{"id":33495,"date":"2025-08-17T19:11:09","date_gmt":"2025-08-17T19:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/33495\/"},"modified":"2025-08-17T19:11:09","modified_gmt":"2025-08-17T19:11:09","slug":"ha-um-remedio-antigo-que-pode-proteger-os-cerebros-da-doenca-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/33495\/","title":{"rendered":"H\u00e1 um rem\u00e9dio antigo que pode proteger os c\u00e9rebros da doen\u00e7a de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p _d-id=\"1049\">Numa nova e importante descoberta, que j\u00e1 dura h\u00e1 quase uma d\u00e9cada, investigadores da Harvard Medical School dizem ter encontrado uma chave que pode desvendar muitos dos mist\u00e9rios da doen\u00e7a de Alzheimer e do envelhecimento do c\u00e9rebro &#8211; o humilde metal l\u00edtio.<\/p>\n<p _d-id=\"1049\">O l\u00edtio \u00e9 mais conhecido pela medicina como um estabilizador de humor administrado a pessoas com perturba\u00e7\u00e3o bipolar e depress\u00e3o. Foi aprovado pelo regulador norte-americano, a Food and Drug Administration, em 1970, mas foi utilizado pelos m\u00e9dicos para tratar perturba\u00e7\u00f5es do humor quase <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC3712976\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">um s\u00e9culo antes<\/a>.<\/p>\n<p _d-id=\"1059\">Agora, pela primeira vez, os investigadores demonstraram que o l\u00edtio est\u00e1 naturalmente presente no organismo em pequenas quantidades e que as c\u00e9lulas necessitam dele para funcionar normalmente &#8211; tal como a vitamina C ou o ferro. Parece tamb\u00e9m desempenhar um papel fundamental na manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p _d-id=\"1061\">Numa s\u00e9rie de experi\u00eancias publicadas recentemente na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09335-x#Ack1\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">revista Nature<\/a>, os investigadores das universidades norte-americanas de Harvard e Rush descobriram que a redu\u00e7\u00e3o do l\u00edtio na dieta de ratinhos normais fazia com que os seus c\u00e9rebros desenvolvessem inflama\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es associadas ao envelhecimento acelerado.<\/p>\n<p _d-id=\"1063\">Em ratos criados especialmente para desenvolverem o mesmo tipo de altera\u00e7\u00f5es cerebrais que os humanos com doen\u00e7a de Alzheimer, uma dieta pobre em l\u00edtio acelerou a acumula\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas pegajosas que formam placas e emaranhados no c\u00e9rebro, caracter\u00edsticas da doen\u00e7a. Tamb\u00e9m acelerou a perda de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p _d-id=\"1065\">No entanto, a manuten\u00e7\u00e3o de n\u00edveis normais de l\u00edtio nos ratinhos \u00e0 medida que envelheciam protegeu-os das altera\u00e7\u00f5es cerebrais associadas \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p _d-id=\"1067\">Se a investiga\u00e7\u00e3o futura confirmar os resultados, poder\u00e1 abrir a porta a novos tratamentos e testes de diagn\u00f3stico para a doen\u00e7a de Alzheimer, que afeta cerca de 6,7 milh\u00f5es de idosos nos Estados Unidos, de acordo com os <a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/alzheimers-dementia\/about\/index.html#:~:text=A%20growing%20problem,getting%20lost%20in%20familiar%20areas.\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Centros de Controlo e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos EUA<\/a>.