{"id":341212,"date":"2026-04-13T08:38:21","date_gmt":"2026-04-13T08:38:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/341212\/"},"modified":"2026-04-13T08:38:21","modified_gmt":"2026-04-13T08:38:21","slug":"jornal-da-franca-diabetes-tipo-2-nao-cometa-os-erros-comuns-que-dificultam-o-controle-da-glicemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/341212\/","title":{"rendered":"Jornal da Franca &#8211; Diabetes tipo 2: N\u00e3o cometa os erros comuns que dificultam o controle da glicemia"},"content":{"rendered":"<p>Confiar s\u00f3 no rem\u00e9dio, beliscar o dia inteiro e trocar a\u00e7\u00facar por vers\u00f5es \u201cnaturais\u201d est\u00e3o entre os h\u00e1bitos que sabotam o tratamento<\/p>\n<p>Controlar a glicemia vai muito al\u00e9m de evitar sobremesas. No diabetes tipo 2, h\u00e1bitos tratados como inofensivos podem manter a glicemia oscilando, dificultar o controle metab\u00f3lico e dar a falsa impress\u00e3o de que o tratamento deixou de funcionar.\n<\/p>\n<p>Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que, entre 2006 e 2024, a preval\u00eancia de diagn\u00f3stico m\u00e9dico de diabetes entre adultos das capitais dos 26 estados e do Distrito Federal passou de 5,5% para 12,9%, alta de 135%. No mesmo per\u00edodo, o excesso de peso passou de 42,6% para 62,6%, e a obesidade, de 11,8% para 25,7%.<\/p>\n<p>Segundo a nutricionista\u00a0Bela Clerot\u00a0(<strong>@bela_nutricao<\/strong> no Instagram), parte da dificuldade est\u00e1 justamente na repeti\u00e7\u00e3o de condutas que parecem corretas, mas n\u00e3o atacam a base do problema.\n<\/p>\n<p>Para a especialista, um dos maiores erros \u00e9 acreditar que o diabetes tipo 2 s\u00f3 piora com o tempo e que o paciente est\u00e1 condenado a depender de cada vez mais rem\u00e9dios.\n<\/p>\n<p>Bela afirma que a doen\u00e7a n\u00e3o tem cura, mas pode entrar em remiss\u00e3o em parte dos casos, especialmente quando h\u00e1 mudan\u00e7a consistente no estilo de vida.\n<\/p>\n<p><strong>Controle pela boca<\/strong><\/p>\n<p>Outro erro frequente \u00e9 apostar todas as fichas na medica\u00e7\u00e3o. \u201cA gente controla o diabetes pela boca\u201d, resume Bela ao defender que o rem\u00e9dio pode ser importante, mas n\u00e3o substitui mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e na rotina.\n<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dela, usar a medica\u00e7\u00e3o como \u00fanico eixo do tratamento costuma manter o paciente preso a um ciclo de aumento de dose sem revis\u00e3o real dos h\u00e1bitos.\n<\/p>\n<p>A nutricionista ressalta que controlar o diabetes tipo 2 exige menos aposta em atalhos e mais consist\u00eancia. Isso inclui rever a frequ\u00eancia das refei\u00e7\u00f5es e a qualidade do que se consome.\n<\/p>\n<p>\u201cAntes de mudar dieta ou medica\u00e7\u00e3o por conta pr\u00f3pria, o ideal \u00e9 alinhar a estrat\u00e9gia com um profissional que acompanhe sintomas, exames e hist\u00f3rico cl\u00ednico\u201d, alerta.\n<\/p>\n<p><strong>Entenda os erros mais comuns<\/strong>\n<\/p>\n<p><strong>1. Achar que o diabetes tipo 2 \u00e9 uma senten\u00e7a irrevers\u00edvel<\/strong>\n<\/p>\n<p>Bela observa que, quando o diagn\u00f3stico \u00e9 tratado apenas como uma escalada inevit\u00e1vel de medica\u00e7\u00e3o e complica\u00e7\u00f5es, o paciente tende a se desmotivar logo no come\u00e7o do tratamento.\n<\/p>\n<p><strong>2. Confiar apenas no rem\u00e9dio<\/strong>\n<\/p>\n<p>A nutricionista afirma que os medicamentos ajudam no controle glic\u00eamico, mas n\u00e3o ensinam o paciente a mudar o que sustenta o problema no dia a dia, que s\u00e3o os h\u00e1bitos e o estilo de vida.\n<\/p>\n<p><strong>3. Olhar s\u00f3 para a glicose<\/strong>\n<\/p>\n<p>Na leitura da especialista, a glicose alta \u00e9 um sinal importante, mas n\u00e3o resume o quadro. Ela destaca que a investiga\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia \u00e0 insulina e do diabetes n\u00e3o se resume \u00e0 glicose e pode incluir exames como insulina, hemoglobina glicada, triglicer\u00eddeos, HDL e HOMA-IR.\n<\/p>\n<p><strong>4. Comer de tr\u00eas em tr\u00eas horas sem necessidade<\/strong>\n<\/p>\n<p>Bela diz que o h\u00e1bito de beliscar o dia inteiro pode virar mais uma sobrecarga para quem j\u00e1 tem altera\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica, afinal, pode manter a glicemia mais inst\u00e1vel ao longo do dia. Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a individualiza\u00e7\u00e3o do caso, sobretudo em pessoas que usam medicamentos e podem ter epis\u00f3dios de hipoglicemia.\n<\/p>\n<p><strong>5. Cair no apelo de produtos diet, zero e ado\u00e7antes culin\u00e1rios<\/strong>\n<\/p>\n<p>Nem todo produto vendido como alternativa para diab\u00e9ticos \u00e9 inofensivo. Ela alerta que ado\u00e7antes culin\u00e1rios e alguns industrializados podem ter maltodextrina ou outros carboidratos de impacto relevante na glicemia.\n<\/p>\n<p><strong>6. Trocar a\u00e7\u00facar por vers\u00f5es \u201cnaturais\u201d e achar que est\u00e1 tudo resolvido<\/strong>\n<\/p>\n<p>Mel, t\u00e2mara, banana madura e sucos costumam passar uma imagem de escolha mais saud\u00e1vel, mas Bela afirma que isso n\u00e3o muda o peso metab\u00f3lico para quem j\u00e1 tem resist\u00eancia \u00e0 insulina.\n<\/p>\n<p>O erro de focar apenas no n\u00famero da glicose costuma aparecer quando o paciente comemora um exame isolado, mas segue sem rever o restante da rotina.\n<\/p>\n<p>Para a nutricionista, o problema n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no a\u00e7\u00facar de mesa, mas no padr\u00e3o alimentar como um todo.\n<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para as armadilhas que passam despercebidas, como substituir doces por receitas com frutas muito maduras ou confiar demais em r\u00f3tulos que vendem sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a sem olhar com aten\u00e7\u00e3o a composi\u00e7\u00e3o dos ingredientes do produto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confiar s\u00f3 no rem\u00e9dio, beliscar o dia inteiro e trocar a\u00e7\u00facar por vers\u00f5es \u201cnaturais\u201d est\u00e3o entre os h\u00e1bitos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":341213,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[58803,58804,58805,9082,116,3226,58806,32,33,117],"class_list":["post-341212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-controle-pela-boca","tag-diabetes-2","tag-erros-comuns","tag-glicemia","tag-health","tag-jornal-da-franca","tag-nao-corra-riscos","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116396497660284084","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=341212"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341212\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/341213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=341212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=341212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=341212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}