{"id":351929,"date":"2026-04-21T16:28:14","date_gmt":"2026-04-21T16:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/351929\/"},"modified":"2026-04-21T16:28:14","modified_gmt":"2026-04-21T16:28:14","slug":"petroleo-pode-chegar-aos-150-dolares-no-cenario-pessimista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/351929\/","title":{"rendered":"petr\u00f3leo pode chegar aos 150 d\u00f3lares no cen\u00e1rio pessimista"},"content":{"rendered":"<p>        O cen\u00e1rio base do J.P. Morgan Asset Management, para o petr\u00f3leo, para o segundo trimestre \u00e9 de 119 d\u00f3lares, para o terceiro trimestre desce para os 81 d\u00f3lares e no quarto trimestre fica nos 75 d\u00f3lares. O cen\u00e1rio otimista (fim do conflito e normaliza\u00e7\u00e3o do Estreito de Ormuz) prev\u00ea que o petr\u00f3leo atinja os 83 d\u00f3lares no segundo trimestre baixando para os 75 d\u00f3lares no terceiro e quatro trimestre. No cen\u00e1rio pessimista (prolongamento do conflito) o pre\u00e7o desta mat\u00e9ria-prima ficaria nos 150 d\u00f3lares no segundo trimestre e baixaria para os 138 d\u00f3lares e para os 125 d\u00f3lares no terceiro e quatro trimestre.    <\/p>\n<p>O J.P. Morgan Asset Management apresentou esta ter\u00e7a-feira o seu \u2018Guide to the Markets\u2019 para o segundo trimestre. Um dos pontos principais esteve ligado \u00e0 proje\u00e7\u00e3o para o pre\u00e7o do petr\u00f3leo, face ao atual conflito que decorre no M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>A gestora de ativos deu conta das previs\u00f5es macro ao n\u00edvel global para o pre\u00e7o do petr\u00f3leo (brent), nos cen\u00e1rios base, otimista (resolu\u00e7\u00e3o do conflito levando \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petr\u00f3leo mundial) e pessimista (prolongamento do conflito e perturba\u00e7\u00f5es no Estreito de Ormuz). O cen\u00e1rio base para o segundo trimestre \u00e9 de 119 d\u00f3lares, para o terceiro trimestre desce para os 81 d\u00f3lares e no quarto trimestre fica nos 75 d\u00f3lares.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio otimista prev\u00ea que o petr\u00f3leo atinja os 83 d\u00f3lares no segundo trimestre baixando para os 75 d\u00f3lares no terceiro e quatro trimestre. No cen\u00e1rio pessimista o pre\u00e7o desta mat\u00e9ria-prima ficaria nos 150 d\u00f3lares no segundo trimestre e baixaria para os 138 d\u00f3lares e para os 125 d\u00f3lares no terceiro e quatro trimestre.<\/p>\n<p>Para 2028, antes do conflito no M\u00e9dio Oriente, o cen\u00e1rio base apontava para o petr\u00f3leo (brent) nos 69 d\u00f3lares. Com o conflito no M\u00e9dio Oriente a previs\u00e3o \u00e9 que este pre\u00e7o suba. O cen\u00e1rio base para o petr\u00f3leo, em 2028, se o conflito n\u00e3o se alargar demasiado, \u00e9 de uma m\u00e9dia de 88 d\u00f3lares, o cen\u00e1rio otimista se o conflito no Ir\u00e3o for curto \u00e9 de 78 d\u00f3lares, e o cen\u00e1rio pessimista que aponta para um conflito regional coloca o pre\u00e7o do petr\u00f3leo nos 123 d\u00f3lares.<\/p>\n<p><strong>Gestora de ativos considera existirem tr\u00eas perguntas chave para o segundo trimestre<\/strong><\/p>\n<p>Para o J.P. Morgan Asset Management as perguntas chave para o segundo trimestre ser\u00e3o: analisar como os pre\u00e7os mais altos do petr\u00f3leo est\u00e3o a afetar as perspetivas de crescimento e de infla\u00e7\u00e3o, o que esperar dos Bancos Centrais neste novo contexto, e como est\u00e3o posicionadas as carteiras de investimento.<\/p>\n<p>Ao n\u00edvel do petr\u00f3leo, e tendo em conta o atual conflito no M\u00e9dio Oriente, que levou ao condicionamento do Estreito de Ormuz, coloca os pa\u00edses asi\u00e1ticos como aqueles que est\u00e3o mais\u00a0expostos \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es no Estreito. O maior importador \u00e9 a China com 37,7% da quota do petr\u00f3leo que passa pelo Estreito, seguindo-se a \u00cdndia (14,7%), e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos (13,9%). Segue-se a Coreia do Sul e o Jap\u00e3o com quotas de 12% e 10,9%.<\/p>\n<p>O J.P. Morgan alerta que ser\u00e3o os consumidores a suportar o peso do incremento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Ao n\u00edvel das previs\u00f5es globais macroecon\u00f3micas, depois do conflito do Ir\u00e3o, verifica-se uma descida ao n\u00edvel das proje\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f3mico. No caso dos Estados Unidos a previs\u00e3o em fevereiro estava num crescimento de 2,4% e atualmente situa-se em 2,1% enquanto que a China passou nos mesmo per\u00edodos de um crescimento previsto de 5% para 4,8%.<\/p>\n<p>A gestora assinalou tamb\u00e9m as diferen\u00e7as existentes a v\u00e1rios n\u00edveis entre as guerras entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia e no M\u00e9dio Oriente. Nesse particular a guerra entre a R\u00fassia e Ucr\u00e2nia trouxe pre\u00e7os muitos mais elevados ao n\u00edvel do g\u00e1s natural. No que concerne ao pre\u00e7o do g\u00e1s natural, para o mercado europeu, chegou a superar os 300 euros por megawatt hora, durante a guerra entre Ucr\u00e2nia e R\u00fassia, enquanto que o conflito no M\u00e9dio Oriente fez o pre\u00e7o superar os 50 euros por megawatt hora.<\/p>\n<p>Aquando da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia as taxas de infla\u00e7\u00e3o eram tamb\u00e9m mais elevadas. Em 24 de fevereiro de 2022 na Uni\u00e3o Europeia estavam em 7,5%, na Zona Euro estavam em 5,1%, e no Reino Unido fixavam-se em 5,5%. Enquanto que a 27 de fevereiro deste ano a Uni\u00e3o Europeia tinha uma infla\u00e7\u00e3o de 2,4%, na Zona Euro ficava em 1,9% e o Reino Unido estava nos 3%.<\/p>\n<p>Os Rendimento dos t\u00edtulos do Estado a 10 anos eram mais baixos na altura em que se iniciou a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia face ao que existem por altura do in\u00edcio do conflito no M\u00e9dio Oriente. Em 24 de fevereiro de 2022 os da Uni\u00e3o Europeia ficavam em 1,96%, os da Zona Euro eram de 0,17% e os do Reino Unido estavam em 1,44%. Em 27 de fevereiro de 2026 os da Uni\u00e3o Europeia estavam em 3,93%, os da Zona Euro fixavam-se em 2,64%, e os do Reino Unido estavam em 4,23%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O cen\u00e1rio base do J.P. 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