{"id":337360,"date":"2026-04-09T20:10:21","date_gmt":"2026-04-09T20:10:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/337360\/"},"modified":"2026-04-09T20:10:21","modified_gmt":"2026-04-09T20:10:21","slug":"presidente-do-constitucional-diz-que-tribunal-nao-pode-andar-ao-sabor-das-maiorias-tribunal-constitucional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/337360\/","title":{"rendered":"Presidente do Constitucional diz que tribunal \u201cn\u00e3o pode andar ao sabor das maiorias\u201d | Tribunal Constitucional"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/tribunal-constitucional\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Tribunal Constitucional<\/a>, Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abrantes, considerou esta quinta-feira que &#8220;uma das grandes virtudes&#8221; deste \u00f3rg\u00e3o tem sido o equil\u00edbrio na sua composi\u00e7\u00e3o e defendeu que a institui\u00e7\u00e3o que dirige &#8220;n\u00e3o pode andar ao sabor das maiorias&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das grandes virtudes do tribunal \u00e9 aquele equil\u00edbrio e a exig\u00eancia de que haja um m\u00ednimo de metade de magistrados de carreira&#8221;, afirmou durante uma mesa redonda realizada em \u00c9vora. Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abrantes falava na sess\u00e3o com o tema &#8220;Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa: passado, presente e futuro&#8221;, que integrou o col\u00f3quio comemorativo do cinquenten\u00e1rio da lei fundamental, organizado pelo Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de \u00c9vora.<\/p>\n<p>Assinalando que se t\u00eam &#8220;ouvido coisas inacredit\u00e1veis&#8221;, o magistrado criticou os discursos centrados na ideia de que &#8220;o tribunal n\u00e3o tem legitimidade porque est\u00e1 a governar contra a maioria parlamentar&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O tribunal n\u00e3o \u00e9 legislador negativo e muito menos legislador positivo, mas existe para garantir a Constitui\u00e7\u00e3o, o Estado de direito democr\u00e1tico e os direitos, liberdades e garantias de todos os cidad\u00e3os, nem que seja s\u00f3 um&#8221;, referiu. &#8220;E, nesse sentido, n\u00e3o pode andar ao sabor das maiorias&#8221;, prosseguiu.<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, o juiz conselheiro Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abrantes disse que um governo, mesmo com uma maioria parlamentar, &#8220;n\u00e3o pode&#8221;, se assim quiser, &#8220;restaurar a pena de morte, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/05\/22\/politica\/noticia\/prisao-perpetua-reforco-sector-privado-saude-educacao-quis-direita-mudar-constituicao-2133989\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">a pris\u00e3o perp\u00e9tua<\/a> ou acabar com a garantia da seguran\u00e7a do emprego&#8221;, porque &#8220;isso viola os artigos da Constitui\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o bem claros&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 para isso que serve o Tribunal Constitucional, para garantir que n\u00e3o pode&#8221;, sublinhou. Na sua interven\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abrantes defendeu que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 em Portugal um problema constitucional&#8221; nem com a Constitui\u00e7\u00e3o e que os que s\u00e3o mencionados &#8220;s\u00e3o hoje em dia inventados&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 preciso rever a Constitui\u00e7\u00e3o e, muito menos, substitu\u00ed-la por outra. Temos uma Constitui\u00e7\u00e3o de que nos devemos orgulhar, \u00e9 uma das mais progressistas do mundo, que consagra os direitos, liberdades e garantias numa grande extens\u00e3o, como os direitos sociais, econ\u00f3micos e culturais&#8221;, frisou. Admitiu, ainda assim, a necessidade de se &#8220;tocar num ou noutro ponto cir\u00fargico&#8221;, como em quest\u00f5es sanit\u00e1rias, levantadas aquando da pandemia, dos metadados ou para consagrar a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/01\/31\/sociedade\/noticia\/presidente-constitucional-impoe-lei-maus-tratos-animais-mantenha-2078792\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">tutela penal dos animais de estima\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Mas uma coisa \u00e9 alargar o consenso constitucional, outra coisa \u00e9 afunil\u00e1-lo e diminu\u00ed-lo. E tudo o que seja afunil\u00e1-lo e diminu\u00ed-lo, acho que \u00e9 contraproducente e \u00e9, no fundo, contra a Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa foi aprovada 2 de Abril de 1976, ap\u00f3s cerca de dez meses de trabalhos da Assembleia Constituinte, num per\u00edodo marcado por forte instabilidade pol\u00edtica e social. Desde ent\u00e3o, o texto constitucional foi alvo de sete revis\u00f5es, a \u00faltima em 2005, n\u00e3o sendo alterado h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, apesar de v\u00e1rias tentativas de revis\u00e3o que n\u00e3o chegaram a ser conclu\u00eddas nos \u00faltimos anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O presidente do Tribunal Constitucional, Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abrantes, considerou esta quinta-feira que &#8220;uma das grandes virtudes&#8221; deste \u00f3rg\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":337361,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,21639,58312,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,52,32,23,24,33,56599,17,18,298,29,30,31],"class_list":{"0":"post-337360","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-constituicao","11":"tag-constituicao-da-republica-portuguesa","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-politica","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-revisao-constitucional","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-tribunal-constitucional","32":"tag-ultimas","33":"tag-ultimas-noticias","34":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337360","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=337360"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337360\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/337361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=337360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=337360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=337360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}