{"id":343498,"date":"2026-04-15T06:31:33","date_gmt":"2026-04-15T06:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/343498\/"},"modified":"2026-04-15T06:31:33","modified_gmt":"2026-04-15T06:31:33","slug":"ja-ha-companhias-aereas-a-avisar-para-o-risco-de-cancelamento-de-voos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/343498\/","title":{"rendered":"J\u00e1 h\u00e1 companhias a\u00e9reas a avisar para o risco de cancelamento de voos"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 h\u00e1 companhias a\u00e9reas a avisar para os riscos de cancelamento de voos por causa da falta de combust\u00edvel devido \u00e0 guerra no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 a Lufthansa que ainda n\u00e3o cancelou voos, mas alerta que pode ser \u201cinevit\u00e1vel\u201d com a escassez de querosene em alguns aeroportos, particularmente na \u00c1sia.<\/p>\n<p>\u201cO querosene vai permanecer com fraca oferta e mais caro para o resto do ano\u201d, disse o presidente da companhia alem\u00e3 Carsten Spohr esta ter\u00e7a-feira citado pela \u201cReuters\u201d.<\/p>\n<p>Nos seus planos de conting\u00eancia, est\u00e1 prevista a redu\u00e7\u00e3o da capacidade em 2,5% ou 5%, deixando em terra 20 a 40 dos avi\u00f5es mais antigos, e menos eficientes em termos de consumos de combust\u00edvel, para preparar a sua reforma.<\/p>\n<p>A companhia dever\u00e1 registar este ano receitas recorde das rotas asi\u00e1ticas, aproveitando a quebra sentida pelas companhias do Golfo P\u00e9rsico que reduziram os seus voos perante a guerra na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Virgin Atlantic avisou que tem reservas de jet fuel para mais seis semanas, com a perspectiva a ser mais incerta depois desta data.<\/p>\n<p>As companhias a\u00e9reas europeias pediram hoje \u00e0 Uni\u00e3o Europeia medidas de emerg\u00eancia devido \u00e0 crise energ\u00e9tica, incluindo compras conjuntas de jet fuel pela Europa, a suspens\u00e3o da taxa de carbono e de certos impostos e taxas, segundo a carta enviada pela associa\u00e7\u00e3o setorial Airlines for Europe (A4E), citada pela \u201cReuters\u201d.<\/p>\n<p>A Europa tem uma depend\u00eancia extrema do Golfo P\u00e9rsico, de onde vem 50% do jet fuel consumido na Europa.<\/p>\n<p>Em Portugal, mais de 60% das importa\u00e7\u00f5es\u00a0 de combust\u00edvel para avi\u00f5es vem desta regi\u00e3o. Mas o pa\u00eds produz 75% do jet que consome, importando 25% do total.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os mais do que dobraram desde o in\u00edcio da guerra no M\u00e9dio Oriente, depois do Ir\u00e3o ter fechado o estreito de Ormuz.<\/p>\n<p>O Kuwait foi mesmo o maior fornecedor estrangeiro de Portugal de jet em 2024, com 241 mil toneladas. Na quarta posi\u00e7\u00e3o, a Ar\u00e1bia Saudita forneceu 47 mil toneladas. Na segunda e terceira posi\u00e7\u00f5es, surgem a Coreia do Sul com 112 mil toneladas e a China com 62 mil.<\/p>\n<p>O pa\u00eds comprou 475 mil de toneladas equivalentes de petr\u00f3leo (TEP) de jet fuel ao exterior em 2024, tendo consumido mais de 1,87 milh\u00f5es de TEP, segundo os dados da Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Energia (DGEG).<\/p>\n<p>Desta forma, 75% do jet consumido em Portugal tem origem na \u00fanica refinaria nacional, a da Galp em Sines.<\/p>\n<p>\u201cPortugal pode ficar sem stocks de jet fuel daqui a quatro meses\u201d, segundo uma an\u00e1lise da consultora Argus que analisou um cen\u00e1rio em que o pa\u00eds n\u00e3o consegue substituir o jet fuel que vinha da Golfo P\u00e9rsico.<\/p>\n<p>O pa\u00eds \u00e9 um dos que est\u00e1 mais em risco na Europa, a par do Reino Unido e da Dinamarca.\u00a0Estes pa\u00edses est\u00e3o \u201cparticularmente vulner\u00e1veis se o tr\u00e1fego atrav\u00e9s do estreito de Ormuz permanecer efetivamente encerrado\u201d.<\/p>\n<p>No caso de Portugal, os stocks dever\u00e3o ser suficientes para cobrir o per\u00edodo de primavera por a refinaria de Sines ter fechado para manuten\u00e7\u00e3o no final de 2025.<\/p>\n<p>Em Portugal, as importa\u00e7\u00f5es arrancam em meados de maio, principalmente do M\u00e9dio Oriente. \u201cSe o tr\u00e1fego de petroleiros no estreito de Ormuz continuar sob restri\u00e7\u00f5es pesadas at\u00e9 l\u00e1, os stocks de jet fuel podem cair rapidamente\u201d, alerta a Argus.