{"id":35050,"date":"2025-08-18T22:48:09","date_gmt":"2025-08-18T22:48:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35050\/"},"modified":"2025-08-18T22:48:09","modified_gmt":"2025-08-18T22:48:09","slug":"jornal-da-unesp-dinossauros-de-pescoco-longo-eram-capazes-de-se-sustentar-sobre-duas-patas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35050\/","title":{"rendered":"Jornal da Unesp | Dinossauros de pesco\u00e7o longo eram capazes de se sustentar sobre duas patas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/jornal.unesp.br\/autoria\/malena-stariolo\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">Malena Stariolo<\/a> <\/p>\n<p>Em 1993, o cineasta Steven Spielberg eternizou, na mem\u00f3ria de gera\u00e7\u00f5es, a cena de dois braquiossauros se alimentando e andando calmamente pelos campos no filme Parque dos Dinossauros. A escolha dos gigantes pesco\u00e7udos como os primeiros dinossauros a aparecerem no filme n\u00e3o foi por acaso: sua calmaria \u00e9 superada apenas por seu tamanho monumental, capaz de assombrar os personagens protagonistas, Alan Grant e Ellie Sattler, e<strong>,<\/strong> com eles<strong>,<\/strong> todos os espectadores.<\/p>\n<p>Os carism\u00e1ticos \u201cpesco\u00e7udos\u201d (apelido que receberam previsivelmente pelas longas dimens\u00f5es desta parte de sua anatomia) fazem parte do grupo dos saur\u00f3podes, que viveram durante o Per\u00edodo Cret\u00e1ceo da Terra (entre 145 milh\u00f5es e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s). Desta comunidade de gigantes fez parte, por exemplo, o Dreadnoughtus, que habitou o sul da Argentina e chegava a medir cerca de 26 metros. Para al\u00e9m de abarcar algumas das maiores esp\u00e9cies de dinossauros conhecidas, contam-se entre os pesco\u00e7udos os maiores animais que j\u00e1 caminharam pelo planeta Terra.<\/p>\n<p>Embora suas figuras sejam fartamente representadas em livros infantis e em outros produtos da cultura pop, o fato \u00e9 que nosso conhecimento de como estes animais se movimentavam ainda apresenta expressivas lacunas. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que esta linhagem n\u00e3o possui descendentes contempor\u00e2neos. \u201cNo caso dos dinos ter\u00f3podes, como o T-Rex, existem hoje aves que s\u00e3o muito aparentadas a eles, como a avestruz. Isso nos ajuda a entender como um tiranossauro andava. Para os saur\u00f3podes, n\u00e3o existe nenhum modelo vivo\u201d, explica Julian C. G. Silva J\u00fanior, que atualmente realiza seu p\u00f3s-doutorado no Laborat\u00f3rio de Paleontologia e Evolu\u00e7\u00e3o, na Faculdade de Engenharia da Unesp, c\u00e2mpus de Ilha Solteira.<\/p>\n<p>Em sua pesquisa, Silva J\u00fanior busca desenvolver um modelo que represente a movimenta\u00e7\u00e3o e a estrutura desses gigantes da forma mais precisa poss\u00edvel. Com esse objetivo, decidiu inicialmente se debru\u00e7ar sobre uma quest\u00e3o que h\u00e1 tempos divide os paleont\u00f3logos: ser\u00e1 que eles eram capazes de se levantar sobre as patas traseiras e assumir uma postura b\u00edpede?<\/p>\n<p>\u201cEssa postura \u00e9 encontrada em todos os animais quadr\u00fapedes\u201d, explica Silva J\u00fanior. \u201c\u00c9 adotada em diferentes comportamentos, que incluem alimenta\u00e7\u00e3o, acasalamento e defesa. Imaginava-se que os saur\u00f3podes seguiriam esse padr\u00e3o. Mas, at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, n\u00e3o existia a tecnologia necess\u00e1ria para testar essa hip\u00f3tese\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Para trazer luz \u00e0 quest\u00e3o, o pesquisador empregou t\u00e9cnicas de simula\u00e7\u00e3o sobre o f\u00eamur de sete esp\u00e9cies diferentes de saur\u00f3podes, com o objetivo de reproduzir as for\u00e7as e as tens\u00f5es que o osso sofreria quando o animal se erguesse sobre as patas traseiras. Os resultados, publicados no artigo <a href=\"https:\/\/dinodata.de\/bibliothek\/pdf_s\/2025\/Standing_giants.