{"id":348384,"date":"2026-04-18T21:15:30","date_gmt":"2026-04-18T21:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/348384\/"},"modified":"2026-04-18T21:15:30","modified_gmt":"2026-04-18T21:15:30","slug":"cabelos-ruivos-podem-indicar-vantagem-da-evolucao-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/348384\/","title":{"rendered":"Cabelos ruivos podem indicar vantagem da evolu\u00e7\u00e3o, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/79bq51xm6r3qfcad7uzplq4wd.jpg\" width=\"906\" height=\"509\" alt=\"Cabelos ruivos podem indicar vantagem evolutiva humana\" title=\"Cabelos ruivos podem indicar vantagem evolutiva humana\"\/>Conte\u00fado gerado por IA<\/p>\n<p>Cabelos ruivos podem indicar vantagem evolutiva humana<\/p>\n<p>Pessoas de <strong>cabelo ruivo<\/strong>, frequentemente alvo de <strong>brincadeiras ou estere\u00f3tipos<\/strong>, podem ter um motivo <strong>inesperado<\/strong> para se <strong>orgulhar<\/strong>. Um novo <strong>estudo gen\u00e9tico<\/strong> indica que essa caracter\u00edstica foi <strong>favorecida pela evolu\u00e7\u00e3o<\/strong> ao longo de milhares de anos, especialmente na <strong>Europa<\/strong>. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do The Guardian.<\/p>\n<p class=\"\">A pesquisa revela que o <strong>gene<\/strong> associado aos <strong>cabelos ruivos<\/strong> vem sendo selecionado ativamente h\u00e1 mais de <strong>10 mil anos<\/strong>. O objetivo inicial dos cientistas, no entanto, n\u00e3o era investigar essa caracter\u00edstica espec\u00edfica, mas entender se a <strong>evolu\u00e7\u00e3o humana<\/strong> desacelerou ap\u00f3s o surgimento da agricultura. A resposta foi clara: n\u00e3o s\u00f3 ela continua acontecendo, como segue em ritmo acelerado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/8eb1urnamqyby6bw9h4sn7hy8.jpg\" width=\"906\" height=\"509\" alt=\"Pessoa com cabelo ruivo\" title=\"Pessoa com cabelo ruivo\"\/>FreePik<\/p>\n<p>Pessoa com cabelo ruivo<\/p>\n<p>An\u00e1lises do DNA de pessoa com cabelo ruivo<\/p>\n<p class=\"\">Para chegar a essa conclus\u00e3o, os pesquisadores analisaram o DNA de quase 16 mil restos humanos antigos e mais de 6 mil indiv\u00edduos vivos. O resultado trouxe evid\u00eancias robustas de que a evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica segue moldando o ser humano at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p class=\"\">Ao todo, foram identificadas 479 variantes gen\u00e9ticas favorecidas pela sele\u00e7\u00e3o natural. Entre elas, est\u00e3o genes relacionados aos cabelos ruivos e \u00e0 pele clara, al\u00e9m de outros ligados \u00e0 predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a cel\u00edaca e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do risco de diabetes, calv\u00edcie e artrite reumatoide.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar exatamente por que o cabelo ruivo foi favorecido. Uma hip\u00f3tese \u00e9 que ele esteja associado a outras caracter\u00edsticas vantajosas. Estudos anteriores j\u00e1 mostraram que pessoas com pele clara e cabelos ruivos produzem vitamina D com mais efici\u00eancia, o que pode ter sido crucial para a sobreviv\u00eancia em regi\u00f5es com pouca luz solar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ce37j9c121yjrp40gwzbhjzcs.jpg\" width=\"906\" height=\"509\" alt=\"Pessoa com cabelo ruivo\" title=\"Pessoa com cabelo ruivo\"\/>FreePik<\/p>\n<p>Pessoa com cabelo ruivo<\/p>\n<p class=\"\">Antes desse trabalho, apenas cerca de 21 exemplos de caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas amplificadas pela sele\u00e7\u00e3o natural haviam sido identificados, como a capacidade de digerir leite na vida adulta. Esse n\u00famero limitado levava \u00e0 hip\u00f3tese de que a evolu\u00e7\u00e3o humana teria se estabilizado ap\u00f3s o surgimento do Homo sapiens, h\u00e1 cerca de 300 mil anos. A nova pesquisa contraria essa ideia.<\/p>\n<p>Utilizando uma quantidade in\u00e9dita de dados gen\u00e9ticos antigos e t\u00e9cnicas computacionais avan\u00e7adas, os cientistas demonstraram que a sele\u00e7\u00e3o natural influenciou centenas de genes na Eur\u00e1sia Ocidental. Al\u00e9m disso, observaram que esse processo se intensificou ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o de sociedades ca\u00e7adoras-coletoras para a agricultura.