{"id":35099,"date":"2025-08-18T23:35:08","date_gmt":"2025-08-18T23:35:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35099\/"},"modified":"2025-08-18T23:35:08","modified_gmt":"2025-08-18T23:35:08","slug":"descoberta-revela-novo-crocodilo-de-4-metros-que-viveu-entre-dinossauros-no-interior-de-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/35099\/","title":{"rendered":"Descoberta revela novo crocodilo de 4 metros que viveu entre dinossauros no interior de SP"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Uma pesquisa paleontol\u00f3gica revelou um novo crocodilo predador vivendo entre <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/dinossauro\/?srsltid=AfmBOopfq0jSo294aB_ughDFJLJVP5-cPPCGTeoC5oYe2_tPeRuPR9va\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/dinossauro\/?srsltid=AfmBOopfq0jSo294aB_ughDFJLJVP5-cPPCGTeoC5oYe2_tPeRuPR9va\">dinossauros<\/a> no interior de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 85 milh\u00f5es de anos. O r\u00e9ptil ancestral media 4 metros e disputava suas presas com dinossauros carn\u00edvoros.<\/p>\n<p>O estudo in\u00e9dito identificou a presen\u00e7a de quatro grupos de crocodilos coexistindo no interior paulista no per\u00edodo Cret\u00e1ceo (165 a 66 milh\u00f5es de anos). Os dados apontam que, apesar do dom\u00ednio dos dinossauros, a fauna crocodiliana era mais intensa e variada do que se imaginava. <\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis foram descobertos em setembro de 2008 pela bi\u00f3loga e pedagoga Ang\u00e9lica Fernandes dos Santos, conhecida como \u2018Gelca\u2019, durante prospec\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio de Ibir\u00e1. Por\u00e9m, s\u00f3 agora em 2025, revisitando centenas de f\u00f3sseis da regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, especialmente dos munic\u00edpios de Cedral, Ibir\u00e1 e Monte Apraz\u00edvel, os paleont\u00f3logos conseguiram identificar os grupos, cada um com suas adapta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Estudo revela quatro grupos de \u201cCrocodilos\u201d coexistindo no interior de S\u00e3o Paulo durante o Per\u00edodo Cret\u00e1ceo.\u00a0Foto:  Fabiano Iori<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Tamb\u00e9m conseguiram identificar um conjunto de caracter\u00edsticas distintas em um f\u00f3ssil, indicando tratar-se de nova esp\u00e9cie do grupo dos Itassuqu\u00eddeos. O novo integrante da paleofauna regional foi batizado de Ibirasuchus gelcae: o nome gen\u00e9rico refere-se a Ibir\u00e1, munic\u00edpio onde o f\u00f3ssil foi descoberto, e o termo \u2018gelcae\u2019 homenageia a descobridora do material. <\/p>\n<p>Leia mais: <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">As descobertas foram publicadas no Journal of the South American Earth Scienses, revista de ci\u00eancias internacional, com o t\u00edtulo em ingl\u00eas referindo-se aos crocodiliformes da forma\u00e7\u00e3o S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, bacia de Bauru, no Cret\u00e1ceo Superior (entre 100,5 e 66 milh\u00f5es de anos). <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">De acordo com o paleont\u00f3logo Fabiano Iori, que liderou o estudo, aos poucos a pesquisa vem conseguindo reconstruir o cen\u00e1rio que predominava neste per\u00edodo remoto no interior de S\u00e3o Paulo, com a paleofauna e suas intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">\u201cPor ser dep\u00f3sito de origem fluviolacustre, a gente tem bastante f\u00f3sseis de peixes e de c\u00e1gados. Agora conseguimos chegar a quatro grupos de crocodilos e identificar um novo crocodiliano,\u201d diz.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Ainda s\u00e3o necess\u00e1rios estudos para definir como vivia e do que se alimentava o Ibirasuchus, mas Iori acredita que, pelo aspecto do cr\u00e2nio, se tratava de um animal que emboscava suas presas. \u201cPoderia ser de h\u00e1bitos alimentares mais generalistas, incluindo na dieta peixes, tartarugas, animais que estivessem na beira de rios. \u00c9 de uma linhagem que acabou se extinguido\u201d, diz.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Achados expandem o conhecimento sobre a diversidade e a ecologia dos crocodilos do Cret\u00e1ceo\u00a0Foto:  Fabiano Iori<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">O estudo prop\u00f5e que esses grupos tinham seus ambientes preferenciais, segundo paleont\u00f3logo. \u201cNas terras mais altas viviam os esfagesaur\u00eddeos, que eram predados pelos baurussuchideos, os grandes crocodilos predadores terrestres. Nesse cen\u00e1rio, t\u00ednhamos tamb\u00e9m como predadores de topo os dinossauros carn\u00edvoros, que buscavam presas tanto nas partes mais terrestres, como nas margens de rios.