{"id":335012,"date":"2026-04-08T00:14:19","date_gmt":"2026-04-08T00:14:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/335012\/"},"modified":"2026-04-08T00:14:19","modified_gmt":"2026-04-08T00:14:19","slug":"birute-galdikas-1946-2026-a-investigadora-que-dedicou-a-vida-aos-orangotangos-obituario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/335012\/","title":{"rendered":"Birut\u00e9 Galdikas (1946-2026), a investigadora que dedicou a vida aos orangotangos | Obitu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Birut\u00e9 Galdikas passou dois meses na floresta tropical antes de ver um orangotango. Tinha 25 anos e tinha abdicado de uma vida confort\u00e1vel em Los Angeles, nos Estados Unidos (EUA), por aquilo que as pessoas lhe diziam que seria uma vida imposs\u00edvel no Born\u00e9u indon\u00e9sio.<\/p>\n<p>Todos os dias, Birut\u00e9 Galdikas caminhava cerca de 20 quil\u00f3metros por uma floresta densa infestada de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/09\/12\/azul\/noticia\/confirmase-formigadefogo-ja-chegou-europa-2063031\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">formigas-de-fogo<\/a> e v\u00edboras. Sanguessugas ca\u00edam das suas meias. Chovia tanto que os p\u00e2ntanos chegavam at\u00e9 \u00e0s suas axilas.<\/p>\n<p>Na maioria das noites, escreveu ela num livro de mem\u00f3rias de 1995, regressava \u00e0 cabana de paredes de casca de \u00e1rvore \u201cencharcada de suor e convencida de que os orangotangos selvagens se tinham mudado todos da \u00e1rea de estudo simplesmente para me contrariar\u201d.<\/p>\n<p>Era 1971 e poucas pessoas, quanto mais mulheres, tinham tentado o tipo de estudo cient\u00edfico imersivo que a Galdikas esperava concluir. Ela era a terceira de um grupo que viria a ser conhecido como as Trimates, ou os \u201cAnjos de Leakey\u201d, uma homenagem ao mentor, o famoso paleoantrop\u00f3logo Louis Leakey. Os outros anjos, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/jane-goodall\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Jane Goodall<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2015\/04\/10\/ciencia\/noticia\/adn-dos-gorilasdasmontanhas-revela-resistencia-a-extincao-1691878\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Dian Fossey<\/a>, j\u00e1 tinham produzido investiga\u00e7\u00e3o inovadora sobre chimpanz\u00e9s e gorilas, respectivamente.<\/p>\n<p>\u201cUm suspiro de alegria\u201d<\/p>\n<p>Birut\u00e9 Galdikas receava nunca vir a ter sucesso como Jane Goodall e Dian Fossey, mas todas as manh\u00e3s, antes do amanhecer, ela avan\u00e7ava com dificuldade pelo p\u00e2ntano cor de ch\u00e1 e aprendeu a ouvir as \u00e1rvores. Finalmente, na v\u00e9spera de Natal, a Galdikas ouviu um galho a partir a trinta metros de altura. Ela espreitou para a copa das \u00e1rvores e viu um orangotango f\u00eamea de 32 quilos com um filhote ao ombro.<\/p>\n<p>A Galdikas soltou \u201cum suspiro involunt\u00e1rio de alegria\u201d. Passou as dez horas seguintes a seguir os primatas de p\u00ealo ruivo. Anotou o que comiam e a dist\u00e2ncia que percorriam. Descreveu as suas interac\u00e7\u00f5es. No final do dia, Galdikas tinha 30 p\u00e1ginas de notas e o in\u00edcio do que viria a ser o estudo cont\u00ednuo mais longo do mundo, realizado por uma \u00fanica pessoa, sobre um mam\u00edfero selvagem.<\/p>\n<p>Louis Leakey tinha dito a Birut\u00e9 Galdikas que pagaria por 10 anos de investiga\u00e7\u00e3o. Mas, no final daquela primeira observa\u00e7\u00e3o, Galdikas decidiu que uma d\u00e9cada n\u00e3o seria suficiente.<\/p>\n<p>\u201cComecei a pensar que precisaria de uma vida inteira\u201d, escreveu ela.<\/p>\n<p>Passou a maior parte dos 55 anos seguintes, o resto da sua vida, na floresta tropical. Faleceu a 24 de Mar\u00e7o em Los Angeles, a sete semanas de completar 80 anos, ap\u00f3s uma batalha contra o cancro do pulm\u00e3o e a fibrose pulmonar, de acordo com a Orangutan Foundation International.