{"id":341131,"date":"2026-04-13T06:49:28","date_gmt":"2026-04-13T06:49:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/341131\/"},"modified":"2026-04-13T06:49:28","modified_gmt":"2026-04-13T06:49:28","slug":"portugal-ja-tem-um-plano-para-salvar-abelhas-e-borboletas-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/341131\/","title":{"rendered":"Portugal j\u00e1 tem um plano para salvar abelhas e borboletas | Biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p>Portugal conta agora com um plano de ac\u00e7\u00e3o para reverter at\u00e9 2030 o decl\u00ednio de polinizadores \u2013 abelhas, claro, mas tamb\u00e9m moscas-das-flores e borboletas nocturnas e diurnas. O documento \u201cambicioso\u201d j\u00e1 foi aprovado, tem or\u00e7amento para os primeiros dois anos garantidos pelo Fundo Ambiental e promete apoiar a conserva\u00e7\u00e3o de milhares de esp\u00e9cies fundamentais para a agricultura e o equil\u00edbrio dos ecossistemas.<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas n\u00e3o sabem que 75% dos alimentos a n\u00edvel mundial dependem dos polinizadores. Nem lhes passa pela cabe\u00e7a que, se os polinizadores desaparecessem, n\u00f3s praticamente n\u00e3o t\u00ednhamos comida. Viv\u00edamos do qu\u00ea? Sobraria o peixe, a batata e pouco mais\u201d, explica ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Azul<\/a> Helena Ceia, t\u00e9cnica especialista do Instituto da Conserva\u00e7\u00e3o da Floresta e da Natureza (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/icnf\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">ICNF<\/a>).<\/p>\n<p>Helena Ceia conta que este plano era t\u00e3o urgente que at\u00e9 saltou uma etapa habitual \u2013 a da defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia \u2013 para ir directamente para as medidas no terreno. \u201cTemos mesmo de tentar avan\u00e7ar ao m\u00e1ximo\u201d, diz a especialista, que ajudou a coordenar a elabora\u00e7\u00e3o do documento com a equipa do projecto <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/18\/azul\/noticia\/abelhas-escaravelhos-ha-222-especies-polinizadoras-portugal-2151183\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">PolinizAc\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>O plano de ac\u00e7\u00e3o estrutura-se em quatro eixos com 30 ac\u00e7\u00f5es e 116 medidas \u2013 ou seja, um conjunto colossal de ambi\u00e7\u00f5es que dificilmente podem ser alcan\u00e7adas \u201ctodas ao mesmo tempo\u201d. Da\u00ed a insist\u00eancia de Helena Ceia na ideia de prioridades: o plano n\u00e3o \u00e9 uma longa lista para cumprir de uma vez s\u00f3 at\u00e9 2030, \u00e9 antes uma sequ\u00eancia que obriga a escolher por onde come\u00e7ar.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia deve-se, em parte, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de atraso relativo em que o pa\u00eds se encontra. Outros pa\u00edses t\u00eam mais informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de base; Portugal, n\u00e3o. Mas ficar \u00e0 espera de um retrato perfeito dos nossos polinizadores pode significar perder tempo de que j\u00e1 n\u00e3o dispomos.<\/p>\n<p>A \u201cprioridade das prioridades\u201d, segundo Helena Ceia, \u00e9 p\u00f4r a funcionar um programa nacional de monitoriza\u00e7\u00e3o dos polinizadores. O motivo \u00e9 duplo: por um lado, a falta de conhecimento nacional sobre identidade, distribui\u00e7\u00e3o e tend\u00eancias das popula\u00e7\u00f5es de insectos; por outro, a press\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es europeias que imp\u00f5em m\u00e9todos e prazos.