\u201d <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Os crocodilos ancestrais conviviam tamb\u00e9m com os grandes titanossauros (dinossauros pesco\u00e7udos), que quase n\u00e3o tinham predadores na fase adulta. Pr\u00f3ximos aos rios dominavam os Itassuqu\u00eddeos, que se assemelhavam \u00e0s formas mais atuais, entre eles o Ibirasuchus.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Para obter dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o desses predadores, a pesquisa analisou centenas de dentes isolados de crocodilos e dinossauros e os locais onde foram encontrados. Os achados sugerem que esses animais eram os principais predadores nos rios e suas margens.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores analisou mais de 200 f\u00f3sseis crocodiliformes.\u00a0Foto:  Fabiano Iori<\/p>\n<p>Quatro grupos distintos <\/p>\n<p>A partir dos f\u00f3sseis estudados, os pesquisadores identificaram quatro grupos principais de crocodiliformes (ancestrais do crocodilo atual):<\/p>\n<ul>\n<li class=\" \"><b>Esfagesaur\u00eddeos: <\/b>Tinham cr\u00e2nios curtos e dentes adaptados para moer, sugerindo que uma dieta herb\u00edvora ou, possivelmente, on\u00edvora, que inclu\u00eda plantas, insetos e pequenos vertebrados;<\/li>\n<li class=\" \"><b>Perisaur\u00eddeos:<\/b> Predadores terrestres de m\u00e9dio a grande porte, possu\u00edam membros longos e uma postura mais ereta, parecida com a de mam\u00edferos, o que lhes conferia agilidade em ambientes terrestres;<\/li>\n<li class=\" \"><b>Baurussuqu\u00eddeos: <\/b>Robustos e com uma denti\u00e7\u00e3o especializada para cortar carne, eram os grandes predadores terrestres;<\/li>\n<li class=\" \"><b>Itassuqu\u00eddeos:<\/b> O grupo engloba formas mais aqu\u00e1ticas, com corpos alongados e focinhos afilados, semelhantes aos crocodilos modernos, indicando uma dieta mais generalista. <\/li>\n<\/ul>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Os crocodilos ancestrais conviviam tamb\u00e9m com os grandes titanossauros (dinossauros pesco\u00e7udos).\u00a0Foto:  Fabiano Iori<\/p>\n<p>Mais de 200 f\u00f3sseis analisados <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores analisou mais de 200 f\u00f3sseis crocodiliformes que est\u00e3o depositados nas cole\u00e7\u00f5es dos museus paleontol\u00f3gicos de Uchoa e Monte Alto. Os materiais, coletados em v\u00e1rios munic\u00edpios da regi\u00e3o desde a d\u00e9cada de 1990, incluem ossos, dentes e osteodermos \u2013 placa \u00f3ssea que recobre os crocodilos. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 cWrRiu  \">Entre os achados, um pequeno peda\u00e7o de cr\u00e2nio chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores: era o f\u00f3ssil do Ibirasuchus gelcae. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de Iori, participaram do estudo os pesquisadores Felipe Chinaglia Montefeltro (Unesp \u2013 Ilha Solteira), Thiago da Silva Martinho (UFTM \u2013 Uberaba), Leonardo Silva Paschoa (Museu de Uchoa), Renan Oliveira Fernandes (Museu de Uchoa) e Sandra Simionato Tavares (Museu de Monte Alto). <\/p>\n<p>Para Fabiano Iori, os achados expandem o conhecimento sobre a diversidade e a ecologia dos crocodilos do Cret\u00e1ceo, um per\u00edodo em que os dinossauros eram os protagonistas da fauna da \u00e9poca. \u201cTamb\u00e9m refor\u00e7am a import\u00e2ncia da Forma\u00e7\u00e3o S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto para a compreens\u00e3o da fauna daquele per\u00edodo e suas intera\u00e7\u00f5es com o ambiente\u201d, diz. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma pesquisa paleontol\u00f3gica revelou um novo crocodilo predador vivendo entre dinossauros no interior de S\u00e3o Paulo, h\u00e1 85&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":35100,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,2732,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-35099","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-geral","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-science","15":"tag-science-and-technology","16":"tag-scienceandtechnology","17":"tag-technology","18":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35099\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}