{"id":341796,"date":"2026-04-13T20:23:14","date_gmt":"2026-04-13T20:23:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/341796\/"},"modified":"2026-04-13T20:23:14","modified_gmt":"2026-04-13T20:23:14","slug":"suzuki-e-vitara-o-baptismo-electrico-da-marca-japonesa-chega-com-adn-4x4-plug-in","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/341796\/","title":{"rendered":"Suzuki e Vitara: o baptismo el\u00e9ctrico da marca japonesa chega com ADN 4&#215;4 | Plug-in"},"content":{"rendered":"<p>A Suzuki acaba de abrir um novo cap\u00edtulo na sua hist\u00f3ria com o lan\u00e7amento comercial do e Vitara. Este \u00e9 o primeiro modelo global da marca a abdicar totalmente dos motores de combust\u00e3o, recorrendo a uma plataforma desenvolvida de raiz para a locomo\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica, baptizada de Heartech-e. O objectivo para o mercado ib\u00e9rico \u00e9 conservador, mas honesto para uma marca com a dimens\u00e3o da Suzuki: vender 300 unidades entre Portugal e Espanha no primeiro ano.<\/p>\n<p>O design do novo modelo afasta-se das linhas mais suaves de alguns concorrentes, optando por formas geom\u00e9tricas e poligonais que lhe conferem um aspecto musculado e aventureiro. Com uma assinatura luminosa de tr\u00eas pontos nas \u00f3pticas e jantes que podem variar entre as 18 e as 19 polegadas, o e Vitara apresenta-se como uma proposta que pretende aliar a modernidade hi-tech \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o de robustez da marca.<\/p>\n<p><strong>Engenharia dedicada e trac\u00e7\u00e3o total<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de outras propostas que adaptam chassis antigos, a Suzuki investiu numa base plana que aloja as c\u00e9lulas das baterias de forma protegida, garantindo um centro de gravidade baixo. No cora\u00e7\u00e3o deste projecto est\u00e3o as baterias Blade da BYD, com qu\u00edmica de l\u00edtio-ferro-fosfato (LFP), reconhecidas pela sua resist\u00eancia e fiabilidade.<\/p>\n<p>Em Portugal, o modelo ser\u00e1 disponibilizado com duas capacidades de bateria: 49 e 61 kWh. A vers\u00e3o de entrada oferece uma pot\u00eancia de 106 kW (144cv), enquanto a variante interm\u00e9dia sobe para os 128 kW (174cv), ambas com trac\u00e7\u00e3o dianteira. No entanto, \u00e9 no sistema AllGrip-e que a Suzuki deposita as expectativas dos entusiastas do todo-o-terreno. Esta vers\u00e3o de trac\u00e7\u00e3o integral utiliza dois motores independentes \u2014 um em cada eixo \u2014 para uma pot\u00eancia combinada de 135 kW (184cv) e um bin\u00e1rio de 307 Nm. Esta vers\u00e3o mais potente consegue cumprir o sprint dos 0 aos 100 km\/h em 7,4 segundos.<\/p>\n<p><strong>Primeiras impress\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Durante o nosso contacto com o e Vitara nos arredores de Madrid, test\u00e1mos a vers\u00e3o de trac\u00e7\u00e3o integral. Embora n\u00e3o apresente aquela acelera\u00e7\u00e3o explosiva e por vezes desconfort\u00e1vel de alguns el\u00e9ctricos, demonstrou uma entrega de pot\u00eancia forte e muito progressiva. A direc\u00e7\u00e3o revelou-se pesada e comunicativa, transmitindo confian\u00e7a logo nos primeiros quil\u00f3metros.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\nDR            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Em estradas mais sinuosas, o comportamento revelou-se previs\u00edvel, mas \u00e9 not\u00f3rio que a suspens\u00e3o foi afinada para privilegiar o conforto urbano. Se na cidade o e Vitara digere com facilidade as irregularidades do piso, em estradas secund\u00e1rias o amortecimento parece ter alguma dificuldade em controlar as oscila\u00e7\u00f5es da carro\u00e7aria, resultando num adornar t\u00edpico de um SUV mais macio. Outro aspecto que merece nota \u00e9 o ru\u00eddo aerodin\u00e2mico e de rolamento, que se torna intrusivo quando circulamos em auto-estrada a velocidades mais elevadas.<\/p>\n<p>O interior segue a filosofia de robustez da marca. Apesar de encontrarmos muitas superf\u00edcies r\u00edgidas ao toque, os materiais aparentam ser s\u00f3lidos e est\u00e3o bem montados, sugerindo que este habit\u00e1culo est\u00e1 preparado para resistir a anos de utiliza\u00e7\u00e3o intensiva sem ru\u00eddos parasitas. Uma das decis\u00f5es mais acertadas foi a manuten\u00e7\u00e3o de bot\u00f5es f\u00edsicos para o sistema de climatiza\u00e7\u00e3o, algo que facilita a opera\u00e7\u00e3o sem desviar o olhar da estrada. O espa\u00e7o para as pernas na segunda fila de bancos \u2014 que \u00e9 reclin\u00e1vel e deslizante \u2014 \u00e9 generoso, embora passageiros mais altos possam sentir o tejadilho demasiado pr\u00f3ximo da cabe\u00e7a. J\u00e1 a bagageira n\u00e3o impressiona, ficando-se por valores modestos para o segmento.