<\/p>\n<p>A morte da Galdikas marca o fim de uma era de conservacionistas lend\u00e1rias. Fossey foi assassinada em 1985 e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/01\/azul\/noticia\/morreu-jane-goodall-historica-primatologa-activista-direitos-animais-2149295\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Goodall faleceu<\/a> no ano passado. Juntas, estas mulheres redefiniram a nossa ideia do que significa ser cientista e exploradora. Elas abriram caminho at\u00e9 ao topo de um campo dominado pelos homens. Sacrificaram a pr\u00f3pria sa\u00fade pela conserva\u00e7\u00e3o e descobriram quase tudo o que os humanos sabem hoje sobre primatas.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Em 1990, Birut\u00e9 Galdikas (\u00e0 esquerda) leva uma cria de orangotango de volta para o centro de reabilita\u00e7\u00e3o Camp Leakey, em Born\u00e9u, na Indon\u00e9sia&#13;<br \/>\nPeter Charlesworth\/Getty images                     &#13;<\/p>\n<p>\u201cNunca haver\u00e1 outra Birut\u00e9\u201d<\/p>\n<p>\u201cAcho que nunca mais haver\u00e1 outra Birut\u00e9\u201d, disse Nancy Briggs, uma colega que trabalhou com Galdikas durante 40 anos. \u201cEla era uma for\u00e7a da natureza e, devo dizer, brilhante. Era uma cientista de excel\u00eancia e uma primat\u00f3loga fervorosa, e percebeu que t\u00ednhamos de salvar a floresta tropical e respeitar o pa\u00eds para preservar os animais e o habitat.\u201d<\/p>\n<p>Muito antes de Galdikas ver o seu primeiro orangotango selvagem, j\u00e1 era obcecada por eles. Enquanto outras jovens no final da d\u00e9cada de 1960 se divertiam ou sonhavam com fam\u00edlias, ela tentava encontrar o seu caminho para o Sudeste Asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>A investigadora assombrava os gabinetes dos professores da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (UCLA) e escreveu a um director de museu em Born\u00e9u porque tinha lido que a mulher dele criava orangotangos. Chegou mesmo a enviar cartas para a rec\u00e9m-independente Mal\u00e1sia, na esperan\u00e7a de que algu\u00e9m lhe permitisse mudar-se para as suas florestas e estudar os objectos da sua obsess\u00e3o. Ningu\u00e9m lhe respondeu.<\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o, numa tarde em que a Birut\u00e9 Galdikas tinha 22 anos, Leakey foi dar uma palestra \u00e0 sua turma sobre t\u00e9cnicas de data\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica. Leakey tinha perdido a maioria dos dentes e n\u00e3o conseguia andar sem uma bengala, mas Galdikas ficou fascinada.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o homem\u201d, pensou Galdikas, \u201cque me ir\u00e1 revelar o universo.\u201d<\/p>\n<p>Como estudante de mestrado em Antropologia, Galdikas tinha mais experi\u00eancia do que Goodall ou Fossey tinham quando come\u00e7aram os seus estudos. Leakey ofereceu-se para ajudar, mas passaram-se tr\u00eas anos at\u00e9 que ele conseguisse garantir financiamento ou licen\u00e7as.<\/p>\n<p>Quando a Galdikas e o primeiro marido chegaram a Born\u00e9u, em 1971, descobriram que a terceira maior ilha do mundo n\u00e3o tinha estradas nem electricidade, nem hot\u00e9is, nem sequer uma forma de receber correio. Era, escreveu ela nas suas mem\u00f3rias Reflections of Eden, \u201cisolada e intocada\u201d, um dos \u00fanicos lugares do planeta onde se podia estudar o \u00faltimo grande primata arbor\u00edcola.<\/p>\n<p>Na altura, os investigadores n\u00e3o sabiam quase nada sobre os orangotangos selvagens. Eram vendidos ou mantidos como animais de estima\u00e7\u00e3o, mas os cientistas n\u00e3o sabiam se eram soci\u00e1veis ou solit\u00e1rios, se preferiam folhas ou frutos.<\/p>\n<p>\u201cFui atra\u00edda por esse mist\u00e9rio\u201d, disse mais tarde Birut\u00e9 Galdikas.<\/p>\n<p>Embora os <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/orangotangos\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">orangotangos<\/a> n\u00e3o sejam os nossos parentes mais pr\u00f3ximos \u2014 tanto os chimpanz\u00e9s como os gorilas partilham mais ADN com os humanos \u2014, Galdikas revia-se neles.<\/p>\n<p>Da Alemanha ao Canad\u00e1<\/p>\n<p>Nasceu a 10 de Maio de 1946, na Alemanha, filha de pais lituanos que fugiram da ocupa\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica. A fam\u00edlia mudou-se para o Canad\u00e1 quando ela tinha dois anos, mas os pais contavam-lhe frequentemente sobre as florestas exuberantes onde tinham vivido na Litu\u00e2nia.