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Standing giants: a digital biomechanical model for bipedal postures in sauropod dinosaurs<\/a>, na revista cient\u00edfica Paleontology, sugerem que todas as esp\u00e9cies de saur\u00f3podes seriam capazes de fazer o movimento. As esp\u00e9cies de menor porte teriam uma capacidade maior para se sustentar nessa posi\u00e7\u00e3o por mais tempo, e experimentariam menos estresse no f\u00eamur, enquanto aquelas de maiores dimens\u00f5es enfrentariam mais dificuldades para permanecer nessa base.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A resist\u00eancia do<\/strong> <strong>f\u00eamur<\/strong><\/p>\n<p>Para chegar a esses resultados, Silva J\u00fanior e os demais pesquisadores que colaboraram com o estudo analisaram os f\u00eamures, que s\u00e3o ossos da coxa, de animais menores e mais leves, como o Neuquensaurus, que media cerca de 6 metros, com estimativas de peso variando entre 1.400 kg e 6.000 kg, at\u00e9 gigantes como o Dreadnoughtus, cujo peso pode chegar a 60.000 kg, segundo estudos.<\/p>\n<p>Para as an\u00e1lises, o grupo de pesquisadores digitalizou os f\u00eamures de quatro esp\u00e9cies, pertencentes \u00e0s cole\u00e7\u00f5es da Universidade Federal do Tri\u00e2ngulo Mineiro, do Museo de La Plata e do Museo Argentino de Ci\u00eancias Naturais, e acessou os dados digitalizados de outras tr\u00eas, a partir de escaneamentos 3D disponibilizados online.<\/p>\n<p>Com os dados dos escaneamentos em m\u00e3os, os ossos foram restaurados digitalmente e submetidos a simula\u00e7\u00f5es que reproduziam diferentes cen\u00e1rios de estresse e for\u00e7a, utilizando uma t\u00e9cnica conhecida como an\u00e1lise por elementos finitos (FEA). Originado nos estudos de engenharia, esse m\u00e9todo \u00e9 amplamente utilizado no desenvolvimento de novos produtos, pois permite criar cen\u00e1rios digitais e testar o comportamento do produto em determinadas condi\u00e7\u00f5es. Por exemplo, antes mesmo de se elaborar qualquer prot\u00f3tipo f\u00edsico, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver um gancho de ferro e gerar simula\u00e7\u00f5es com diferentes temperaturas, press\u00f5es ou esfor\u00e7os mec\u00e2nicos, avaliando sua resist\u00eancia, durabilidade e desempenho.<\/p>\n<p>Mais recentemente, na \u00faltima d\u00e9cada, a t\u00e9cnica tamb\u00e9m vem ganhando destaque dentro da paleontologia e da biologia, onde os cientistas passaram a explorar quais s\u00e3o as possibilidades de aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo em suas pesquisas. No Brasil, o Laborat\u00f3rio de Paleontologia e Evolu\u00e7\u00e3o de Ilha Solteira \u00e9 um expoente, sendo o \u00fanico centro que concentra pesquisas focadas no uso da FEA na paleontologia.<\/p>\n<p>Para os saur\u00f3podes, o grupo simulou dois cen\u00e1rios, denominados extr\u00ednseco e intr\u00ednseco. O cen\u00e1rio extr\u00ednseco considerou as for\u00e7as externas que agem sobre os ossos quando o animal assume uma postura b\u00edpede. Nesse caso, o principal fator levado em considera\u00e7\u00e3o foi a massa do animal. \u201cSimulamos o peso do dinossauro concentrado nos f\u00eamures, e isso permitiu observar o comportamento de cada osso\u201d, explica Silva J\u00fanior.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio intr\u00ednseco considerou as condi\u00e7\u00f5es internas do animal, e nesta perspectiva a musculatura desempenhou um papel central. \u201cQuando os m\u00fasculos em volta de um osso s\u00e3o flexionados, eles geram uma tens\u00e3o sobre o osso\u201d, diz Silva J\u00fanior. Sabendo disso, o grupo simulou a influ\u00eancia de nove m\u00fasculos distintos que agiam sobre o f\u00eamur.