<\/p>\n<p>Paulo Lucas, especialista da associa\u00e7\u00e3o ambientalista Zero, tem d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primazia dada \u00e0 monitoriza\u00e7\u00e3o. Embora reconhe\u00e7a que \u201co foco no conhecimento cient\u00edfico e na monitoriza\u00e7\u00e3o seja positivo\u201d, o ambientalista teme um efeito de \u201cparalisia por aus\u00eancia de conhecimento\u201d. Defende, assim, o \u201crestauro imediato de habitats\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA Zero preferiria ver uma invers\u00e3o de prioridades, onde a cria\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos e a gest\u00e3o da flora aut\u00f3ctone se tornassem o foco da ac\u00e7\u00e3o, em vez de se perder mais uma d\u00e9cada apenas a contabilizar o desaparecimento das esp\u00e9cies\u201d, refere o ambientalista, em resposta ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Azul<\/a>.<\/p>\n<p>Conhecer para proteger<\/p>\n<p>Ent\u00e3o n\u00e3o conhecemos os nossos polinizadores? \u201cEsta \u00e9 uma pergunta extremamente pertinente. E a resposta \u00e9 n\u00e3o. Neste momento, a informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de base sobre a identidade dos polinizadores, a sua distribui\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio, o estado de conserva\u00e7\u00e3o e as tend\u00eancias destas popula\u00e7\u00f5es \u00e9 desconhecida. N\u00e3o temos informa\u00e7\u00e3o suficiente de base\u201d, lamenta a bi\u00f3loga S\u00edlvia Castro, professora e investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>S\u00edlvia Castro coordenou, ao lado do entom\u00f3logo <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/10\/12\/azul\/noticia\/percevejoasiatico-nao-perigoso-percevejodecama-2066565\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jo\u00e3o Loureiro<\/a>, o projecto PolinizAc\u00e7\u00e3o. A equipa teve dois anos para delinear o Plano de Ac\u00e7\u00e3o para a Conserva\u00e7\u00e3o e Sustentabilidade dos Polinizadores, publicado h\u00e1 duas semanas em <a href=\"https:\/\/diariodarepublica.pt\/dr\/detalhe\/despacho\/4214-2026-1080130550\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Di\u00e1rio da Rep\u00fablica<\/a>.<\/p>\n<p>Em linha com a metodologia seguida na Europa, o programa nacional de monitoriza\u00e7\u00e3o vai acompanhar quatro grandes grupos de polinizadores: <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2019\/05\/20\/ciencia\/noticia\/ha-abelhas-mel-1873132\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">abelhas selvagens<\/a> (diferentes das abelhas mel\u00edferas), sirf\u00eddeos (conhecidos como moscas-das-flores), borboletas diurnas e borboletas nocturnas.<\/p>\n<p>\u201cPortugal alberga uma elevada diversidade de polinizadores, estando actualmente descritas 746 esp\u00e9cies de abelhas, 148 de borboletas diurnas, mais de 2600 de borboletas nocturnas e 221 de sirf\u00eddeos, entre outros grupos de polinizadores\u201d, refere o despacho publicado a 31 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Helena Ceia explica que a recolha de dados assentar\u00e1 em transectos fixos e padronizados de um quil\u00f3metro, feitos por entom\u00f3logos experientes, em cerca de 70 pontos distribu\u00eddos pelo pa\u00eds, durante oito meses por ano.<\/p>\n<p>Transectos s\u00e3o m\u00e9todos de amostragem ecol\u00f3gica que consistem na defini\u00e7\u00e3o de linhas imagin\u00e1rias num terreno para monitorizar, contabilizar ou observar fen\u00f3menos. Quem participa na monitoriza\u00e7\u00e3o deve seguir este \u201citiner\u00e1rio\u201d fixo quando conta ou observa os polinizadores.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos transectos, o trabalho no terreno inclui varrimentos com rede, armadilhagem (no caso das borboletas nocturnas) e a an\u00e1lise de fotografias com recurso a intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>Este acompanhamento traz um dilema que o plano tenta acomodar: parte do trabalho existente apoia-se em voluntariado e ci\u00eancia cidad\u00e3 (por exemplo, nos <a href=\"https:\/\/acervo.publico.pt\/azul\/noticia\/censos-permitem-recolher-dados-milhares-borboletas-portugal-2002868\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">censos de borboletas<\/a>), mas a uniformidade territorial necess\u00e1ria pode obrigar a solu\u00e7\u00f5es profissionais onde n\u00e3o h\u00e1 volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Polinizadores como as abelhas est\u00e3o em decl\u00ednio