{"id":345394,"date":"2026-04-16T14:32:10","date_gmt":"2026-04-16T14:32:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/345394\/"},"modified":"2026-04-16T14:32:10","modified_gmt":"2026-04-16T14:32:10","slug":"amnistia-apela-ao-fim-de-qualquer-apoio-militar-portugues-aos-eua-contra-irao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/345394\/","title":{"rendered":"Amnistia apela ao fim de &#8220;qualquer apoio militar&#8221; portugu\u00eas aos EUA contra Ir\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>                <b>Nenhum Estado deve \u201cajudar ou prestar assist\u00eancia em viola\u00e7\u00f5es do Direito Internacional\u201d. <\/b>\u00c9 a mensagem que a Amnistia Internacional dirigiu \u00e0s autoridades portuguesas, em comunicado, lembrando que \u201ct\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de assegurar o respeito pelo Direito Internacional Humanit\u00e1rio\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><b>\u201cPortugal tem de terminar urgentemente qualquer apoio militar aos Estados Unidos da Am\u00e9rica que permita crimes ao abrigo do direito internacional\u201d<\/b>, escreve a organiza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar dos \u201cacordos bilaterais ou multilaterais\u201d celebrados entre os Estados Unidos e alguns pa\u00edses, como Portugal, \u201cpara acolher ou apoiar atividades militares norte-americanas, tais acordos n\u00e3o isentam os Estados terceiros da responsabilidade por quaisquer opera\u00e7\u00f5es ilegais, nos termos do direito internacional, realizadas a partir do seu territ\u00f3rio\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Nesse sentido, <b>a Amnistia Internacional apelou com urg\u00eancia \u201ca todas as partes para que ponham fim a ataques ilegais\u201d.<\/b> <\/p>\n<p>\u201cDurante a r\u00e1pida expans\u00e3o das hostilidades regionais no M\u00e9dio Oriente, na sequ\u00eancia dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Ir\u00e3o e da subsequente vaga de ataques retaliat\u00f3rios iranianos em toda a regi\u00e3o, a Amnistia Internacional emitiu um apelo urgente a todas as partes para que protejam os civis, respeitem o direito internacional humanit\u00e1rio e, em particular, ponham fim a ataques ilegais, como ataques deliberados, indiscriminados ou desproporcionados contra civis e infraestruturas civis\u201d.\u00a0Viola\u00e7\u00e3o do Direito Internacional\u00a0<br \/>&#13;<br \/>\nA organiza\u00e7\u00e3o denuncia ainda que as investiga\u00e7\u00f5es \u201capontam para poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es do Direito Internacional Humanit\u00e1rio e poss\u00edveis crimes de guerra, incluindo por parte dos EUA \u2014 aliado de Portugal e benefici\u00e1rio do seu apoio pol\u00edtico e militar\u201d. <\/p>\n<p>Os ataques israelo-americanos a v\u00e1rias infraestruturas iranianas al\u00e9m de terem provocado \u201cdanos civis vastos\u201d, representam tamb\u00e9m \u201cum risco substancial de viola\u00e7\u00e3o do Direito Internacional, e podem, em alguns casos, constituir crimes de guerra\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>No mesmo comunicado,<b> a Amnistia recorda que o presidente norte-americano amea\u00e7ou \u201ccometer crimes d<\/b>E, por isso, a organiza\u00e7\u00e3o refor\u00e7a que \u201cPortugal tem de assegurar o cumprimento das suas obriga\u00e7\u00f5es internacionais\u201d.<b>e guerra\u201d e \u201cdestruir \u2018toda uma civiliza\u00e7\u00e3o\u2019, o que poder\u00e1 constituir uma amea\u00e7a de cometer genoc\u00eddio\u201d. <\/b><\/p>\n<p><b>\u201cEste \u00e9 um momento de extremo perigo para as popula\u00e7\u00f5es civis no Ir\u00e3o e em toda a regi\u00e3o\u201d,<\/b> l\u00ea-se na nota. <b>\u201cPortugal tem de cessar urgentemente qualquer apoio militar aos Estados Unidos que possa tornar poss\u00edveis quaisquer viola\u00e7\u00f5es do direito internacional, incluindo crimes de guerra, garantir o cumprimento das suas obriga\u00e7\u00f5es de n\u00e3o prestar aux\u00edlio ou assist\u00eancia a tais atos, e assegurar o respeito pelo direito internacional humanit\u00e1rio\u201d<\/b>. <\/p>\n<p>Ao permitir \u201creiteradamente a utiliza\u00e7\u00e3o da Base das Lajes para qualquer opera\u00e7\u00e3o militar\u201d norte-americana, a Amnistia considera que \u201cPortugal pode estar a violar os seus compromissos internacionais, (&#8230;) sem que o Governo portugu\u00eas consiga assegurar que n\u00e3o foram cometidos crimes com o uso das aeronaves e do material que passou pela ilha Terceira, nos A\u00e7ores\u201d.\u00a0<br \/>&#13;<br \/>\nApelos ao Governo\u00a0<br \/>&#13;<br \/>\nConsiderando a alian\u00e7a entre Portugal e os Estados Unidos, a Amnistia defende que o Governo portugu\u00eas tem a \u201cresponsabilidade e o dever moral de assegurar que n\u00e3o contribui para viola\u00e7\u00f5es do direito internacional\u201d no conflito no M\u00e9dio Oriente\u201d. \u201cPortugal pode e deve ser uma voz corajosa e firme &#13;<br \/>\nno garante de um sistema internacional baseado em regras, e no Direito Internacional e dos Direitos Humanos\u201d. <\/p>\n<p>Nesse sentido, apela ao Executivo de Lu\u00eds Montenegro que, entre outras medidas, <b>\u201crecuse a disponibiliza\u00e7\u00e3o da Bases das Lajes e do espa\u00e7o a\u00e9reo nacional\u201d para opera\u00e7\u00f5es militares dos EUA no Ir\u00e3o e suspenda as \u201ctransfer\u00eancias de armas para qualquer parte envolvida no conflito\u201d<\/b>. <\/p>\n<p>Com este comunicado, a Amnistia Internacional &#8211; Portugal aproveitou para lan\u00e7ar ainda uma peti\u00e7\u00e3o com id\u00eantico objetivo, dirigida ao primeiro-ministro, Lu\u00eds Montenegro. &#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nenhum Estado deve \u201cajudar ou prestar assist\u00eancia em viola\u00e7\u00f5es do Direito Internacional\u201d. \u00c9 a mensagem que a 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