{"id":333967,"date":"2026-04-07T07:34:11","date_gmt":"2026-04-07T07:34:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/333967\/"},"modified":"2026-04-07T07:34:11","modified_gmt":"2026-04-07T07:34:11","slug":"hiv-estudo-traz-pista-sobre-celulas-resistentes-a-terapia-07-04-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/333967\/","title":{"rendered":"HIV: estudo traz pista sobre c\u00e9lulas resistentes a terapia &#8211; 07\/04\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Uma nova tecnologia ampliou o entendimento sobre as c\u00e9lulas infectadas por <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/aids\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">HIV<\/a> que persistem mesmo durante <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/12\/com-avancos-no-tratamento-casais-em-que-so-um-tem-hiv-vivem-vidas-normais.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">tratamento com antirretroviral<\/a>. Atrav\u00e9s da ferramenta os cientistas identificaram hip\u00f3teses que podem explicar como as c\u00e9lulas do v\u00edrus continuam latentes mesmo diante da terapia, algo que pode ser convertido futuramente em <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/09\/brasileiro-fica-curado-de-hiv-por-um-ano-e-meio-apos-tratamento-inovador-em-sp.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">novas estrat\u00e9gias de tratamento<\/a>.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-026-68797-3\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">artigo foi publicado na revista cient\u00edfica Nature Communications<\/a>. Uma das autoras \u00e9 Nadia Roan, pesquisadora s\u00eanior do Instituto Gladstone e professora da Universidade da Calif\u00f3rnia em San Francisco, ambos nos <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/estados-unidos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estados Unidos<\/a>. Ela afirma que entender mais sobre o reservat\u00f3rio de c\u00e9lulas latentes do HIV \u00e9 importante porque, frente a uma interrup\u00e7\u00e3o do tratamento com antirretrovirais, \u00e9 comum que essas c\u00e9lulas voltem a replicar.<\/p>\n<p>Essas c\u00e9lulas persistentes tamb\u00e9m s\u00e3o uma das raz\u00f5es de por que pacientes que vivem com HIV s\u00e3o mais suscet\u00edveis a comorbidades, respondem menos a vacinas e apresentam <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/12\/hiv-e-envelhecimento-menos-medicamentos-podem-significar-mais-saude-e-qualidade-de-vida.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">envelhecimento<\/a> precoce, entre outros problemas de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sa\u00fade<\/a>. &#8220;Mesmo que o v\u00edrus n\u00e3o possa infectar novas c\u00e9lulas [por conta dos antirretrovirais], n\u00e3o \u00e9 bom para o sistema imunol\u00f3gico lidar com o pat\u00f3geno por anos a fio&#8221;, afirma Roan.<\/p>\n<p>Mas ainda n\u00e3o existia uma tecnologia que permitisse analisar as c\u00e9lulas remanescentes de forma precisa. Uma ferramenta promissora era o sequenciamento de RNA de c\u00e9lula \u00fanica, que permite identificar quais genes est\u00e3o ativos em c\u00e9lulas individuais. O instrumento, no entanto, n\u00e3o funciona de forma adequada no caso do HIV porque os fragmentos produzidos pelo v\u00edrus nas c\u00e9lulas infectadas n\u00e3o s\u00e3o bem captados pelo sequenciamento.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o proposta pelos autores da pesquisa foi criar uma tecnologia, chamada HIV-seq, para identificar especificamente c\u00e9lulas que produzem RNA do HIV. Em testes, os pesquisadores observaram que a HIV-seq permite detectar o dobro de fragmentos de RNA do v\u00edrus por c\u00e9lula em compara\u00e7\u00e3o ao sequenciamento convencional.<\/p>\n<p>Para validar a ferramenta, os pesquisadores realizaram uma an\u00e1lise preliminar com tr\u00eas pessoas que vivem com o HIV. C\u00e9lulas desses indiv\u00edduos foram coletadas antes e depois do tratamento com antirretrovirais. Ao comparar essas duas categorias de c\u00e9lulas, os autores constataram hip\u00f3teses que podem explicar como algumas c\u00e9lulas infectadas pelo HIV sobrevivem e ficam em estado latente mesmo diante da terapia com medicamentos.