{"id":336129,"date":"2026-04-08T21:15:20","date_gmt":"2026-04-08T21:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/336129\/"},"modified":"2026-04-08T21:15:20","modified_gmt":"2026-04-08T21:15:20","slug":"o-pai-e-os-avos-tambem-podem-engravidar-e-mais-comum-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/336129\/","title":{"rendered":"O pai e os av\u00f3s tamb\u00e9m podem &#8220;engravidar&#8221;: \u00e9 mais comum do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/pregnant-couple-husband-wife-feel-love-relaxing-home-concept-maternity-315764564.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">BiancoBlue\/Depositphotos<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-735877 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/f7dcb158f9d75b10987cec85a39b57b3-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>S\u00edndrome de Couvade remonta a 50 a.C e pode afetar futuros pais, parceiros do mesmo sexo e at\u00e9 futuras av\u00f3s. Estudos mostram que os pais t\u00eam sintomas, mas a condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 oficialmente classificada como perturba\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Os sintomas podem surgir de repente. N\u00e1useas, fadiga intensa, dorm\u00eancia nos bra\u00e7os, pele macia nos bra\u00e7os e no peito, uma sensa\u00e7\u00e3o geral de mal-estar ou de se sentir diferente.<\/p>\n<p>Muitas m\u00e3es que j\u00e1 passaram por uma <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/gravidez\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">gravidez<\/a> poder\u00e3o reconhecer estes sintomas. Acontece que eles tamb\u00e9m afetam futuros pais e parceiros que n\u00e3o est\u00e3o gr\u00e1vidos, durante o per\u00edodo da gesta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o causados por uma condi\u00e7\u00e3o pouco conhecida, chamada<strong> s\u00edndrome de Couvade<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cA melhor forma de a descrever \u00e9 como uma <strong>gravidez emp\u00e1tica<\/strong>\u201d, explica a ginecologista e obstetra Catherine Caponero, da Cleveland Clinic, no Ohio, Estados Unidos, especialista que j\u00e1 observou alguns casos da s\u00edndrome.<\/p>\n<p>\u201cBasicamente, acontece quando um parceiro que n\u00e3o est\u00e1 gr\u00e1vido experiencia sintomas de gravidez, embora n\u00e3o esteja biologicamente \u00e0 espera de um beb\u00e9\u201d, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Cada vez mais investiga\u00e7\u00f5es indicam que esta s\u00edndrome \u00e9 mais comum do que se pensava. E alguns cientistas interrogam-se sobre se os seus sintomas invulgares poder\u00e3o levar-nos a repensar a forma como ter filhos afeta ambos os pais.<\/p>\n<p>Os sintomas<\/p>\n<p>A s\u00edndrome de Couvade pode afetar futuros pais, parceiros do mesmo sexo e at\u00e9 futuras av\u00f3s que vivem com a pessoa gr\u00e1vida e est\u00e3o intimamente envolvidas nos seus cuidados, segundo Caponero.<\/p>\n<p>Os sintomas incluem <strong>n\u00e1useas e fadiga, dores nas costas e nos dentes, altera\u00e7\u00f5es de humor e desejos alimentares<\/strong>, al\u00e9m de <strong>aumento de peso<\/strong>. O seu aparecimento imita a gravidez f\u00edsica e, normalmente, atinge o auge durante o primeiro e o terceiro trimestres, desaparecendo ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia de uma doen\u00e7a comum \u2014 mas n\u00e3o classificada<\/p>\n<p>A Couvade pode manifestar-se de muitas formas e a sua defini\u00e7\u00e3o \u00e9 pouco clara. Por isso, as estimativas da sua incid\u00eancia variam amplamente. Num estudo, at\u00e9 <strong>52%<\/strong> dos pais norte-americanos disseram ter experienciado sinais da s\u00edndrome durante a gravidez da esposa. N\u00fameros semelhantes foram registados na Jord\u00e2nia (59%) e na Tail\u00e2ndia (61%).<\/p>\n<p>Outros estudos apontam para n\u00fameros mais elevados na Pol\u00f3nia e na China, onde <strong>sete em cada 10 <\/strong>futuros pais disseram ter experienciado sintomas de Couvade. J\u00e1 outras investiga\u00e7\u00f5es indicam que a preval\u00eancia pode ser mais baixa na Su\u00e9cia (20%) e na R\u00fassia (35%).<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es indicam que a Couvade \u00e9 uma s\u00edndrome relativamente comum, mas <strong>n\u00e3o \u00e9 oficialmente classificada<\/strong> como perturba\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, segundo o professor em\u00e9rito de psicologia Ronald Levant, da Universidade de Akron, no Ohio, Estados Unidos.