<\/p>\n<blockquote class=\"citacaoNoticias__texto\"><p>Com essas novas t\u00e9cnicas e a grande quantidade de dados gen\u00f4micos antigos, agora conseguimos observar como a sele\u00e7\u00e3o moldou a biologia praticamente em tempo real Ali Akbari, pesquisador da Harvard University.<\/p><\/blockquote>\n<p>Algumas mudan\u00e7as gen\u00e9ticas parecem intuitivas. A maior frequ\u00eancia de genes ligados \u00e0 pele clara e cabelos ruivos, por exemplo, pode estar associada \u00e0 necessidade de produzir mais vitamina D em regi\u00f5es com menos exposi\u00e7\u00e3o solar, especialmente em popula\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas com dietas limitadas.<\/p>\n<p>Outras descobertas, por\u00e9m, s\u00e3o mais dif\u00edceis de explicar. Uma muta\u00e7\u00e3o associada \u00e0 doen\u00e7a cel\u00edaca surgiu h\u00e1 cerca de 4 mil anos e se tornou cada vez mais comum. Apesar de aumentar o risco de um dist\u00farbio autoimune, ela pode ter oferecido alguma vantagem que favoreceu sua dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/4ug4q1bprdquh5ix0uz4yfywg.jpg\" width=\"906\" height=\"509\" alt=\"Pessoa com cabelo ruivo\" title=\"Pessoa com cabelo ruivo\"\/>FreePik<\/p>\n<p>Pessoa com cabelo ruivo<\/p>\n<p>Outro exemplo envolve o gene imunol\u00f3gico TYK2, que eleva o risco de tuberculose. Sua frequ\u00eancia aumentou entre 9 mil e 3 mil anos atr\u00e1s, antes de come\u00e7ar a diminuir novamente. Uma das hip\u00f3teses \u00e9 que esses genes possam ter ajudado a proteger contra pat\u00f3genos comuns em determinados per\u00edodos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m identificou uma sele\u00e7\u00e3o negativa para combina\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas associadas a altos n\u00edveis de gordura corporal. Isso pode estar ligado \u00e0 chamada hip\u00f3tese dos \u201cgenes econ\u00f4micos\u201d, que sugere que a capacidade de armazenar gordura era vantajosa em \u00e9pocas de escassez, mas se tornou prejudicial com a maior disponibilidade de alimentos ap\u00f3s a agricultura.<\/p>\n<p class=\"\">Para o geneticista David Reich, da Harvard Medical School, o estudo ajuda a entender melhor a trajet\u00f3ria humana.<\/p>\n<blockquote class=\"citacaoNoticias__texto\"><p>Esse trabalho nos permite atribuir tempo e lugar \u00e0s for\u00e7as que moldaram quem somos David Reich, geneticista da Harvard Medical School<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"\">Embora a pesquisa tenha se concentrado na Eur\u00e1sia Ocidental, ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se essas tend\u00eancias evolutivas s\u00e3o exclusivas dessa regi\u00e3o ou se ocorrem em outras partes do mundo. Os resultados foram publicados em uma revista cient\u00edfica internacional, refor\u00e7ando a ideia de que a evolu\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 longe de ter chegado ao fim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Conte\u00fado gerado por IA Cabelos ruivos podem indicar vantagem evolutiva humana Pessoas de cabelo ruivo, frequentemente alvo de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":348385,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[31598,59753,59754,109,2556,5407,116,17939,59751,1348,32,33,59752,117],"class_list":["post-348384","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-cabelos","tag-cabelos-ruivos","tag-cabelos-vermelhos","tag-ciencia","tag-dna","tag-evolucao","tag-health","tag-humana","tag-mudancas-no-dna","tag-pesquisa","tag-portugal","tag-pt","tag-ruivos","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116427786176725838","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/348384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=348384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/348384\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/348385"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=348384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=348384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=348384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}