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses levantadas \u00e9 que as c\u00e9lulas latentes de HIV resistem ao processo de apoptose, um mecanismo natural de morte celular. Outra caracter\u00edstica dessas c\u00e9lulas \u00e9 que elas se escondem do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/10\/entenda-como-nosso-sistema-imunologico-evita-atacar-o-proprio-organismo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">sistema imunol\u00f3gico<\/a>, o que tamb\u00e9m pode levar \u00e0 sua exist\u00eancia prolongada no corpo humano.<\/p>\n<p>Esse entendimento pode ser essencial para desenvolver tratamentos que mirem as c\u00e9lulas latentes, o que, aliado aos antirretrovirais, seria importante para o controle do HIV. &#8220;Os medicamentos antirretrovirais est\u00e3o cumprindo muito bem o seu prop\u00f3sito de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/12\/brasil-elimina-transmissao-do-hiv-da-mae-para-o-bebe-e-reduz-taxa-de-mortalidade-diz-ministerio.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">impedir a dissemina\u00e7\u00e3o do HIV<\/a>. O que a terapia n\u00e3o faz \u00e9 eliminar a pequena popula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de longa dura\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 nada nesse tipo de medicamento que fa\u00e7a isso&#8221;, afirma Roan.<\/p>\n<p>A pesquisadora diz, contudo, que definir novos mecanismos terap\u00eauticos requer a realiza\u00e7\u00e3o de outras pesquisas, uma vez que o estudo em quest\u00e3o foi focado em desenvolver a tecnologia HIV-seq e test\u00e1-la de forma experimental em somente tr\u00eas participantes. Ainda assim, a pequena amostra j\u00e1 traz algumas percep\u00e7\u00f5es preliminares que posteriormente podem se converter em mecanismos contra as c\u00e9lulas de longa dura\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, ela afirma.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/03\/cooperacao-entre-celulas-cancerigenas-pode-levar-a-crescimento-rapido-de-tumor-sugere-pesquisa.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">C\u00e9lulas cancer\u00edgenas<\/a>, por exemplo, tamb\u00e9m s\u00e3o reconhecidas por resistirem ao processo natural de morte celular, e existem medicamentos que t\u00eam como alvo a prote\u00edna respons\u00e1vel por tal mecanismo. Esses rem\u00e9dios poderiam ser testados para o caso do HIV a fim de observar se haveria efeito parecido nas c\u00e9lulas persistentes do v\u00edrus.<\/p>\n<p>Outra possibilidade \u00e9 entender mais a fundo como as c\u00e9lulas latentes agem ap\u00f3s a suspens\u00e3o da terapia contra o HIV. Em outra pesquisa, <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/immunity\/fulltext\/S1074-7613(26)00049-X\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">publicada na revista cient\u00edfica Immunity<\/a>, Roan e os co-autores investigaram o tema ao focar em pacientes que, mesmo ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o do tratamento, mant\u00eam o v\u00edrus controlado por meses ou at\u00e9 mesmo por anos.<\/p>\n<p>Os cientistas conclu\u00edram que dois genes aparentam manter o v\u00edrus em estado latente mesmo com o fim da ingest\u00e3o de antirretrovirais. &#8220;Esses dois estudos est\u00e3o interligados. Em um deles, desenvolvemos uma tecnologia para entender melhor o reservat\u00f3rio de c\u00e9lulas latentes do HIV, enquanto que, no outro, buscamos compreender o que acontece com esse reservat\u00f3rio quando as pessoas interrompem a terapia&#8221;, afirma Roan.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma nova tecnologia ampliou o entendimento sobre as c\u00e9lulas infectadas por HIV que persistem mesmo durante tratamento com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":333968,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[9397,109,235,236,116,1175,1208,32,33,117],"class_list":["post-333967","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-aids","tag-ciencia","tag-estados-unidos","tag-folha","tag-health","tag-hiv","tag-medicina","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116362272138557558","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333967","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333967\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/333968"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}