<\/p>\n<p>A Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID) e o Manual de Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstica das Perturba\u00e7\u00f5es Mentais dos Estados Unidos \u2014 dois instrumentos oficiais usados por m\u00e9dicos em todo o mundo \u2014 n\u00e3o reconhecem a Couvade, e poucos manuais de refer\u00eancia m\u00e9dica mencionam-na.<\/p>\n<p>\u201cPenso que aprendi uma frase sobre ela na faculdade de Medicina\u201d, diz Caponero. \u201cMesmo nos nossos recursos cl\u00ednicos, <strong>n\u00e3o h\u00e1 muita informa\u00e7\u00e3o.\u201d <\/strong>Atualmente, esta s\u00edndrome pouco estudada continua, em grande medida, a ser um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u201cO seu mecanismo n\u00e3o \u00e9 bem conhecido\u201d, segundo o psic\u00f3logo Daniel Singley, diretor do Men\u2019s Excellence Center, em San Diego, nos Estados Unidos. \u201cTalvez seja uma forma de sublimar e lidar com quest\u00f5es emocionais, talvez exista uma base neurobiol\u00f3gica. N\u00e3o creio que se saiba.\u201d<\/p>\n<p>Mas a maioria dos investigadores concorda que a s\u00edndrome de Couvade \u00e9 \u201cmultifatorial\u201d. Envolve<strong> componentes biol\u00f3gicas e psicol\u00f3gicas<\/strong>, segundo Levant.<\/p>\n<p>Homens a \u201cchocar\u201d, nem Cristo era nascido<\/p>\n<p>A palavra Couvade vem do verbo franc\u00eas <strong>couver<\/strong>, que significa \u201c<strong>chocar<\/strong>\u201d. O antrop\u00f3logo ingl\u00eas Edward Burnett Tylor (1832-1917) foi o primeiro a popularizar o termo, em 1865. Usou-o para descrever uma pr\u00e1tica que, para si, pareceu peculiar.<\/p>\n<p>Enquanto viajava pelo interior do Pa\u00eds Basco, em Espanha, Tylor observou, entre os camponeses, homens deitados na cama com os seus beb\u00e9s rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n<p>A express\u00e3o era depreciativa e pretendia ridicularizar aqueles homens, segundo o antrop\u00f3logo m\u00e9dico Richard Powis, da Universidade do Sul da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 aquela ideia geral de homens a comportarem-se como mulheres\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mas a Couvade<strong> remonta a 50 a.C<\/strong>., quando futuros pais da C\u00f3rsega, de Chipre e da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica se deitavam na cama, exprimiam dores de parto ou imitavam aspetos do nascimento dos beb\u00e9s. Por vezes, vestiam as roupas da parceira. Mais tarde, antrop\u00f3logos descreveriam a observa\u00e7\u00e3o de rituais semelhantes praticados em todo o mundo, por grupos nas \u00cdndias Ocidentais, na Am\u00e9rica do Sul e no Leste Asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Eram realizados como ritos de ado\u00e7\u00e3o, como escreveu Tylor em 1889: \u201c<strong>Entre certas tribos, a Couvade \u00e9 a forma legal atrav\u00e9s da qual o pai reconhece um filho como seu<\/strong>\u201d. Noutros casos, acreditava-se que o ritual desviava da m\u00e3e a aten\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos mal\u00e9volos, atraindo-os para o pai.<\/p>\n<p>Por isso, segundo Powis, os acad\u00e9micos da \u00e9poca \u2014 maioritariamente homens ricos da elite vitoriana \u2014 consideravam a Couvade um conjunto intencional de rituais praticados por novos pais em \u201clugares ex\u00f3ticos\u201d, para manter a parceira gr\u00e1vida e o filho por nascer com boa sa\u00fade e bons esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Mas, quando voltaram o olhar para as suas pr\u00f3prias sociedades industriais ocidentais, entre meados e o final do s\u00e9culo XX, a Couvade come\u00e7ou a assumir outra conota\u00e7\u00e3o, como \u201cpatologia psicol\u00f3gica\u201d, segundo Powis. Ou seja, uma experi\u00eancia involunt\u00e1ria de sintomas de gravidez, com bases biol\u00f3gicas e psicossom\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Sigmund Freud (1856-1939), a antrop\u00f3loga Mary Douglas (1921-2007) e outros investigadores apresentaram v\u00e1rias teorias psicanal\u00edticas para a s\u00edndrome.<\/p>\n<p>\u201cUma delas era a de que os homens imitavam a gravidez de prop\u00f3sito, para <strong>roubar a aten\u00e7\u00e3o da parceira<\/strong>\u201d, destaca Powis.<\/p>\n<p>Outra perspetiva defendia que os sintomas da Couvade estavam enraizados na <strong>inveja subconsciente<\/strong>, com os futuros pais a percecionarem o filho por nascer como concorrente pela aten\u00e7\u00e3o da parceira.<\/p>\n<p>Emo\u00e7\u00f5es complexas<\/p>\n<p>Atualmente, a maioria dos especialistas concorda que existe um aspeto psicol\u00f3gico na Couvade e que os seus sintomas provavelmente surgem devido ao <strong>stress<\/strong> vivido pelo parceiro enquanto futuro pai, mesmo que ele pr\u00f3prio n\u00e3o esteja \u00e0 espera de um filho.