<\/p>\n<p>Birut\u00e9 leu Curious George no segundo ano e, depois disso, balan\u00e7ava-se nas \u00e1rvores do seu bairro e imaginava o lar que os pais tinham deixado para tr\u00e1s. Foi ent\u00e3o que decidiu que se tornaria uma exploradora.<\/p>\n<p>Quase tudo o que Galdikas aprendeu na d\u00e9cada de 1970 foi inovador. Ela foi a primeira primat\u00f3loga a testemunhar o nascimento de um orangotango selvagem e a primeira a documentar um orangotango a usar um pau como ferramenta na natureza.<\/p>\n<p>Descobriu que os orangotangos passam at\u00e9 metade do dia no ch\u00e3o e, ao contr\u00e1rio dos chimpanz\u00e9s e dos gorilas, preferem estar sozinhos. Gostam de comer fruta e, ocasionalmente, partilhavam o almo\u00e7o de Galdikas, composto por sardinhas e arroz.<\/p>\n<p>Embora Galdikas nunca tenha atingido o n\u00edvel de fama de Goodall, tornou-se um nome conhecido depois de aparecer na capa da revista National Geographic de 1975. No artigo, escrito pela pr\u00f3pria Birut\u00e9 Galdikas, ela descreveu como a sua cabana se tornou um centro de reabilita\u00e7\u00e3o para orangotangos em cativeiro que regressavam \u00e0 natureza.<\/p>\n<p>O primeiro foi um primata de um ano a quem ela deu o nome de Sugito. Galdikas e marido encontraram-no a viver numa caixa de madeira dentro da casa de um homem indon\u00e9sio. Sugito era um pequeno ser alaranjado e desgrenhado, com p\u00ealo espetado, e cheirava a urina e fezes quando Galdikas o tirou da caixa. Ela n\u00e3o sentiu nenhum instinto maternal quando o segurou pela primeira vez, mas ele agarrou-se a ela e recusou-se a larg\u00e1-la.<\/p>\n<p>\u201cMudar de roupa tornou-se uma tarefa \u00e1rdua, com o Sugito a guinchar e a agarrar-se a tudo o que lhe tiravam\u201d, escreveu a investigadora na National Geographic.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre ambos era \u201ccativante, mas claustrof\u00f3bica\u201d, escreveu a investigadora nas suas mem\u00f3rias. Ele molhava a cama quase todas as noites e, se o marido de Birut\u00e9 se aproximasse dela, o orangotango mordia-o ou defecava-lhe em cima. Durante algum tempo, o casal nem sequer se podia tocar. Mas Sugito rapidamente se tornou \u201ca rela\u00e7\u00e3o mais importante\u201d da vida de Galdikas.<\/p>\n<p>\u201cEle simbolizava a minha necessidade\u201d, escreveu ela, \u201ca minha responsabilidade, de ajudar a esp\u00e9cie dos orangotangos.\u201d<\/p>\n<p>Birut\u00e9 Galdikas acabou por ter mais filhos, tanto orangotangos como humanos. Em 1980, o filho mais velho, Binti, apareceu na capa da National Geographic numa banheira com um orangotango ao pesco\u00e7o. Mas a tens\u00e3o dom\u00e9stica que come\u00e7ou com Sugito acabou por explodir, e Galdikas e primeiro marido divorciaram-se. Mais tarde, Birut\u00e9 Galdikas casou-se com um homem ind\u00edgena Dayak, Pak Bohap bin Jalan, e teve mais dois filhos, Jane e Fred, que foram criados na floresta tropical.<\/p>\n<p>Fred Galdikas disse que a sua m\u00e3e era t\u00e3o carinhosa quanto dedicada ao seu trabalho.<\/p>\n<p>\u201cPara ser a chamada m\u00e3e de centenas de orangotangos, \u00e9 preciso ter algumas qualidades maternas\u201d, afirmou. \u201cEla era emp\u00e1tica e generosa e, mesmo quando era crian\u00e7a, eu sentia que era um trabalho importante.\u201d<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Birut\u00e9 na capa da revista National Geographic, em 1975 &#13;<br \/>\nNatGeo\/DR                     &#13;<\/p>\n<p>Da investiga\u00e7\u00e3o ao activismo<\/p>\n<p>Com o tempo, o trabalho de Galdikas passou da investiga\u00e7\u00e3o para o activismo. Empresas madeireiras e de \u00f3leo de palma invadiram a floresta tropical, e a popula\u00e7\u00e3o de orangotangos diminuiu. A investigadora sabia que a repopula\u00e7\u00e3o seria dif\u00edcil. Desde cedo, ela tinha descoberto que os orangotangos t\u00eam a taxa de reprodu\u00e7\u00e3o mais lenta de todos os animais. Come\u00e7ou a passar menos tempo no p\u00e2ntano e mais tempo a fazer campanha pela conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1982, ela convenceu o governo indon\u00e9sio a transformar a reserva de Tanjung Puting num parque nacional e, em 1986, fundou a Orangutan Foundation International. Continuou a publicar novos estudos sobre a alimenta\u00e7\u00e3o e os padr\u00f5es de natalidade dos orangotangos, mas, na d\u00e9cada de 1990, Birut\u00e9 Galdikas j\u00e1 n\u00e3o vivia a tempo inteiro no acampamento e o governo indon\u00e9sio tornou-se cauteloso em rela\u00e7\u00e3o ao seu trabalho.