<\/p>\n<p>Uma teoria unificadora da doen\u00e7a de Alzheimer <\/p>\n<p _d-id=\"1071\">A investiga\u00e7\u00e3o fornece uma teoria unificadora que ajuda a explicar muitas das pe\u00e7as do puzzle que os cientistas t\u00eam vindo a tentar encaixar h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p _d-id=\"1073\">\u201c\u00c9 um potencial candidato para um mecanismo comum que conduz \u00e0 degenera\u00e7\u00e3o multissist\u00e9mica do c\u00e9rebro que precede a dem\u00eancia\u201d, argumenta Bruce Yankner, professor de gen\u00e9tica na Harvard Medical School, que liderou o estudo. \u201cSer\u00e1 precisa muito mais ci\u00eancia para determinar se esta \u00e9 uma via comum&#8230; ou uma de v\u00e1rias vias\u201d para a doen\u00e7a de Alzheimer, acrescenta. \u201cOs dados s\u00e3o muito intrigantes.\u201d<\/p>\n<p _d-id=\"1075\">Num editorial publicado na Nature, Ashley Bush, neurocientista que dirige o Melbourne Dementia Research Center da Universidade de Melbourne, na Austr\u00e1lia, afirma que os investigadores \u201capresentaram provas irrefut\u00e1veis de que o l\u00edtio tem, de facto, um papel fisiol\u00f3gico e que o envelhecimento normal pode prejudicar a regula\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de l\u00edtio no c\u00e9rebro\u201d. O investigador n\u00e3o participou no estudo.<\/p>\n<p _d-id=\"1077\">Um exame minucioso de tecidos cerebrais humanos e animais, juntamente com investiga\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, encontrou o mecanismo que parece estar em jogo: as placas beta-amiloides &#8211; os dep\u00f3sitos pegajosos que entopem o c\u00e9rebro dos doentes de Alzheimer &#8211; ligam-se ao l\u00edtio e ret\u00eam-no, incluindo o tipo que est\u00e1 normalmente presente no organismo, bem como a forma habitualmente prescrita. Esta liga\u00e7\u00e3o esgota o l\u00edtio dispon\u00edvel para as c\u00e9lulas vizinhas, incluindo os importantes removedores conhecidos como microglia.<\/p>\n<p _d-id=\"1079\">Quando o c\u00e9rebro est\u00e1 saud\u00e1vel e a funcionar normalmente, as micr\u00f3glias s\u00e3o gestores de res\u00edduos, eliminando a beta-amiloide antes que esta se acumule e possa causar danos. Nas experi\u00eancias da equipa, as micr\u00f3glias dos c\u00e9rebros de ratos com defici\u00eancia de l\u00edtio mostraram uma capacidade reduzida de varrer e decompor a beta-amiloide.<\/p>\n<p _d-id=\"1083\">Yankner acredita que isto cria uma espiral descendente. A acumula\u00e7\u00e3o de beta-amiloide absorve cada vez mais l\u00edtio, prejudicando ainda mais a capacidade do c\u00e9rebro de o eliminar.<\/p>\n<p _d-id=\"1085\">Ele e os seus colegas testaram diferentes compostos de l\u00edtio e encontraram um &#8211; o orotato de l\u00edtio &#8211; que n\u00e3o se liga \u00e0 beta-amiloide.<\/p>\n<p _d-id=\"1087\">Quando deram orotato de l\u00edtio a ratinhos com sinais de Alzheimer no c\u00e9rebro, estas altera\u00e7\u00f5es inverteram-se: as placas de beta-amiloide e os emaranhados de tau que estavam a sufocar os centros de mem\u00f3ria do c\u00e9rebro foram reduzidos. Os ratos tratados com l\u00edtio voltaram a ser capazes de navegar em labirintos e aprender a identificar novos objetos, enquanto os que receberam placebos n\u00e3o mostraram qualquer altera\u00e7\u00e3o nos seus d\u00e9fices de mem\u00f3ria e pensamento.<\/p>\n<p>N\u00e3o tente fazer isto em casa <\/p>\n<p _d-id=\"1091\">Na sua forma natural, o l\u00edtio \u00e9 um elemento, um metal macio, branco-prateado, que se combina facilmente com outros elementos para formar compostos e sais. Est\u00e1 naturalmente presente no ambiente, incluindo nos alimentos e na \u00e1gua.