devido, entre outros factores, o uso de pesticidas e a fragmenta\u00e7\u00e3o ou perda de habitats &#13;<br \/>\nNuno Ferreira Santos                     &#13;<\/p>\n<p>Falta de entom\u00f3logos<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma limita\u00e7\u00e3o estrutural que atravessa toda a ci\u00eancia dos insectos em Portugal: a identifica\u00e7\u00e3o de abelhas e sirf\u00eddeos \u00e9 descrita como \u201cmuito complicada\u201d e dependente de especialistas, num pa\u00eds onde \u201cpraticamente desapareceram\u201d disciplinas de entomologia e onde escasseiam taxonomistas, diz Helena Ceia.<\/p>\n<p>O plano de ac\u00e7\u00e3o aponta, por isso, para o refor\u00e7o de medidas de capacita\u00e7\u00e3o, incluindo a ambi\u00e7\u00e3o de reintroduzir forma\u00e7\u00e3o adequada nas universidades, e para a necessidade de criar equipas dedicadas \u00e0 coordena\u00e7\u00e3o da monitoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Helena Ceia recorda que h\u00e1, contudo, uma aposta metodol\u00f3gica que pode ajudar a acelerar o processo, sem substituir especialistas: o barcoding, ou \u201cc\u00f3digo de barras\u201d gen\u00e9tico. Esta abordagem do dom\u00ednio da gen\u00e9tica permite identificar rapidamente amostras com muitas esp\u00e9cies, embora dependa de bases de dados e de esp\u00e9cies j\u00e1 \u201ccodificadas\u201d.<\/p>\n<p>No que toca aos recursos necess\u00e1rios para tirar o plano do papel, Paulo Lucas preocupa-se com a capacidade operacional do ICNF. \u201cSendo a entidade coordenadora, o instituto carece historicamente de meios humanos e t\u00e9cnicos para uma implementa\u00e7\u00e3o exageradamente vasta (30 ac\u00e7\u00f5es e 116 medidas s\u00e3o um exagero que, muito provavelmente, ir\u00e1 redundar numa inoper\u00e2ncia)\u201d, afirma o ambientalista.<\/p>\n<p>E o financiamento?<\/p>\n<p>Este plano de ac\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/12\/20\/azul\/noticia\/plano-combate-pobreza-energetica-ambicioso-origem-verbas-nao-clara-2158747\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">outros<\/a>, j\u00e1 tem financiamento garantido para os dois primeiros anos. A verba prevista \u00e9 de dois milh\u00f5es de euros para 2026 e 2027. \u201cPara o arranque do projecto, \u00e9 um investimento excelente. Como \u00e9 \u00f3bvio, o que vai ser muito importante \u00e9 garantir a manuten\u00e7\u00e3o desse investimento de continuidade, a partir de 2028\u201d, admite S\u00edlvia Castro.<\/p>\n<p>Se a conserva\u00e7\u00e3o de insectos polinizadores tem um peso na agricultura e na economia nacional, ent\u00e3o o financiamento e a responsabilidade n\u00e3o podem ser exclusivos do ambiente. S\u00edlvia Castro defende que os investimentos \u201ct\u00eam de ser feitos transversalmente\u201d e podem exigir concerta\u00e7\u00e3o entre diferentes sectores e minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>\u00c9 neste ponto \u2013 o financiamento \u2013 que entram outras cr\u00edticas de Paulo Lucas sobre o plano que, apesar de \u201ctecnicamente s\u00f3lido\u201d, \u00e9 \u201cpoliticamente insuficiente\u201d. O dirigente da Zero aponta o dedo \u00e0 despropor\u00e7\u00e3o entre o valor dos servi\u00e7os ecol\u00f3gicos que os polinizadores oferecem \u00e0 agricultura e o montante que o Estado est\u00e1 disposto a investir neles.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        A bi\u00f3loga S\u00edlvia Castro e o entom\u00f3logo Jo\u00e3o Loureiro, coordenadores do projecto PolinizAc\u00e7\u00e3o &#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p>\u201cO investimento de dois milh\u00f5es de euros para o bi\u00e9nio 2026-2027 \u00e9 importante, mas irris\u00f3rio perante os dois mil milh\u00f5es de euros que estes insectos geram anualmente para a economia agr\u00edcola nacional\u201d, afirma o ambientalista. Este desfasamento demonstra, para a Zero, que \u201co capital natural ainda n\u00e3o \u00e9 levado a s\u00e9rio no Or\u00e7amento do Estado\u201d.