, mas apenas sobreviver aos seus ataques. A lideran\u00e7a militar observou com aten\u00e7\u00e3o as li\u00e7\u00f5es das guerras do Iraque, S\u00e9rvia e L\u00edbia, onde a estrutura fixa da For\u00e7a A\u00e9rea do pa\u00eds foi completamente destru\u00edda nas primeiras horas de combate. A For\u00e7a A\u00e9rea iraniana tornou-se altamente descentralizada. Isto permite que as estruturas de comando possam operar de forma independente, mesmo quando as comunica\u00e7\u00f5es est\u00e3o cortadas. Isto tornou a defesa a\u00e9rea iraniana menos letal, mas aumentou significativamente a sua capacidade de sobreviv\u00eancia. As capacidades iranianas podem ser significativamente degradadas, mas elimin\u00e1-las por completo \u00e9 praticamente imposs\u00edvel.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"15\">&#8220;O Ir\u00e3o tem capacidades para resistir e mais do que isso, acentua a sua defesa numa estrat\u00e9gia assim\u00e9trica. (&#8230;) O Ir\u00e3o tem uma estrat\u00e9gia assim\u00e9trica preparada para isto h\u00e1 mais de 25 anos, que incide na utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00edsseis sobre Israel e sobre os Estados Unidos (&#8230;) para provocar eros\u00e3o psicol\u00f3gica&#8221;, refere Marco Serronha.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"16\">Isto coloca a For\u00e7a A\u00e9rea norte-americana num constante estado de alerta. O custo desta guerra de atrito tamb\u00e9m \u00e9 um dos pilares da doutrina militar iraniana, que utiliza armas mais baratas para esgotar os recursos militares americanos, que t\u00eam valores proibitivos. Enquanto os EUA disparam m\u00edsseis interceptores Patriot ou THAAD que custam milh\u00f5es de d\u00f3lares a unidade, o Ir\u00e3o responde com enxames de drones de fabrico nacional, cujo custo de produ\u00e7\u00e3o se fixa entre os 20 mil e os 50 mil d\u00f3lares. Esta disparidade colossal obriga Washington a suportar um encargo di\u00e1rio estimado entre um a dois mil milh\u00f5es de d\u00f3lares para manter as opera\u00e7\u00f5es, o que pode tornar a opera\u00e7\u00e3o americana insustent\u00e1vel do ponto de vista pol\u00edtico e financeiro.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"17\">A escalada militar coincide agora com um ponto de rutura diplom\u00e1tico. No 38.\u00ba dia de guerra, a administra\u00e7\u00e3o de Donald Trump estendeu um ultimato a Teer\u00e3o, dando mais 24 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz, sob a amea\u00e7a de ataques massivos \u00e0s infraestruturas energ\u00e9ticas do pa\u00eds. Contudo, com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo Brent a estabilizar bem acima dos 100 d\u00f3lares por barril e as bolsas globais a tremerem, a press\u00e3o internacional recai tanto sobre Washington como sobre Teer\u00e3o. Pa\u00edses mediadores tentam desesperadamente um cessar-fogo de 45 dias, mas o regime iraniano recusa recuar sob fogo.<\/p>\n<p data-path-to-node=\"18\">&#8220;Se eu me pusesse nos p\u00e9s dos iranianos&#8230; a t\u00e1tica era esticar o tempo. Quanto mais o tempo passar, maior o preju\u00edzo, maior ser\u00e1 a tens\u00e3o de credibilidade dos Estados Unidos. O tempo joga a favor do Ir\u00e3o. O Ir\u00e3o tem a vantagem de controlar o estreito. Tem ali uma arma que incomoda toda a gente, e toda a gente diz aos americanos: &#8216;Parem l\u00e1 com isto para ver se eles abrem aquela porta, sen\u00e3o vamos asfixiar'&#8221;, defende o tenente-general Rafael Martins.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Enquanto o mundo via apenas um regime isolado e tecnologicamente atrasado, Teer\u00e3o constru\u00eda, em sil\u00eancio, uma sofisticada estrat\u00e9gia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":323423,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,837,476,7618,52306,57924,15,16,301,830,14,5453,259,603,25,26,570,21,22,831,833,432,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,21497,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-333960","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-drones","tag-economia","tag-estados-unidos-da-america","tag-estreito-de-ormuz","tag-f-15","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-irao","tag-israel","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-medio-oriente","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-shahed","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333960"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333960\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/323423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}