<\/p>\n<p _d-id=\"1093\">Os cientistas nunca souberam exatamente como funciona para melhorar o humor &#8211; apenas que funciona. A f\u00f3rmula original do refrigerante 7Up inclu\u00eda l\u00edtio &#8211; chamava-se 7Up Lithiated Lemon Soda &#8211; e era <a href=\"https:\/\/science.howstuffworks.com\/environmental\/earth\/geology\/lithium.htm\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">promovida<\/a> como uma cura para a ressaca e um estimulante do humor \u201cpara uso hospitalar ou dom\u00e9stico\u201d. Algumas fontes termais conhecidas por conterem \u00e1gua mineral repleta de l\u00edtio tornaram-se <a href=\"https:\/\/ashland.news\/viewpoint-the-virtues-of-ashlands-lithia-water\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">destinos de bem-estar<\/a> procurados pelos seus poderes curativos.<\/p>\n<p _d-id=\"22914\">Nas grandes doses utilizadas para tratar perturba\u00e7\u00f5es do humor, o l\u00edtio &#8220;\u00e9 um medicamento que conhecemos muito bem e tamb\u00e9m sabemos que \u00e9 um medicamento perigoso, especialmente para as pessoas mais velhas. As overdoses s\u00e3o f\u00e1ceis&#8221;, alerta Kostas Lyketsos, que dirige o Centro de Tratamento de Mem\u00f3ria e Alzheimer na universidade Johns Hopkins. \u201cPode estar a tomar uma dose est\u00e1vel e n\u00e3o ter efeitos secund\u00e1rios, mas se ficar muito desidratado ao sol quente, torna-se t\u00f3xico.\u201d<\/p>\n<p _d-id=\"22915\">Tem de ser monitorizado de perto porque pode danificar os rins, especialmente quando tomado em combina\u00e7\u00e3o com outros medicamentos como os anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides como o ibuprofeno.<\/p>\n<p _d-id=\"22917\">&#8220;Haver\u00e1 um futuro em que o l\u00edtio, numa dose muito baixa, possa complementar o que parece ter-se perdido? \u00c9 poss\u00edvel. Como \u00e9 que se prova isso? N\u00e3o sei&#8221;, diz\u00a0Lyketsos, que n\u00e3o esteve envolvido na investiga\u00e7\u00e3o. Esse ser\u00e1 o trabalho de estudos futuros.<\/p>\n<p _d-id=\"22919\">Embora a ci\u00eancia seja empolgante, \u201cisto ainda \u00e9 muito inicial\u201d, considera Lyketsos.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"O l\u00edtio \u00e9 um metal macio, branco-prateado, que est\u00e1 naturalmente presente nos alimentos e na \u00e1gua. Carla Gottgens\/Bloomberg\/Getty Images\" height=\"665\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755457869_167_1000.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   O l\u00edtio \u00e9 um metal macio, branco-prateado, que est\u00e1 naturalmente presente nos alimentos e na \u00e1gua. Carla Gottgens\/Bloomberg\/Getty Images <\/p>\n<p _d-id=\"22921\">As quantidades normais de l\u00edtio no nosso organismo e as concentra\u00e7\u00f5es administradas aos ratinhos no novo estudo s\u00e3o pequenas &#8211; cerca de 1000 vezes inferiores \u00e0s doses administradas para tratar a perturba\u00e7\u00e3o bipolar, refere Yankner. Os testes efetuados em ratos aos quais foram administradas doses baixas de orotato de l\u00edtio n\u00e3o revelaram sinais de danos.<\/p>\n<p _d-id=\"22927\">\u00c9 encorajador, diz Yankner, mas n\u00e3o significa que as pessoas devam tentar tomar suplementos de l\u00edtio por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p _d-id=\"22929\">&#8220;Um rato n\u00e3o \u00e9 um ser humano. Ningu\u00e9m deve tomar nada baseado apenas em estudos com ratos&#8221;, avisa Yankner.<\/p>\n<p _d-id=\"22931\">&#8220;Os dados sobre o tratamento com l\u00edtio que temos s\u00e3o em ratos e t\u00eam de ser reproduzidos em humanos. Precisamos de encontrar a dose certa em humanos&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p _d-id=\"22933\">Yankner espera que os ensaios de toxicidade com sais de l\u00edtio comecem em breve. Nem ele nem nenhum dos seus coautores t\u00eam qualquer interesse financeiro no resultado da investiga\u00e7\u00e3o, assegura.