<\/p>\n<p>No campo da tecnologia, o cen\u00e1rio \u00e9 misto. O painel de instrumentos e o ecr\u00e3 central, ambos de 10 polegadas, dominam o tablier. Contudo, o sistema de infoentretenimento apresenta um design algo ultrapassado e uma interface que se revelou confusa e com algum atraso na resposta aos comandos. Vale-nos a compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay para contornar estas limita\u00e7\u00f5es ergon\u00f3micas.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                As \u00f3pticas de tr\u00eas pontos d\u00e3o um \u201ctoque\u201d de modernidade ao design&#13;<br \/>\nDR            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p><strong>Autonomia e carregamento<\/strong><\/p>\n<p>A efici\u00eancia energ\u00e9tica deixou-nos algumas reservas. Durante o trajecto de ensaio, os consumos rondaram os 19 kWh\/100 km na vers\u00e3o de dois motores, o que, combinado com baterias de capacidade m\u00e9dia, limita a autonomia para viagens mais longas. Os valores oficiais apontam para um m\u00e1ximo de 426 quil\u00f3metros na vers\u00e3o com trac\u00e7\u00e3o integral com bateria de 61kWh, mas este valor desce para os 395 quil\u00f3metros na variante AllGrip-e.<\/p>\n<p>Quanto ao carregamento, a Suzuki anuncia que \u00e9 poss\u00edvel recuperar de 10% a 80% da energia em 45 minutos em postos de corrente cont\u00ednua (DC). Em corrente alternada (AC), o carregador interno suporta at\u00e9 11 kW. S\u00e3o valores satisfat\u00f3rios, mas que poder\u00e3o exigir algum planeamento adicional em aventuras por terrenos mais acidentados onde a rede de carregamento seja escassa.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                No interior as superf\u00edcies s\u00e3o r\u00edgidas, mas transmitem a sensa\u00e7\u00e3o de solidez. O sistema de infoentrenimento tem uma interface confusa e antiquada&#13;<br \/>\nDR            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7os competitivos<\/strong><\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia comercial da Suzuki para o e Vitara \u00e9 agressiva. Os pre\u00e7os come\u00e7am nos 31.239 euros para a vers\u00e3o S2 de 49 kWh, j\u00e1 incluindo as campanhas comercial e financeira em vigor. A vers\u00e3o topo de gama, o e Vitara S3 4WD com a bateria de maior capacidade, fixa-se nos 41.709 euros.<\/p>\n<p>\u00c9 uma pol\u00edtica de pre\u00e7os competitiva face aos rivais tradicionais, especialmente se considerarmos a vasta lista de equipamento de s\u00e9rie. Todas as vers\u00f5es incluem o sistema de seguran\u00e7a Dual Sensor Brake Support II (DSBS II), que utiliza radares de ondas milim\u00e9tricas e c\u00e2maras para detec\u00e7\u00e3o de pe\u00f5es e ciclistas, al\u00e9m do controlo de velocidade adaptativo e do assistente de manuten\u00e7\u00e3o na faixa de rodagem. O modelo j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel para encomenda na rede oficial de concession\u00e1rios da marca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Suzuki acaba de abrir um novo cap\u00edtulo na sua hist\u00f3ria com o lan\u00e7amento comercial do e Vitara.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":341797,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[2298,88,6239,89,90,246,6025,16299,6230,32,33,4452,110],"class_list":["post-341796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-automoveis","tag-business","tag-carros-electricos","tag-economy","tag-empresas","tag-enter","tag-motores","tag-motores-novidade","tag-plug-in","tag-portugal","tag-pt","tag-suzuki","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116399269857721989","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=341796"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/341796\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/341797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=341796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=341796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=341796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}