{"id":343529,"date":"2026-04-15T07:11:27","date_gmt":"2026-04-15T07:11:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/343529\/"},"modified":"2026-04-15T07:11:27","modified_gmt":"2026-04-15T07:11:27","slug":"estudo-demonstra-como-o-scroll-no-telemovel-pode-gerar-lesoes-musculares-bem-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/343529\/","title":{"rendered":"Estudo demonstra como o scroll no telem\u00f3vel pode gerar les\u00f5es musculares | Bem-estar"},"content":{"rendered":"<p>Aparentemente, n\u00e3o h\u00e1 nada mais simples do que o gesto de scroll num telem\u00f3vel. Fazemo-lo centenas, talvez milhares de vezes por dia, para ler not\u00edcias, ver redes sociais ou consultar o correio electr\u00f3nico. No entanto, um <a href=\"https:\/\/techxplore.com\/news\/2026-04-ai-simulates-smartphone-muscle-effort.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">novo estudo<\/a>, que utiliza simula\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia artificial, veio medir com detalhe este h\u00e1bito digital, revelando que nem todos os movimentos de dedos s\u00e3o criados da mesma forma no que toca \u00e0 fadiga muscular.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de uma ferramenta chamada Log2Motion, criada pelas universidades de Leipzig (Alemanha) e Aalto (Finl\u00e2ndia), os investigadores conseguiram transformar os registos est\u00e1ticos de toques em simula\u00e7\u00f5es din\u00e2micas do sistema musculoesquel\u00e9tico. O resultado \u00e9 esclarecedor: os movimentos verticais, quer sejam para cima ou para baixo, s\u00e3o os mais exigentes para os pequenos m\u00fasculos da m\u00e3o e do polegar. A aplica\u00e7\u00e3o desta tecnologia permite perceber que a fadiga n\u00e3o vem apenas do tempo de exposi\u00e7\u00e3o, mas da natureza repetitiva de certos gestos que activam intensamente fibras musculares espec\u00edficas.<\/p>\n<p><strong>A maratona digital do polegar<\/strong><\/p>\n<p>Se somarmos a dist\u00e2ncia percorrida pelos nossos dedos num ano de utiliza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, os n\u00fameros s\u00e3o vertiginosos. Estimativas referidas pelo mesmo estudo indicam que podemos percorrer o equivalente a 136 quil\u00f3metros anualmente apenas a deslizar sobre o vidro dos dispositivos. \u00c9 o equivalente a correr mais de tr\u00eas maratonas completas, mas usando apenas um ou dois dedos.<\/p>\n<p>Este esfor\u00e7o mec\u00e2nico tem consequ\u00eancias directas na sa\u00fade. A ergonomia das interfaces actuais obriga muitas vezes a alcan\u00e7ar cantos distantes do ecr\u00e3 ou a tocar em \u00edcones min\u00fasculos, o que, segundo os especialistas, agrava a tens\u00e3o muscular. \u00c9 a chamada \u201cfome de precis\u00e3o\u201d que obriga a m\u00e3o a adoptar posturas pouco naturais durante per\u00edodos prolongados.<\/p>\n<p>Embora se fale muito da <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2022\/08\/31\/impar\/noticia\/exposicao-prolongada-luz-azul-acelerar-envelhecimento-novo-estudo-2018390\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">luz azul<\/a> e da fadiga ocular, este estudo centra-se na ergonomia f\u00edsica, um campo onde os problemas podem levar a patologias cr\u00f3nicas, como a s\u00edndrome do t\u00fanel c\u00e1rpico ou tendinites. A investiga\u00e7\u00e3o sugere que o design das aplica\u00e7\u00f5es deveria ser optimizado para reduzir este esfor\u00e7o, colocando os elementos de interac\u00e7\u00e3o frequente em zonas de menor impacto biomec\u00e2nico.<\/p>\n<p>At\u00e9 que os fabricantes e programadores adoptem estas directrizes, o conselho dos especialistas passa pela modera\u00e7\u00e3o e pela varia\u00e7\u00e3o dos movimentos, evitando que o \u201cdeslizar infinito\u201d se torne uma tarefa penosa para a anatomia humana. Afinal, a tecnologia deve adaptar-se ao corpo, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aparentemente, n\u00e3o h\u00e1 nada mais simples do que o gesto de scroll num telem\u00f3vel. Fazemo-lo centenas, talvez milhares&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":343530,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2992,538,107,246,116,708,542,32,33,548,117,110,4057],"class_list":["post-343529","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-actualidade","tag-bem-estar","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-enter","tag-health","tag-impar","tag-para-redes","tag-portugal","tag-pt","tag-redes-sociais","tag-saude","tag-tecnologia","tag-telemoveis"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116407480832408338","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=343529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343529\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/343530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=343529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=343529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=343529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}