<\/p>\n<p _d-id=\"22935\">O National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos foi o principal financiador do estudo, juntamente com subs\u00eddios de funda\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p _d-id=\"22937\">\u201cO apoio dos NIH foi absolutamente fundamental para este trabalho\u201d, sublinha Yankner.<\/p>\n<p>Provas do papel do l\u00edtio no envelhecimento <\/p>\n<p _d-id=\"22941\">A nova pesquisa corrobora estudos anteriores que sugerem que o l\u00edtio pode ser importante para a doen\u00e7a de Alzheimer. Um <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/28832877\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">grande estudo dinamarqu\u00eas<\/a> publicado em 2017 descobriu que pessoas com n\u00edveis mais altos de l\u00edtio na \u00e1gua pot\u00e1vel tinham menos probabilidade de serem diagnosticadas com dem\u00eancia em compara\u00e7\u00e3o com aquelas cuja \u00e1gua da torneira continha n\u00edveis naturalmente mais baixos de l\u00edtio. <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC8929585\/#:~:text=We%20found%20that%20lithium%20was,with%20either%20AD%20or%20VD.\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Outro grande estudo<\/a> publicado em 2022 no Reino Unido concluiu que as pessoas a quem foi prescrito l\u00edtio tinham cerca de metade da probabilidade de serem diagnosticadas com Alzheimer do que as pessoas de um grupo de controlo, o que sugere um efeito protetor do medicamento.<\/p>\n<p _d-id=\"22943\">Mas o uso do l\u00edtio em psiquiatria fez com que ele se tornasse um tipo de terapia, observa Yankner. Ningu\u00e9m se apercebeu de que poderia ser importante para a fisiologia normal do organismo.<\/p>\n<p _d-id=\"22945\">Isso aconteceu em parte porque as quantidades de l\u00edtio que normalmente circulam no corpo s\u00e3o t\u00e3o pequenas que n\u00e3o podiam ser quantificadas at\u00e9 recentemente. Yankner e a sua equipa tiveram de adaptar uma nova tecnologia para o medir.<\/p>\n<p _d-id=\"22947\">Na primeira fase da investiga\u00e7\u00e3o, os cientistas analisaram o tecido cerebral e o sangue de doentes idosos recolhidos pelo banco de c\u00e9rebros da Universidade de Rush para detetar n\u00edveis vestigiais de 27 metais. Alguns dos pacientes n\u00e3o tinham qualquer historial de problemas de mem\u00f3ria, enquanto outros apresentavam um decl\u00ednio precoce da mem\u00f3ria e uma doen\u00e7a de Alzheimer pronunciada. Embora n\u00e3o tenha havido altera\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis da maioria dos metais medidos, o l\u00edtio foi uma exce\u00e7\u00e3o. Os n\u00edveis de l\u00edtio eram consistentemente mais baixos em pacientes com d\u00e9fice cognitivo ligeiro ou Alzheimer, em compara\u00e7\u00e3o com os que tinham uma fun\u00e7\u00e3o cerebral normal. Os c\u00e9rebros dos doentes de Alzheimer tamb\u00e9m apresentavam n\u00edveis mais elevados de zinco e n\u00edveis mais baixos de cobre, algo que os cientistas j\u00e1 tinham observado anteriormente.<\/p>\n<p _d-id=\"22949\">A descoberta consistente de n\u00edveis mais baixos de l\u00edtio nos c\u00e9rebros de pessoas com perda de mem\u00f3ria foi uma prova de fogo, diz Yankner.<\/p>\n<p _d-id=\"22951\">\u201cNo in\u00edcio, francamente, est\u00e1vamos c\u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o ao resultado porque n\u00e3o era esperado\u201d, assume Yankner.<\/p>\n<p _d-id=\"22953\">Mas o resultado manteve-se mesmo quando verificaram amostras de outros bancos de c\u00e9rebros do Hospital Geral de Massachusetts e das universidades de Duke e Washington.