<\/p>\n<p>A Zero incomoda-se tamb\u00e9m com o facto de um plano que promove biodiversidade chocar-se com um modelo agr\u00edcola que abra\u00e7a cada vez a abordagem intensiva e o uso de pesticidas \u2013 uma das causas do decl\u00ednio dos polinizadores, que incluem as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a fragmenta\u00e7\u00e3o (ou perda) de habitats.<\/p>\n<p>Paulo Lucas defende, assim, uma reforma na aplica\u00e7\u00e3o dos fundos europeus do Plano Estrat\u00e9gico da Pol\u00edtica Agr\u00edcola Comum (<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/pepac\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">PEPAC<\/a>) em Portugal, fazendo com que a protec\u00e7\u00e3o dos polinizadores passe a ser uma condi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para receber subs\u00eddios, \u201ce n\u00e3o apenas uma op\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSem metas claras para a redu\u00e7\u00e3o de pesticidas sint\u00e9ticos, o plano corre o risco de ser apenas um exerc\u00edcio de maquilhagem verde. Deveria ser inclusive ponderada uma taxa sobre o uso de pesticidas, sendo o valor obtido com a mesma deveria reverter para a aplica\u00e7\u00e3o deste plano de ac\u00e7\u00e3o\u201d, sugere Paulo Lucas.<\/p>\n<p>A adop\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis na agricultura \u00e9 assumida como \u201cdif\u00edcil\u201d, admite Helena Ceia, uma vez que, muitas vezes, dependente de incentivos. A respons\u00e1vel do ICNF liga essa dificuldade precisamente ao PEPAC, defendendo tamb\u00e9m que as medidas e apoios ao agricultor, ao agente florestal e at\u00e9 \u00e0s c\u00e2maras municipais t\u00eam de incorporar o objectivo de conservar polinizadores.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Para sair do papel, o plano exige agora uma s\u00e9rie de ac\u00e7\u00f5es como assinalar pontos no mapa, montar equipas, lan\u00e7ar procedimentos, contratar, formar. Helena Ceia admite que o grande desafio imediato pode ser a m\u00e1quina: entre \u201ccadernos de encargos, avisos, contrata\u00e7\u00f5es\u201d e a pressa do calend\u00e1rio, h\u00e1 o receio de o plano ficar preso na burocracia, precisamente quando a monitoriza\u00e7\u00e3o europeia se aproxima.<\/p>\n<p>\u201cA monitoriza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria \u00e9 a partir de 2027. Como \u00e9 que n\u00f3s, com dados de tr\u00eas anos, vamos fazer uma avalia\u00e7\u00e3o em 2030? Tr\u00eas anos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para ter resultados fidedignos\u201d, alerta Helena Ceia.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades e incertezas, a especialista do ICNF diz n\u00e3o baixar os bra\u00e7os e manter os olhos postos no trabalho que as equipas t\u00eam pela frente. \u201cTive uma sorte enorme com a equipa fant\u00e1stica com quem trabalhamos. O processo colaborativo foi \u00f3ptimo e espero que daqui para a frente isso continue.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Portugal conta agora com um plano de ac\u00e7\u00e3o para reverter at\u00e9 2030 o decl\u00ednio de polinizadores \u2013 abelhas,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":341132,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[2400,785,2780,6085,27,28,15,16,14,14827,25,26,21,22,12,13,19,20,35465,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-341131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-abelhas","tag-azul","tag-biodiversidade","tag-borboletas","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-icnf","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-pesticidas","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116396069164077327","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=341131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341131\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/341132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=341131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=341131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=341131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}