{"id":34112,"date":"2025-08-18T09:30:08","date_gmt":"2025-08-18T09:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/34112\/"},"modified":"2025-08-18T09:30:08","modified_gmt":"2025-08-18T09:30:08","slug":"anvisa-aprova-novo-medicamento-para-tumor-no-cerebro-veja-como-funciona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/34112\/","title":{"rendered":"Anvisa aprova novo medicamento para tumor no c\u00e9rebro; veja como funciona"},"content":{"rendered":"<p> 2 <\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) aprovou um novo medicamento para tratamento de tumores cerebrais. A decis\u00e3o foi publicada na segunda-feira (11) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>O Voranigo (vorasidenibe) \u00e9 um inibidor das enzimas IDH1 e 2 mutadas e foi aprovado para pacientes adultos e adolescentes a partir de 12 anos diagnosticados com glioma difuso de baixo grau, submetidos \u00e0 interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica pr\u00e9via. O medicamento \u00e9 disponibilizado pela farmac\u00eautica francesa Servier.<\/p>\n<p>O glioma \u00e9 um tipo de tumor que se forma no c\u00e9rebro ou na medula espinhal e \u00e9 classificado em diferentes tipos, incluindo astrocitomas, ependimomas e oligodendrohliomas, a depender das c\u00e9lulas onde ele se forma. A condi\u00e7\u00e3o pode afetar adultos e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O Voranigo \u00e9 indicado para o tratamento de pacientes com astrocitomas ou oligodendrogliomas, de baixo grau (grau 2), com muta\u00e7\u00f5es na enzima IDH 1 ou 2, que j\u00e1 foram submetidos a um procedimento cir\u00fargico anterior e n\u00e3o tenham indica\u00e7\u00e3o de radioterapia ou quimioterapia imediata. O medicamento atua bloqueando essas enzimas mutadas, inibindo o crescimento de c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Anvisa foi baseada nos resultados do ensaio cl\u00ednico INDIGO, que demonstrou a efic\u00e1cia e seguran\u00e7a de Voranigo como terapia-alvo no tratamento dos gliomas difusos de grau 2 com muta\u00e7\u00e3o de IDH. O estudo mostrou que o medicamento levou a uma redu\u00e7\u00e3o de 61% no risco de avan\u00e7o da doen\u00e7a, al\u00e9m de atraso no crescimento tumoral e redu\u00e7\u00e3o do volume do tumor. Segundo os pesquisadores, isso pode aumentar o tempo at\u00e9 a necessidade de futuras interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas, preservando a qualidade de vida dos pacientes.<\/p>\n<p>Embora cres\u00e7a mais lentamente, o glioma de baixo grau pode evoluir para tumores mais agressivos ao longo do tempo. At\u00e9 hoje, as op\u00e7\u00f5es de tratamento eram limitadas \u00e0 cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Por isso, a aprova\u00e7\u00e3o do Voranigo \u00e9 considerada um avan\u00e7o para alternativas de tratamentos mais personalizados e que permitam uma sobrevida com mais qualidade.<\/p>\n<p>\u201cO glioma \u00e9 o tumor mais comum do c\u00e9rebro e os tratamentos v\u00eam evoluindo de modo muito importante. As t\u00e9cnicas cir\u00fargicas e a radioterapia melhoraram, assim como, mais recentemente, novas medica\u00e7\u00f5es que procuram atacar o tumor por mecanismos pelos quais eles crescem v\u00eam sendo desenvolvidas com resultados extremamente importantes\u201d, afirma o oncologista Fernando Maluf.<\/p>\n<p>O que \u00e9 glioma?<br \/>O glioma \u00e9 um tumor que se forma no c\u00e9rebro quando as c\u00e9lulas gliais, que circundam as c\u00e9lulas nervosas e as ajudam a funcionar, crescem de forma descontrolada. A doen\u00e7a tamb\u00e9m pode acometer a medula espinhal, de acordo com a Cleveland Clinic.<\/p>\n<p>Existem tr\u00eas tipos de gliomas, classificados conforme o tipo de c\u00e9lula glial em que se originam:<\/p>\n<p>\u2022 Astrocitomas: se originam em c\u00e9lulas chamadas astr\u00f3citos. \u00c9 o caso do glioblastoma, um tipo de c\u00e2ncer cerebral muito agressivo;<br \/>\u2022 Ependimomas: se originam nos ependim\u00f3citos, se formando nos ventr\u00edculos do c\u00e9rebro ou da medula espinhal;<br \/>\u2022 Oligodendrogliomas: se originam nas c\u00e9lulas gliais e tendem a crescer mais lentamente, mas podem se tornar mais agressivos com o tempo.<br \/>Segundo pesquisas, os gliomas podem surgir devido a altera\u00e7\u00f5es no DNA que fazem com que as c\u00e9lulas se multipliquem descontroladamente. Os sintomas incluem dor de cabe\u00e7a, n\u00e1usea e v\u00f4mitos, confus\u00e3o mental, perda de mem\u00f3ria, mudan\u00e7as de personalidade ou irritabilidade, problemas de vis\u00e3o, dificuldade de fala e convuls\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cOs sintomas podem variar entre os pacientes, pois ocorrem pela agress\u00e3o do tumor no c\u00e9rebro, alterando a fun\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea acometida. Al\u00e9m disso, os sintomas podem ser diferentes a depender do tipo de tumor e da velocidade de crescimento\u201d, afirma Camilla Yamada, l\u00edder da neuro-oncologia da BP, a Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Segundo a Mayo Clinic, o tratamento, geralmente, come\u00e7a com cirurgia, mas ela pode ser arriscada se o tumor estiver localizado em \u00e1reas importantes do c\u00e9rebro. Outras op\u00e7\u00f5es incluem radioterapia e quimioterapia, associadas com medicamentos para controlar sintomas como convuls\u00f5es, incha\u00e7o cerebral e problemas de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cDepois de identificado, o tratamento come\u00e7a com a cirurgia, tentando remover o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Isso vai depender do tamanho e da localiza\u00e7\u00e3o do tumor\u201d, explica o neurocirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico do Hospital S\u00edrio Liban\u00eas e professor p\u00f3s-graduado em neuro-oncologia, Marcos Maldaun.<\/p>\n<p>\u201cA depender do resultado da an\u00e1lise do tumor retirado e do quanto foi poss\u00edvel ressecar na cirurgia, avalia-se a necessidade de tratamento complementar, que pode incluir sess\u00f5es de radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental para a classifica\u00e7\u00e3o dos gliomas, segundo recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), obter perfil molecular\/gen\u00e9tico para avalia\u00e7\u00e3o IDH. Saber o nome e o sobrenome da doen\u00e7a ajuda a equipe multidisciplinar a planejar a melhor estrat\u00e9gia de tratamento e seguimento\u201d, explica o especialista.<\/p>\n<p><strong>Mat\u00e9ria \u2013 Gabriela Maraccini, da CNN<\/strong><br \/><strong>Imagem \u2013 Os tipos de tumores cerebrais mais comuns s\u00e3o os gliomas e os meningiomas \u2022 Charday Penn\/GettyImages<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaqyxVWEwEk47v8BOA36\" data-penci-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\ud83d\udcf2 Siga o canal \u201cNewsLab\u201d no WhatsApp \u2705<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"2 A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) aprovou um novo medicamento para tratamento de tumores cerebrais. 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