<\/p>\n<p _d-id=\"22955\">\u201cQuer\u00edamos saber se esta diminui\u00e7\u00e3o do l\u00edtio era biologicamente significativa, por isso cri\u00e1mos um protocolo experimental em que pod\u00edamos retirar seletivamente o l\u00edtio da dieta dos ratos e ver o que acontecia\u201d, conta Yankner.<\/p>\n<p _d-id=\"22957\">Quando alimentaram os ratos com uma dieta pobre em l\u00edtio, reduzindo os seus n\u00edveis naturais em 50%, os seus c\u00e9rebros desenvolveram rapidamente caracter\u00edsticas da doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p _d-id=\"22960\">&#8220;Os neur\u00f3nios come\u00e7aram a degenerar. As c\u00e9lulas imunit\u00e1rias do c\u00e9rebro ficaram loucas em termos de aumento da inflama\u00e7\u00e3o e pior fun\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o dos neur\u00f3nios \u00e0 sua volta, parecendo-se mais com um doente de Alzheimer avan\u00e7ado&#8221;, indica Yankner.<\/p>\n<p _d-id=\"22961\">A equipa tamb\u00e9m descobriu que os perfis de express\u00e3o gen\u00e9tica dos ratinhos com defici\u00eancia de l\u00edtio e das pessoas com doen\u00e7a de Alzheimer eram muito semelhantes.<\/p>\n<p _d-id=\"29880\">Os investigadores come\u00e7aram ent\u00e3o a analisar a forma como esta queda do l\u00edtio poderia ocorrer. Yankner explica que, nas fases iniciais, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o de l\u00edtio do sangue para o c\u00e9rebro. Ainda n\u00e3o se sabe exatamente como ou porque \u00e9 que isso acontece, mas \u00e9 prov\u00e1vel que seja devido a uma s\u00e9rie de fatores, incluindo a redu\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o alimentar, bem como a fatores gen\u00e9ticos e ambientais.<\/p>\n<p _d-id=\"29881\">A principal fonte de l\u00edtio para a maioria das pessoas \u00e9 a sua dieta. Alguns dos alimentos que cont\u00eam mais l\u00edtio s\u00e3o os vegetais de folha verde, os frutos secos, as leguminosas e algumas especiarias como a curcuma e os cominhos. Algumas \u00e1guas minerais tamb\u00e9m s\u00e3o fontes ricas.<\/p>\n<p _d-id=\"29883\">Por outras palavras, Yankner afirma que muitos dos alimentos que j\u00e1 provaram ser saud\u00e1veis e reduzir o risco de dem\u00eancia podem ser ben\u00e9ficos devido ao seu teor de l\u00edtio.<\/p>\n<p _d-id=\"29885\">\u201cMuitas vezes descobrimos na ci\u00eancia que as coisas podem ter um efeito, e pensamos que sabemos exatamente porqu\u00ea, mas depois acabamos por estar completamente errados sobre o motivo.\u201d<\/p>\n<p _d-id=\"29886\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Numa nova e importante descoberta, que j\u00e1 dura h\u00e1 quase uma d\u00e9cada, investigadores da Harvard Medical School dizem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33496,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[609,314,836,611,27,4288,607,608,333,832,604,135,610,10659,10660,476,1490,301,830,116,603,7084,570,831,833,62,834,13,835,602,52,32,33,117,29],"class_list":{"0":"post-33495","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-alerta","9":"tag-alzheimer","10":"tag-analise","11":"tag-ao-minuto","12":"tag-breaking-news","13":"tag-cerebro","14":"tag-cnn","15":"tag-cnn-portugal","16":"tag-comentadores","17":"tag-costa","18":"tag-crime","19":"tag-desporto","20":"tag-direto","21":"tag-doenca-de-alzheimer","22":"tag-doencas-neurologicas","23":"tag-economia","24":"tag-envelhecimento","25":"tag-governo","26":"tag-guerra","27":"tag-health","28":"tag-justica","29":"tag-litio","30":"tag-live","31":"tag-mais-vistas","32":"tag-marcelo","33":"tag-mundo","34":"tag-negocios","35":"tag-noticias","36":"tag-opiniao","37":"tag-pais","38":"tag-politica","39":"tag-portugal","40":"tag-pt","41":"tag-saude","42":"tag-ultimas"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33495\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}