{"id":348761,"date":"2026-04-19T09:11:19","date_gmt":"2026-04-19T09:11:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/348761\/"},"modified":"2026-04-19T09:11:19","modified_gmt":"2026-04-19T09:11:19","slug":"fruta-que-se-tornou-uma-imagem-de-marca-da-madeira-tem-agora-um-museu-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/348761\/","title":{"rendered":"Fruta que se tornou uma imagem de marca da Madeira tem agora um museu &#8211; Sociedade"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        N\u00e3o \u00e9 da Madeira, mas \u00e9 como se fosse. Origin\u00e1ria do sudeste asi\u00e1tico, a banana encontrou na ilha o microclima ideal e tornou-se num &#8216;ex-libris&#8217; regional que, agora, d\u00e1 nome a um museu.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Criado h\u00e1 quase quatro anos, o Centro da Banana da Madeira (BAM), no Lugar de Baixo, concelho da Ponta do Sol, emerge numa das zonas mais soalheiras da ilha e inclui um museu, estufas, planta\u00e7\u00f5es e uma cafetaria.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A banana da Madeira, que se distingue pelo seu tamanho reduzido e pela sua do\u00e7ura intensa, \u00e9 parte indissoci\u00e1vel da hist\u00f3ria regional. No BAM podem ser encontradas 18 variedades do fruto, mas a maioria n\u00e3o \u00e9 comercializada.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Neste espa\u00e7o, entre o vale montanhoso e o mar, \u00e9 dada a conhecer a hist\u00f3ria e um conjunto de curiosidades sobre a banana, atrav\u00e9s de ferramentas imersivas e digitais.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Logo no in\u00edcio da visita, um pequeno holograma mostra o ciclo de vida de uma bananeira. &#8220;Conseguimos ver o desenvolvimento da planta em si at\u00e9 ao momento em que ela produz um cacho&#8221;, salienta Cl\u00e1udia Teixeira, guia no museu.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Explicamos tamb\u00e9m que as bananeiras n\u00e3o s\u00e3o mesmo origin\u00e1rias c\u00e1 da ilha, que acreditamos que elas foram trazidas para aqui do sudeste asi\u00e1tico, pelos navegadores, ap\u00f3s o descobrimento oficial da ilha&#8221;, destaca a funcion\u00e1ria, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Eleito em 2023 como o melhor museu portugu\u00eas na categoria de conte\u00fados digitais, pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Museologia (APOM), o equipamento conta tamb\u00e9m com o Pedro, um guia virtual poliglota que responde a cinco perguntas predefinidas num &#8216;tablet&#8217; e que podem ser escolhidas pelos visitantes.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Quantos cachos de banana produz uma bananeira?&#8221; \u00e9 uma das op\u00e7\u00f5es. \u00c0 qual o Pedro responde: &#8220;Uma bananeira nasce, desenvolve-se, produz apenas um cacho e depois morre. Salvo rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es cada bananeira d\u00e1 s\u00f3 um cacho de bananas, que em m\u00e9dia pesa cerca de 35 a 45 quilos&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Pedro explica igualmente que &#8220;a bananeira n\u00e3o \u00e9 verdadeiramente uma \u00e1rvore, mas sim uma erva gigante, n\u00e3o tem tronco, mas sim um falso calo, que \u00e9 formado pelas bainhas das folhas enroladas umas nas outras e que termina com uma copa de folhas compridas e largas&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        No museu aprende-se tamb\u00e9m o tempo de desenvolvimento de uma bananeira (entre 12 e 14 meses, normalmente), a hist\u00f3ria e o percurso deste superalimento at\u00e9 ser introduzido no consumo.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Al\u00e9m de mostrar a banana, o centro interpretativo, responsabilidade da Gesba (empresa p\u00fablica que gere o setor), pretende ser um modelo das &#8220;t\u00e9cnicas e boas pr\u00e1ticas que os produtores podem replicar para as suas culturas nos terrenos&#8221;, real\u00e7a o administrador Nuno Barros \u00e0 Lusa.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Desde os sistemas de rega, os sistemas de corta-vento, de amarra\u00e7\u00e3o das bananeiras para que elas n\u00e3o caiam, de transporte de cachos&#8221;, exemplifica.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Quem nos conhece, quem nos visita, fica a olhar para a banana da Madeira, para o modo de cultivo e para a produ\u00e7\u00e3o de uma forma diferente&#8221;, afirma.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O respons\u00e1vel destaca que o BAM \u00e9 uma &#8220;homenagem \u00e0 agricultura, \u00e0 cultura e \u00e0 terra&#8221;, sendo tamb\u00e9m, por outro lado, uma oportunidade para divulgar o produto, que no ano passado atingiu as 20,9 mil toneladas.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Ainda assim, estes s\u00e3o n\u00fameros que est\u00e3o longe dos do in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, quando a produ\u00e7\u00e3o de banana atingiu cerca de 50 mil toneladas. Com o crescimento exponencial da constru\u00e7\u00e3o civil, v\u00e1rios terrenos agr\u00edcolas foram substitu\u00eddos e a produ\u00e7\u00e3o diminuiu.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O BAM registou 65 mil visitas em 2025 e a estimativa para este ano \u00e9 atingir as 85 mil entradas. O objetivo da empresa p\u00fablica respons\u00e1vel pelo espa\u00e7o passa por ampliar o museu e alargar a oferta l\u00fadica do espa\u00e7o que, com a produ\u00e7\u00e3o existente no pr\u00f3prio local, permite que o espa\u00e7o seja autossustent\u00e1vel.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Nos socalcos do Centro da Banana da Madeira s\u00e3o produzidas 50 a 55 toneladas de banana por ano no BAM, que conta com um total de sete funcion\u00e1rios, refere o administrador.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Nas estufas do BAM, que tamb\u00e9m podem ser visitadas, as plantas ficam a &#8220;ganhar mais maturidade at\u00e9 ficarem num ponto \u00f3timo para serem plantadas pelos agricultores&#8221;, explica Nuno Barros.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O administrador acrescenta que estas bananeiras, que estiveram antes em laborat\u00f3rio, &#8220;s\u00e3o isentas de fungos e doen\u00e7as&#8221;, pelo que os agricultores que as adquiram por esta via &#8220;t\u00eam a garantia de que v\u00e3o ter uma boa cultura e um bom produto final&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O espa\u00e7o oferece ainda uma cafetaria onde a banana \u00e9 a estrela, dos bolos \u00e0s bebidas.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O BAM est\u00e1 aberto todos os dias, entre as 09h00 e as 18h00, no inverno, e at\u00e9 \u00e0s 19h00 no ver\u00e3o. Um bilhete normal custa nove euros e os residentes na Madeira n\u00e3o pagam entrada no \u00faltimo s\u00e1bado de cada m\u00eas. Os produtores e os seus familiares podem visitar gratuitamente.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; &#13; N\u00e3o \u00e9 da Madeira, mas \u00e9 como se fosse. 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