<\/p>\n<p>\u201cTer um beb\u00e9 \u00e9 um dos acontecimentos de desenvolvimento mais significativos da vida adulta\u201d, explica o psic\u00f3logo cl\u00ednico Kevin Gruenberg, fundador da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos Love, Dad, no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>\u201cPor vezes, pode parecer muito stressante e avassalador, de forma que a Couvade pode ser uma forma de refletir esta importante transforma\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a acontecer\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O per\u00edodo p\u00f3s-parto traz mais stress para ambos os pais, como a falta de sono e as exig\u00eancias incessantes de cuidar de um rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p>\u201cExistem tamb\u00e9m diferentes aspetos de identidade sexual, intimidade f\u00edsica e log\u00edstica familiar\u201d, segundo Singley.<\/p>\n<p><strong>Cerca de um em cada 10 novos pais desenvolve depress\u00e3o pr\u00e9-natal ou p\u00f3s-parto.<\/strong> At\u00e9 18% dos homens relatam n\u00edveis elevados de ansiedade durante esse per\u00edodo e 7% apresentam sintomas de perturba\u00e7\u00e3o de stress p\u00f3s-traum\u00e1tico (PSPT). Estudos demonstram que, se uma nova m\u00e3e tiver depress\u00e3o p\u00f3s-parto, o parceiro tem o dobro da probabilidade de tamb\u00e9m desenvolver essa perturba\u00e7\u00e3o. Mas parte das altera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas pode, de facto, ter uma componente freudiana.<\/p>\n<p>\u201cVejo muitos pais falarem sobre elementos da sua experi\u00eancia, como ci\u00fames do beb\u00e9 rec\u00e9m-nascido, luto pela vida que tinham antes ou a necessidade de partilhar a parceira\u201d, explica Singley.<\/p>\n<p>Demonstrar apoio<\/p>\n<p>Especialistas indicam que os <strong>futuros<\/strong> <strong>pais experienciam involuntariamente sintomas semelhantes<\/strong> aos da gravidez como uma forma subconsciente e profundamente enraizada de empatia pelas suas parceiras gr\u00e1vidas.<\/p>\n<p>Trata-se de um reflexo do \u201cprofundo envolvimento emocional e identifica\u00e7\u00e3o com a parceira gr\u00e1vida\u201d, segundo Levant.<\/p>\n<p>De facto, a s\u00edndrome de Couvade costuma surgir lado a lado com a\u00e7\u00f5es intencionais de apoio. Se uma parceira gr\u00e1vida desenvolver uma s\u00fabita avers\u00e3o \u00e0 vis\u00e3o e ao cheiro da carne, o parceiro pode decidir tornar-se vegetariano, como forma de demonstrar apoio.<\/p>\n<p>Se a pessoa gr\u00e1vida reduzir o exerc\u00edcio f\u00edsico e passar mais tempo a descansar no sof\u00e1, o parceiro poder\u00e1 fazer o mesmo para lhe fazer companhia. J\u00e1 Powis compara os sintomas com as pessoas que, historicamente, realizavam rituais de Couvade.<\/p>\n<p>\u201cA minha defini\u00e7\u00e3o de Couvade \u00e9 que ela acontece quando algu\u00e9m faz qualquer coisa durante a gravidez ou ap\u00f3s o parto para ajudar a apoiar pessoas gr\u00e1vidas\u201d, explica. \u201cQuando lhe chamamos s\u00edndrome, transformamo-la em patologia. Mas n\u00e3o h\u00e1 nada de errado com ela, nem \u00e9 particularmente \u00fanica. \u00c9 apenas empatia humana.\u201d<\/p>\n<p>\u201cNo fundo, estamos a falar de como as pessoas cuidam umas das outras e do que acontece quando o fazem\u201d, segundo Powis.<\/p>\n<p>Troca de hormonas<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m ind\u00edcios de que a Couvade pode ter uma<strong> base biol\u00f3gica<\/strong> que estimula os fatores intencionais e psicol\u00f3gicos que se seguem. Numa das mais extensas investiga\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 hoje, o psic\u00f3logo Robin Edelstein, da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, conduziu uma s\u00e9rie de experi\u00eancias para examinar as altera\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis hormonais de casais, homo e heterossexuais, que esperavam o primeiro filho.<\/p>\n<p>As mulheres gr\u00e1vidas apresentaram um grande aumento pr\u00e9-natal de cortisol, progesterona, estradiol e testosterona. J\u00e1 os homens tiveram descidas not\u00e1veis destes dois \u00faltimos horm\u00f3nios, o que n\u00e3o surpreende, segundo Edelstein.<\/p>\n<p>\u201cA <strong>diminui\u00e7\u00e3o da testosterona<\/strong>, em teoria, orienta os homens para cuidar do beb\u00e9 e investir na fam\u00edlia, em vez de procurar novas parceiras ou aumentar a agressividade\u201d, explica. \u201cE n\u00edveis mais baixos de estradiol podem facilitar a presta\u00e7\u00e3o de cuidados.