{"id":344541,"date":"2026-04-15T23:16:18","date_gmt":"2026-04-15T23:16:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/344541\/"},"modified":"2026-04-15T23:16:18","modified_gmt":"2026-04-15T23:16:18","slug":"igas-confirma-atraso-incompreensivel-no-socorro-a-homem-que-desmaiou-a-20-metros-do-hospital-e-ficou-30-minutos-a-aguardar-ambulancia-para-entrar-na-urgencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/344541\/","title":{"rendered":"IGAS confirma atraso &#8220;incompreens\u00edvel&#8221; no socorro a homem que desmaiou a 20 metros do hospital e ficou 30 minutos a aguardar ambul\u00e2ncia para entrar na urg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\t                Relat\u00f3rio final indica que falha foi &#8220;potenciadora de causar s\u00e9rios problema de sa\u00fade&#8221;, mas IGAS alega que teve de arquivar processo por n\u00e3o conseguir atribuir culpas uma vez que a grava\u00e7\u00e3o da chamada para o INEM foi destru\u00edda<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">A Inspe\u00e7\u00e3o-Geral das Atividades em Sa\u00fade (IGAS) admite que houve um atraso incompreens\u00edvel que podia colocar em risco a sa\u00fade de um utente que se sentiu mal a 20 metros do Hospital de \u00c9vora e a menos de um minuto do local onde estava a ambul\u00e2ncia, mas que teve de ficar no passeio cerca 30 minutos a aguardar por socorro para ser levado para dentro da urg\u00eancia. No entanto, a IGAS conclui que n\u00e3o consegue avan\u00e7ar para um processo disciplinar ao respons\u00e1vel ou respons\u00e1veis pela situa\u00e7\u00e3o no CODU (Centro de Orienta\u00e7\u00e3o de Doentes Urgentes), por as grava\u00e7\u00f5es das chamadas do INEM terem sido, entretanto, destru\u00eddas.<\/p>\n<p>Em causa est\u00e1 o caso de um homem que se sentiu mal nas imedia\u00e7\u00f5es do Hospital de \u00c9vora, em fevereiro de 2025, tendo sintomas compat\u00edveis com um AVC. Um militar que ia a passar e o viu no ch\u00e3o foi, de imediato, \u00e0 urg\u00eancia hospitalar, situada a 20 metros, pedir ajuda, mas para o senhor poder ser assistido foi preciso chamar uma ambul\u00e2ncia dos Bombeiros Volunt\u00e1rios de \u00c9vora \u2013 para o transportar literalmente de um lado da rua para o outro. E se a urg\u00eancia ficava a 20 metros do local onde o homem desmaiou, o quartel dos bombeiros tamb\u00e9m se encontrava a menos de um minuto.\u00a0No entanto, a v\u00edtima ficou \u00e0 espera do socorro ca\u00eddo em plena via p\u00fablica, cerca de meia hora.<\/p>\n<p>De acordo com a IGAS, \u201co desmaio do utente ocorreu \u00e0s 10:25 ou 10:30 e a chamada foi somente rececionada no quartel \u00e0s 10:58\u201d.<\/p>\n<p>\u201cHouve um atraso no atendimento (que \u00e9 efetivo, irrefut\u00e1vel e inatac\u00e1vel) que condicionou decisivamente o socorro m\u00e9dico \u00e0 v\u00edtima\u201d, avisa a IGAS no relat\u00f3rio conclu\u00eddo recentemente e ao qual a CNN Portugal teve acesso.<\/p>\n<p>Para a IGAS, esta demora no acionamento do meio de socorro \u201cfoi excessiva, incompreens\u00edvel e potenciadora de causar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade ao utente\u201d, caso este estivesse a sofrer de um enfarte ou AVC como chegou a suspeitar quem assistiu ao incidente.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se entende como, bem se sabendo que esse meio de socorro estava a escassas centenas de metros do hospital, e onde na sua proximidade se encontrava a v\u00edtima, se levou tanto tempo a efetuar o acionamento do mesmo\u201d, conclui a IGAS. \u00a0<\/p>\n<p>Apesar disso, o inspetor que elaborou o documento adianta que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel apurar a raz\u00e3o desse atraso nem responsabilizar o culpado, nomeadamente por n\u00e3o ser poss\u00edvel identificar o t\u00e9cnico que atendeu a chamada: \u201cSomente o profissional do CODU que atendeu o pedido de socorro m\u00e9dico podia esclarecer os fundamentos desse injustificado atraso no acionamento de um meio de socorro, o que se tornou invi\u00e1vel por a grava\u00e7\u00e3o telef\u00f3nica dessa chamada ter sido, entretanto, eliminada.\u201d<\/p>\n<p>Ou seja, alega a IGAS, a grava\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o foi conservada decorridos que foram 90 dias ap\u00f3s a data da ocorr\u00eancia\u201d. Assim, acrescenta, teve de arquivar o processo \u201cpor impossibilidade de identifica\u00e7\u00e3o de eventual ou eventuais autores da suposta pr\u00e1tica il\u00edcita sob o ponto de vista jur\u00eddico-disciplinar\u201d.<\/p>\n<p>INEM justifica destrui\u00e7\u00e3o com prote\u00e7\u00e3o de dados <\/p>\n<p>Segundo adiantou fonte do INEM \u00e0 CNN Portugal, todas as grava\u00e7\u00f5es s\u00e3o apagadas ao fim de 90 dias, por quest\u00f5es relacionadas com a prote\u00e7\u00e3o de dados. No entanto, a mesma fonte acrescenta que quando \u00e9 pedido, por existir um inqu\u00e9rito em curso, as grava\u00e7\u00f5es s\u00e3o mantidas durante esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Neste caso, o processo da IGAS foi aberto logo ap\u00f3s o acidente em fevereiro e em abril foi atribu\u00eddo um instrutor ao caso.