{"id":339247,"date":"2026-04-11T11:23:09","date_gmt":"2026-04-11T11:23:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/339247\/"},"modified":"2026-04-11T11:23:09","modified_gmt":"2026-04-11T11:23:09","slug":"se-a-uniao-europeia-nao-estiver-a-mesa-vai-estar-no-menu-alertam-chineses-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/339247\/","title":{"rendered":"Se a Uni\u00e3o Europeia \u201cn\u00e3o estiver \u00e0 mesa, vai estar no menu\u201d, alertam chineses &#8211; Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Li Xing, professor de desenvolvimento e rela\u00e7\u00f5es internacionais na Universidade de Aalborg afirmou que a Uni\u00e3o Europeia (EU) est\u00e1 &#8220;cada vez mais exclu\u00edda&#8221; das grandes negocia\u00e7\u00f5es entre pot\u00eancias, sublinhado que, &#8220;quando Trump fala diretamente com Putin sem a UE, a Europa fica de fora&#8221; e, &#8220;se a Europa n\u00e3o trabalhar arduamente, estar\u00e1 no menu, n\u00e3o \u00e0 mesa&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O acad\u00e9mico chin\u00eas, que falava neste s\u00e1bado, 11 de abril, numa confer\u00eancia em Macau que debateu as rela\u00e7\u00f5es China-UE, descreveu o momento atual como de &#8220;hegemonia entrela\u00e7ada&#8221;, em que nem o Ocidente nem a China conseguem dominar plenamente as estruturas globais. &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Para o acad\u00e9mico, o mundo caminha para uma &#8220;multi-ordem&#8221;, que se configura como um mosaico de institui\u00e7\u00f5es e iniciativas sobrepostas, desde a Nova Rota da Seda chinesa aos BRICS e a novos bancos de desenvolvimento. &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;A China n\u00e3o pode substituir a hegemonia ocidental, mas a hegemonia ocidental tamb\u00e9m n\u00e3o se consegue sustentar&#8221;, prosseguiu.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Yu Hongyuan, tamb\u00e9m orador na confer\u00eancia subordinada ao tema &#8220;Rela\u00e7\u00f5es entre a China-UE em tempos turbulentos&#8221;, organizada pelo Instituto de Estudo Europeus de Macau, sugeriu que a Europa e a China poderiam formar uma parceria estabilizadora. &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;A China e a UE podem uma alternativa &#8212; um novo G2&#8221;, defendeu o professor associado no Instituto de Estudos Internacionais de Xangai,\u00a0 recordando reformas nos anos 1970, quando institui\u00e7\u00f5es internacionais se adaptaram sem a lideran\u00e7a norte-americana. &#8220;Podemos faz\u00ea-lo novamente&#8221;, disse.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Li destacou, no entanto, que a guerra na Ucr\u00e2nia tem sido um obst\u00e1culo cr\u00edtico nas rela\u00e7\u00f5es China-UE, pois &#8220;a Europa diz que a China est\u00e1 por detr\u00e1s da R\u00fassia, que \u00e9 a sua inimiga. Isso cria um impasse&#8221;, sustentou, apontando para a tens\u00e3o nos di\u00e1logos estrat\u00e9gicos com Pequim. &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O acad\u00e9mico lembrou as declara\u00e7\u00f5es do ministro chin\u00eas dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Wang Yi, em Bruxelas no ano passado, segundo as quais &#8220;a China n\u00e3o pode tolerar que a R\u00fassia perca a guerra&#8221;, e que o posicionamento &#8220;neutral&#8221; de Pequim no que toca \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia foi considerado como apoio t\u00e1cito \u00e0 R\u00fassia.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Se analisarmos a atual guerra no M\u00e9dio Oriente, verificamos que a China teve sorte ao tomar a decis\u00e3o acertada de se aliar \u00e0 R\u00fassia, pois agora est\u00e1 a consumir cada vez mais petr\u00f3leo russo&#8221;, disse o analista. &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A recente guerra entre o Ir\u00e3o, os Estados Unidos e Israel desencadeou uma das mais graves crises energ\u00e9ticas das \u00faltimas d\u00e9cadas, com o fecho do Estreito de Ormuz a perturbar os fornecimentos globais de petr\u00f3leo e g\u00e1s.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u00a0Yu alertou para um crescente &#8220;uso de recursos energ\u00e9ticos como uma arma&#8221; por parte de v\u00e1rias pot\u00eancias, o que causa dist\u00farbios e riscos &#8220;sem precedentes&#8221; \u00e0 economia e ordem mundial.\u00a0 &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;O petr\u00f3leo \u00e9 o sangue de toda a ind\u00fastria&#8221;, disse Yu, sublinhando que ataques a campos petrol\u00edferos na R\u00fassia ou no M\u00e9dio Oriente poderiam paralisar dois ter\u00e7os da produ\u00e7\u00e3o mundial. &#8220;Isto \u00e9 muito mais grave do que a Guerra Fria&#8221;, acrescentou, sublinhando que a globaliza\u00e7\u00e3o tornou as economias mais vulner\u00e1veis a choques. &#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Para Yu, o uso da energia como arma pol\u00edtica, algo que, segundo refor\u00e7ou, &#8220;mesmo a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica evitava&#8221; durante a Guerra Fria, \u00e9 hoje uma realidade que amea\u00e7a o sistema econ\u00f3mico global.&#13;\n    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Li Xing, professor de desenvolvimento e rela\u00e7\u00f5es internacionais na Universidade de Aalborg afirmou que a Uni\u00e3o Europeia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":339248,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,358,89,90,53991,53990,7535,52460,53352,58532,32,33,839,636,40908],"class_list":{"0":"post-339247","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-china","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-guerra-com-o-irao","13":"tag-guerra-do-irao","14":"tag-guerra-fria","15":"tag-guerra-irao","16":"tag-guerras","17":"tag-li-xing","18":"tag-portugal","19":"tag-pt","20":"tag-russia","21":"tag-uniao-europeia","22":"tag-wang-yi"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116385821956954390","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/339247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=339247"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/339247\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/339248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=339247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=339247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=339247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}