<\/p>\n<p>A avia\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para o setor do turismo em Portugal. Em 2025, os aeroportos nacionais movimentaram mais de 73 milh\u00f5es de passageiros, mais 5% face a 2024. O turismo \u00e9 estrat\u00e9gico para a economia nacional, sendo respons\u00e1vel por 12% da produ\u00e7\u00e3o de riqueza do pa\u00eds. Em 2024, contribuiu com 34 mil milh\u00f5es de euros para a economia portuguesa.<\/p>\n<p>A Ryanair j\u00e1 avisou para o risco de escassez de combust\u00edvel de avia\u00e7\u00e3o na Europa no in\u00edcio de maio, caso a guerra continue e o estreito de Ormuz continue fechado.<\/p>\n<p>\u201cOs fornecedores de combust\u00edvel est\u00e3o sempre a olhar para o mercado. N\u00e3o pensamos que haja alguma disrup\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao in\u00edcio de maio, mas se a guerra continuar, corremos o risco de escassez de combust\u00edvel na Europa em maio e junho. Pensamos que existe um risco razo\u00e1vel, entre 10% a 25% dos nossos abastecimentos estarem em risco em maio e junho\u201d, disse recentemente Michael O\u2019Leary em entrevista \u00e0 \u201cSky News\u201d.<\/p>\n<p>Em It\u00e1lia, a BP j\u00e1 emitiu um \u2018notice to airmen\u2019, um aviso \u00e0s companhias a\u00e9reas, a alertar que vai haver restri\u00e7\u00f5es de combust\u00edvel aos seus clientes nos aeroportos de Bolonha, Mil\u00e3o Linate, Treviso e Veneza, mas isto s\u00f3 afeta os clientes da companhia nestes aeroportos, havendo outras empresas a vender combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Problema: o encerramento de refinarias na Europa ocidental est\u00e1 a colocar sob press\u00e3o o fornecimento de jet fuel.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios pa\u00edses onde a produ\u00e7\u00e3o nacional cobre ou excede o consumo, como a Pol\u00f3nia ou a Gr\u00e9cia, ou que t\u00eam armazenamentos mais profundos, como a Irlanda, est\u00e3o \u201cmelhor protegidos face a disrup\u00e7\u00f5es no abastecimento do M\u00e9dio Oriente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO conflito no M\u00e9dio Oriente n\u00e3o dever\u00e1 levar nenhum pa\u00eds europeu a ficar sem produtos petrol\u00edferos totalmente porque os limites da guerra limitam apenas as importa\u00e7\u00f5es. Mesmo os pa\u00edses com menos reservas t\u00eam algumas semanas de cobertura se perderem tanto a produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica como importa\u00e7\u00f5es. Mas os stocks nacionais podem cair para n\u00edveis baixos pouco confort\u00e1veis, levando a escassez localizada e a mudan\u00e7as mais bruscas nos pre\u00e7os onde os stocks permanecem altos\u201d, segundo a Argus.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da consultora brit\u00e2nica destaca que os cen\u00e1rios t\u00eam em conta a possibilidade de o fornecimento do M\u00e9dio Oriente n\u00e3o conseguir ser substitu\u00eddo.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses debaixo de press\u00e3o s\u00e3o a Hungria (quatro meses), Dinamarca (seis meses), It\u00e1lia e Alemanha (sete meses) e Fran\u00e7a e Irlanda (oito).<\/p>\n<p>Os stocks normalmente caem na Primavera e no outono, com a paragem das refinarias para manuten\u00e7\u00e3o e sobem no ver\u00e3o quando aumenta a procura.<\/p>\n<p>Mas as importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m flutuam sazonalmente, com grandes disrup\u00e7\u00f5es, a poderem afetar esta tend\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"J\u00e1 h\u00e1 companhias a\u00e9reas a avisar para os riscos de cancelamento de voos por causa da falta de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":339262,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,7909,9055,23659,89,90,59090,830,432,32,33],"class_list":["post-343498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-cancelamento","tag-combustivel","tag-companhias-aereas","tag-economy","tag-empresas","tag-escassez","tag-guerra","tag-medio-oriente","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116407322914388531","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=343498"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343498\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/339262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=343498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=343498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=343498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}