\u201d<\/p>\n<p>Ao investigar os casais tr\u00eas e seis meses ap\u00f3s o parto, os pais que apresentaram maiores descidas pr\u00e9-natais disseram ter contribu\u00eddo mais para as tarefas dom\u00e9sticas e os cuidados com o beb\u00e9 \u2014 algo confirmado pelas parceiras, quando questionadas separadamente.<\/p>\n<p>\u201cAs altera\u00e7\u00f5es hormonais parecem surgir primeiro, o que prev\u00ea maior investimento\u201d nos cuidados p\u00f3s-parto, afirma Edelstein. Por isso, as altera\u00e7\u00f5es hormonais podem explicar parte dos sintomas da Couvade, segundo o investigador.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de testosterona e estradiol, por exemplo, est\u00e1 associada ao <strong>aumento de peso nos homens<\/strong>, e o estradiol est\u00e1 relacionado com a <strong>depress\u00e3o<\/strong>. Mas o que desencadeia estas altera\u00e7\u00f5es continua por esclarecer.<\/p>\n<p>Esta conclus\u00e3o \u00e9 confirmada por v\u00e1rios estudos neurol\u00f3gicos, que mostram que o <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/gravidez-altera-cerebro-pai-659607\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9rebro dos pais se altera<\/a> ap\u00f3s o nascimento de um filho. Um estudo de 2024, por exemplo, concluiu que o volume de massa cinzenta diminui nos pais ap\u00f3s o parto, tal como acontece nas m\u00e3es. Trata-se de uma forma de <strong>poda sin\u00e1ptica<\/strong> que refor\u00e7a as \u00e1reas do c\u00e9rebro relevantes para interpretar os sinais do beb\u00e9, criar la\u00e7os e prestar cuidados.<\/p>\n<p>Os homens com maiores redu\u00e7\u00f5es disseram passar mais tempo com os rec\u00e9m-nascidos e sentir uma liga\u00e7\u00e3o mais forte, o que reflete uma adapta\u00e7\u00e3o bem-sucedida \u00e0 paternidade.<\/p>\n<p>Ajustamentos psicol\u00f3gicos<\/p>\n<p>Tendo em conta todos os elementos em jogo, Singley rejeita a ideia comum de que a Couvade seria apenas um espelhamento, consciente ou subconsciente, dos sintomas da parceira gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma forma bastante antiquada de olhar para a experi\u00eancia da paternidade\u201d, defende.<\/p>\n<p>Para Singley, o parceiro \u201ctamb\u00e9m passa por uma s\u00e9rie de ajustamentos psicol\u00f3gicos, sociais, neurol\u00f3gicos, end\u00f3crinos e interpessoais, porque ele tamb\u00e9m \u00e9 uma pessoa\u201d.<\/p>\n<p>Para os futuros pais, pode ser mais dif\u00edcil aceitar estes ajustamentos, tendo em conta as expectativas sociais sobre a forma como os homens devem comportar-se.<\/p>\n<p>\u201cPodem pensar: \u2018sou homem, n\u00e3o posso ficar deprimido \u2014 n\u00e3o, isso \u00e9 fraqueza. Sou pai, preciso de estar impec\u00e1vel e sustentar a minha fam\u00edlia\u2019\u201d, explica Singley.<\/p>\n<p>Na verdade, defende, \u00e9 preciso permitir que digam: \u201cPosso ter enxaquecas, posso ter tens\u00e3o muscular, posso ter problemas gastrointestinais. Posso sentir que este peso existe sobre mim.\u201d<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1775584206_653_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1775584207_469_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1775584208_120_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"BiancoBlue\/Depositphotos S\u00edndrome de Couvade remonta a 50 a.C e pode afetar futuros pais, parceiros do mesmo sexo e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":336130,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[3440,4614,27,28,269,15,16,21353,1041,14,25,26,21,22,2558,1208,62,12,13,19,20,1038,23,24,4740,117,1030,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-336129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-antropologia","tag-biologia","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capa","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-ginecologia","tag-gravidez","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-maternidade","tag-medicina","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-paternidade","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-psicologia","tag-saude","tag-saude-mental","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/336129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=336129"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/336129\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/336130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=336129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=336129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=336129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}