<\/p>\n<p>Para que a simula\u00e7\u00e3o fosse executada com fidelidade, os pesquisadores precisaram determinar, primeiro, quais m\u00fasculos poderiam estar envolvidos naquela regi\u00e3o. Isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0s marcas que os m\u00fasculos deixam nos ossos, como cicatrizes, por conta do seu tensionamento. \u201cA a\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos gera os chamados acidentes osteol\u00f3gicos. S\u00e3o, basicamente, cicatrizes, cristas e calos<strong>,<\/strong> que servem de guia para entender onde estavam os m\u00fasculos naquelas regi\u00f5es dos ossos\u201d, explica Felipe Montefeltro, coordenador do Laborat\u00f3rio de Paleontologia e Evolu\u00e7\u00e3o de Ilha Solteira.<\/p>\n<p>Ao combinar a an\u00e1lise das marcas com o conhecimento que temos da musculatura de animais j\u00e1 estudados, \u00e9 poss\u00edvel criar aproxima\u00e7\u00f5es que permitem identificar quais m\u00fasculos existiam naquele osso, a dire\u00e7\u00e3o para a qual se tensionavam e a for\u00e7a envolvida. Foram conduzidas simula\u00e7\u00f5es de nove m\u00fasculos. Entre eles, o da cauda \u2014 o maior m\u00fasculo que aquelas esp\u00e9cies possu\u00edam, e tamb\u00e9m o que mais gerava estresse sobre o f\u00eamur.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Animais  menores se levantam com mais facilidade<\/strong><\/p>\n<p>Dentre as sete esp\u00e9cies analisadas, foi o Neuquensaurus que, ap\u00f3s os testes, apresentou o menor estresse no f\u00eamur. As an\u00e1lises sugerem que possu\u00eda ossos mais robustos e maior capacidade de sustentar-se em postura b\u00edpede por mais tempo e com mais facilidade. O mesmo n\u00e3o ocorreu com o gigante Dreadnoughtus, cuja musculatura exerceu um estresse aproximadamente 16 vezes maior sobre o osso da coxa. Isso implica que, provavelmente, embora os saur\u00f3podes pudessem se colocar apenas sobre duas pernas, essa seria uma pr\u00e1tica menos comum. \u201c\u00c9 importante destacar que o comportamento de levantar-se est\u00e1 presente em todas as esp\u00e9cies de saur\u00f3podes. O que procuramos demonstrar \u00e9 que algumas linhagens podem fazer isso com mais facilidade do que outras\u201d, diz Silva J\u00fanior.<\/p>\n<p>Essa j\u00e1 era uma resposta imaginada pelo grupo de pesquisadores. \u201cFaz sentido que animais maiores tenham mais dificuldade para se levantar<strong>,<\/strong> e isso j\u00e1 era tido como hip\u00f3tese h\u00e1 algum tempo\u201d, diz Montefeltro. \u201cMas, at\u00e9 agora, isso nunca tinha sido testado para os saur\u00f3podes\u201d, completa.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Neuquensaurus-900x675.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-22905\"  \/>Neuquensaurus australis, na exposi\u00e7\u00e3o itinerante Dinosaurios m\u00e1s all\u00e1 de la extinci\u00f3n, organizada pelo Museo Nacional de Historia Natural de Valpara\u00edso, no Chile.<strong> <\/strong>Cr\u00e9dito: PaleoNeolitic<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um primeiro passo em uma empreitada maior: a de conseguir desenvolver um modelo completo e veross\u00edmil para os saur\u00f3podes. Para Silva J\u00fanior, o interesse em descobrir como esses gigantes pesco\u00e7udos se movimentavam e se comportavam reside na falta de semelhantes vivos, que poderiam servir de compara\u00e7\u00e3o. \u201cHoje, n\u00e3o temos animais vivos compar\u00e1veis aos saur\u00f3podes<strong>,<\/strong> o que torna muito interessante investigar quest\u00f5es biomec\u00e2nicas<strong>,<\/strong> sobre como eles se erguiam, levantavam e abaixavam o pesco\u00e7o ou usavam a cauda\u201d, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 Montefeltro destaca a curiosidade de estudar e descobrir os comportamentos dos maiores animais que habitaram a Terra. \u201cEstamos falando de animais terrestres que se aproximaram muito \u2014 em termos de tamanho \u2014 dos limites que a vida pode alcan\u00e7ar\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Gigantes em p\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>Mas o fato de que as esp\u00e9cies mais colossais podiam chegar a medir 26 metros de comprimento pode gerar questionamentos sobre qual seria a real necessidade para que realizassem o esfor\u00e7o de se sustentar em duas patas, em especial para se alimentarem. Para responder a esta obje\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso considerar que a paisagem do Cret\u00e1ceo era muito diferente da que vemos hoje. \u201cA vegeta\u00e7\u00e3o dominante era de arauc\u00e1rias, que podiam chegar a medir mais de 40 metros de altura\u201d, diz Montefeltro. Em um tal cen\u00e1rio, mesmo os mais altos dos dinossauros, por vezes, precisavam se erguer do ch\u00e3o para conseguir ir atr\u00e1s do alimento.<\/p>\n<p>Por outro lado, os saur\u00f3podes menores, como o Neuquensaurus, podiam medir \u201capenas\u201d cerca de 6 metros de comprimento. \u201cOs saur\u00f3podes menores possivelmente competiam com outros animais para comer nas partes mais baixas. Por isso, a possibilidade de se erguerem e alcan\u00e7ar um ponto mais alto da \u00e1rvore representava um comportamento vantajoso para eles\u201d, explica Silva J\u00fanior. O pesquisador lembra o exemplo dos elefantes modernos, que atualmente det\u00eam o t\u00edtulo de maior animal terrestre, e que usam o apoio em duas pernas e at\u00e9 a tromba para alcan\u00e7ar fontes de alimentos menos disputadas. \u201cEssa seria uma forma de aproveitar um limite acima do que o animal alcan\u00e7a\u201d, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o, os pesquisadores tamb\u00e9m acreditam que esses animais assumiam a posi\u00e7\u00e3o b\u00edpede para acasalar. \u201cPoder\u00edamos imaginar que eles se acasalassem em alguma posi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 que \u00e9 usada pelos quadr\u00fapedes atuais. Mas isso seria muito mais desgastante do que a posi\u00e7\u00e3o sustentada nas patas traseiras\u201d, diz Montefeltro. Apesar da dificuldade, n\u00e3o era necess\u00e1rio contar apenas com a for\u00e7a das patas para assumir a posi\u00e7\u00e3o: acredita-se que esses dinossauros utilizavam outros pontos de apoio, como pedras, \u00e1rvores e, at\u00e9 mesmo, se apoiavam sobre a parceira durante o acasalamento.<\/p>\n<p>Um \u00faltimo cen\u00e1rio poss\u00edvel para a ado\u00e7\u00e3o da postura em duas patas envolveria circunst\u00e2ncias em que seria preciso demonstrar agressividade ou defender-se de algum risco. Tal como fazem certos animais de hoje, que se erguem sobre as patas traseiras para ampliar a pr\u00f3pria silhueta e intimidar rivais, esses gigantes pesco\u00e7udos talvez tamb\u00e9m utilizassem essa manobra para impressionar e afugentar amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Mesmo extintos h\u00e1 milh\u00f5es de anos, os pesco\u00e7udos seguem gerando assombro junto \u00e0queles que cruzam seu caminho \u2014 sejam os personagens de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, sejam cientistas em busca de respostas sobre seu estilo de vida.<\/p>\n<p class=\"has-small-font-size\">Imagem acima: representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de dois\u00a0Neuquensaurus. Cr\u00e9dito:\u00a0Guilherme Gehr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Malena Stariolo Em 1993, o cineasta Steven Spielberg eternizou, na mem\u00f3ria de gera\u00e7\u00f5es, a cena de dois braquiossauros&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35051,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-35050","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35050"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35050\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}