<\/p>\n<p>Quando tentou renovar a sua licen\u00e7a de investiga\u00e7\u00e3o, um funcion\u00e1rio do Departamento Florestal disse-lhe: \u201cVinte anos s\u00e3o suficientes\u201d, de acordo com um perfil do seu trabalho publicado na revista do New York Times em 1992.<\/p>\n<p>Os rep\u00f3rteres que visitaram o local nos anos seguintes encontraram o acampamento abandonado e \u201cem ru\u00ednas\u201d. Outros primatologistas questionaram os seus m\u00e9todos de reabilita\u00e7\u00e3o e os principais financiadores retiraram o apoio financeiro.<\/p>\n<p>Burocratas corruptos \u201cquerem desacreditar-me e enviar os orangotangos para o leste de Born\u00e9u\u201d, disse Galdikas ao jornal brit\u00e2nico The Guardian. \u201cAssim, as empresas madeireiras poder\u00e3o instalar-se.\u201d<\/p>\n<p>Por fim, essas controv\u00e9rsias passaram para segundo plano. Ela viajou pelo mundo para falar sobre a pr\u00f3pria investiga\u00e7\u00e3o e deu aulas em Vancouver, na Col\u00fambia Brit\u00e2nica. Mas continuou a regressar a Born\u00e9u. Quando fez a sua \u00faltima viagem, em Dezembro de 2024, a popula\u00e7\u00e3o de orangotangos de Born\u00e9u tinha diminu\u00eddo para cerca de 100 mil \u2014 menos de metade do tamanho que tinha h\u00e1 um s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Birut\u00e9 Galdikas soube que tinha cancro do pulm\u00e3o pouco depois dessa viagem, mas recusou-se a reformar-se. A Orangutan Foundation International ainda emprega 256 pessoas perto do acampamento, e ela disse a amigos e familiares que tanto essas fam\u00edlias como os orangotangos dependiam dela. Continuou a trabalhar e a escrever a partir do leito de hospital.<\/p>\n<p>Autoridades do governo indon\u00e9sio planeiam repatriar o seu corpo na pr\u00f3xima semana, e ela ser\u00e1 enterrada ao lado do seu segundo marido. Fred Galdikas disse que dar\u00e1 continuidade ao trabalho dela.<\/p>\n<p>Embora a sua morte n\u00e3o tenha recebido a mesma aten\u00e7\u00e3o que a de Jane Goodall ou Dian Fossey, Fred Galdikas disse que a m\u00e3e talvez tivesse preferido assim; ela n\u00e3o buscava a fama excepto no que toca a usar o pr\u00f3prio nome para promover a causa dos orangotangos.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, depois de ter passado 50 anos no Born\u00e9u, Birut\u00e9 Galdikas falou com um apresentador de podcast na Funda\u00e7\u00e3o Leakey e tentou atribuir sentido \u00e0s capas da National Geographic e ao legado que poderia deixar.<\/p>\n<p>\u201cSou apenas uma pessoa que se senta nas florestas, acompanha orangotangos selvagens e tenta salv\u00e1-los plantando \u00e1rvores\u201d, disse ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Birut\u00e9 Galdikas passou dois meses na floresta tropical antes de ver um orangotango. Tinha 25 anos e tinha&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":335013,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[785,2780,58063,27,28,3697,15,16,14,44871,25,26,21,22,62,12,13,19,20,1535,58062,31863,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-335012","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-azul","tag-biodiversidade","tag-borneu","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-conservacao-da-natureza","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-jane-goodall","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-obituario","tag-orangotangos","tag-primatas","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=335012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335012\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/335013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=335012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=335012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=335012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}