{"id":353724,"date":"2026-04-22T23:15:22","date_gmt":"2026-04-22T23:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/353724\/"},"modified":"2026-04-22T23:15:22","modified_gmt":"2026-04-22T23:15:22","slug":"aumento-do-custo-de-vida-eua-ate-os-menus-de-hamburgueres-mais-baratos-tem-menos-procura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/353724\/","title":{"rendered":"Aumento do custo de vida EUA. At\u00e9 os menus de hamb\u00fargueres mais baratos t\u00eam menos procura"},"content":{"rendered":"<p><b\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Trata-se do maior aumento mensal desde o choque inflacionista do ver\u00e3o de 2022<\/b>, associado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-Covid-19 e \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia.&#13;\n<\/p>\n<p>\nAs <b>expectativas de infla\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo ano aumentaram de 3,8% para 4,8%.<\/b> E, nos pr\u00f3ximos cinco anos, tamb\u00e9m dever\u00e3o continuar aumentar. As fam\u00edlias americanas j\u00e1 n\u00e3o acreditam que os pre\u00e7os possam baixar rapidamente.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o reflete-se no sentimento dos consumidores: <b>dois ter\u00e7os dos americanos dizem estar muito preocupados com o custo dos alimentos e dos artigos de uso di\u00e1rio.<\/b> 30% n\u00e3o prev\u00eam qualquer melhoria da sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica. 38% prev\u00eam mesmo uma deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>N\u00fameros muito maus para Donald Trump<\/b>. O bilion\u00e1rio americano foi reeleito com a promessa de controlar o custo de vida.Uma economia &#8220;K&#8221; nos Estados Unidos<br \/>&#13;<br \/>\n&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs americanos n\u00e3o est\u00e3o de bom humor e isso nota-se at\u00e9 nos restaurantes de fast food.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nDurante muito tempo, cadeias como a McDonald&#8217;s atuaram como um amortecedor social, oferecendo refei\u00e7\u00f5es baratas, r\u00e1pidas e acess\u00edveis. Mas este modelo est\u00e1 a ser minado, mesmo antes de Trump. Entre 2019 e 2024, os pre\u00e7os da McDonald&#8217;s aumentaram cerca de 40% nos Estados Unidos. Como resultado, o n\u00famero de clientes com baixos rendimentos diminuiu quase 10%: <b>at\u00e9 a comida r\u00e1pida se tornou demasiado cara para algumas camadas da popula\u00e7\u00e3o.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>\nA revista americana Fortune prop\u00f5e uma leitura ainda mais estrutural:<b> o que o menu de tr\u00eas d\u00f3lares reflete \u00e9 uma &#8220;economia K&#8221;<\/b>, duas trajet\u00f3rias divergentes.<b> Por um lado, as fam\u00edlias abastadas continuam a consumir,<\/b> frequentando cadeias de luxo e n\u00e3o sentindo verdadeiramente a press\u00e3o inflacionista. <b>Por outro lado, as fam\u00edlias modestas est\u00e3o a tentar controlar todas as despesas, incluindo as mais triviais.<br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><br \/>\n<br \/>\nPor detr\u00e1s deste menu a menos de tr\u00eas d\u00f3lares, esconde-se uma realidade econ\u00f3mica mais profunda: o <b>enfraquecimento do poder de compra e um fosso crescente entre os consumidores<\/b>. McValue, um menu de 3 euros que, tal como o Big Mac, ser\u00e1 certamente tamb\u00e9m analisado por economistas e investidores.Do &#8220;\u00cdndice Big Mac&#8221; ao OzempiC<br \/>\nO \u00edndice Big Mac \u00e9 um conceito que nasceu como uma piada. Em 1986, o The Economist publicou o que designou por \u00cdndice Big Mac: uma vez que o hamb\u00farguer \u00e9 produzido praticamente em todo o mundo com os mesmos ingredientes, o pre\u00e7o, em teoria, deveria ser id\u00eantico de um pa\u00eds para outro, se as taxas de c\u00e2mbio refletissem com precis\u00e3o a realidade do poder de compra.<\/p>\n<p>Mas hoje o <b>\u00cdndice Big Mac diz outra coisa.<\/b> J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas um indicador da paridade monet\u00e1ria. <b>\u00c9 um bar\u00f3metro da eros\u00e3o do poder de compra, num mercado que tamb\u00e9m est\u00e1 em turbul\u00eancia.<\/b><\/p>\n<p>Cada vez menos pessoas v\u00e3o aos estabelecimentos de fast food, n\u00e3o s\u00f3 porque h\u00e1 menos dinheiro nas carteiras (e nas caixas do McDonald&#8217;s, diga-se de passagem). T\u00eam tamb\u00e9m outras preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00c9 aqui que entra a sa\u00fade. O aparecimento de medicamentos contra a obesidade como o Ozempic ou o Wegovy est\u00e1 a transformar o comportamento alimentar.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nMilh\u00f5es de americanos est\u00e3o a recorrer a estes tratamentos. Est\u00e3o a comer menos, a petiscar menos e a consumir menos produtos processados e altamente cal\u00f3ricos que constituem a base do modelo da fast-food. Os analistas come\u00e7am a levar a s\u00e9rio esta vari\u00e1vel: se estes medicamentos se generalizarem, o pr\u00f3prio volume de vendas poder\u00e1 diminuir estruturalmente, independentemente do contexto econ\u00f3mico.&#13;\n<\/p>\n<p>\nHavia o \u00cdndice Big Mac. Agora o Big Mac est\u00e1 a ficar Ozempic. <b>Em breve poderemos estar a falar do \u00cdndice Ozempic para medir a cura de emagrecimento da economia dos EUA.<br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><br \/>\n<br \/>\nDiane Burghelle-Vernet \/ 21 April 2026 10:00 GMT+1<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o e Tradu\u00e7\u00e3o \/ Joana B\u00e9nard da Costa&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Trata-se do maior aumento mensal desde o choque inflacionista do ver\u00e3o de 2022, associado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-Covid-19&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":353725,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,27755,92,476,89,90,413,21290,1215,32,33],"class_list":["post-353724","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-custo-de-vida","tag-donald-trump","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-eua","tag-guerra-no-medio-oriente","tag-inflacao","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116450906901344764","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353724","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=353724"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353724\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/353725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=353724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=353724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=353724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}