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, o militar que foi \u00e0 porta do hospital pedir ajuda falou com um vigilante que, por sua vez, pediu a um bombeiro para ver o que se estava a passar. E foi este profissional que telefonou para o 112. &#8220;Tamb\u00e9m \u00e9 estranho que o profissional dos Bombeiros Volunt\u00e1rios de \u00c9vora n\u00e3o tenha telefonado diretamente para o quartel dessa corpora\u00e7\u00e3o&#8221;, refere o relat\u00f3rio, que levanta v\u00e1rias quest\u00f5es sobre o que pode ter sucedido em todo o processo.<\/p>\n<p>Segundo a IGAS, a n\u00e3o conserva\u00e7\u00e3o de todas as grava\u00e7\u00f5es das chamadas telef\u00f3nicas deste processo impede que se identifiquem os intervenientes que possam esclarecer porque \u00e9 que o pedido de socorro que foi feito para o 112 e reencaminhado para o CODU demorou tanto a chegar ao quartel dos bombeiros.<\/p>\n<p>A IGAS adianta, contudo, que tem uma suspeita sobre o que sucedeu. De acordo com a IGAS, tudo indica que a chamada de socorro ficou presa no separador. \u201c\u00c9 legitimo afirmar-se que a chamada telef\u00f3nica efetuada pelo bombeiro para a linha 112, e ato cont\u00ednuo reencaminhada para o CODU, ficou em \u201cespera\u201d no Separador 112 e s\u00f3 mais tarde \u00e9 que se fez o denominado Callback.\u201d<\/p>\n<p>Equipa m\u00e9dica n\u00e3o pode atender fora das instala\u00e7\u00f5es <\/p>\n<p>Mas mesmo com suspeitas, a IGAS garante que est\u00e1 de m\u00e3os atadas. \u201cN\u00e3o \u00e9, pois, poss\u00edvel de todo em todo responsabilizar-se trabalhadores em bloco, sem a individualiza\u00e7\u00e3o de cada um dos hipot\u00e9ticos infratores e a imputa\u00e7\u00e3o de uma conduta concreta a cada um deles\u201d, refere o relat\u00f3rio, explicando que, segundo a lei, \u201ca infra\u00e7\u00e3o disciplinar \u00e9 sempre aferida, valorativamente, de forma pessoal e individualizada no comportamento do trabalhador, mesmo quando se verifica uma pluralidade de autores, como \u00e9 o caso\u201d.<\/p>\n<p>Apesar disso, a IGAS deixa um aviso ao INEM, dizendo que essa situa\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o pode, de modo algum, fazer esquecer a falta de resposta atempada, melhor dito, em tempo \u00fatil, que se verificou no caso\u201d \u2013 que s\u00f3 n\u00e3o teve maiores consequ\u00eancias porque a situa\u00e7\u00e3o da v\u00edtima veio a verificar-se n\u00e3o ser grave nem complexa. \u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que a IGAS avaliou foi o facto de as equipas m\u00e9dicas do hospital n\u00e3o poderem intervir, estando a v\u00edtima a 20 metros da porta da urg\u00eancia. E a conclus\u00e3o a que o organismo disciplinar chegou \u00e9 a de que o regulamento interno da unidade de sa\u00fade apenas permite que a equipa m\u00e9dica de emerg\u00eancia intra-hospitalar atue \u201cdentro do per\u00edmetro das instala\u00e7\u00f5es hospitalares\u201d.<\/p>\n<p>Foi assim que apesar de cair ao ch\u00e3o a 20 metros da urg\u00eancia, a v\u00edtima teve de ir de ambul\u00e2ncia, que estava a um minuto dist\u00e2ncia, mas demorou 30 minutos a chegar. O incidente ocorreu pelas 10:25\/10:30 e eram 11:20 quando o homem entrou na triagem do hospital e um enfermeiro lhe entregou uma prioridade urgente (pulseira amarela). Mas as suspeitas de AVC n\u00e3o se confirmaram e pelas 16:00 o utente, depois de realizar v\u00e1rios exames, teve alta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Relat\u00f3rio final indica que falha foi &#8220;potenciadora de causar s\u00e9rios problema de sa\u00fade&#8221;, mas IGAS alega que teve&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":344542,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[39836,609,611,27,28,607,608,15759,604,610,539,15,16,14,59224,21863,7923,603,25,26,570,21,22,606,12,13,19,20,602,32,23,24,33,58,605,17,18,29,30,31,6954],"class_list":["post-344541","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-39836","tag-alerta","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-codu","tag-crime","tag-direto","tag-educacao","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-hospital-de-evora","tag-igas","tag-inem","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-meteorologia","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-pais","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-sociedade","tag-tempo","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-urgencias"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=344541"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344541\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/344542"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=344541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=344541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=344541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}